Beyond the Sea

7 Why have to be spiders?


Notas iniciais
Demorei, estou sabendo. Poderia fazer um monte de desculpas só que o fato das minhas aulas terem começado já explica muita coisa. ALSO estava tipo, sem nenhuma inspiração MESMO saia nada viu viado? GENTE COMEÇOU O CARNAVAL que eu odeio. Amizades, se liga só: os blocos aqui na cidade acontecem na Delfim - pensem que vocês sabem que rua é essa dai tá blz - ai tem uma rua logo ao lado, a rua logo ao lado é onde eu moro, ou seja, escuto todas aquelas músicas toscas. O jeito rapariga é botar o fone daqueles enormes e botar no máximo I WAKE UP LIKE THIS FLAWLESS MAYDAY MAYDAY EARTH TO BITCHES falando em piranha gente, já estou tendo alergia a peixe na minha sala. Olia nem conto o que a criancinha protótipo de prostitua já começou com intriga AMIGA PARE TÁ FEIO mais detalhes nas notas finais, intrigas hoje, tretas melhores e com gente que realmente merece minha palavra mais tarde. Anyway loves, espero que gostem do capítulo E AVISO AQUI QUE PERCABETH HOT IS COMING.

Annabeth sonhou com aranhas.

Tinha sete anos, sozinha em seu quarto em Chelsea, um bairro elitista ao sul de Londres. As aranhas vieram à noite, sempre espreitando no escuro, rastejando em ondas a partir do armário, que logo enchiam o quarto. Ela gritou, chamando o pai, mas ele estava fora, no trabalho. Sempre no trabalho.

Em vez dele, veio a asiática que Frederick achou que seria uma boa mãe. Bem, achou errado.

Não me importo de bancar a malvada, dissera ela uma vez ao pai da garota quando achou que Annabeth não ouvia.

– É só sua imaginação – disse a madrasta sobre os aracnídeos. – Está assustando seus irmãos.

– Eles não são meus irmãos. – argumentou Annabeth, o que fez a expressão da madrasta endurecer. Seus olhos quase tão assustadores quanto às aranhas a olhavam como se Annabeth tivesse lhe dado um tapa – bem que a loira não iria reclamar de fazê-lo.

– Agora durma. – insistiu. – E chega de gritos.

O que mais assustava era que esses sonhos eram lembranças. As aranhas reapareciam e Annabeth se escondia de baixo das cobertas, algo inútil. No fim, acabava adormecendo de exaustão e acordava com picadas e teias cobrindo-lhe os olhos, boca e nariz. Mesmo com tais provas, sua madrasta nunca acreditava.

Depois, as mesmas coisas aconteciam no hospital. Os médicos a imobilizavam e a dopavam com fortes drogas. Mesmo assim, acordava de manhã com as mesmas picadas e teias. Quando fugiu, isso parou, e Annabeth não pensava nisso até as últimas semanas, quando os mesmos sonhos voltaram. Pequenas e negras, arrastando-se por cima dela, sufocando-a, envolvendo-a em teias.

O sonho mudou – não exatamente para bom, mas sim para pior ainda – e ela se viu em uma caverna escura. Só conseguia ver poucos metros à frente, mas o espaço era amplo. Água gotejava em algum lugar ali perto, e o som ecoava nas paredes distantes. As corrente se ar que sopravam faziam Annabeth suspeitar que o teto era muito, muito alto.

– Ora se não é a garota honrada. – alguma coisa disse lá no alto, a voz fez o estomago de Annabeth revirar e seus músculos ficarem tensos, o que sempre acontecia quando ficava com medo. Soava vagamente feminina, mas nem um pouco humana. Cada palavra era um sibilo truncado e em muitos tons, como um enxame de abelhas assassinas houvesse aprendido a falar em uníssono. – A única em milênios que me fará o prazer de uma visita. Claro que, diferente de suas esperanças, não conseguirá a Marca.

A Coisa na escuridão emitiu uma série de sibilos violentos, como uma bexiga sendo esfaqueado. Estremecendo, Annabeth percebeu que aquilo era uma risada. Não respondeu a ameaça.

