Beyond the Sea

4 The Roman Queen


Notas iniciais
só lembrando que esse capítulo é besta. Aliás gente, desculpem se eu tiver demorando muito, é que estou frustrada, porque passei tipo um ano pensando e escrevendo partes dessa fic e ela vem sendo uma decepção. ANTES QUE VOCÊS PENSEM ANYTHING EU NÃO VOU ABANDONAR ok? Ok. Anyway, espero que gostem da minha Reyna, porque amo essa personagem. Annabeth no céu e Reyna na terra. Duas rainhas. “u never see the legion on fight” “dont understemate the camp half-blood” adoro.

As veias de Annabeth pareciam explodir de excitação quando ela acordou naquela manhã, subiu as escadas e viu pelas janelas o porto de Liverpool. Isso sempre acontecia quando ela precisava de respostas e estava prestes a consegui-las, ao menos, parte delas. A moça amarrou os cordões dourados do colete preto com as mãos trêmulas, colocou a capa vermelha nos ombros e desceu furtivamente aos compartimentos internos – ao qual sabia que estariam vazios – quando o navio atracou e sua tripulação já estava em terra.

– Alguns deles acharam estranho, mas o baixo nascimento junto ao fato de que só acreditam vendo tiraram as suspeitas. – a voz era de Grover, e a sombra ao lado dele, ao qual Annabeth pôde ver pela portinhola, provavelmente pertencia a Percy. – Acha que Reyna virá?

– Coisas têm acontecido no Olimpo – ele respondeu, as mãos de Annabeth estavam no vidro e um sorriso travesso escapava do rosto. – Não que realmente nos importa ou sequer preocupa, mas é sempre bom nos manter atualizados e Annabeth eu te vi.

A loira bufou, as mãos centímetros perto deles. Grover juntou as sobrancelhas ruivas e a olhou de lado, de um modo estranho, como se dissesse “o que estava planejando fazer?”. Ela cutucou a nuca do moreno, que só então se virou.

– Interessante. Não é um mutante com um olho na nuca como pensei.

Ele revirou os olhos verdes para ela antes de se virar de costas de novo.

– Minha visão periférica é boa, além disso, não é muito difícil te ver com essa cabeleira cintilante. Aliás, pare de se esconder. Está começando a ficar ridículo.

– Caso não tenha reparado Jackson – a garota guardou os cachos dentro do capuz vermelho-sangue – Sou uma mulher. E sei por experiência própria que podemos esperar de tudo, principalmente dentro de um navio nem um pouco amigável.

– Homens não são animais – Percy hesitou antes de continuar – na grande maioria não. E quanto a parte de ser do sexo frágil e tudo mais, diga isso a Silena Beauregard.

– Primeiro: você é um idiota e sexo frágil é uma ova. Segundo: quem caralhos é Silena Beauregard?

Antes que Percy pudesse sequer abrir a boca, alguém atrás do lado de Grover respondeu:

– Eu. – isso fez com que a loira arregalasse os olhos e virasse o pescoço para a direção da voz. Uma garota esguia com olhos claros a encarava divertida. O cabelo liso e negro daria inveja em qualquer um, principalmente com o busto avantajado, ainda maior com o espartilho marrom espremendo a blusa rosa contra ela. O cheiro dela era de rosas, e a sua presença parecia abrilhantar o dia. Tinha não mais que vinte anos, levando em conta a altura. – E quem és... – o sotaque era fracamente puxado para o francês, os olhos azuis analisaram criticamente Annabeth. – Você?

– Annabeth Chase. – a loira esticou a mão pela pequena janela, ao qual a tal Silena apertou gentilmente. – Como...?

– Vivo aqui? – ela deu de ombros – Só mostrar quem coloca medo em quem. – Silena semicerrou os olhos, claramente não satisfeita com algo. – Você realmente precisa de um batom. E talvez de algumas joias...

A loira recusou com a cabeça.

– Não gosto de chamar atenção.

– Sim, querida, isso qualquer um percebe. – rebateu. – Mas, antes de qualquer coisa, é melhor vir aqui fora. Não é a única semideusa por aqui, sabe, e quanto mais cedo conhecer a família mais fácil será de se acostumar. – o nariz arrebitado torceu para o lado. – E tire essa capa, coração. Se seu cabelo nasceu dourado, é porque ele nasceu pra brilhar.

Annabeth trocou uma olhadela rápida com Grover, que deu de ombros.

