Big Lies
7 Crazy Night
Notas iniciais
P.O.V MÔNICA
Acordei com os primeiros raios de sol, mas não me dei ao trabalho de levantar. Hoje eu não iria à faculdade e teria o dia todo de folga do pub, ou seja, finalmente eu teria uma tempo livre para conhecer a cidade e mais tarde iria para a inauguração de uma boate com a Maga, o Cas e o Cebola. Levantei e fiz minha higiene matinal, coloquei uma blusinha e um short bem confortáveis já que meu primeiro programa do dia seria passar a manhã no parque com a Magali e depois ir no supermercado com o Nimbus, já que a nossa casa precisava ser abastecida e o Dc não servia pra nada. Escutei batidas na porta do meu quarto e fui atender
– Precisa de carona baixinha? – nesse pouco tempo de convivência o Nimbus me trata como uma irmã mais nova. Sempre protetor e se oferecendo pra me levar pra qualquer lugar, mas digamos que a principal motivação dele é encontrar a Magali por acaso
– Obrigada Nim, mas acho que vou de ônibus mesmo, to afim de passear pela cidade
– Tem certeza? Você pode ficar com as pernas cansadas
– Nimbus... Eu tenho certeza e também tenho certeza que a Magali não quer te ver nem pintado de ouro e a culpa é sua por isso
– A culpa não foi minha! Eu não sabia que ela tinha acabado o namoro a umas 2 horas e você sabe que eu fico nervoso perto de mulheres bonitas – ele fez aquela carinha de gatinho do Shrek e só agora eu percebi que ele estava apenas de cueca na minha porta, morar com dois caras extremamente gostosos faz você viver alguns desses momentos as vezes.
– Você é um santo Nimbus, até parece que eu não te conheço. Vamos fazer assim, eu vou de ônibus e você pode ir me buscar já que nós temos que ir ao supermercado de todo jeito, ok?
– Ok! Você acha que a Magali vai preferir que eu use uma camisa preta ou azul?
– Tchau Nimbus... – fechei a porta na cara dele
Depois da minha breve conversa com o Nimbus terminei de me arrumar passando uma leve maquiagem no rosto, mas meu dia não podia ser perfeito, eu tinha que esbarrar com o senhor idiota antes de sair de casa
– Oi Mônica
– O que é Dc?
– Pra onde você vai?
– Não te interessa – olhei para ele que usava apenas uma calça jeans um pouco justa e bebia uma garrafa de suco enquanto assistia o jogo... FILHO DA MÃE GOSTOSO! – Por que você quer saber?
– Eu ia te chamar pra fazer alguma coisa hoje à noite... Acho que eu te devo uma noite melhor do que última
– Obrigada Dc, mas eu já tenho o que fazer hoje. Agora eu tenho que ir, até depois
Não sei o que tinha dado no Dc esses dias, mas ele com certeza estava muito estranho... Ele costumava implicar comigo todos os dias, mas ultimamente ele tinha me dado uma trégua, sem falar nos olhares estranhos que ele andava me lançando e agora essa de me chamar pra sair, coisa boa não deve ser.
P.O.V MAGALI
A Mônica tinha combinado esse passeio no parque comigo com a desculpa de que eu precisava sair mais e deixar de pensar no meu ex gordo e cafajeste, mas eu sabia muito bem que o que ela queria era arrumar uma desculpa pra conhecer a cidade e eu aqui teria que servir de guia, mas eu não achava isso ruim, eu realmente precisava sair de casa e se ser guia da Mônica me possibilitaria isso, eu estava disposta a ser. Olhei meu relógio apenas para ter certeza que a Mônica estava atrasada e confirmei isso. Oito e meia da manhã e nem sinal dela, odiava atrasos e já estava disposta a ir embora quando eu a vi no horizonte balançando os braços para que eu a visse.
– Você está atrasada — falei com minha cara de poucos amigos
– Eu sei, mas é que eu acabei perdendo tempo falando com o Nimbus e o ônibus demorou
– Nimbus... Esse garoto não cansa de ser incoveniente?