– Há muito estou sustentando este lugar – disse ela (ao menos, Annabeth imaginava que era ela) – Séculos de fúria de Atena não são muito fáceis de conter, e as forças abaixo dos seus pés – a loira imediatamente olhou para o chão, parecia gelo sólido, mas rachaduras aqui e ali diziam o contrário – se agitam muito quando ela decide ser achada. – o que quer que seja não parecia se aproximar, o que para a loira era muito bom. – Os ventos falam. Dizem que és a primeira a se provar uma vítima digna. Que sorte a sua, pode ser meu último brinquedo.

– Quanta sorte. – Annabeth conseguiu ironizar. – Sinta-se a vontade para atormentar-me, enlouquecer-me, o que desejar, em sonhos. Mas mesmo que seja um último ato, vou conseguir essa maldita estátua.

– Em breve poderá provar suas palavras. Em breve a Tecelã fará você engoli-las. – ameaçou, fazendo Annabeth sentir arrepios mesmo no sonho, e nem foi porque ela falou de si mesma na terceira pessoa. – Volte dormir agora, vai precisar. E eu... eu vou trabalhar na escuridão. Esperando pela minha vingança.

O sonho desbotou, e Annabeth abriu os olhos sem se levantar.

Ela poderia suspirar de alívio se não sentisse alguém se deitar e se acomodar ao seu lado, então na verdade ela bufou e se virou, dando de cara com Percy. Claro que era ele, girando um dos anéis e olhando-a com a melhor cara de sonso.

– Você só pode estar de brincadeira – Annabeth pensou alto. – Caso não tenha percebido, até paguei extra para ter um quarto só meu.

– Realmente subestima o número de mulheres que morreriam para me ter em suas camas. – ele piscou em deboche.

– Não sou uma delas.

– Sua negação acabará afetando minha negatividade em tentar ser bonzinho com você, em total e inexplicável negação porque, afinal, concordei em te ajudar. – ele disse. – Em fato, é apenas admitir sua paixão escondida por mim e tudo será mais fácil.

Annabeth querida deitar ali e fechar os olhos, fingindo que nada daquilo estava acontecendo. Diferente disso, ela pulou por cima dele, pegando suas botas e as colocando sem ao menos se sentar, o que quase resultou em um tombo se não tivesse se segurado a parede.

– O que quer Jackson?

– Você seria bom. – ele comentou como se não fosse nada, e Annabeth amarrou o espartilho preto com o cabelo no rosto para que ele não a visse corar. – Porém no momento era te acordar, e avisar que sobrevoamos Paris e que aqui em oito minutos estaremos em Rosslyn. Obviamente, não vamos descer. Vamos aos compartimentos internos...

– Vamos? – ela o interrompeu enquanto amarrava as tiras da bota em sua coxa. – Não me diga que...

– Adoraria lhe ver falhando e só tendo a mim como ajuda. Isso, é claro, se eu tiver no meu bom humor.

– Quando vai admitir que se preocupa comigo Jackson? – Annabeth interrogou, cruzando os braços e se inclinado na parede.

Percy respondeu com um virar de olhos, subindo as escadas e só lá de cima disse:

– Espero que não tenha medo de altura.

***

Por sorte, Annabeth só tinha medo de aranhas.

No compartimento logo abaixo do convés, havia janelas relativamente grandes uma do lado da outra por toda a extensão das paredes. Uma corda não suficiente grande para alcançar o chão se encontrava bem presa perto de uma das janelas. Não muito distante, as torres de Rosslyn eram vistas por entre as árvores. Eram de copas altas, parecia que ninguém encostara a mão naquelas árvores desde a Idade Média, e, mesmo assim, a poupa do navio sequer estava perto delas.

– É bem simples – Grover falou, dando uma última checada na corda. – Escorregam e tentem não morrer pelo salto. Ah, e usem algo se não quiserem queimar as mãos.

– Divertido. – Annabeth sussurrou, pondo as luvas com furos rasgados que Silena lhe deu. Ao menos, a filha de Afrodite não a persuadiu a usá-las, como fez com os brincos de argola e deixar o cabelo solto. A garota listou mentalmente suas coisas antes de descer, como a adaga e a bendita dracma, mas quando pôs a mão em seu bolso não a sentiu. – Jackson onde está a dracma?

