Notas iniciais
OI OI GENTE como vão vocês? Eu voltei mais rápido do que imaginava, mas isso é bom, é ótimo. Feliz dia de Santo Antonio pra você amiga encalhada e feliz dia dos namorados atrasado pra você amiga feliz com seu boy. JOÃO DAS NEVES MORREU STANISS MORREU MYSELLA MORREU O FANDOM MORREU MAS EU TO BEM MENTIRA PRÓXIMA TEMPORADA SÓ ANO QUE VEM NÃO SEI SE AGUENTO. Mas nem tudo está ruim até que estou feliz. Porque viquetória querida? Porque 1) o boy fofo com sorriso de molhar calcinhas está solteiro e 2) eu mesma estou tendo ataques de fangirl com o nico e com a lotte. É friendship mas eles estão tão nhonho. Aliás, perguntinha pra quem está ansioso pra Closer: o que vocês acham que essa segunda parte se trata? Garanto que nenhuma vai acertar mas quero saber antes de mandar o link nas notas finais. Anyway, beijo amores até lá embaixo.

Percy não conseguia se lembrar da última vez que dormiu com alguém em sua própria cama. Muito menos da ultima vez que olhava esse alguém dormir até ficar exaurido e fechar os olhos também. Não se lembrava de como pensar que esse alguém está condenado a uma morte iminente doía. Por isso, Percy gostaria de permanecer ao lado da garota loira, vendo-a dormir enquanto o sol se levantava atrás dela.

Gostaria, mas não podia.

Percy ouviu alguém chama-lo atrás da porta e, com um suspiro, levantou-se e colocou uma calça. Esperava que fosse Grover ou Nico, ou, na pior das hipóteses, Silena. No entanto, o que encontrara fora algo que nem em seus piores pesadelos poderia pensar.

Na sua exclusiva copa, flutuando acima da mesa de jantar, estava a imagem translucidada de uma Mensagem de Íris mostrando a carranca azeda de Thalia Amanda Grace.

Percy fechou a porta atrás de si, numa tentativa de Annabeth não ouvir a conversa. A única explicação da expressão de Thalia e sua mensagem era algo que o filho de Poseidon odiaria que Annabeth descobrisse. Não que ele fizera algo, mas esconder a verdade sempre presta errado no final.

A garota dos olhos azuis foi direto ao ponto:

– Vou lhe perguntar algo, e espero que você não minta...

– Papai Noel não existe. Sempre fora seus pais. – ele deu de ombros. – Desculpe destruir sua infância.

Thalia o encarou e, mesmo estando há milhas de distância e a imagem da mensagem não ser das melhores, foi como se navalhas penetrassem a pele dele só pelo olhar da garota.

– Muito engraçado. Quero saber se...

– Ela não sabe. – garantiu ele. – Ainda.

Thalia respirou fundo, pressionando os lábios.

– Perseu, Atena só descobriu o que eu e Luke escondíamos depois de anos. – ela hesitou – bem, poucos anos, mas mesmo assim... Não quero que Annabeth saiba. Nunca.

Percy a fitou por breves instantes, procurando qualquer vestígio de falha em sua atuação.

– Deve estar até aliviada por ela ter sido escolhida para seguir a Marca. Quero dizer, — ele abriu um sorrisinho – talvez a tecelã acabe fazendo o que você foi mandada a fazer. Sabe, acabar seu trabalho.

– Jackson, somente você e meu irmão sabem muito bem porque não tive coragem. Nem eu, nem Luke. – ela suspirou, parecendo cansada e muitos anos mais velha do que realmente é. – Jason me contou que ele mesmo quase dera com a língua nos dentes e, conhecendo Annabeth como conheço, ela está intrigada.

– Não vou mentir para ela.

Thalia pareceu achar graça.

– Você já está mentindo. – Thalia hesitou, semicerrando os olhos enquanto um sorrisinho malicioso aparecia em seus lábios. – Está se importando com ela, Percyto? Ah, isso com certeza será divertido. – Percy levantou a mão, pronto para cortar a conexão, mas Thalia fez um gesto para que ele esperasse. Instantes depois, Percy se arrependeu de não ter acabado com a mensagem ali mesmo. – Se Annabeth perguntar, diga apenas para falar comigo. Você não vai mentir, quem fará isso serei eu.

– Entendo. – disse ele, quase entre dentes. – Agora porque eu faria algo assim? Seria muito divertido contar a verdade sobre os protetores dela, aos quais ela mais confia. – Percy achou graça, abrindo um sorriso. – Mas que na verdade sempre foram suas farsas. Lamentável.

Thalia não pareceu se afetar, na verdade, parecia que ela já esperava por tal ameaça.

