Better Living Academy
7 Flashback
Notas iniciais
DING DONG, tocou a campainha.
Abri os olhos assim que o som chegou aos meus ouvidos.
Não havia ninguém em casa, então ninguém poderia abrir a porta. Mas eu estava nu.
DING DONG, a campainha tocou, dessa vez mais insistente.
Levantei-me e corri para o armário. Abri-o como se suas portas fossem os dois portões que davam para o salão principal de Hogwarts. Olhei para as roupas ali dentro, mas não via nada que me agradasse.
DING DONG, DING DONG, ela reclamava, irritada.
Fuck the world, eu pensei.
Botei uma boxer qualquer e desci as escadas da grande casa, que já era praticamente minha. Afinal, meus pais nunca estavam nela. Agora, eles estavam, provavelmente, em um país emergente comprando alguma empresa estatal.
Chegando à porta, abri-a, revelando um garoto loiro, com metade do cabelo raspado. Usava uma calça preta e apertada, com uma blusa vermelha comprida e com glitter em algumas partes da estampa tribal; e, por cima desta, uma jaqueta de couro preta. Além da bolsa, também vermelha, e os tênis grandes e azuis, combinando com o Ray-Bam em seu rosto, que foi tirado bruscamente quando me viu.
– O que você estava fazendo, que não pôde me atender prontamente? — perguntou Key, adentrando minha casa a passos largos.
Fechei a porta atrás de mim.
– Desculpe, Diva Key. É que seu súdito precisa tomar banho de vez em quando para que, quando Vossa Excelência chegue, eu esteja cheiroso — falei debochadamente, enquanto ia para a cozinha pegar um copo d'água, com ele me seguindo depois de tirar a jaqueta e jogar em cima do sofá junto com a bolsa robusta e pesada. Agora entendi porqie ele tinha alguns músculos apesar de não fazer exercícios.
– E isso é o traje que um súdito deve usar na presença da Vossa Excelência? — ele bateu na minha bunda, postando-se ao meu lado.
Eu sorri.
– Eu sei que pequei, ó, Diva Key. Conceda-me seu perdão, eu imploro — disse, ajoelhando-me à sua frente e agarrando sua blusa com as duas mãos.
– AI, SEU IDIOTA — ele exclamou, arrancando minhas mãos. — EU COMPREI ESSA BLUSA EM PARIS EM UMA COLEÇÃO RARÍSSIMA.
Ele deu forma a uma carranca em sua face delicada. Fiz um aegyo, pedindo perdão, o que o fez rir.
– Ok, ok. Eu te perdôo. Mas só porque você está muito gostoso assim.
Eu ri e me virei para ele com o copo de água em mãos, após guardar a garrafa do mesmo líquido.
Encostei-me na bancada, observando-o enquanto ele bebia a água.
– Então, vamos lá para cima? Quero ver esse novo game que você tanto disse a semana toda — ele disse com os lábios rosados, pousando o copo delicadamente sobre a bancada da cozinha.
– Nem espere ganhar de mim — pus uma mão em suas costas, empurrando-o para fora da cozinha.
– Veremos — ele olhou-me, estreitando os olhos e sorrindo levemente.
***
– Ah, não é possível! Você já tinha este! — exclamei, largando o joystick de qualquer jeito na cama, onde estávamos sentados.
Key riu de minha reação, pondo o controle cuidadosamente no baú à frante da cama.
– Juro que não. E, de qualquer forma, você já deveria estar acostumado a perder de mim — sorriu ele, triunfante, jogando-se de costas na cama.
Joguei-me ao seu lado, respirando fundo e, consequentemente, sentindo o aroma vindo do meu lado.
– Key, você está usando perfume? — perguntei, virando o rosto para olhar o loiro.
– Na correria que eu tive para sair de casa, acho que não. Até esqueci de botar no carro. Eu levo um na minha bolsa. Enfim, só tomei banho e saí. Tinha outros compromissos. Por que? — ele virou seu rosto na minha direção, ficando muito perto, a ponta de nossos narizes encostando-se.
– Porque seu cheiro é muito bom — eu murmurei, continuando na mesma posição, assim como ele.
– Obrigado — ele praticamente sussurrou.
Ao sentir seu hálito quente e com cheiro de café recém feito, num ímpeto, totalmente impensado, segurei seu rosto com a mão esquerda e virei-o, de modo a exibir seu pescoço tão claro, que era possível distinguir as veias.
Aproximei meu rosto da região, sentindo seu cheiro. Inebriante, viciante, melhor do que qualquer flor. Rocei a ponta de meu nariz em sua pele macia e branca, enquanto sentia a fragrância de toda a sua extensão.
Chegando à clavícula, encostei meus lábios. E não parei mais. Comecei a selá-los na pele de todo o seu pescoço, cada vez mais rápido e urgente, como se precisasse de seu gosto.
Logo estava lambendo-o também. Seu sabor era tal como seu cheiro, que, mesmo com todos os livros que havia lido e todos esses anos estudando a língua falada em meu país, não conseguia descrevê-lo; com certeza, faltariam palavras.
Naquele momento, só sabia que toda aquela situação, o gosto de Key em minha boca, seus gemidos tímidos e sem pudor chamando pelo meu nome, sua total submissão... Tudo era muito excitante.
