Between Lovers- HIATUS
2 Modelos...
Notas iniciais
Clarissa
O jantar corria bem até agora. Maryse, minha professora na faculdade, estava me recebendo muito bem. Eu aceitei seu convite de jantar em sua casa simplesmente por que ela me ajudou muito, pois sempre fui uma garota problemática, piorou na minha adolescência.
Que rude de minha parte, não me apresentei. Chamo-me Clarissa Morgenstern, porém sou casada, então meu sobrenome é Sethyn. Tenho 25 anos e sempre quis orgulhar meu pai e meu padrinho, fazendo tudo o que os orgulhava. Até hoje, apesar das minhas irresponsabilidades, sou a filha “preferida”.
Sou diretora de uma agência para modelos e fundadora de uma Academia de Artes. The Fine Arts. Não preciso de ninguém para ter as coisas que quero. Sou uma perfeita feminista.
Fiz muitas coisas para ter isso, e o fato que eu nunca vou esquecer é que estou num casamento arranjado com Vincent Sethyn por causa deles. Os Sethyn’s sempre foram muito próximos de meus pais e passam por uma fase difícil, então meu pai sugeriu que juntássemos nossas economias. E como fazer isso? Casar seus filhos contra sua vontade!
Okay. Eu amo meu pai, mas dessa vez ele extrapolou.
Não tinha como, então acabei trazendo meu amigo/assistente Magnus Bane. Ele não é nada discreto, só pelo fato dele estar usando um terno roxo, calças azuis com correntes penduradas e cabelo multicolorido. Sem falar no delineador preto que cobria seus olhos. Tinha muita mais maquiagem do que eu!
Maryse havia me apresentado seus filhos: Alec, Izzy, Jace e Max. Alec com belos olhos azuis safiras bem escuros, tinha ombros largos e é incrivelmente alto, bem bonito. Izzy, muito parecida com ele, tem um belo corpo cheio de curvas (um corpo que eu sempre quis ter), olhos cor de carvão.
Já o Jace... Jesus. Se ele quisesse ser famoso, só precisa fazer somente uma campanha. Tinha os cabelos loiros, olhos de um dourado maravilhoso, a boca fina e bem convidativa, o corpo nem se fala. É muito bem definido naquela camiseta de malha que ele usava. Com certeza ele ficava muito melhor com um pouco menos de roupa.
Ou sem roupa nenhuma, pensou maliciosamente minha deusa interior, se contorcendo toda.
Deus eu sou casada! Repeti para mim várias e várias vezes. Tudo bem, mudando de assunto, Max é simplesmente maravilhoso. Seus olhos cinza deixavam seu rosto juvenil muito adorável, aqueles óculos me lembram de Simon, meu melhor amigo, quando ele era mais novo. Então, eu apaixonei no garotinho.
– Sinceramente Clarissa, eu nunca pense que você poderia gerenciar uma empresa. – zombou Maryse.
–Eu tinha 19 anos naquela época. Quem não comete imprudências? – devolvi.
–Qualquer um comete. – alegou Magnus. – Porém não tão idiotas como você. – revirei os olhos. Os Lightwoods caíram na gargalhada. Fiz um favor trazendo esse bastardo aqui e ele me desmoraliza na frente dessas pessoas? Ingrato.
– Graças a Deus, Magnus que você é meu amigo, se não fosse eu estava ferrada. –murmurei, queimando sua pele com os olhos.
– Só estou sendo honesto.
–Desculpe perguntar, mas essa história que você era uma adolescente revoltada é verdade? – perguntou Isabelle.
–Isabelle. – repreendeu Jace baixinho.
– Sim. – suspirei. – Nunca gostei da forma como as coisas eram lá em casa, então resolvi alegremente fazer tudo ao contrário.
– E destruir parte da faculdade estava incluso na lista? – quem perguntou fora Jace. Cínico, mas muito gostoso.
– Não! – exclamei rindo. –Mas eu estava drogada, então... Não conta.
–Você fuma?! – exclamaram todos na mesa, menos Magnus.