– Ele não é tão ruim quanto você pensa, ele é bastante legal na verdade... Você devia tentar conhecer ele melhor
– Dispenso isso, de cafajeste ja basta o Quim
– Magali... Você não pode fechar seu coração pra todo homem, porque o Quim foi uma merda de pessoa
– Não é pra qualquer homem, mas também não vai ser pro Nimbus! Você sabe da fama dele, já comeu metade das meninas da faculdade.
– Se você for pensar por esse lado, vai morrer virgem!
– Olha quem fala, você se veste como uma freira e não pegou ninguém desde que chegou aqui e olha que você mora com dois caras super galinhas e gostosos
– Eu me visto assim, porque acho confortável e não pego ninguém porque...
– Por que?
– Porque sim, Magali! Agora vamos parar com isso
– Não está mais aqui quem falou, mas que eu aposto que o Dc te pegava fácil, ah isso sim!
– O Dc é a pessoa mais insuportável do mundo, nunca ficaria com ele!
– Duvido! Essa sua implicância toda deve ser causada por uma forte atração sexual que você sente por aquele corpo definido que anda de cueca box pela casa... — dei um sorriso malicioso e ela me retribuiu com um tapa — O que foi? Ciumes? Relaxa amiga, eu não sou fura olho
– Você é ridícula! Podemos ir as compras? Economizei bastante pra comprar uma roupa perfeita pra hoje
– Que besteira Mô! Pode guardar seu dinheiro, eu pago pra você
– NUNCA! Eu tenho dinheiro, para com isso — a Mônica ficou nervosa, estranhei a reação dela, mas deixei passar, ela tinha esses surtos às vezes
– Ok né... Vamos? Eu ainda tenho que me arrumar, é minha primeira festa solteira desde muito tempo!
– Uau!
Passamos o resto da manhã juntas, fazendo coisas idiotas e pensando sobre a nossa noite incrível, até que ela me deu a desagradável noticia de que o Nimbus viria buscá-la para eles fazerem as compras do mês, ou seja, hora de eu ir embora para não cruzar com o cafajeste de beira de estrada.
P.O.V MÔNICA
– Cadê a Magali? – o Nimbus perguntou assim que eu entrei no carro
– Oi Nimbus! Eu estou ótima, obrigada por perguntar – respondi de maneira sarcástica
– Engraçadinha, já que eu não vou poder ver minha musa, é melhor a gente se apressar pra ir ao supermercado
– Concordo, tenho que chegar o mais rápido possível em casa pra me arrumar
– Se arrumar? Você vai sair da toca?
– Vou pra inauguração de uma boate nova que vai ter aqui na cidade, algum problema?
– Total apoio e vai ser melhor ainda se a Magali estiver por lá, acho que vou dar uma passadinho lá
– Se você quiser levar outro fora, fique a vontade
– Pare de ser pessimista baixinha! – ele falou antes de desviar sua atenção para a estrada
Passamos o resto da manhã fazendo compras e para minha sorte ele pagou tudo, já que eu tinha gastado todo meu dinheiro em roupas, quer dizer todo o meu dinheiro não, afinal mesmo que eles não soubessem eu era rica, mas a Magali não desconfiar do meu gasto absurdo no shopping já foi muita sorte e eu não ia abusar mais disso.
Xx
Olhei pro relógio que indicava exatamente quatro horas da tarde, peguei minha toalha e fiz minha higiene e fui escolher uma roupa no meio de tantas que eu comprei. Escolhi uma saia preta com muito brilho e uma blusa colada de mesma cor que deixava minha costas a mostra, juntas as peças pareciam um vestido, depois disso escolhi um salto preto que combinava perfeitamente com minha roupa e fiz uma maquiagem bem forte no olho. Me olhei no espelho e tive certeza que desde minha chegada na cidade nunca estive tão bonita. Eu merecia um dia de folga e merecia ainda mais estar perfeita nesse dia.