Ele a olhou como se não entendesse.

– Como irei saber?

– Quando algo dá errado, normalmente o primeiro nome que me vem à mente como culpado é você, então, onde está?

Ela imaginou que ele lhe daria outra história, mas ao invés disso Percy pescou algo do bolso do sobretudo. Segurava a bendita dracma em prata que até agora não servira para nada para Annabeth, a não ser lhe dar mais pesadelos do que pretendia.

– Serve essa? – ele perguntou com a dracma entre os dedos; quando a loira parou de encará-lo e tentou pegá-la, porém, Percy a escondeu na mão, deixando-a deslizar junto ao pingente que foi lhe adquirido.

– Transformou minha moeda em um cordão? – perguntou ela, quase perplexa.

– Dê-me um motivo para eu pensar em te agradar, Chase – Percy devolveu, fazendo Annabeth rolar os olhos enquanto colocava o recente cordão – A ideia foi de Silena, achou que combinaria com você, afinaria seu pescoço, sei lá parei de prestar atenção. – ele inclinou a cabeça para as janelas – Damas primeiro.

Annabeth não questionou, resolveu não ter dor de cabeça com as infantilidades de Perseu. Ela pulou pela janela sem medo e se agarrou à corda, escorregando por ela até sumir no meio do verde das folhas. Por mais que já tenha visto muitos do chalé 6 fazerem isso, Percy ainda ficava intrigado como conseguem não ter medo de morrer porém têm medo de aranhas do tamanho de uma cabeça de alfinete.

– Ideia de Silena, hã? – Grover comentou casualmente – Mudou de nome, Percy? Ou deveria chamar de Silena agora?

Percy preferiu não responder, sumindo no meio do verde como Annabeth. A garota o observou aterrissar com uma cambalhota e se levantar, limpando suas roupas como se aquilo tudo fosse parte do show. Ela começava a se arrepender por não preferir a opção de vir nadando da Inglaterra até o continente.

– Uma curiosidade – disse ela enquanto andavam lado a lado por entre as árvores, em direção à trilha de pedras que levava à Rosslyn. – Pensei nisso logo depois que presumi que o mapa estaria em capela...

– Deus com D maiúsculo? – Percy terminou o pensamento; Annabeth assentiu. – O que me diziam era “não se preocupe com o metafisico” e, bem, já tinha problemas de mais para pensar. Um bom exemplo é quando descobri que sou tio de todos os pégasos do mundo. Ou que dois deuses tiveram um filho cavalo; que meu pai teve um relacionamento com a Branca de Neve...

– Branca de Neve?

– Gaia. – respondeu – Enfim, já era dor de cabeça de mais.

– Entendo. – Annabeth divagou, sentindo até um pouco de falta de quando pensava que o pior era o pai de Thalia, que, aliás, ela descobrira que era Zeus, ter se casado com a própria irmã, por mais que ela sempre achara o relacionamento de Zeus e Hera completamente normal se não visto dessa forma. Seus pés pararam no primeiro degrau, olhando para cima, para a grandiosa porta de madeira, continuou – Creio que seja melhor que fique aqui.

– A filha da sabedoria caminha solitária – relembrou. – Não irei discutir com isso.

– Que milagre! – exclamou a loira. – Da próxima vez, falarei com você na porta de uma igreja, talvez assim veja finalmente que estou sempre certa.

– Cale a boca, Chase. – Percy poderia ter falado com arrogância, mas foi um suspiro, seguido por um sorriso como se a frase fosse parte de uma brincadeira.

Outro milagre aconteceu, Annabeth riu verdadeiramente – daquele tipo que te deixa com calor no corpo. Isso não acontecia há muito tempo, mais ou menos desde quando Luke se fora. Ela decidiu esquecer tal pensamento e empurrou a porta de madeira.