–Claro que não! – exclamei perplexa. – Bem, eu não fumo mais.
– Eu duvido disso. – falou Magnus, rindo. – Se não fuma, você bebe.
– E por que diz isso? – perguntou Alec se pronunciando pela primeira vez. Ele parecia curioso.
–Bem, por nada realmente. Mas também não posso dizer que Clarissa é normal. Ela esta bem longe disso. – respondeu Magnus. Tentei resistir à vontade enorme de bater nele, mas não deu. Peguei minha bolsa que estava ao meu lado e acertei em sua cabeça, fazendo-o grunhir.
O pequeno Max riu, fazendo-me olhar para ele. Assim que reparou que havia chamado atenção, seu rosto corou fortemente. Bem, com certeza ele é tímido.
– Clarissa... – começou ele envergonhado. – Você tem algum apelido? Quer dizer, seu nome é um pouco grande.
–Tenho sim. É Clary. Bem, meus pais me chamam assim.
–Por que não fazemos algo? – propôs Magnus com os olhos brilhando. – Cada um pergunta sobre a vida dessa aqui – apontou para mim. – E ela responde. Sei que estão curiosos. Bem, pelo menos Izzy está.
No fim, acabou todo mundo aceitando a sugestão do Bane.
–Tudo bem... – começou Jace, pensativo. – Trabalha com artes por que gosta ou por que dá muitos fins lucrativos?
–Hum... Trabalho por que gosto. Minha mãe e meu pai vieram de famílias clássicas, então desde pequena eles me ensinaram a apreciar nossas culturas. Eu prefiro artes visuais, por que, bem, eu amo desenhar.
Então a conversa seguiu facilmente. Eram pessoas boas. Eles me perguntavam coisas fúteis como: Sua cor preferida? Primeiro namorado? Primeira briga de escola? Entre outros... Até algumas coisas mais sérias, como: brigas de famílias, barracos, polêmicas.
Respondi tudo. Até discuti com Izzy em relação ao meu irmão, Sebastian Morgenstern. Ela disse que ele era simplesmente “perfeito”, eu como irmã caçula tive que discordar. Ele parecia capeta em sua forma humana.
Ela ainda acrescentou que ele era o capeta mais quente e sexy que ela já viu. Iludida tapinha. Assim que Max me perguntou se eu gostava de mangá e eu disse que sim, todos me encararam como se eu tivesse falando grego. Ah! Qualquer um tem sua paixão secreta. E a minha é gibi e mangá oras!
(°°°)
– Não pode ser! Eu os contratei com antecedência! – gritei revoltada.
–Senhorita Sethyn, meus clientes não estão em condições de irem a sua agência. – respondeu Carlos, calma.
– Simplesmente por que estão cansados de uma droga de caminhada? Eu tenho que entregar essa campanha semana que vem! – Não acredito que eles cancelaram! Eram os únicos modelos, eram exclusivos!
–Bem. Não posso fazer nada a respeito sobre isso. – respondeu.
– Eu. Não. Tenho. Nenhuma. Foto. Para. A campanha. Você entendeu ou eu preciso soletrar? – respondi furiosa. Odeio quando quebram compromissos, principalmente algo tão importante.
– Já isso não é problema meu. Eles não quiseram ir e eu não posso obrigá-los.
– Ótimo! Posso afirmar judicialmente que houve quebra de contrato! Então meu caro, você e seus amiguinhos estão na rua... – A raiva tomou conta de mim.
– Não pode nos demitir! – gritou indignado. – Isso seria e-
–Isso seria o correto. Sou a dona da empresa, eu que expus esses moleques ao mundo e também posso tirá-los. E se me ligar mando-o prender por fraude, você e seus modelos inúteis!
Desliguei o telefone em na sua cara. Babacas! Eu tinha que entregar duas campanhas: uma da Calvin Klein, outra da Victoria Secret’s. E porra dos modelos estão indisponíveis.
Peguei meu telefone e disco o numero do Magnus, ele, com certeza, poderá me acalmar agora.
– Clarissa. –respondeu formal.