Minhas mãos desobedientes saíram de sua posição no rosto de Key e foram baixando, apreciando as linhas de seu corpo esguio. Ele segurou minha cabeça entre suas mãos e virou seu rosto para o meu, beijando-me com movimentos rápidos, sedento por sua língua dançando com a minha.
Pousei — ou melhor, apertei — minhas mãos em sua cintura, abaixando uma delas para seu quadril, de modo a puxar sua perna para envolver minha cintura. Deslizei-a até sua nádega, onde apertei com força, enchendo o palmo, fazendo Key arfar contra minha boca.
Joguei o corpo do loiro na cama, postando-me entre suas pernas, não parando de beijá-lo nem por um segundo, nem para respirar, embora o ar já se fizesse escasso. Afastei-me rapidamente, pegando ar, e logo beijei-o de novo, tão urgentemente quanto antes.
Nossa saliva se acumulava no canto de nossas bocas, transbordando e escorrendo pela bochecha de Key em uma linha fina, condensando todo o desejo contido talvez por todo aquele tempo que passamos juntos e agora sendo descontado no corpo de cada um.
Suas mãos agora não mais se limitavam a segurar e puxar meus cabelos; passearam por meu tronco, arrando-me com suas unhas bem feitas em momentos mais fortes de prazer. Tratei de fazer o mesmo, trazendo minhas mãos para debaixo de sua camisa.
Engraçado, agora a criatura não grita, defendendo o tecido fino da blusa, dizendo que é de uma "coleção raríssima", pensei.
Pela primeira vez, embora já tenha ficado assim com outras garotas... Quer dizer, embora já tenha ficado assim com garotas, eu estava sentindo o que chamavam de luxúria.
Lust. Key. Lust Key*.
Key era a chave para a luxúria, eu percebi, rindo internamente com a piada infame.
"Gee Gee Gee Gee. Baby, baby, baby".
"Gee Gee Gee Gee. Baby, baby, baby".
Separei nossos lábios, olhando para seu rosto, confuso.
– É-É meu celular — Key murmurou, franzindo o cenho.
Ele retirou as mãos de minhas costas e sentou-se na cama, afastando-se de mim. Com uma mão, pegou o celular e, com a outra, secou sua bochecha.
– V-Você vai atender? — perguntei, incrédulo. Ele ia realmente me tocar por aquele toque maldito?
– Pode ser importante, desculpe — ele procurava normalizar a respiração antes de atender.
Quando achou que estava melhor, atendeu à ligação.
– Oi. O que foi? — perguntou Key ao indivíduo incoveniente do outro lado da linha, sua voz não expressava nenhum tipo de alteração.
Sua expressão ficou surpresa.
– Ah, meu Deus. Como eu pude... ? — ele se interrompeu, olhando-me de soslaio.
Ele suspirou.
– Nada, Onew. Estava fazendo compras — disse ele, revirando os olhos.
– Eu sei, mas isto não é da sua conta — sua expressão era irritada.
– Blá, blá, blá. Tudo bem. Já vou para casa, satisfeito? — pausa.
Ele sorriu e falou:
– Eu prometo, seu bobo. Tchau.
Logo após desligar, suspirou e pôs a mão na testa, esfregando-a.
– Como eu sou idiota.
– O que foi? — a essa altura, eu estava totalmente fora do clima e meu "amiguinho" aqui também.
– Ah, só um probleminha — ele levantou-se da cama, guardando o celular no bolso.
– Vai embora? — perguntei, observando-o.
– Não. Vou até a esquina fazer um culto satânico destruindo uma Hello Kitty** e já volto — revirou os olhos. — Babo.
– Mas, Key...
Ele olhou sério para mim.
– Desculpe, mas eu realmente preciso ir. A gente se fala. Tchau — ele fechou a porta atrás de si.
Suspirei e joguei-me na cama.
– Onew... Jinki? Desde quando eles se falam? — perguntei em voz alta.
– Bom... — olhei para minha mão direita, suspirando novamente. — Seremos só eu e você hoje. Que romântico.
Notas finais
** Isso foi tirado da fanfic que eu estou betando para uma amiga (https://www.fanfiction.com.br/historia/206248/Adaptation). Leiam, gente! Garanto que é muito boa (:
Muito bem, muito bem. Não me matem. Eu seu, eu sei. O que dois meninos em uma fanfic fariam sozinhos no quarto, sendo que um deles está de cueca? JOGAR VIDEOGAME QUE NÃO É! Mas, para melhorar a situação, fiz eles se pegarem... MAS NÃO TEVE LEMON. Droga, eu sou uma péssima autora, ME DESCULPEM. Maaaas... Prometo me redimir no próximo capítulo, hohoho. Além disso, há algo que eu devo comentar. Em alguns reviews, há algum tempo, eu disse que cada um tinha um segredo ou um fato inesperado sobre o passado deles, ou sobre eles mesmos. Só para avisar que eu já soltei umas pistas sobre segredo do Key, do Jong e do MinHo. Sobre o Onew, no próximo POV dele, soltarei algumas informações. Só soltei uma do Jong. Do Key, já foram várias (mais até do que eu queria). E do MinHo, acho que foi a mais descarada. Estou jogando pistas, mas não para vocês darem uma de Sherlock *piada infame* e tentarem descobrir. É só para vocês ligarem os pontos quando souberem de tudo. Enfim, sinto que esqueci de falar alguma coisa '-' Se eu lembrar, conto da próxima vez. Beijão e espero que tenham gostado! OBRIGADA, LEITORES!!
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