A Capela Rosslyn – Catedral dos Códigos, como preferir – se encontrava a 11 quilômetros ao norte de Paris. As coordenadas geográficas da capela coincidem precisamente com o meridiano norte-sul que passa por Glastonbury, a Linha Rosa original. Ela atraía pessoas do mundo inteiro pelos seus mistérios, até mesmo pela localização ou – o que Annabeth procurava – a entrada para a cripta onde o segredo de Rosslyn ficava guardado -, mas, para sorte da garota, o local jazia vazio.

As paredes gélidas de pedra e os bancos de madeira antiga pareciam não ver vida desde quando fora construída, por mais que não aparentavam abandono. Arcadas da entrada eram repletas de rosáceas de cinco cúspides em relevo. Rosas, é claro. As imagens de mármore com entalhes perfeitos pareciam acompanha-la enquanto andava no meio das duas fileiras de bancos. Os saltos da bota bateram no chão, fazendo eco pelas paredes. Como uma aspirante natural a arquiteta, Annabeth adoraria passar mais tempo observando todos os detalhes com deleite, mas não tinha esse tempo, e as superfícies perfeitamente entalhadas ficaram para trás – nenhuma pedra naquele lugar era lisa, todas as superfícies exibiam algum símbolo entalhado. Pelo que ela lera, Rosslyn era considerada também um altar para todas as religiões. Todas. E não foi surpresa ver alguns símbolos dos deuses recém-conhecidos enquanto andava.

Sua mente começou a pensar onde estaria o tal mapa – ela sabia que os filhos de Atena eram arquitetos naturais, e muito obviamente construíram este lugar para guardar o importante artefato, afinal, quem teria coragem de saquear uma igreja? Era uma boa estratégia, mas Annabeth tinha que pensar que, se fosse um desses semideuses, onde o teria colocado?

Os olhos cinza varreram o lugar até bater em uma entrada pintada de cor clara, logo ao lado de uma das portas laterais, onde uma escada se direcionava para baixo. Só teve certeza que era o lugar certo quando pôs os pés no primeiro degrau e as paredes brancas brilharam de repente. O ar tornou-se quente. Annabeth se perguntou se estava com alucinações. Estava prestes a correr para saída quando dera de cara em uma parede recém-feita do nada. Bolhas surgiram na argamassa e estouraram, liberando milhares de minúsculas aranhas negras que avançavam em ondas.

Ela não conseguia se mexer. Sentia seu coração batendo depressa, mas a sensação era que tinha morrido e ido para um tipo de inferno pessoal. As criaturas do capeta cobriram as paredes, subindo uma nas outras, espalhando-se pelo chão e cercando-a aos poucos. Annabeth se sentia como uma garotinha de sete anos novamente, como no sonho que teve, e tinha vontade de cobrir os ouvidos e se recolher em posição de feto, gritando que aquilo não era real, fechando bem seus olhos e, ao abri-los novamente, ver que não passava de um pesadelo. Sentiu vontade de chorar também. Detestava aranhas mais que detestava sua madrasta.

Algumas noites atrás, em um dos livros das pilhas que pegara, leu que todos os filhos de Atena tinham medo de aranhas. Havia muito tempo, Atena ensinara à tecelã Aracne, que era mortal, uma dura lição: ela a amaldiçoara com seu orgulho, transformando-a na primeira aranha na face da Terra. Desde então, as aranhas odiavam os filhos de Atena, e os filhos da deusa tinham horror a elas. Não que isso a fizesse sentir melhor. A história não fazia com que fosse mais fácil enfrentar o medo quando as aranhas vinham.

Ali, de pé em Rosslyn, estava cercada e gritar não iria resolver muita coisa. Seus pesadelos tinham se tornado realidade.

Em breve poderá provar suas palavras. Em breve a Tecelã fará você engoli-las. A voz monstruosa da Tecelã lhe veio à mente. Aparentemente, não estava só em sua cabeça, pois as aranhas ficaram agitadas, enxameando pelas paredes, girando em torno dos pés de Annabeth como um redemoinho negro reluzente. Ela mantinha a esperança que aquilo era uma ilusão, e só por isso não desmaiara de medo. Esperando pela minha vingança, a Tecelã dissera.

