Beyond the Sea

14 I mean, how many secrets can you keep?


Notas iniciais
ÉEEEEEEEEEEEEEEE VOCÊS QUEREM ME MATAR SUPONHO mereço todas as palavras feias e as armas o panelaço básico where have you been mrsdaddario? Eu estive no twitter, by the way sigam o @projetopjo por que a gente tá fazendo um projeto para pjo virar série E A NETFLIX JÁ MANDOU UM TALVEZ AI QUE QUE SONHO enfim, mas eu não postei e fiquei meio nas shadowns porque 1: sou shadowhunter BA DUM TSS tá não foi isso. Eu perdi o pen drive COM O CAPÍTULO METADE DO MEU LIVRO E MEU TRABALHO QUE VALE SEIS PONTOS como podem perceber sou mto inteligente. Não foi porque desisti da vida e desisti da fic de vocês noa foi porque perdi o pen drive dai complicava né nom monas. Enfim, leiam o capítulo espero que gostem BEIJOS

Annabeth até que estava bem. O segredo de Thalia não a deixou nauseada ou tirou seu sono. Aliás, ela achou que todo o mistério por trás daquilo bem desnecessário. Afinal, o “grande segredo” era que Atena a havia utilizado como um experimento e deixado Thalia e Luke como tutores. Para mostrar que seus filhos podiam seguir a Marca sem nem precisar de um treinamento de elite como o que tinha no Acampamento Meio-Sangue. Nada de mais.

É claro que Annabeth não caiu nessa.

Thalia era boa mentirosa, só que Annabeth aprendeu a ver quando ela estava mentindo. Thalia gesticulava de mais com os ombros e braços e sempre olhava para a esquerda, não para direita. Quando alguém está contando uma história e olha para a esquerda, é porque é mentira; se olha para direita, então a história é uma lembrança e claramente verídica.

A teoria que a amiga estava mentindo se tornou mais uma lei quando Annabeth acabou sua conversa com Thalia e se encontrava olhando para o nada.

– Então, como foi? – perguntou Percy com uma roupa bem mais adequada. – O que ela disse?

Annabeth balançou a cabeça, dando de ombros.

– Que eu fui parte de um experimento de Atena. – respondeu ela. – Que ela e Luke foram meus tutores e que não era para me integrar ao Acampamento porque a ideia de Atena era de que seus filhos podiam muito bem achar a Marca sem precisar de ajuda. Bem egoísta, não?

– Uhuum. – murmurou Percy, com um olhar meio perdido. – Hm... Thalia disse isso mesmo? Sabe, essa história de você ser um experimento. Aliás, belo experimento.

Annabeth sorriu com o comentário besta.

– Com todas as letras.

– Hm. Agora, egoísta o que? Atena ter feito isso ou Thalia ter sido tão cara de pau para mentir desse jeito?

Os olhos de Annabeth emitiram uma faísca. Percy se sentiu, pela primeira vem em muito tempo, como vitima e não predador. O olhar de Annabeth deixava qualquer um no chão e ele se controlou bastante para não vacilar na fala.

– Porque me olhas assim?

– Como pode saber que o que ela disse foi mentira?

Percy se sentiu aliviado por saber uma resposta:

– Atena te usou como experimento? Sério? Essa foi a pior mentira que alguém pode inventar.

Annabeth assentiu, claramente não convencida.

– Posso perguntar algo?

– Mesmo se eu dissesse não você iria perguntar do mesmo jeito.

Ela deu de ombros.

– Verdade. – sem hesitar, continuou: — o que houve com Rachel?

Percy piscou, fazendo uma pausa para que pudesse achar uma resposta e já pensado no que faria com Thalia caso a encontrasse. Para o bem da filha de Zeus, era melhor que não ficasse no mesmo continente por muito tempo.

– Já te disse. – respondeu, endurecendo a voz. – Por que? Thalia lhe disse o contrário?

– Ela não precisou. – Annabeth juntou as sobrancelhas. O-oh. – Perseu, você é um pirata. E mesmo o que tenha feito antes não vai me surpreender. Ande. Para com drama, a mulher aqui sou eu.

Percy de repente teve um interesse pelo chão. Tamborinou os dedos na mesa até finalmente indagar:

– Outra hora.

Annabeth prensou os lábios e respirou fundo.

– Fala de Thalia, mas são dois canalhas da mesma moeda! – soltou – Nada que você falar vai me surpreender...

– Outra. Hora. – grunhiu Percy.

Antes que pudesse perder a paciência e, consequentemente, ficar sem controle, ele saiu pisando fundo, batendo a porta ao sair.

