Beyond the Sea

6 This is not your business


Notas iniciais
OI OI AMIZADES demorei? Se, sim, perdões. ENFIM AMORES COMO VCS ESTÃO? EU ESTOU COM RAIVA. MAS VIQUETÓREA QUERIDA PORQUE ESTÁS ASSIM? pergunta pra selina kyle aquela vagaba mirim NINGUÉM FAZ MEU BRUCE WAYNE CHORAR AINDA MAIS MEU BABY BRUCE WAYNE pra quem não entendeu estou falando de gotham. Falando em séries GAME OF THRONES SÓ VOLTA EM APRIL E MEU CORE TÁ NO CHÃO COM O TRAILER falando em core no chão DEUSES GREGOS VAI CHEGAR DIA 25 DESSE MÊS GRAÇAS DEUSES GRAÇAS anyway amores, acreditam que minha migs vai me fazer dançar DE SALTO ALTO no aniversário dela? Já to vendo que meu tombo será memorável. Minhas aulas estão chegando E A INIMIGA VAI ESTUDAR NO MESMO COLÉGIO PA PUTA QUE PARIU vou ficar de boa, mas se ela estudar na mesma sala se preparem para ouvir casos de treta da titia daddario aqui. Enfim honeys, esse é o resumo da minha vida nos últimos dias. Agora vamos ler o capítulo que ninguém tá aqui pra te ouvir daddario se situa.

Foram três dias com treinos exaustivos de noite e dias mal dormidos por conta dos pesadelos lindamente especiais que os semideuses possuem. Ao menos, Annabeth podia descarregar tudo em luta de espada, corpo a corpo e, mesmo que sua mente pudesse ter uma folga entre um golpe e outro, Percy preenchia esse espaço com história sobre monstros, deuses, sátiros, náiades e companhia. Além disso, ela ainda tinha uma pilha de livros sobre mitologia, diários antigos de semideuses e um grimório sobre cada criatura da antiga Grécia.

Annabeth se sentia secretamente grata por ele não sentir pena ou achar que ela não seria capaz de engolir tudo, obviamente, isso continuaria secreto.

– Estou curiosa – a loira começou quando já se passava das três da madrugada – primeiro pergunto-me como consegue tempo para descanso. E em segundo que saber por que, exatamente, foi expulso da sua maravilhosa vida anterior.

– Um: eu tenho meus truques – Percy respondeu enquanto brincava de jogar a espada pra cima e pega-la em pleno voo – Dois: isso não é da sua conta.

Annabeth se apoiara na amurada e cruzou os braços. Sua expressão lembrou muito a que Atena fazia, e Percy logo pensava “oh-oh”.

– Então fazemos assim: conto algo que não é da sua conta e você faz o mesmo.

Ele achou graça.

– Você não desiste mesmo, não é?

Ela deu de ombros.

– Não é de minha natureza desistir.

– Perceba-se – Percy murmurou, percebendo que ela não falou “desistir tão fácil”. – E como saberei que está falando a verdade?

Annabeth pôs a mão no peito dramaticamente, com uma expressão falsa de pessoa arrasada.

– Como não pode acreditar em mim? Depois de tudo?

A vontade de Percy era rolar os olhos tanto que eles sairiam e rolariam pelo convés, ao invés disso ele respondeu:

– Para ser sincero, toda vez que tiver que ouvir uma verdade de você provavelmente terei que pedir para que jure pelo Estige. – ele murmurou, inclinando-se pela amurada e observando o mar escuro. – Basicamente, a história se consiste em um Percy muito estúpido de dezesseis anos...

– Você tem vinte e cinco e as coisas não mudaram muito.

–... Ao qual teve a namorada morta porque os deuses acharam melhor. Em um ato de rebeldia, disse não aos deuses. E aqui estou eu. Fim da história.

– Explica isso direito. – Annabeth pediu, ganhando total silêncio. Muito provavelmente ele pensava se poderia confiar nela ou não. A resposta devia ter sido “sim”, já que continuou:

– Rachel Elizabeth Dare era uma garota comum, mortal. A coisa é que era clarividente, era capaz de ver através da Névoa melhor até que um semideus. Pelo visto, via até de mais. Apolo perguntou se ela gostaria de ser o novo Oráculo. Ela respondeu que não, afinal, ser Oráculo consiste em ser pura...

– Ela teria que te deixar. – Annabeth concluiu.

– Exato. O problema é que uma pergunta divina é retórica, é sim ou sim. Nunca diga não.

– Mas ela disse.