Na parede oposta, no centro do enxame de aranhas, um símbolo vermelho luziu ganhando vida: a figura de uma coruja igual à que havia na dracma de prata encarava Annabeth. A Marca de Atena queimou nas paredes, incinerando as aranhas até a sala ficasse vazia, exceto pelo cheiro doce e enjoativo das cinzas. Isso fez com que Annabeth simpatizasse um pouquinho com a Marca.

, agora, ela realmente ouvira a voz, e essa ela nunca esqueceria – a voz de Atena. Vingue-me. Siga a Marca.

A imagem da coruja em chamas desapareceu. A parede se desfez. Annabeth continuou parada, estupefata, no meio da sala, sem saber se aquilo fora real ou se havia sido apenas uma visão. Um impacto fez com que a porta de madeira de entrada principal quase se quebrasse, e por algum motivo ver Percy apanhando fez com que ela andasse mais rápido.

Ainda trêmula, desceu os degraus aos tropeços. Passou por uma salinha com quadros acumulados nas paredes e entrou em outra com janelas pequeninas no final da parede, bem perto do teto com estrelas. Estantes com papéis se encontravam na outra parede contrária a das janelas e, se não fosse pela pressa, teria pegado algum deles. Além das prateleiras, o que mais lhe chamou atenção foi o retângulo cortado no chão, com – não brinca – uma rosa vermelha. Pode ter sido a imaginação de Annabeth lhe pregando peças novamente, mas as bordas do retângulo pareceram brilhar em vermelho.

Outro barulho a fez andar mais rápido. Era muito estreito para que seus dedos – mesmo que finos – entrassem. Ela praguejou baixinho, olhando em volta. Um brilho chamou sua atenção no alto de uma das estantes. Era uma barra de ferro, só que banhada em bronze. Annabeth sorriu sozinha – não era um bronze comum. Nem foi preciso muito, assim que a barra tocou na pedra a tampa que parecia imóvel se abriu. Uma pequena caixa de madeira entalhada jazia na cova, e assim que Annabeth a tocou a Marca luziu novamente: o contorno vermelho de uma coruja. Apressou-se em abri-la, e xingou novamente quando o fez.

– Um críptex. – ralhou. – É claro.

Annabeth apanhou o cilindro com várias letras e subiu as escadas de dois em dois degraus. Tomou cuidado para manter a mão firme, se forçasse a entrada sem querer poria tudo a perder.

Assim que saiu pelas portas de madeira, dera com uma cena que provavelmente morreria de rir se a situação não fosse outra. Percy tinha fuligem com um corte aberto na bochecha, sangue escorria por um corte na sobrancelha, mas a loira nunca vira os olhos verdes brilharem tanto assim. No chão de cascalho, resquício de pelo menos dois monstros jaziam em grãos dourados no chão. E, logo na frente de Annabeth, nas escadas e de costas para a garota, uma coisa provavelmente encarava Perseu hediondamente.

Tinha cabelos fogo – não, ela não era ruiva; é fogo mesmo – garras enormes e, por de baixo do vestido roxo rasgado, Annabeth via uma perna mecânica e outra de animal. Percy ainda não a vira, tamanha era a criatura a bloqueando, e, por mais que Annabeth adoraria vê-lo sofrer mais um pouquinho, também amaria que ele a devesse uma.

Antes que a empousai – Annabeth recordara-se de ler sobre as vampiras do mal comedoras de carne humana, mais precisamente de carne humana masculina – pular em cima de Percy, a garota jogou sua adaga com precisão nas costas do monstro. Ela não teve tempo nem de suspirar, logo sendo transformada em uma explosão dourada.

– Podia muito bem me virar sozinho. – Percy resmungou, indo à fonte à esquerda da capela para limpar a fuligem e, consequentemente, curando o ferimento ainda um pouco chamuscado.

– Salvo a sua vida e é assim que agradece? Quanta ingratidão – Annabeth desceu as escadas e se dirigiu também a fonte. – De qualquer forma, qual o caminho agora?