– Filha de Afrodite.

– Deusa da beleza, que saiu da água e tudo aquilo. – ela relembrou – Todas as filhas dela são assim?

– Algumas são piores. – foi Percy quem respondeu.

Annabeth suspirou e se esgueirou para dentro, desabotoando os dois botões dourados na altura dos ombros, deixando a capa nas costas de uma cadeira ao seu lado. Ela olhou o espaço de distância entre a madeira do cais e o navio, dando de ombros e pulando a janela com facilidade. Ainda limpou as calças casualmente, como se não fosse nada.

– Bem melhor. – Silena sorriu, as mãos atrás do corpo, se controlando para não ajeitar o cabelo da novata. Ela assoviou rapidamente, como um chamado, e logo depois um jovem baixo com cabelo cacheado apareceu.

– Uma filha de Atena? – espantou-se o garoto com feições de elfo latino. – Essa é nova.

Ele passou as mãos sujas de fuligem uma na outra. Era mais baixo do que o normal, de físico magro – bem mais explicito com a blusa aberta – sorriso torto e cabelos castanhos e cacheados. Silena dissera que Annabeth não chamava atenção, porém o garoto parecia não querer muita atenção também. As roupas eram em tons de marrom, só a blusa branca aberta que não. O colete marrom estava fatigado, as calças dobradas até o meio das canelas também. O que despertava atenção talvez fosse o cordão de couro com um pingente dourado – ouro talvez – com o brinco furado a cartilagem também da mesma cor. A bainha que cruzava seu tronco e que, em vez de uma espada, trazia um martelo. Em cima do lenço vinho amarrado a cintura, um cinto de ferramentas estava inclinado para o lado. Também tinha uma marca cobrindo todo o braço, desde o cotovelo até a dobra do cotovelo, de uma garota também latina. (n/a: fuck the world i still shipp leyna).

– Acredite quando digo que não foi o único surpreso – Percy comentou antes de limpar a garganta. – Annabeth, esse é o Leo Valdez. Filho de Hefesto, faz-tudo, Garoto dos Reparos...

– Magricelo gostoso pra dedéu. – Leo piscou pra ela, no maior estilo “eu sei que me ama”.

– Essas palavras nunca sairão da minha boca Valdez, aceita que dói menos. – Percy continuou, com uma careta para Valdez. – Aliás, ele é muito mais velho do que aparenta...

– Muito mais velho não. Sou conservado. – ele mandou outra piscadela para Annabeth, que teve que segurar o riso. – Ninguém mais tem vinte dois no corpinho de quinze.

– O DiAngelo tem quase cem no “corpinho” de dezesseis. – Grover soltou no ar, ganhando um revirar de olhos de Leo. – Supere isso, colega.

Leo ia revidar, mas foi interrompido por um pigarro de Percy.

– Quanto aqueles dois no convés – ele apontou com a cabeça para frente. Tinha dos homens perto do timão, um negro com duas vezes o tamanho da loira e outro quase do tamanho de Percy, os cabelos loiros distinguindo bem. – O maior é Charles Beckendorf, só o chamamos de Beckendorf. É um bom ferreiro, um dos mais velhos na tripulação. Também é filho de Hefesto...

Annabeth voou o olhar de Beckendorf para Leo, depois para Beckendorf de novo.

– Valdez e Beckendorf são irmãos?

– Ficaria surpresa se visse as crianças de Hades – ele comentou – quanto ao outro, o senhor Loiro ali, é William Solace. Só Will. É um tipo de curandeiro, já que o pai dele é Apolo, deus da medicina, do sol e do Tártaro a quatro.

– São apenas estes os... Semideuses? – ela perguntou.

– Temos mais duas pessoas, mas sim. – Silena respondeu. – Somos poucos, já que raros casos enfrentam os deuses e são “deserdados” – ela fez aspas com os dedos finos.

– E quanto a Grover?

Grover, Percy, Silena e Leo se entreolharam antes de soltar um “é complicado”.

– Ora, não diga. – a loira ironizou – Descobri que minha mãe é uma deusa e que todos eles, os deuses do Olimpo são reais e tem filhos com humanos, e além disso – a voz dela saiu como um engasgo quando se virou para Grover e viu cascos no lugar onde deveria haver pés. – AI MEU DEUS – seu “s” continuou até se corrigir – ssses! – ela precisou de muito ar antes de falar – Claro. Por que não? – Annabeth não segurou a careta, apertando os dedos contra olhos e só os soltando com um suspiro. – Estou ficando maluca.