***

No fim daquela tarde, o ar árido da África e as terras vermelhas ao norte do continente apareceram no extenso horizonte.

Annabeth passava a moeda/pingente pelos dedos, o cabelo dourado mais brilhante com as cores alaranjadas do fim do dia. Silena já lhe avisara que ela teria uma parte na operação daquele dia, só esperariam o sol desaparecer e as luzes da cidade apagarem. A tripulação serviria como uma distração enquanto Annabeth, como a boa ladra que era, iria adentrar uma prisão para resgatar Hazel Levesque.

Não, eles não deram de Robin Hood e vão sair por ai fazendo caridades. Hazel é uma bruxa e na manhã seguinte será queimada – coisa mais medieval, não? -, mas, como todos sabem, uma bruxa lhe dever um favor vem a calhar. Além disso, ela é a única irmã de Nico.

Ao longo do convés, as luzes iam sendo apagadas e as velas desciam, de modo que os que estavam em terra não conseguiria ver o navio.

Percy não olhava para ela a tarde inteira. Ótimo. Pelo visto nem os piratas escapam de brigas ridículas que nem Annabeth sabia o motivo. O que é agora? O que ele poderia ter feito de tão ruim à Rachel que o deixou assim? Annabeth ouviu o que ele fez a Calipso e Percy não pareceu lá muito arrependido.

Por isso, Annabeth ficou afastada, sentada a amurada observando o restante da tripulação misturada com mortais comuns e filhos de deuses se prepararem.

A lua estava alta no céu quando o primeiro disparo de canhão ecoou pela noite escura, e então, começou. O navio estava mais perto da costa e não demorou muito para ouvir gritos, tiros e certos incêndios ao longo da cidade portuária de Surt.

Annabeth esperou o oficial libanês sair correndo e deixar a cadeia aberta e vulnerável. Por trás das grades viam-se homens assustados e querendo saber o que se ocorria do lado de fora. Nenhuma pessoa que possa se parecer com uma bruxa. Ela então desceu aos níveis inferiores e encontrou uma garota não muito mais velha que ela enrolada em trapos, com vários colares e cabelo emaranhado.

– Quem está ai? – perguntou ela.

– Boa noite para a senhorita também. – respondeu Annabeth, avaliando a grade. – Você é Hazel Levesque?

– Depende de quem quer saber. – a garota apareceu na luz fraca das velas, revelando os brilhantes olhos de cor dourada e a pele castanha. Basicamente nada a ver com o irmão mais velho. – Filha de Atena.

Annabeth não se surpreendeu. Ela olhou em volta, tentando ver se, por obra milagrosa, alguma coisa serviria como alavanca. Acabou encontrando as taboas do teto. Annabeth bufou e encarou a feiticeira.

– Espero realmente que você valha a pena, minha cara. – e começou a subir nas grades da jaula.

Prendendo bem os pés, ela segurou uma das vigas e vez força para baixo. Uns minutos depois, a viga cedeu ao peso de Annabeth e caiu com a filha de Atena junto. Graças que era uma altura pequena e ela conseguiu cair bem. Não perdendo tempo, Annabeth prendeu a viga em uma das fendas da jaula.

Ela parou em um instante, encarando Hazel que observara tudo perto da grade.

– O que está esperando para chegar para trás? Ou prefere morrer prensada nisso ai?

Hazel a encarou e andou para trás, assim que Annabeth pôs o peso na viga e a jaula caiu para dentro da jaula, rente aonde a bruxa esperava. Annabeth suspirou limpando as mãos uma nas outras.

– Antes de sairmos, se é uma bruxa, por que não saiu por si mesma?

Hazel deu de ombros.

– Molharam o metal com água benta e sal. Mesmo sendo filha de um deus, essa desgraça ainda funciona comigo.

Annabeth não quis perguntar mais nada depois que uma explosão foi ouvida bem perto dali. Ela olhou para Hazel e para o vestido aos trapos.

– Espero que isso não te impeça de correr rápido.

Annabeth pegou o braço da afrodescendente e correu como se tivesse asas nos pés. Graças aos deuses, Hazel também corria da mesma forma, acompanhando a loira pelas vielas da cidade tomada pelo caos.

Os ouvidos de Annabeth zuniam pelo barulho dos canhões e dos gritos, tanto que o sol das pulseiras de Hazel parecia distante por mais que a feiticeira estivesse perto. Ela ouviu um grito e um instante depois percebeu que era o grito de Hazel. Annabeth sacou sua adaga e se virou, a tempo de ver um libanês caído no chão e Percy com a espada de aço untada em sangue. Seu coração parou por um misero segundo quando viu que a camisa dele estava manchada de vermelho e que pressionava o lugar.