Percy guardou a espada na bainha e sentou-se ao lado dela na beirada fria de calcário cinza da fonte. Annabeth achou a habilidade dos filhos de Poseidon de simplesmente molhar o rosto e estar pronto para outra briga mais interessante do que a habilidade de irritar tudo e a todos. E, pelo que ela via, ficavam até mais bonitinhos que o normal.

Annabeth fez uma careta com tal pensamento.

– Instruí Grover a voltar para o mar, ao menos isso poupa Névoa. Seguirão pelo Golfo de Biscaia, passarão pelo Estreito de Gibraltar até Iles D’ Hyères...

– Sue francês é péssimo. – ela observou, a resposta dele a isso foi só uma encarada.

– Se chegarmos, direto a Roma, e então finalmente livro-me de você.

– Own, que amor. – Annabeth forçou um biquinho mais fofo que conseguira. – E quanto ao nosso caminho?

– Não ligaria se nosso caminho fosse minha cama, mas infelizmente é Orléans, com sorte, chegaremos em dois dias. De lá, direto para Hyères. – os olhos verdes pararam nas mãos de Annabeth, ainda segurando o críptex. – E o que seria isto? – apontou para o objeto cilíndrico.

– Ah, é um críptex. – respondeu como se fosse obvio. Percy a encarou até ficar claro que não era assim tããão óbvio. – Basicamente, é um cofre em miniatura e portátil. Esses anéis com letras – ela apontou – são para efetuar a senha e abri-lo. O objetivo é esconder uma mensagem, ou, nesse caso, um mapa, de tal forma que somente a entrada correta, a senha, é capaz de revela-la, abrindo o críptex. Qualquer tentativa de abri-lo à força bruta libera o vinagre, destruindo o papiro que tem o que o críptex esconde. – pela sua expressão, ele entendeu. – Aliás, como pode ter certeza que a Névoa pode iludir os mortais no navio tempo suficiente para chegar ao litoral? Afinal, ainda é dia.

– A Névoa é algo poderoso, mas se, mesmo assim, alguém supostamente vir o que não deveria, Nico resolve isso facilmente.

Annabeth juntou as sobrancelhas.

– Porque Nico?

– Por que se ele não matar alguém de vez em quando as pessoas esquecem quem ele é. – Percy deu de ombros como se não fosse nada de mais. O assunto definitivamente acabou quando ele se pôs de pé de repente. – Muito bem, quanto mais cedo em Orléans melhor.

– Ainda não explicou como irá do meio da França até o sul dela em tão pouco tempo. – Annabeth falou, já lado a lado saindo pelo caminho de cascalho.

Percy abriu o típico sorriso torto, mas agora tinha aquele olhar em que você tinha medo da resposta que ele poderia lhe dar.

– Eu tenho meus truques, minha cara Cachinhos Dourados. – disse simplesmente. – Tenho meus truques.

Notas finais
Percy voltando a ser Percy I'm all about that bass porque tem que ser. Vocês, minhas lindas, preferem Percyto fofo ou Perseu Rude Boy deliça? ENFIM GENTE minhas aulas voltaram, definitivo, parei de vadiar vamo trabalhar rapariga porque quem trabalha em cama é puta. Porque eu to falando isso? AH SIM já tem gente escrotinha pensando que ainda tá no fundamental para ficar igual uma criança. Nem vou tretar, se quer continuar com a infantilidade não vai ser eu que vou lá explicar que é errado brigar com os amiguinhos pra criancinha, não sou mãe dela e se o ser acha que me afeta MEU AMOR vamos lembrar que recalque de piranha não atinge sereia SIM GENTE JÁ TEM TRETA NA PRIMEIRA SEMANA DE AULA. Enfim, comentem, me deixe felix com seus comentários maiores que o capítulo, acho fofo You Know You Love Me honeys XOXO Gossip Girl P.S.: eu devia ter pesquisado antes, mas enfim, Rosslyn na verdade fica na própria Grã-Bretanha, na Escócia - não na França. Mas já tinha colocado isso no capítulo, então vamos fingir que ela se encontra ao norte de Paris. Fora esse erro, todas as informações estão certas (pelo menos é o que o Google e Dan Brown diz).