Better Living Academy

8 Lust Key, Happiness Key


Notas iniciais
OLÁ, GENTE! Como vão vocês? Mais uma vez estamos aqui com o novo capítulo de BL's Academy. Sim, eu pus esse título por causa do BL contido aí. BL = Boy's Love = Yaoi = Vida. Vou fingir que não roubei de um clipe do My Chemical Romance, hehe. Eu gostei de escrever esse capítulo, embora o tenha feito correndo. Escrevi hoje mesmo quando voltei da escola. Aqui, vocês perceberão o quanto o Jong é bipolar. Ele é pior que o Key, é sim. Acho que meus POV's dele são totalmente desinteressantes. São muito objetivos, o que não me cativa nem como escritora nem como leitora. MAS, nesse capítulo tem lemon, o que me deixa MUITO feliz. Sinceramente, acho que a hora que eles se beijam ficou tão fofo que acho que até ficou bom. Enfim, leiam e vejam se gostam!! Have fuuuun!!

Tudo o que havia acontecido passou por minha mente enquanto eu me encaminhava a ele.

Tínhamos nos encontrado algumas vezes nas férias, mas sempre havia um grupo conosco. As vezes que fomos ao cinema, devido ao escuro, me aproveitei de seu corpo, assim como faria com qualquer garota que eu estivesse pegando. Assim, descobri seus pontos mais sensíveis...

É isso!, pensei.

Eu tinha que fazer como já tinha feito antes, mesmo nós estando sozinhos. Eu teria que tratá-lo como uma garota!

Isso não é muito difícil, revirei os olhos.

Chegando até ele, pus a mão em sua cintura e sentei na cadeira vaga ao seu lado. Na verdade, todas em um raio de três fileiras estavam vazias também. Não era todo que vinha a uma cerimônia como essa. E os que vinham, era apenas para fazer uma social.

– Oi, Kibum – falei em sua orelha, mantendo minha mão em sua cintura.

– Já disse para me chamar de Key – seu rosto estava tão perto, que se o virasse, acabaria me beijando.

Sorri levemente. Acho que era isso o que o tornava tão interessante. Eu nunca sabia se ele estaria bem ou mal. Ou mau...

– O que houve? Não está tendo uma boa manhã?

– Pois é – em sua boca, inconscientemente, projetou-se um biquinho metido.

– Sabe que pode me contar se houve algo, não é?

Sua franja estava parcialmente à frente de seu rosto, porém pude ver seus olhos revirando.

Afastei-me para vê-lo melhor.

– Você é tão atencioso para um atleta – seu rosto virou-se para mim com um lindo sorriso no rosto, o que logo se desfez. – Mas continua sendo um pedreiro em outros sentidos.

Eu ri. Ele estava certo. Mas mulheres gostam de homens assim... Ah, sim, mulheres. Sempre me esquecia desse detalhe.

Virei-me na cadeira para ficar mais perto dele. Só para testá-lo, deslizei minha mão em sua cintura até sua barriga.

Sim, ele também gosta, pensei, percebendo seus pelos dos braços arrepiando-se.

Esse era um dos pontos sensíveis que eu havia descoberto...

De repente, senti sua mão na minha, o que me fez acreditar por um momento que ele cederia. Porém, senti minha mão ser jogada longe.

– Vai cantar as vadias do pó de arroz, que só não babam por você para não estragar a maquiagem vagabunda que elas fazem. Humpf – ele disse e virou seu rosto bruscamente, jogando a franja no meu rosto e cruzando os braços.

Eu ri novamente. Qualquer coisa (até pó de arroz) era motivo para ter ciúmes. Como se ele não fosse tão sensível a coisas desse tipo quanto elas (até mais).

Aproximei-me de modo a tocar meus lábios em seu pescoço e voltei minha mão à sua cintura.

– Não as quero. Há apenas você para mim, já disse – falei, meu hálito contra sua pele.

Quantas mensagens assim eu já não havia mandado. Quantas vezes eu não já me perguntei se isso era realmente verdade. E quantas vezes eu dei de ombros e deixei para pensar nisso mais tarde. A verdade era que eu sentia o que eu dizia que sentia por Key. Mas não queria admitir. Não pra mim, não pra ele, não para o mundo. Não de novo.

O importante é que tinha dado certo e ele deu mais liberdade às minhas mãos travessas durante a cerimônia.

Ao final, todos procuravam sair do salão rapidamente para assistir à primeira aula. Mas não nós. Esperamos todos irem embora e então começamos a andar lentamente em direção ao corredor.

Respirei fundo, pensando na pessoa ao meu lado, o que havia se tornado um hábito frequente após aquele episódio em minha casa. Ele era... Como poderia dizer? Ele era bipolar, como uma montanha russa. Dificilmente, eu sabia no que ia dar na próxima volta. Ou melhor, nunca. Era possível esperar qualquer coisa dele. Mas isso me instigava a persistir com essa relação sem nexo nem rótulos que tínhamos. Persistir nessa criatura bipolar.

– Up & Down – eu sorri, lembrando-me de uma coisa que havia escrito há algum tempo.

– Que cara de idiota é essa? Eu to aqui. Você deveria interagir comigo em vez de ficar pesando das quais eu não sei o significado – recebi um leve empurrão.

– “Interagir”, “das quais”... Sua personalidade não combina muito com essa linguagem mais formal, sabia? Às vezes, acho que sua aparência não condiz com o que sai da sua boca – e nem com o que entra, completei mentalmente.

– Enfim...

Chegando perto da porta da nossa sala, percebi que estava um tanto quanto quente. Talvez por causa da jaqueta que eu estava usando, mas era provavelmente por causa do clima mesmo...

Parei. Havia uma coisa que eu podia fazer para melhorar isso.

Key olhou para mim como se estivesse me matando com o olhar, mas logo assustou-se ao perceber o sorriso em minha face.

– