Between Lovers- HIATUS
3 Pandemônio, Festa e Paraíso...
Notas iniciais
Jace
Depois daquela sensação de fotos, que foi bem interessante a propósito, decidimos que iríamos sair para comemorar. Clarissa não estava a fim de ir, mas acabou concordando com uma condição: ela teria que pagar toda a nossa farra. Bem, isso é um pedido irrecusável.
Cada um seguiu para sua casa para se arrumar, pois cerca de uma hora depois iríamos nos encontrar em frente ao Pandemônio, simplesmente a boate mais cara da cidade. Só ricos mesmo que entram ali.
Corri para meu quarto para me arrumar, tomei um belo banho, pois eu estava suado – querendo ou não ficar de jeans na praia ainda é quente. (N/A: É melhor ficar nu, né Jace? Kk)
Escolhi uma roupa simples, jeans escuros, t-shirt vermelha e coturnos. E uma jaqueta de couro. Peguei minha moto e fui em direção a boate, que era um pouco longe do meu apartamento. Os faróis e o barulho da cidade me davam a sensação de paz. O ar que inspiro muito poluído enchia meu corpo de calma. Não sei por que, talvez seja por que fui criado aqui. Aquele velho ditado: Não há lugar como o lar.
Urgh... que clichê! Não acredito que pensei nisso. Concentrei-me em pensar em outra coisa e o que consegui foi um belo par de olhos cor de esmeraldas. Desde semana passada quando Clarissa foi nos visitar, eu queria algo, não, era como se eu tivesse perdido algo e necessita tê-lo desesperadamente. Hoje mais cedo, quase cometi um grande erro. Não me segurei e acabei massageando sua coxa.
Bem, em minha opinião, não foi nada demais, porém, acho que ela se assustou. Ela é casada, falou minha consciência. Não me importo com isso. A mulher era espetacularmente sexy, é diferente. Sua altura e estatura minúscula dão-lhe um ar fofo e quente. É bem interessante. E não me arrependo do que fiz hoje mais cedo, se eu tivesse outra oportunidade, eu faria de novo e dessa vez seria muito melhor. Sorri em pensar diversas maneiras de ouvi-la suspirar e quem sabe outra coisa...
Cheguei à boate e vi como estava lotada. A fila na entrada era gigantesca, fazia diversas curvas e isso tudo por que ainda estava cedo! Procurei meus amigos por ali, mas não encontrei ninguém. Nem o chamativo do Magnus. Onde eles se meterão? Então meu celular começou a vibrar.
– Oi?
– Hey! Já chegou? – essa voz era de Izzy.
– Sim! Onde vocês estão? – perguntei.
– Estamos na parte de trás! É a entrada para área VIP! – comemorou alegre.
– Área VIP?! Sério? – exclamei. Eles só pedem estar brincando comigo.
– Sim! A Clary é acionista aqui, então tem passagem grátis na área particular! Chique, não?
–Sim, muito chique – ironizei. – Encontro vocês daqui a pouco.
Desliguei e caminhei por de trás da residência. O lugar era simplesmente enorme e você conseguia ouvir a barulheira que está lá dentro daqui de fora. Deus, isso que é farra.
Havia uma fila, mesmo sendo ViP, só que era muito menor do que a anterior. Assim que ergui o olhar consegui identificá-los e isso não tem nada a ver que o Magnus esteja usando uma cor que parecia mais um arco-íris. Nenhum pouquinho. Depois dele consegui ver minha irmã, fabulosa como sempre, Alec que estava simples com um jeans e uma camisa de manga longa, Magnus além de calça arco-íris, usava uma camisa azul com decote imenso e depois dele havia ela. Clarissa. Que estava espetacularmente esplêndida em suas roupas, o que eu não gostei foi o garoto magricela que mantinha um braço ao redor de seus ombros.
– Você demorou. – falou Clary com um biquinho no rosto.
–Moro longe daqui e o trânsito aqui não é mil maravilhas. – respondi seco. Quem era ele?
– Bem já apresentei ele para todos menos para você – disse Clary me surpreendendo. Ela lê mentes? – Este é Simon, meu melhor amigo. Simon este é Jace, meu modelo substituto.
– Prazer. – disse educadamente, seus olhos castanhos me encaravam curiosos por trás das lentes dos óculos.
– O prazer é meu. –menti. Não gostei nem um pouco dele.
Por que ele tem mais afinidade com ela do que você, esclareceu minha consciência.
Cala a boca!, gritei de volta.
– Bem... – começou Magnus. – Vamos entrando.
Todos nós assentimos e seguimos Magnus pela entrada, cortando fila. A música entrou nos meus ouvidos e as diversas luzes coloridas faziam meus olhos arderem. Sacudi a cabeça.
–Relaxa! Você se acostuma com o tempo! – gritou Clary, que estava ao meu lado, para ser ouvida acima da música. – Além do mias, lá em cima onde vamos ficar não tem tanto barulho!
