Big Lies

25 Frio Cortante


Notas iniciais
Big Lies está de volta! Se vocês notarem alguma erro de diagramação ou sinal, me desculpem, eu escrevo no Word, mas quando passo pro Nyah, ele não reconhece alguns acentos e símbolos. Espero que gostem do capítulo!

P.O.V MAGALI

Acordei com uma dor de cabeça horrível e a garganta seca, apesar de não ter bebido na noite anterior. Levantei, fui até o banheiro e me olhei no espelho, eu estava horrível, odeio ressaca moral. Suspirei fundo antes de jogar uma água no meu rosto. Ontem tudo tinha ficado claro em minha cabeça: eu gostava do Nimbus ou mais que isso, eu o amava. Mas junto disso muitas outras dúvidas surgiam: O que fazer agora que eu tinha admitido isso pra mim? Será que se eu me declarasse depois de tudo que disse ele teria uma boa reação?

Minha cabeça latejou mais uma vez e meu telefone começou a tocar, olhei o visor e o nome da Mônica gritava junto com o toque

— Bom dia Bela Adormecida! Você tá melhor da noite passada?
— Tirando a ressaca moral que faz parecer que eu bebi 10 litros de vodka, sim, eu estou bem.
— Será que você consegue driblar essa ressaca moral e vir até o cais? A mãe dos meninos marcou um passeio de barco ontem, não sei se você lembra
— Ai Deus, parece que uma escola de samba tá tocando na minha cabeça, acho que essa eu vou passar.
— O Nimbus está aqui — eu pude notar o tom humorado no qual ela falou isso
— Mônica, vai pro inferno! Em dez minutos eu tô ai.
— Partimos em 20 minutos. Beijo – ela desligou o telefone

Soltei o telefone e fui imediatamente até o chuveiro, apenas molhei o corpo, sai e peguei o primeiro biquíni que vi pela frente junto com uma roupa mais leve. Procurei alguém remédio para dor de cabeça, mas não achei nada, então resolvi que a minha escola de samba particular iria me acompanhar no passeio de barco.

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Assim que botei o pé pra fora da casa me arrependi de ter escolhido aquela roupa. Na pressa acabei me esquecendo que era inverno e botei um biquíni e uma roupa fresca. Olhei a hora no meu celular, faltavam cinco minutos para o barco partir, se eu voltasse para trocar de roupa perderia o embarque e consequentemente a chance de ver se o Nimbus estava me odiando ou não.

Respirei por um segundo e comecei a correr até cais, o vento gelado parecia cortar a minha pele, mas eu não ligava. Foram os cinco minutos mais demorados da minha vida, mas eu finalmente cheguei, acho que um segundo antes do barco partir.

— Magali, você tá bem? – a Mônica foi a primeira a vir em meu socorro, junto com o Dc, acho que a minha cara não devia estar das melhores
— F-f-f-frio – eu balbuciei com meus lábios tremendo
— O que deu em você pra vir com uma roupa dessa? – a Mô falou extremamente preocupada
— Oh meu Deus! – reconheci como sendo a voz da dona Keiko – Acho que tenho alguns cobertores ali dentro, vou buscá-los – ela falou em tom maternal

Quando Keiko se foi eu pude notar o Nimbus ao fundo, ele olhou de relance para toda a situação e nem sequer se mexeu ou esboçou alguma reação aquilo ali me cortou mais que o frio. Pude ver a Mônica indo até ele e balbuciando alguma coisa, logo depois ele retirou o seu casaco mais grosso, mas continuou sem expressão.

— Toma Maga, veste isso enquanto a dona Keiko não chega – ela me entregou o casaco do Nimbus, em outra ocasião eu recusaria, mas minha situação não me deixava fazer isso.
— Tome minha querida – Keiko chegou com vários cobertores grossos – Acho melhor cancelarmos o passeio de barco.
— N-n-não – balbuciei ainda trêmula de frio
— Magali, você não tem condições de ir pra lugar algum nesse estado – dessa vez era Dc quem falava.
— Essa garota tem mania de estragar tudo, não só passeios de barco! – o Nimbus pela primeira vez falou algo – Até parece que alguém vai sair com ela nesse estado deplorável – logo após isso ele pulou pra fora do barco e saiu andando em passos rápidos e firmes, depois disso acho que desmaiei, porque tudo ficou branco.