– Pensei que já tínhamos pulado essa página. – disse Percy. Annabeth não o respondeu, ocupada de mais com a cabeça enterrada nas mãos. Ele sussurrou para Grover colocar os sapatos antes que a garota desmaie. – Olhe, eu não queria ser um meio-sangue. Ninguém quer. – a garota finalmente o encarou. – Porém existem coisas que não se pode enfrentar, tem que simplesmente serem aceitas. Os deuses são reais. Ainda têm casos com humanos e dai saem os heróis das antigas histórias, e, olhe que surpresa! Você é um deles e está em uma missão, agora pare de reclamar.

Nenhum dos dois percebeu o quão perto estavam um do outro, os olhares penetrando ambos como navalhas. Annabeth tinha vontade de estar em um treino noturno, e poder cortar a cabeça daquele idiota com sua adaga. Não muito diferente de Percy, que mal via a hora de se ver livre daquela garota insuportável.

– Não queira começar uma guerra, Jackson. – ela deu ênfase ao seu sobrenome, dando a impressão de que era algum tipo de insulto. – Até porque já sabemos quem realmente pode sair ganhando.

– Quem? – ele se divertiu com a remota ideia de ela ganhar algo dele. – Você? Até parece.

– Ora, meu caro, quem tem o dom de ganhar aqui sou eu. Se minha mãe conseguiu ganhar do seu pai com uma azeitona, imagine o que poderei fazer com você até a Itália.

– Não se vanglorie, até duas semanas atrás nem sabia quem era sua mãe.

Antes de Annabeth revidar, Grover se intrometeu no meio dos dois, criando uma distância relativamente segura e com a mão no ombro de cada um como segurança extra.

– Em vez de tentarem se matar, porque não fazem como pessoas civilizadas e vejam a Reyna matar o Leo.

– Ela não vai me matar. – Leo garantiu. – Ela me ama.

– Então porque ela está vindo para cá como um touro em direção ao toureiro? – Silena perguntou, dirigindo-se a garota pisando duro em nossa direção. – Não sei não, mas acho ACHO que ela não me parece muito feliz...

– Hãm... Creio que seja melhor – Leo se virou, provavelmente pronto para correr o mais rápido que as pernas finas permitiam, mas Silena o segurou. – Silena por tudo que é mais sagrado, deixe-me ir ELA VAI ME MATAR!

– Pelo que ouvi você mesmo dizendo, ela não vai te matar. Pois ela te am – Silena não teve oportunidade de dizer o último “a”.

Um furacão roxo com preto derrubou Leo no chão. O furacão, no caso, era uma garota com os cabelos presos em uma trança e com o rosto virado para Leo, o restante só conseguia ver o chapéu com penas vermelhas. Ela o tinha imobilizado, com uma espada mais brilhante do que bronze celestial na garganta do garoto.

– O-oi R-re-yna – Leo estava vermelho, com as mãos do lado da cabeça em sinal de redenção, soava frio e ainda gaguejava. – Q-quanto tempo, hein? Poderia me dizer porque está com u-uma espada de ouro imperial, olha isso é perigoso, na m-minha garganta?

– Ah, não se lembra? – sua voz tinha um traço hispânico, apenas o sotaque. – Deixe-me ver se refresco sua memória: VOCÊ QUEIMOU MEU NAVIO!

– A-ah isso... – Leo soltou uma risada nervosa – Mas e quanto aquele novinho em folha ali?

– Tive que conseguir outro, obviamente. O nome é Vingança de Roma – ela espremeu mais a espada contra a pele morena dele, deixando um filete vermelho aparecer. – Lindo, não?

– Sim, muito lindo o nome. – Percy disse, chamando atenção dela só por um segundo – Agora, onde está a elegância de Reyna Avila Ramírez-Arelano?

– Deixei queimada como meu navio – ela respondeu – ao qual, aliás, um da sua tripulação queimou...

– B-bem você queimou meu coração, e isso é impossível no meu caso – Leo tentou sorrir por debaixo do nervosismo. – Mí Reyna...

– Não sou sua Reyna. – ela deu ênfase estreitando ainda mais o contato da espada com o pescoço do Leo.

– É sabemos – Percy já estava impaciente – mas sabe o que o Leo é? Além de um idiota por ter queimado seu navio e todo esse blá-blá? Ele faz parte da minha tripulação e, querida Reyna, se cortar a garganta de alguém do meu navio serei obrigado a cortar a garganta de algum dos seus.