– Você traz um amigo, mas não traz seu marido? – sussurrei maldosamente em seu ouvido. Me afastei e vi que em seu belo rosto estava uma carranca.
– Ele não está na cidade e duvido que ele iria querer vir. – a forma como disse estava claro que seu casamento não era bom, na verdade, era o oposto disso.
– Bem, agora é a hora de se divertir. – respondi e ela começou a rir.
– Quem dera, Jace. Na minha vida tudo é limitado, diversão também está incluso na lista. Não posso fazer tudo que quero, sou uma figura pública.
– Uma noite não mata ninguém. – falei e isso a fez sorrir.
Olhei para o corredor que seguimos, cheio de gente, rockeiros, punks, garotas com mini vestidos. Casais se agarrando, lésbicas num canto quase engolindo uma a outra. Chegamos há um gigante elevador e entramos. Izzy e o tal garoto, Simon, estavam conversando enquanto Alec e Magnus também dialogavam, apesar que Alec estava claramente muito envergonhado. Ele é gay. Eu sempre soube disso, mesmo ele nunca me contando, e nunca entendi o motivo dele estar com ninguém e aquela desculpa que os pais e as outras pessoas não vão aceitar é bobagem.
Se fossemos viver através das opiniões dos outros, nunca seriamos felizes.
O elevador arrancou numa partida subindo e senti um cutucão em minhas costelas, olhei para baixo e encontrei Clary sorrindo. Ela me puxou e eu abaixei rindo:
– Você é muito pequena.
–Cale a boca – sussurrou. – Bem, aqueles dois formam um belo casal, certo?
– Sim, — de novo me surpreendi com a capacidade dela de ler mentes. – Você por a caso é telepata?
–Não – respondeu rindo. – Só observo as pessoas. – ela olhou para os dois. – pena que o coração de Alec tem dono.
–Dono?! Sabe de quem ele gosta? – perguntei pasmo e ela me olhou como seu eu fosse um E.T
–Você não sabe que ele gosta d- Ela não respondeu pois o elevador parou na mesma hora.
– Ele gosta de quem? – perguntei.
–Esqueça, por favor.
–Bem! Chegamos e não vou ficar parada aqui! – exclamou Izzy.
Olhei ao redor. A sala mais parecia uma caixa de vidro enorme, pois conseguíamos ver todos lá em baixo. Clary estava certa, aqui tinha música mas não era tão alta. Não pensei duas vezes em pegar o copo mais próximo de álcool e bebê-lo de uma só vez. Ele desceu rasgando minha garganta, igual toda bebida faz.
Izzy puxou Simon para pista de dança enquanto Alec, Magnus e Clary iam para outro canto. Só restou ir para pista também. Havia muitas garotas ali, muitas bem gostosas. Fui até elas e puxei papo. Não demorou muito para começarem a se oferecer, bem ninguém resiste ao meu charme. Puxei uma para pista de dança, as luzes piscavam como se fossem flashes de câmeras. A música era ritmada numa dança sensual.
Ela mexia os quadris nos meus fazendo-me sorrir. Ah essa noite... Rodou ficando de cara para mim e sem mais nem menos, me beijou! Sim, ela estava muito bêbada. E não foi única, assim que me livrei dela, sua amiguinha agarrou minha gola e me tascou um beijão na boca. Uai! Nem me importei muito com isso, apenas a segurei e devolvi o beijo.
Depois de muitas bebidas, procurei por meus amigos. Isabelle estava dançando agarrada ao idiota do Simon, que parecia um pimentão. Comecei a rir, ele era muito fraco. Procurei pelo meu melhor amigo e não o vi e nem vi o Magnus. Estranho. Onde eles estão? Ou melhor, o que poderiam estar fazendo? Afastei esses pensamentos e procurei por Clary.
Ela estava sentada num sofá perto do bar, olhando as pessoas dançarem com um copo de champanhe na mão. Me lembrei dela dizendo que tudo na sua vida tinha limites e aquilo me irritou. Bem, perto de mim, ela teria toda a liberdade que quisesse, pois é ridículo limitar alguém, pelo menos é besteira em minha opinião.
Caminhei até ela. Ela não me viu pois agora estava distraída mexendo em seu celular, cheguei por trás e vi que o assunto da conversa era contratos. Ela está trabalhando dentro de uma boate onde supostamente tinha que se divertir?! Tirei o celular de suas mãos e guardei em meu bolso. Ela me olhou surpresa e assustada com o gesto repentino.
– Jace, me devolva-o agora! – ordenou.
– Não sou seu empregado para me dar ordens. – falei irritado e suas bochechas coraram. – Eu vou devolvê-lo, mas só no fim da noite.
– Eu preciso dele, por favor.
–Não. Viemos aqui comemorar e você só ficou sentada aqui. – falei por cima da música.
–Claro que fiquei aqui! – respondeu brava. – Magnus me trocou pelo Alec, Simon pela Izzy e você estava agarrando todas as garotas aqui!