– Magnus! Você não sabe o que aconteceu! Os modelos cancelaram!
– Cancelaram?! E o contrato?
– Carlos quebrou por que eles estavam exaustos de andar por aqui e dos os trabalhos que eles pegam!.
– Então essas drogas de contratos não servem para nada! E agora? Marquei a entrega para que 6 dias!- falou tão aflito quanto eu.
– A campanha é fácil! Mas sem modelos...
–O pior que eles eram exclusivos das marcas...
– Poderíamos substituí-los. – sugeri. Tinha que ter alguma forma. Por que eu não posso perder essa droga de campanha caso contrário minha reputação profissional já era! – Sei lá. Alguns dos nossos modelos.
–Não tem como... A não ser que peçamos a autorização da Calvin e da Victoria.
– Bem pensado. Ligue para eles e diga a situação real, quem sabe eles não colaboram... Depois me ligue.
–Tudo bem. – Dito isso, desligou.
Os segundos iam passando e meu nervosismo aumentando. Nunca quebrei minhas promessas e fico pasma quando outras pessoas quebram suas palavras tão facilmente. É por isso que nosso mundo não presta mais.
Depois de lentos trinta minutos meu celular toca e eu atendo rapidamente.
– Oi? Conseguiu algo? – perguntei.
– Muita pouca coisa, na verdade. Eles disseram que temos que fazê-la logo. Eu sugeri que adiassem, mas eles não quiseram.
– E quanto aos modelos? Tem como substitui-los? – perguntei ansiosa.
– Sim, eles permitiram. Mas... temos outro problema. – falou hesitante.
– Ai meu Deus... O que foi agora? – perguntei chorosa.
– Não temos nenhum modelo disponível. Liz e Brian estão de viagem. Peter saiu da empresa alguns dias atrás. – falou Magnus.
– E agora, Jesus? Não podemos fazer testes hoje, perderíamos muito tempo, para selecionar alguns! Estou ferrada com certeza!
– Você não conhece ninguém? – sugeriu ele. – Você é famosa, tem que ter alguém bonito na sua lista de amigos.
Pensei em alguém que poderia fazer o trabalho. Os antigos modelos eram jovens e não eram conhecidos aqui no país. De qualquer forma seriam “novatos” no ramo. Vasculhei minha memória, remoendo cada detalhe...
É claro! Ele seria perfeito! Juntamente com seus irmãos. Meu Deus, obrigado! Não acredito que não pensei neles.
– Magnus! Os Lightwoods! – exclamei animada. E acabei recebendo um gemido do outro lado.
–Jura? Você quer colocar o divino Alexander apenas de jeans na minha frente? – perguntou.
– Sim! E não é para ficar encarando o garoto como se ele fosse um pedaço de carne! O menino estava parecendo um pimentão naquele dia!
– Ok... ok.. Vou ligar lá e pedir para nos encontrarem, tá bom? –
(°°°)
Eu dava de lá para cá desesperada. Se eles não aceitassem, eu perderia todos meus créditos. Jesus! Não posso pensar nisso. Já faz mais de meia hora e nem um sinal deles e nem do Magnus. Até que ouvi o barulho de uma buzina.
Estava na praia onde tirariamos as fotos e eles desceram do carro. Jace estava lindo... como sempre. Isabelle sempre uma diva e Alec modesto e humilde. Todos eles tão diferentes.
–Graças a Deus! Por que tanta demora? – perguntei quando chegaram perto.
– Tivemos que lutar para convencer este aqui. – disse Magnus para Alexander. – Ele é bem teimoso.
–Não sou teimoso, mas não quero fazer essas fotos. – respondeu com o rosto corado.
–Tudo bem, tudo bem. Como é que funciona as coisas? – quem perguntou fora Jace. Pode ser maluquice minha, mas ele me olhou de cima a baixo como se estivesse escolhendo um pedaço de carne. Meu rosto queimou fortemente.
–Bem... Priemiro eu quero agradecer por que se vocês não tivessem aceitado, eu nunca mais trabalharia. E segundo: é simples. Escolheremos suas roupas e falaremos o que devem fazer na hora.
