Big Lies

27 A Verdade?


Notas iniciais
Aaaai gente, tenho nem mais cara de pau de vim aqui pedir desculpas Minha vida agora é uma loucura, não tenho muito tempo pra escrever e perdi os capítulos de BL que já estava quase totalmente escrita, porque meu computador antigo faleceu. Enfim, vou postando sempre que der. Se alguém por ai ainda lê essa história, por favor, deixa um comentário, porque é bem importante pra mim. Inclusive foram alguns comentários no último capítulo e reler algumas histórias queridas que me fizeram ter vontade de voltar a escrever. PS: ainda to tendo problemas ao passar a história aqui pro Nyah, então desculpem qualquer erro de formatação

— Do Contra? — eu repeti seu nome dessa vez com mais ênfase — Do Contra, pelo amor de Deus me responde! Eu tô ficando preocupada

Um leve sorriso sarcástico brotou na sua boca

— Até quando? — ele falou calmo

— Até quando o que? — eu falei em tom estridente

— Até quando você vai sustentar essa sua máscara de menina preocupada e inocente? — eu não conseguia responder, meu corpo não me obedecia — Hein, Mônica Sousa?

— D...D...D... — eu só conseguia balbuciar a primeira letra do seu nome

— Ou eu devia dizer "a socialite assassina de malibu"? Porque é isso que diz nesse pedaço de jornal com uma foto sua estampada na capa — ele ainda falava calmamente, mas seu corpo tremia por inteiro

— Do Contra, por favor...

— Sabe... Eu não sei se te deixo falar, tenho medo que você me encantar de novo com esse seu canto da sereia... — ele agora olhava pra mim, sua face tinha um misto de nojo e tristeza

— Do Contra, você precisa me escutar! Eu posso explicar — eu falei em tom de suplica — Por favor — o desespero tomou conta do meu corpo, eu suava frio, não conseguia formular bem as palavras

— Qual manchete você quer explicar primeiro? — ele começou a pegar os recortes de jornal que estavam em uma pasta e pigarrou antes de continuar — "Professor do ensino médio tem carreira destruída por aluna por causa de uma brincadeira" — ele leu a manchete — Tem uma foto sua aqui... Não é incrível? Mas eu devo admitir, eu quase não reconheci... Cabelos longos, saia curtíssima, um grande decote — o sorriso sarcástico continuava em sua face

— Isso não é de todo verdade — as palavras saíram fracas dá minha boca

— Não é de todo verdade? — ele agora subiu o tom de voz — Parece que tudo na sua vida não é de todo verdade não é?

— Meu amor por você é uma verdade absoluta, me escuta, por favor

— Seu amor por mim????? — ele deu uma gargalhada forçada — Meu Deus... Eu sou uma piada pra você não? Eu... A Magali... O Nimbus... Meu Deus, eu queria dizer que você me da ódio, mas eu não consigo sentir nem isso por você

— Por favor... Pare — lágrimas começaram a escorrer dos meus olhos

— Sabe outra que eu gosto? — ele falou em tom irônico

— EU POSSO EXPLICAR TUDO! — eu gritei, o interrompendo — Só me dê um minuto, por favor! — supliquei

— "Mônica, filha de um importante dono de uma das maiores redes de hotéis do mundo é acusada de invasão a propriedade privada, lesão corporal e tentativa de assassinato" — ele ignorou meu pedido e começou a ler a manchete, eu tinha vontade de vomitar, senti minha vista ficar turva, eu não sabia mais quanto tempo eu iria conseguir ficar de pé — a vitima que os jovens do colégio conhecem como Luca tem grandes chances de nunca mais voltar a andar graças a uma brincadeira de adolescentes liderada por Mônica

Eu não aguentava escutar aquelas palavras, minha vontade era sair dali correndo, mas meus pés não me obedeciam

— Quem é você? — o Do contra perguntou em tom baixo e calmo

— Sou eu, amor... A Mônica, sua namorada! — falei enfática

— Quem é você?! — dessa vez falou em tom alto

— Deixa eu me explicar, por favor! — implorei de novo — Só me escuta, meu amor, pelo amor de tudo que há de mais sagrado!

— Meu amor? Você ainda tem a cara de pau de me chamar de meu amor? — ele fechou os olhos e respirou fundo — Eu nem conheço você! A garota por quem eu me apaixonei tem personalidade, é sincera, tem um pai que é vendedor de carros e uma mãe que é dona de um pequeno mercado... Eu nao conheço você — ele fez uma pequena pausa — Você é uma estranha.