– Lamentável seria se ela descobrisse o que você fez com Rachel. – ela inclinou a cabeça, com um sorriso debochado. – Usou a história de que foram os deuses, somente os deuses que o fizeram não é mesmo? Qual morte usou agora? Você é criativo, desde explosões de cabeça a desfalecimento interno de órgãos vitais.

– Você não ousaria...

– Quer me ver tentar? – desafiou. – Tenha um bom dia Jackson.

E então, com um gesto rápido, a imagem dela sumiu.

***

Percy tinha sinceras esperanças de que o dia não continuasse como começou. No entanto, assim que se virou para voltar ao quarto, um arrepio percorreu sua espinha de cima a baixo. O cheiro adocicado que chegou ao seu nariz o fez ter ânsias, lembrando-se de como aquela fragrância era completamente inebriante.

Fique longe dessa magia do amor.

A sensação era desesperadora. Quando ela aparecia ninguém conseguia pronunciar uma frase sequer sem se enrolar; falta de ar e até mesmo frustração por ver uma mulher tão linda sabendo-se que nunca chegaria aos pés. Tão bela que chegava a fazer seu coração doer e uma vontade de se matar ouvindo música triste.

Afrodite podia ter o cinto mágico que fazia todos a amarem, mas Percy a detestava.

Ele esperava vê-la como sempre vira: uma mulher branca com sardas e ruiva, com olhos verdes quase iguais aos dele. Contudo, o que viu foi bem diferente. Ela se apresentava como uma menina mais nova, dezenove anos no máximo, de cumpridos cabelos loiros e olhos entre azul e cinza. Vestia um belíssimo vestido vermelho e quando sorriu ficou extremamente parecida com Annabeth.

Mau sinal.

– O que está fazendo aqui? – Percy conseguiu proferir diante do choque.

– Está me vendo de forma diferente – Afrodite pareceu quase enfeitiça-lo com a voz suave e melodiosa. – Não está?

– O que você está fazendo aqui? – perguntou ele de novo, com rispidez dobrada na voz.

Afrodite aparentemente o ignorou.

– Sabe, é muito bom estar me vendo de outra forma. Finalmente seguiu em frente. E, aliás, gosto de vermelho, mas não de cabelo vermelho. – Percy abriu a boca para perguntar mais uma vez, talvez de uma forma até mais grossa, mas Afrodite se adiantou. – Perseu, pense, o que a deusa do amor iria querer com você? Depois de tudo que aconteceu?

Percy ficou quieto. Ele sabia que quando se tratava dos deuses é melhor escutar tudo antes te contestar algo. Aliás, não era nem saudável contestar os seres divinos, mas Percy não se importava muito com isso normalmente.

– O que quer? – perguntou ele em um suspiro exasperado.

– Ah! –exclamou Afrodite – Finalmente fez a pergunta certa! Sabe, Percy, depois de tudo você mesmo construiu uma barreira no seu coração, então desde então fiquei observando, já que, bem, sou a deusa do amor e sempre soube que a ruivinha não era para você. E, santos corações de chocolate! Alguém finalmente conseguiu derrubar a barreira!

Percy não estava gostando nem um pouco disso. Afrodite estava claramente dizendo que ele era seu favorito; e, historicamente falando, ser favorito da deusa do amor nunca foi exatamente uma benção. Aliás, os favoritos sempre sofriam uma tragédia. Amor correspondido, morte dolorosa.

– Lamentável que, segundo o destino da moça, ela não sobreviverá tanto. – Afrodite bateu as palmas das mãos e se dirigiu para perto de Percy, o que não foi confortável, pois mais perto mais a magia dela fazia efeito. – E é por isso que estou aqui. Ela, Annabeth, é perfeita. No entanto morrerá logo e o que me traz aqui é acabar com seu sofrimento antes mesmo dele começar. – Percy a encarou, fechando tanto os punhos que sentiu as unhas perfurarem a pele. – No fim, sempre será agraciado.

Afrodite deu um passo para o lado, indo em direção a porta do quarto, mas Percy se manteve em seu caminho. A deusa pareceu impaciente, mudando de forma para uma fumaça rosa, mas ele segurou o braço divino antes que virasse parte de ar. O olhar de Afrodite foi de gelar o sangue – porque, afinal, amor e ódio estão em uma linha tênue de diferença e Afrodite consegue cruzar esse limite muito facilmente.

– Sinta-se a vontade para rasgar minha alma em pedacinhos. – disse ele, entre dentes e se segurando muito para não jogar Afrodite pela janela. – Transformar minha vida em um inferno. Bater-me. Machucar-me. Até mesmo me matar do jeito mais doloroso, eu não me importo! Mas pelo amor do que você acha divino, não. Toque. Nela.

Afrodite se limitou a encara-lo.

– Garoto tolo.

Então finalmente foi embora, deixando para trás a fragrância doce.