Vi que já eram oito horas da noite quando acabei de me arrumar, então sai do quarto para esperar a Magali, que vinha me buscar as dez. Fui para sala assistir um pouco de TV e vi que o Dc já ocupava o lugar, quando me preparava para voltar para meu quarto ele se pronunciou
P.O.V DC
Escutei passos vindos do quarto da Mônica, então presumi que fosse ela chegando. Estava morrendo de fome e como ela era a cozinheira oficial da casa resolvi pedir um sanduíche
– Mônica, você pode preparar um sanduíche de mostarda pra mim? – perguntei sem virar para olhá-la
– Desculpa Dc, eu sei que faz parte do acordo, mas eu não estou vestida para ir para a cozinha – virei para ela assim que escutei as palavras que saíram de sua boca e por um momento desejei apenas ter ignorado o que ela falou e voltado a atenção pro jogo de futebol, mas a merda já estava feita. Ela estava simplesmente... PERFEITA, a roupa justa marcava suas curvas nos lugares certos, suas pernas grossas estavam expostas pela saia curta. Eu nunca a tinha visto desse jeito e também nunca tinha desejado tanto uma mulher como a desejava agora. Estaria eu apaixonado?
– Ok – foi a única coisa que saiu da minha boca antes que eu começasse a babar ali mesmo.
– Posso me sentar pra ver o jogo com você?
– Não
– Não?
– Sim
– Sim?
– Senta logo pra ver a droga desse jogo! – assim que eu disse isso seu celular tocou
– Não acredito que a Magali não vai poder vir me buscar! Então você vem não é Cê? Sim, já estou pronta! Pode vir me buscar... Você já está aqui? Pode subir!
– Quem é Cê? – aquilo saiu da minha boca antes que eu pudesse impedir e eu notei que segurava meu copo de suco com mais força que o necessário
– É o Cebola, um amigo meu de muito tempo... Ele vem me buscar, parece que o carro da Magali quebrou e ela vai com o Cascão
– O cara que acha que vai ser o próximo Steve Jobs?
– Esse mesmo, mas é claro que ele não vai ser o próximo Steve Jobs, ele vai ser muito melhor – outch! 1x0 para a Mônica
– Ok, acho que... – antes de eu terminar a frase a campainha tocou, corri para atender já sabendo quem era – Olá! – falei assim que atendi a porta
– Oi! Você deve ser o Mauricio, eu sou o Cebola, amigo da Mônica – estendeu a mão para um aperto e eu apertei de volta com muito mais força que o necessário
– Oi Cê! – a Mônica apareceu na porta me empurrando para passar e dando um beijo na bochecha do amigo, meu sangue ferveu
– Divirtam-se! – falei de maneira sarcástica
– Obrigada – ela falou fechando a por enquanto Cebola passava a mão por sua cintura.
Xx
Me olhei no espelho ainda decidindo se devia ou não para a boate, mas o ciúme bateu mais forte, então peguei a chave da Ferrari do meu irmão e quando estava prestes a sair de casa uma voz me chamou
– Onde você pensa que vai com meu carro? Eu vou sair!
– Nimbus, eu preciso muito! Tem uma boate nova que vai inaugurar hoje e eu to muito afim de ir
– A Mônica e a Magali vão estar lá?
– Sim!