– Sim, ela disse. Acabou morta por isso, um simples soco e os órgãos internos se deterioram lentamente. Como pode ver, os deuses são uma raça muito compreensiva. Depois disso, resolvi que da próxima eu também diria não, esperando o mesmo destino talvez, até hoje não sei bem o que pretendia. No fim acabei de deserdado, e mesmo assim os deuses me usam. Acho que eles devem amar a minha bunda para gostar de me foder tanto.

– Bom, — Annabeth inclinou a ponta dos lábios para baixo e arqueou as sobrancelhas quando olhou descaradamente – tenho que admitir que é bem gostosinha.

– Eu sei. – ele rebolou propositalmente antes de se virar e sentar-se ao lado dela na amurada. – Agora, adoraria saber algo de você que não é da minha conta.

– Ah – Percy sabia o suficiente que quando Annabeth começava uma fala com “ah” é porque ela enrolaria. – Não tenho nada realmente à altura, quer dizer, perder alguém assim e ainda ser deserdado...

– Annabeth.

A garota suspirou fundo antes de encará-lo.

– Mentira. Meu segredo é até maior. Desculpe, mas realmente imaginava uma revolução sangrenta e...

– Anna-beth.

Ela olhava fixamente para o chão. Realmente gostaria de falar sobre algo que nem Luke sabia, e a amedrontava havia dois anos. Porém procurou algo mais a fundo e resolveu dizer algo mais recente e não tão humilhante.

– Existe um motivo porque aceitei a missão e comecei a crer que não estava maluca. – Annabeth começou, ela imaginava ser interrompida, mas Percy se fez de bom ouvinte. – Além, é claro, de que eu não tenho nada a perder, também queria saber por que Luke e Thalia às vezes escondiam algo de mim. E ainda tem o fato de que vi o que matou Luke.

Annabeth esperou, o encarando até ele se pronunciou:

– O que. Não quem.

– Sim – ela assentiu – o que me incomoda é que eles sabiam. Luke e Thalia. Sabiam o tempo inteiro, mas nunca me contaram. Se eu conseguir achar um motivo para eles fazerem isso nessa missão, então ela realmente está valendo a pena. E, se também achar o que a Marca leva, será um ponto extra.

O que seguiu foi um silêncio desconfortável. Annabeth não sabia que queria também achar porque seus amigos, que ela jurava lhe contar tudo, não contou o pequeno detalhe de que ela era filha de uma deusa, aliás, assim como eles. Ela decidiu por conta própria levantar-se e se dirigir a porta da cabine, e , vendo que Percy não a impediu, continuou seu caminho até uma adaga prender-se na porta ao seu lado.

A garota arregalou os olhos imediatamente, se virando para trás e nem se importou de controlar o nível de sua voz:

– O que pensa que está fazendo?!

Percy deu de ombros.

– Treinamento extra. – ele jogou outra adaga, dessa vez ao lado da cabeça de Annabeth, prendendo alguns fios.

– E esse treinamento extra consiste em me matar?

Annabeth tinha esperanças que ele respondesse de imediato “claro que não”, mas na verdade ele parou pra pensar em uma resposta boa.

– Reflexos. – disse sem ter muita certeza se seria resposta certa – É, reflexos. Peque a adaga.

E então jogou outra em direção da loira, essa que ela conseguiu bater no cabo e jogá-la longe, porém Percy mandou logo em seguida, e em seguida, até o ponto em que Annabeth tinha jogado longe umas trezentas e estava com cortes de umas quinhentas. Até alguns minutos antes, ela até teve a leve impressão de que podia confiar nele, que em algum lugar dentro de Percy Jackson o fazia ser uma pessoa de bem. Esses pensamentos desapareceram de dentro dela na primeira tacada.

A última tacada, assim ela esperava, quase lhe acertou o peito, mas uma mão pálida aparecida do nada a pegou em pleno ar.

– Perdeu o jeito com as mulheres, Jackson? – uma voz rouca com sotaque italiano brincou atrás de Annabeth, girando a adaga a poucos centímetros do coração da garota. – Não é educado de sua parte tacar adagas em pessoas só porque quer – Nicholas DiAngelo se mostrou, sorrindo de lado. – Principalmente quando o alvo é uma garota bonita. Ainda não fomos apresentados devidamente, — ele pegou a mão da loira gentilmente, beijando-a no dorso em seguida – sou Nicholas di Angelo, mas para você posso ser o que quiser. Nico, Nick...

– Gay. – Percy sugeriu, fazendo Nico rolar os olhos, não exatamente aborrecido. – Não fique chateado, DiAngelo, apesar de Annabeth ser loira, o que tem no meio das pernas dela não é muito a sua praia. Ela iria descobrir mais cedo ou mais tarde.