Percy percebeu para onde Annabeth estava olhando.

– Corre para o navio.

– Você vai ser morto.

Ele abriu um sorriso de lado.

– Eles podem tentar. – ouviram-se passos apresados e voz de comando em outra língua. – Corre.

Dessa vez, Annabeth correu, segurando Hazel pelo pulso e se esquivando dos lugares mais amontoados. Sem querer e talvez sem pensar, Annabeth agradeceu a todos os deuses quando sentiu o cheiro de maresia e enxergou o contorno do navio. Ela e Hazel se entreolharam e um acordo silencioso foi proposto e aceito. Annabeth a soltou e as duas correram pelo píer e pularam a amurada do navio, tropeçando e caindo no convés.

Annabeth tinha o coração nas mãos, vendo todos os tripulantes pularem para o navio, mas sem nenhum sinal do capitão.

– Acho que ele desmaiou na água. – supôs Nico, sendo muito otimista. – Mas isso seria bom para ele.

– Ele está vivo?

– Bem...

– Di Angelo! – implorou Annabeth – ele está vivo?

Nico a encarou, suspirando.

– Ainda.

Era uma esperança, ainda que nem um pouco otimista.

Uns minutos de ansiedade que se pareceram horas depois, Perseu finalmente submergiu no convés, com a blusa manchada de sangue, mas sem parecer abatido. Deu a ordem de dar meia-volta e partir para o Mediterrâneo à Beckendorf e encarou Annabeth por um longo tempo antes de se virar e seguir para cabine.

Annabeth correu e o segurou pelo braço.

– O-obrigada. – gaguejou ela, meio sem jeito.

Percy deu de ombros.

– Você se machucou naquele momento? – ela perguntou.

Ele assentiu.

– Fez um bom trabalho. – sussurrou ele. – Com Hazel.

– Obrigada. – repetiu. – Só não esperava que ela fosse... Sabe, tão...

– Diferente do Nico? Negra, claramente mais viva do que ele, posso listar mais umas e só seriam as obvias.

– Eles não têm nada a ver.

Percy deu de ombros novamente.

– Também não tinha nada a ver com minha irmã... – ele mordeu o lábio, se amaldiçoando por dizer isso.

– Você tem uma irmã? Qual o nome da coitada?

Percy adquiriu um interesse muito grande pelo chão.

– Tinha. Cecília. Charlotte Cecília Jackson.

– Oh. Sinto muito.

Percy pareceu achar graça, evitando o olhar de Annabeth.

– Não, não sente.

– Percy...

– Boa noite, Annabeth.

Ele se desviou das mãos da garota e seguiu caminho pelo corredor escuro da cabine. Annabeth se encontrava em uma posição ridícula. Pela primeira vez realmente se sentia como uma adolescente canceriana de dezessete anos. Ela teve até um impulso de correr atrás dele, mas não ia ferir o orgulho por causa de um homem. Mesmo que esse homem seja Percy Jackson.

– Você realmente gosta dele. – disse uma voz ao lado dela, fazendo-a quase pular. Era Hazel Levesque. O olhar dourado a avaliando com curiosidade. – Acha que ele é uma péssima ideia, mas amá-lo, para você, não pode ser errado.

– Fale algo que ainda não sei.

Hazel abriu um pequeno sorriso. De repente, ela parecia muito mais velha do que aparentava. Os olhos dourados saíram do rosto de Annabeth para o colar que ela carregava, com a moeda da marca.

– Lembre-se apenas que se peixes são mortos pela boca, aranhas são pelas falhas em seu esqueleto.

Hazel piscou deixando Annabeth olhando para o nada.

Notas finais
ALL I WANT DO IS GET HIGH BY THE BEACH BABY BYE BYE BYE então, o que acharam amores? Quero que vocês apareçam um dos motivos de eu ter demorado é que os comentários foram tipo quatro. Tá, isso aqui não é fic movida a comentários mas um autor precisa de incentivo né nom. Percy tá meio esquisito né? Pois é. Proximo capitulo vocês vão saber porque já que sem ser esse o próximo eles chegam em Roma e vocês já sabem o que vai acontecer. Não vou tacá-los no tártaro isso seria anti original e contra meus princípios de assedente em aquario. ENFIM VEJO VOCÊS NOS REVIEWS BEIJOS You Know You Love Me XOXO Gossip Girl