– Você quer dizer as poses que faremos, certo? – animou-se Izzy.
– Izzy... tenho uma péssima notícia para você – ela me olhou atentamente. – Você não vai participar, será minha assistente.
–Como é?! Como assim não participar? Não perdi aula a toa! – falou, e os garotos começaram a rir.
–Calma aí! Você não vai participar dessa campanha por que só é masculina, você vai fazer a da Victoria Secret’s.
Ela gritou de alegria e os garotos me encararam pasmos. O que? Qual o problema dela tirar fotos apenas de lingerie? A lingerie mais cara do mundo? Não tem nenhum problema.
– Ótimo. Vamos começar! – gritou Magnus.
Izzy ficou comigo na tenda em que armamos para colocar os instrumentos. Jace e Alec seguiram Magnus para escolherem suas roupas. Depois de alguns instantes, eles apareceram.
–Ai meu Deus! Meu irmão tá um gato! – exclamou Izzy.
–Qual deles? – perguntei maliciosamente.
–Sua servergonha! Você é casada! Mas os dois estão gatos.
–Olhar não ranca pedaço e sim, eles estão gatos!
Jace foi o primeiro. Ele vestia o jeans e sua camisa, então o fotografo mandou tirá-la e ele o fez. Ficou difícil respirar. O seu peitoral era muito bem definido. A pele lisa e levemente bronzeada era incrível. Os gominhos duros e muito bem flexionados a cada passo que dava, levaria qualquer um a loucura. O quadril fino, com longíquos ossos em V que se escondiam na tecido do jeans. E a calça pendia perigosamente, mostrando um faixa de pele mais clara, onde havia um traçado de pelos dourados que seguiam até o caminho da felicidade.
– Pare de babar, Clary. – riu Isabelle, tirando minha atenção daquela maravilha.
– Cale a boca. – resmunguei em quanto ela ria sem parar.
Não preciso dizer que ele sabia o que tava fazendo. E se sentia a vontade fazendo isso. As fotos ficaram boas, as vezes ele brincava e fazia poses femininas. Eu e Izzy davámos crises de risos! Até que sua sessão terminou. Infelizmente.
Assim que Alec entrou, eu olhei para Magnus querendo ver sua reação. Ele estava boquiaberto, olhava o garoto como se ele fosse a oitava maravilha do mundo. Cutuquei Izzy para que ela visse, então caímos na gargalhada.
Alec tinha que ficar deitado, fazendo uma cara sexy para nosso fotografo pegasse de jeito ele, antes que ele pensasse em desistir. Magnus foi pertinho dele, sussurrando algo em seu ouvido, que segundos depois, Alexander estava roxo de vergonha. Mas o que...? Tadinho do garoto.
Querendo ou não, Alec era bom naquilo. Depois de algum tempo ele se soltou mais e as fotos ficaram incríveis!
– Eu sei que sou lindo, só não sabia o quanto. – ironizou Jace vendo as fotos selecionadas.
–Claro que sabe que é lindo, caso contrário não seria tão metido. – respondi.
–Acabou de me chamar de lindo? – provocou Jace sorrindo cafajestamente. Ai meu Deus... Ele me pegou de jeito.
– Quer dizer... si- sim... Você é lindo... se n- não eu não teria... não teria escolhido você! – gaguejei miseravelmente.
–Para que tanto nervosismo? – perguntou ele. Sua mão posou na minha coxa direita e começou a massageá-la lentamente fazendo círculos em minha pele, que agora jazia muito quente com seu toque. Fui poupada de responder quando Magnus, Alec e Izzy chegaram.
–Vamos comemorar baby! – exclamou Izzy.
–Parece uma boa ideia. – falou Jace.
–É uma péssima ideia! – dicordei.
– Vamos lá, Sethyn! Juro que não conto nada para seu maridinho. – ironizou Magnus. Eles me encararam, esperando minha resposta. Ai que droga!
– Um pouco de bebida não mata ninguém, certo? – disse e eles gritaram animados, me fazendo rir.
Ai Deus, me ajude...
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