As mãos dele voaram para seus cabelos e inclinou as costas na parede. Percy deu um soco na parede atrás de si antes de se lembrar de que Annabeth ainda dormia e, conhecendo os deuses e da ânsia deles em fazer da vida de qualquer um inferno, ele abriu a porta em supetão, com um verdadeiro medo de que a garota não estivesse mais viva.

Felizmente, estava.

Annabeth estava de costas para Percy na sacada do quarto, usando nada mais que uma blusa larga. Aliás, uma blusa dele.

– Não me lembro de ter rasgado sua blusa ontem à noite. – insinuou ele com um sorriso torto – Porque está com a minha?

Annabeth o olhou por cima do ombro.

– Simplesmente por que você sem ela é melhor.

Percy se limitou a rir, pegando-a pela cintura e a girando para frente dele. A pele dela estava arrepiada por causa do frio matinal. Aliás, frio de inverno, Percy nem sabia como Annabeth estava aguentando. Ele parou de pensar nisso – parou de pensar em qualquer coisa na verdade – quando ela se esticou toda para beijá-lo, deslizando a língua pela boca dele.

Aquilo estava muito bom. E é exatamente por isso que as coisas declinaram.

Annabeth se afastou, perguntando:

– Estava conversando com quem? Ouvi vozes.

A mente de Percy procurou uma boa mentira. Decidiu optar pela verdade e deixar a saia justa para Thalia.

– Com Thalia. – respondeu. – Perguntou se estava bem. E, creio eu, que ela também precisa te contar alguma coisa, não é mesmo?

Percy deduziu, pela expressão pensativa de Annabeth, que ela estava se lembrando do que Jason sem querer quase lhe contara. A filha de Atena quebrava a cabeça para descobrir o que poderia ser tão horrível. No entanto, nunca realmente conseguia pensar que Thalia e Luke lhe pudesse fazer algum mal. Afinal, foram eles que a salvaram.

Não é?

– Como ela falou com você? – perguntou Annabeth. – Quero dizer, é impossível Thalia ter aparecido aqui.

Percy segurou a mão dela e a encaminhou para o outro cômodo. Contornou a mesa de jantar e parou de frente para a parede de madeira. Então ele pressionou uma das tábuas, que por sua vez se afundou mais até mostrar um retângulo oco na parede mais ou menos com a metade da altura de Annabeth. Uma fonte de pedra azul escura com pérolas apareceu e Percy a puxou para dentro da sala, ajeitando a água no grau certo para que a fraca do sol brilhasse e fizesse um arco-íris. Percy pegou uma dracma de ouro do fundo da fonte e a entregou para Annabeth.

– Mensagem de Irís, ela é a deusa do arco-íris e manda mensagens por ele para os deuses. – ele deu de ombros – Se souber implorar também faz o trabalho para semideuses. Fale “oh, Irís, deusa do arco-íris, já falei como é bonita hoje? Pode, por favor, mostrar fulaninho em certo lugar?” e então joga a dracma. Se aceitar, ótimo, se não, chame a assistente dela. – Percy hesitou, tentando lembrar-se do nome do protótipo de deusa. Era algo com f, não era? – Fleecy, creio eu. Peça com gentileza, mas não precisa de tanta bajulação.

Enfim, ele piscou para ela e a beijou no alto da testa.

– Boa sorte.

Annabeth assentiu.

– Ah, Percy! – chamou ela, fazendo-o girar em sua direção.

– Sim?

– Vai sair assim mesmo?

Ele só usava uma calça, nada mais. Em resposta, Percy deu de ombros e saiu para a sala de mapas mesmo assim. Annabeth revirou os olhos e encarou a moeda, por fim jogando-a e pedindo a Iris que mostrasse Thalia. Mais tarde, ela desejou nunca ter feito isso.

Notas finais
esse capítulo ficou meio merda porque coloquei todo o meu tempo e inspiração em closer, mas deu pra entender que tem caroço nesse angu e Rachel morreu por algo pior e Thalia e Luke tem um lado obscuro. Aliás manas acho que beyond vai ser pequena. Porque só terá uns três capítulos e então chega a Roma e vocês já leram MdA sabem o que acontece nessa maldita cidade NÃO EU NÃO VOU MANDAR PERCABETH PRO TÁRTARO SE ACALMA só não prometo deixar os dois vivos. Hehe. Enfim lovers quero saber o que vocês acham que vai acontecer em closer e quero ver a carinha de vocês no review KISS KISS AQUI ESTÁ O LINK DE CLOSER TO THE EDGE: THE GRAND FINALE (http://fanfiction.com.br/historia/625190/Closer_to_the_Edge_the_grand_finale/) até o próximo capítulo até os reviews You Know You Love Me mesmo eu sendo uma péssima escritora XOXO Gossip Girl