– Não todas, só a maioria. – respondi pensativo e ela me lançou um olhar frio. – Tudo bem. Vou seu bonzinho. Sou seu o resto da noite. E nada de limites.
–Quem disse que eu quero sua companhia? – perguntou com as sobrancelhas erguidas.
– E você não quer? Muitas garotas se matariam por ter-me ao seu lado durante uma noite toda e você está recusando? – falei sarcástico.
– Fique comigo mais tempo e verá que não será a última vez. – respondeu entre os dentes. Eu comecei a rir e a puxei para pista de dança.
Entreguei outro copo para ela, mas dessa tinha mais álcool. Depois de alguns copos ela estava mais solta. Ela me puxou e começou a dançar do mesmo jeito que aquela outra garota, porém isso aqui era muito melhor. Segurei seus quadris, dançando ao mesmo ritmo que o dela. A rodopiei e a trouxe para perto de mim. A pista foi ficando lotada e quando percebi, Clary estava dançando com outro garoto. De alguma forma aquilo me incomodou. Era para ela estar dançando comigo, não com ele. Comigo.
Clary ficou de costas para o garoto e este rodeou sua cintura fina com os braços e a puxou contra seu peito. Ela riu e saiu para buscar outra bebida. Fui atrás dela imediatamente. Assim que ela virou seu segundo copo de vodka, eu a parei.
– já chega. Você já está muito bêbada.
–Qual é! Não foi você disse para me divertir? Então é o que eu estou fazendo. – falou com a voz levemente embargada.
–Sim, mas já está passando dos limites. – falei.
–Você também disse: Nada de limites. – bufei e ela riu. Aproveitou para pegar outro copo, mas eu não deixei.
–Por favor. – falou. Ela se aproximou de forma sedutora, enfiou sua bela mãozinha dentro da minha camisa e acariciou meu abdômen, arranhado-o levemente fazendo minha mente encher de uma nuvem branca de prazer.
–Nem tente me distrair.
–Quem disse que estou fazendo isso? – sussurrou baixinho. Sua mão desceu para o cós da minha calça, arrastando seu dedo ao longo da faixa de pele ali. Gemi alto, aquilo é muito bom. – Só quero me divertir. – Acariciou meu membro por cima do tecido da cueca, deixando-me cada vez mais excitado. Ela segurou-o um pouco mais forte, eu queria mais, muito mais.
–Não.- falei quando minha consciência voltou ao normal. Tirei suas mãos dela dali, mesmo querendo muito que ela fizesse aquilo de novo. – Vamos dançar.
A música que estava passando era a Me Sexy- Nick Cannon. Clary começou a rir e simplesmente disse:
–Jace! Tire a camisa! – gritou. E todos que estavam ao redor olharam para mim.
–Tira! Tira! – o coro foi enorme. Eu comecei a rir, e neguei com a cabeça.
–Qual é loirinho! Tira aí! – gritou Magnus.
–Ele não vai tirar! – gritou Clary de volta. – É covarde demais para isso!
– Como é? – perguntei incrédulo. Ela vai ver quem é o covarde aqui.
–Tira! Tira! – peguei minha jaqueta e joguei no chão, depois comecei fazer um strip para esse tanto de bêbado. Assim que tirei, os gritos e assobios de mulheres fizeram me rir. Clary estava vermelha de tanto rir. Comecei a rebolar igual um gogoboy.
Cheguei perto dela, agarrei sua cintura e a puxei. Suas costas bateram contra meu peito, que agora estava nu, e comecei a beijar seu pescoço lentamente e arranhando sua coxa, do mesmo jeito que eu queria hoje mais cedo. Senti seu corpo tremer. Clary virou em meus braços e saiu lentamente de costas com um sorriso malandro nos lábios.
Um garçom passava com doces numa badeja, ela o parou e passou o dedo num doce, pegando todo o chantily dele e caminhou até mim. Ela traçou um traço pelo meu peitoral com sua mão delicada. Ela me olhou antes de fazer o que pretendia. Ela começou a lamber seu próprio traçado. Arfei com a sensação, sua boca quente, lambendo e chupando estava fazendo eu ficar cada vez mais duro.
Ela agarrou meus quadris e desceu a língua até a pele acima do meu umbigo. Ao longe ouvi os gritos de contentamento de todos, mas não me importei. Na verdade, eu não vi nada além dela. Enrosquei meus dedos em seu cabelo, guiando sua boca nas partes que eu considero mais apetitosas. Gemi várias e várias vezes ao longo de seu percurso. Então, para minha tristeza, ela parou e olhou para mim.
–Você é muito convencido, Lightwood. – disse. Finalizando, ela apoiou ambas as mãos no meu peito, se equilibrando nas pontinhas dos pés, ela deu um forte chupão em meu pescoço, eu gemi rouco, um som vindo do fundo da minha garganta.
A noite prosseguiu normalmente, mas Clary não fez nenhuma de suas gracinhas denovo, mesmo eu rezando para que ela fizesse.
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