Reyna ficara imóvel por instantes antes de soltar o ar pela boca e muito provavelmente rolar os olhos. A espada dourada saiu de perto da garganta de Leo e a dona dela ficou sentada em cima dele. Reyna girou a espada e a apontou para o nariz de Leo, dançando com a ponta pelo rosto do garoto até fazer um corte perto do olho, no alto da bochecha.

– Que esteja avisado, Valdez.

– Não posso acreditar em minha sorte – o garoto sorriu – não sou morto e Mí Reyna está em uma posição bem agradável...

Reyna fez um som de nojo e tratou de se por em pé rapidamente. Leo saiu saltitante para o navio grego, sendo seguido por Silena e por Grover, que antes de segui-los olhou para Percy e para Annabeth e disse:

– Se controlem.

Ambos rolaram os olhos.

– Espero que isso não se repita. – Reyna falou, andando calmamente até nós. – Me fez perder uma boa vingança, uma ótima satisfação pessoal.

– Claro. A cabeça de Leo Valdez ficaria linda empalhada como peso de papel em seu escritório. – ele debochou – Como uma árvore bolsai. Extremamente calmante e trazendo paz ao ambiente.

Ela semicerrou os olhos para ele, os fechando e balançando a cabeça logo depois. Agora que podia vê-la melhor, Annabeth percebeu que ela era mesmo linda – e que também era a garota da marca de Leo – com uma beleza hispânica, como seu sotaque. Ela parecia uma mistura de cigana com pirata, com as contas transadas junto aos cabelos negros, as joias coloridas, vermelho, dourado principalmente. A blusa roxa de babados contrastando com o espartilho e as calças pretas. O batom vermelho destacavam os olhos negros, assim como a pele levemente morena. Ela andava com tanta autoconfiança que qualquer coisa ao seu redor parecia insignificante. Annabeth também reparou algo no rosto dela – na linha dura da boca e na maneira calculada como erguia o queixo, como se estivesse pronta para qualquer desafio. Reyna exibia uma expressão forçada de coragem enquanto enfrentava uma mistura de preocupação e medo que não podia mostrar em público.

Annabeth conhecia muito bem aquela expressão. Ela a via toda vez que se olhava no espelho.

– O que quer Jackson? – Reyna se direcionou a Percy com os braços cruzados.

– Primeiramente, me atualize.

Era claro que ela já sabia do que ele queria. Percy tinha suas próprias fontes dentro do Acampamento Meio-Sangue, semideuses que concordam com o ponto de vista dele, mas não ousam enfrentar os deuses para mostrar isso. Ainda assim, mostram sua apreciação sendo fontes – não espiões, um modo de ainda saber o que se acontece sem ter que se humilhar pedindo perdão aos deuses. Reyna também tinha a dela e, nesse momento, sua fonte era um dos líderes da legião.

– Frank se tornou pretor, aliás.

– Adoraria ver a cara de Octavian quando ele tomou o posto.

– Ah, com certeza. – ela umedeceu os lábios, um sinal de que não era tudo boas noticias. – Também soube que os deuses fecharam as portas do Olimpo. Nenhuma noticia da Cidade Eterna, e os ânimos entre os dois acampamentos não está dos mais amigáveis. Os boatos que correm é que os soberanos estão alucinados, em epilepsia entre as formas gregas e romanas.

– Nada bom. – Percy suspirou. Annabeth se sentia uma intrusa no assunto, mesmo pertencendo aquele mundo agora. – E vamos melhorar as coisas para você, — ele inclinou a cabeça para a loira. – A garota aqui, precisa de respostas.

Reyna analisou Annabeth, não do jeito de Silena, mas averiguando se ela era inimiga ou amiga. As duas garotas se olharam por um momento antes da morena se pronunciar:

– Creio que não será problema algum. – disse Reyna, oferecendo o braço para que Annabeth a acompanhasse em uma caminhada. – Vamos dar uma volta.

Notas finais
acabou não darlings, nem vou colocar o xoxo porque vou reaparecer daqui a pouco GENTE MINHAS AULAS VOLTAM DIA NOVE, E É ESCOLA NOVA, VOU SER NOVATA QUE DROGA MANOU. Viquetória, who cares? Anyway, estou voltando daqui a pouco. Acho. Ah, ainda hoje eu sei que volto, nem que seja de noite.