— Meu nome é Mônica Sousa! — eu falei decidida — Eu namoro Maurício, estudo relações internacionais em Yale, vivo com meu namorado e seu irmão num apartamento

— Para de mentir! Você não cansa de mentir? — ele falava em tom alto, mas não chegava a gritar — Você mente, você não ama ninguém... Eu fui só mais uma marionete que você usou na sua vida

— Do contra, eu fui sim essa pessoa das fotos, egoísta, mas se você me deixar explicar vai ver que eu nunca fui assassina e nunca quis acabar com a vida de ninguém, eu só era uma adolescente — respirei fundo antes que ele me interrompesse — Você se apaixonou por mim, por essa pessoa que tá aqui na sua frente. Eu sou a menina que foi comer cachorro quente e brigadeiro com você, ajudou você quando tava passando mal, brigou quando você queria alugar o apartamento, a mesma que você disse que amava.

— Para de falar, por favor — ele sibilou com a voz trêmula

— Eu posso ter mentido sobre minha origem e sobre quem eu era, mas eu NUNCA menti sobre quem eu sou. Eu me tornei e me torno uma pessoa melhor a cada dia graças as amizades lindas que eu ganhei nos últimos tempos. Eu te amo, Maurício — fiz questão de falar seu nome — E você sabe que isso não é mentira, nem que seja lá bem no fundo

Do contra, que até agora estava do outro lado da sala, caminhou até mim sem em momento algum desviar seus olhos dos meus. Sua postura rígida apenas piorou a áurea pesada e escura do ambiente. Ele chegou a milímetros de mim e falou de maneira decidida

— Eu ODEIO que me chamem de Maurício — sua respiração estava bem perto da minha, aquela posição momentos atrás me faria querer beija-lo, mas agora minha vontade era me encolher até ser transformada eu uma formiguinha — Eu vou sair agora, pode ficar no castelo de mentiras que você construiu nessa casa

Ele passou por mim e minha vontade era gritar, me agarrar aos seus pés, mas o pouco de dignidade que ainda me restava e o choque por ele ter descoberto tudo dessa maneira me deixaram imóveis. Eu nem consegui virar pra trás pra o ver batendo a porta, mas quando o barulho dela se fechando atingiu meus ouvidos eu escorreguei até o chão e me desfiz em lágrimas. Era isso, estava tudo acabado e de uma maneira muito mais dolorosa do que eu jamais imaginaria. Não tiveram muitos gritos, nem palavrões, o Do Contra não me expulsou de casa como qualquer pessoa normal faria, ele apenas me tratou com o desdém de uma desconhecida. Pensar nisso fez meu coração doer e o fluxo de lágrimas que escorria dos meus olhos aumentar. Meu mundo tinha se esvaido bem na frente dos meus olhos e eu não pude fazer nada pra impedir.

P.O.V MAGALI

Era domingo, eu havia chegado do Canadá na sexta e ainda não tinha me recuperado da minha conversa com o Nimbus. Na verdade, eu me sentia vazia, não tinha mais o que fazer, eu tinha admitido meus sentimentos e havia perdido ele pelo menos por alguns meses, já que o seu show, na sexta em Paris, havia sido um sucesso e estavam até especulando dele apresentar um programa na TV.

Levantei do meu sofá e peguei um pedaço de pizza velho enquanto eu colocava algo legal na TV, passei os canais até que o destino quis me pregar uma peça e eu parei justo em um canal o qual passava um cara ensinando alguns truques de mágica. Desliguei a tv, rindo por dentro do quanto o destino é cômico as vezes, e fui em direção ao banheiro.

De baixo do chuveiro, com a água morna tocando a minha pele, pensei em quanto a vida sem o Nimbus por perto tornou-se sem graça. Não tinha mais a chance de cruzar com eles pelo campus, nem cogitar me arrumar mais pra ver a Mônica, porque eu achava que ele ia tá lá.

"Pelo menos não vou ter que ficar bolando respostas pra implicância do Nimbus e vai me sobrar mais energia mental"

Ri com meu próprio pensamento idiota, mas logo depois o sorriso sumiu da minha face. A vida sem o Nimbus seria uma merda.

Acabei meu banho, coloquei a roupa mais confortável que achei e me preparava para passar o resto do dia vegetando quando a campainha tocou
Estranho... O porteiro não interfonou e eu também não lembrava de ter pedido delivery.

Caminhei preguiçosamente até a porta e a abri, mas não acreditei no que via, fiquei o que me pareceram 10 minutos apenas olhando pra ele

— Não vai falar nada, bobona? — Nimbus falou com um sorriso de canto a canto do seu lindo rosto e isso fez meu coração se aquecer de imediato.

Notas finais
É isso gente!! Espero que tenham gostado e se tiverem algum palpite do que está por vir venham falar comigo ou deixem um comentário. Até o próximo ♥