– É o mesmo lugar para o que eu vou. Eu dirijo
P.O.V MÔNICA
Já fazia algumas horas que todos nós tínhamos chegado a boate, a música estava alta e eu já não respondia mais por minha ações de tão bêbada. Mexia meu corpo ao ritmo da batida e podia notar que muitos dos caras que estavam ali me olhavam inclusive o meu amigo de infância, então resolvi puxá-lo para dançar. Peguei Cebola pela mão e o puxei para o meio da pista de dança, nossos corpos dançavam conforme o ritmo e ficávamos mais juntos a cada segundo, foi então que eu pude sentir seu peitoral forte encostando-se ao meu peito e tive a certeza que meu amigo de infância havia mudado bastante. Por que não aproveitar isso? Botei minhas duas mãos ao redor de sua nuca e o beijei. Um beijo quente e urgente, ele me puxou para longe da pista de dança, me encostando na parede. Aquele beijo era delicioso, ele tinha pegada, mas ainda faltava alguma coisa, então eu simplesmente me afastei dele e sai correndo para fora da boate
P.O.V DC
Assim que cheguei à boate fui procurar a Mônica, mas me arrependi de fazer isso quando a vi dançando bem colada com o seu “amigo” e mais ainda quando eu os vi se beijando. Pensei em sair dali na hora, mas eu quis observar a cena até o fim para sofrer mais e então pude ver a hora que ela se afastou dele e saiu correndo. Não sei o porquê, mas minha única reação foi sair correndo atrás dela e quando sai da boate a vi sentada em um beco escuro chorando
– EU SOU UMA FARSA! UMA FARSA! UM MONSTRO! – dizia sem parar enquanto abraçava seus joelhos
– Mônica? Se acalma, eu vou chamar um táxi vou tirar você daqui – toda minha raiva foi embora quando eu a vi naquele estado, precisando de mim, precisando de alguém que cuidasse dela
– SAI DAQUI! VOCÊ NEM SABE QUEM EU SOU!
– Você está bêbada! Vem comigo, por favor, aqui é perigoso – em um surto de calma, ela me deu a mão e se apoiou no meu ombro. Fomos para a avenida e para nossa sorte passava um táxi no exato momento. Peguei-a no colo e a coloquei dentro do veículo
A volta para nossa casa foi silenciosa, porém eu nunca havia me sentido tão confortável em minha vida. A sensação boa de sua cabeça encostada no meu ombro me fez esquecer de tudo daquela noite e apenas pensar naquilo. Quando finalmente chegamos, eu paguei o motorista e a peguei no colo. Deixe-a no seu quarto e ainda velei seu sono por alguns minutos
P.O.V NIMBUS
Eu já havia chegado há muito tempo na boate e até tinha curtido um pouco com algumas garotas, mas eu tinha que encontrar a garota que vir procurar... Foi então que vi a Magali bêbada encostada no bar. Ela usava um vestido branco bem curtinho, os cabelos lisos e soltos. Fui até ela para conversar
– Oi Magali!
– Oi cafajeste! Aposto que você ta aqui só pra tentar me levar pra cama – ela falou com uma voz estranha, provavelmente por causa da bebida
– Eu to aqui pra te levar pra casa, acho que você já bebeu demais
– Eu nem comecei a me divertir! Por que você não vem comigo? Posso jurar que essa vai ser sua última chance
– E eu posso jurar que não agora vamos embora! – peguei-a pelo braço, mas ela se soltou
– NÃO!
– MAGALI VAMOS!
– NÃO!
– QUER SABER! VOCÊ VEM SIM! – peguei pelo colo e sai andado pela boate
– SEU IDIOTA! ME BOTA NO CHÃO!
– Na sua casa ou na minha?
– EU NUNCA VOU TE DIZER ONDE EU MORO!
– Então na minha! — Peguei o meu carro e dirigi para o apartamento o mais rápido possível, nunca fiz aquele percurso tão rápido na minha vida – Chegamos! – falei assim que estávamos no meu quarto
– O que você quer? Me levar pra cama? Então ok! Vou realizar seu pedido – ela começou a tirar a roupa e meu Deus, aquilo era a visão do paraíso! Mas eu não podia fazer aquilo com ela naquele estado
– PARA COM ISSO MAGALI! VOCÊ ESTÁ BÊBADA
– Achei que você gostasse de fazer isso com mulheres bêbadas! – falou tirando seu sutiã e deixando seus seios a mostra
PRA MIM JÁ CHEGA! – peguei meu lençol e a cobri jogando-a na cama – Você pode pensar que eu sou um lixo, mas eu não sou tão ruim assim Magali... – não obtive resposta, quando a olhei ela já dormia profundamente
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