Nico se afastou de Annabeth. A lua fazia o seu cabelo ter algum reflexo no meio de toda negritude.

– De qualquer maneira – ele recompôs a postura de lorde italiano – espero que a moça saiba no que está se metendo...

– Se não soubesse, não faria a idiotice de pôr os pés aqui. – Annabeth o interrompeu com mais rispidez que pretendia. Esperava que ele não a entendesse mal, a grosseria era pra Percy, não para ele.

– Claro que não. – Nico não mostrava reação, mesmo para Annabeth que era boa em ver expressões. – Na minha nada humilde opinião, acho que uma garota como você deveria receber as honrarias de ser a primeira a conquistar a Marca...

– Cantador barato. – murmurou Percy, revirando os olhos e parecendo muito interessado em limpar a lâmina da espada.

–... O que precisa saber é o que guarda seja lá o que a Marca leva, se chama Tecelã. – ele semicerrou os olhos negros ao encará-la – Tem ideia do que isso pode significar?

Seu tom era como se ele já presumia que ela soubesse a resposta, e um pensamento horrível iniciou na cabeça de Annabeth. Ela também sentiu um medo primitivo ao lembrar-se de uma história dos livros que leu – guardado desde quando ela era muito jovem – aparecer novamente só de ouvir a palavra Tecelã.

“As aranhas são as arquitetas da natureza” Annabeth se lembrava das palavras de um professor de biologia ao explicar a matéria. Também se lembrava de como era uma terrível ironia, já que ela amava qualquer coisa sobre arquitetura e odiava o fato de que seu pior medo era considerado um arquiteto. Sequer gostava de olhar para as figuras nos livros, detestava aqueles aracnídeos de oito pernas rastejantes e comedores de gente.

– Talvez. – foi tudo que disse – Porque quer me ajudar?

Nico pareceu surpreso com a pergunta.

– Se até o Jackson lhe ajuda, porque não eu? Somos todos uma família se pensar bem.

– Certo. – Annabeth disse, ainda desconfiada da ajuda gratuita. – Boa noite, Nico. Quanto a você, Jackson – ela arrancou uma adaga da porta – Vá para o inferno.

Percy piscou em uma resposta debochada. Quando já não se ouvia os passos da garota, o moreno começou a retirar as adagas sem pressa da madeira, uma ainda com Nico, este que o observava com desaprovação.

– Você é a pessoa mais masoquista da Terra. – Nico cuspiu, sua voz mais italiana que inglesa, coisa que sempre acontecia quando ele se irritava. – Deixe-me adivinhar, é mais fácil para os dois que você seja um imbecil.

Percy parou de catar adagas só no momento que se virou para encará-lo.

– Desculpe, como? – e voltou sua atenção às armas, ou ao menos fingiu, já que tinha retirado todas.

– Não se faça de sonso, meu caro primo. Se continuar sendo um idiota, ela vai te repudiar, e assim não goste da garota e vice-versa. – Nico inclinou a cabeça para o lado – Isso se já não gosta. Afinal, que lástima seria. A mortal ruiva morta e a loira em uma missão que tem 99,9% de chance de ela acabar em um caixão.

– DiAngelo, tenho doze adagas em mãos e está começando a me irritar.

Os dedos pálidos de Nico giraram a adaga em suas mãos uma única vez, suspirando em sinal de desistência logo depois. Percy aceitou aquilo como fim de conversa, pegando a última arma das mãos do italiano e entrou na cabine batendo a porta.

Nico encarou a porta fechada por alguns instantes antes de balançar a cabeça.

– Afrodite realmente não gosta de você.

Notas finais
eu falando da vagaba da selina e faço o percy fazer a mesmo coisa, GENTE NADA CONTRA SELINA ELA É MINHA DIVA MIL VEZES SELINA DO QUE QUALQUER UMA mas que ela ainda me deixou puta ela me deixou. ERA PRA EU POSTAR AMANHÃ, MAS VAMOS FALAR AQUI HAPPY BDAY PRO MEU VIADO PASSIVA gente eu consigo ser fã da lana e daqueles gays que me fazer morrer de feels aka uone derection. PERCEBERAM O PEQUENO PASSO PRA PERCABETH e ficamos por aqui, acho que posto o próximo ainda na primeira semana de fevereiro ou seja próxima semana. Fiquem com xexus porque vocês que pedem xablau percabeth tão precisando. You Know You Love XOXO a sua, a nossa, a linda de bunita Gossip Girl