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Acordei bem mais aquecida, mas ainda com dor de cabeça que dessa vez vinha acompanhada de bela congestão nasal, tosses e espirros. Ótimo, agora eu estava resfriada, era só o que me faltava.
— Você está melhor? – só agora tinha notado que a Mônica estava no quarto
— Sim – respondi com a voz meio fraca – Onde o Nimbus está? – eu sei que essa não devia ser a primeira coisa que alguém pergunta quando acorda de um desmaio, mas bom...
— Maga – a Mônica fez uma longa pausa antes de continuar – O tempo deu uma boa melhorada não é?
— Sim, mas eu não quero falar sobre o tempo. Você pode por favor me responder? – falei firme, mas não de maneira grosseira
— O tempo melhorou Maga, o Nimbus vai pegar o avião para Paris.

Na hora eu fiquei sem reação, mas a primeira coisa que eu fiz foi apenas pegar o primeiro casaco que vi pela frente jogar por cima do meu pijama.

— Magali! Você não está nem louca de sair da cama! – a Mônica foi firme, mas não me segurou
— Amiga, se ele for pra Paris a vida dele vai mudar pra sempre, ele pode engatar uma turnê, talvez eu demore meses pra ver ele de novo, eu tenho que falar o que eu sinto – assim que disse isso comecei a correr e não deixei tempo para ela me responder

Por sorte assim que abri a porta da casa pude ver o carro que o Nimbus deveria estar a poucos metros. Pela segunda vez no dia eu corria no frio, mas dessa vez eu também gritava

— NIMBUS! NIMBUS! – mas o carro não parava e nem sequer diminuía a velocidade – NIMBUUUUUUUUUUS! – eu gritava com todas as minhas forças, mas parecia que nada era o suficiente – Nimbus, por favor – dessa vez eu falei baixo pela falta de forças e senti meus joelhos tocarem o chão frio
— Magali? Senti mãos quentes me rodearem – era ele, era o Nimbus – Você está louca? Vamos para o carro agora!
— Mas era pra você estar naquele carro — Eu falei sendo carregada por ele
— Aquele era o carro do meu pai, eu estava bem atrás de você o tempo todo, tentando te alcançar de carro assim que a Mônica me disse que você saiu
— Ela me disse que você tinha ido pegar o avião e eu precisava falar com você – eu disse tremula me agarrando ao calor do seu corpo
— Sim e eu vou! Mas eu estava me despedindo dos meus pais e do Dc para sair – ele disse assim que chegamos ao carro – Me fala o que é tão importante assim – o tom de voz dele agora era seco, acho que o susto pelo estado que ele havia me encontrado tinha passado.
— Nimbus, você tem que me escutar e não pode me interromper – tomei folego e reuni todas as forças que me restavam – Eu te amo, eu sei que te fiz sofrer e demorei muito pra perceber isso, mas você me faz sentir muitas coisas além de adrenalina e prazer, eu não conseguia perceber tudo isso até você me deixar sozinha naquele quarto ontem, até eu ver o quanto eu sou ou era importante pra você. Eu não queria admitir pra mim mesma que eu te acho um cara incrível, um cara que me soma a mim muitas coisas incríveis, um cara que é incrível na cama e me faz ir até a loucura. Eu tive medo de dizer isso antes, mas Nimbus, eu quero ser sua pra sempre, eu quero acordar do seu lado no outro dia de manhã, porque eu te amo – após tudo isso eu estava sem ar e ele me olhava atordoado
— Maga... Depois de ontem eu achei que tudo que eu sentia por você tivesse morrido, mas não, o que eu sinto é tão grande que não morreu. Quando eu te vi naquele estado no barco eu fiquei em choque e depois senti raiva por você ter si colocado em perigo. Eu também te amo Maga, mas essa oportunidade em Paris é muito grande! Eu tenho que ir agora, eu não posso ficar com você, talvez se você tivesse me dito isso ontem tudo seria muito diferente, mas agora eu já tomei minha decisão. Eu vou pra Paris e vou agarrar essa oportunidade, porque dessa vez sou eu que não consigo acreditar que se eu decidir não ir você vai acordar do meu lado amanhã.

Eu não podia acreditar no que tinha acabado de escutar, eu tinha tomado minha decisão tarde demais, agora ele iria pra Paris e eu ficaria meses sem vê-lo. Eu queria gritar, espernear, batê-lo, mas ao invés disso eu apenas me encostei na porta do carro e virei meu rosto. Estava tudo acabado.

Notas finais
Façam uma autora feliz, deixem um comentário Beijos e até o próximo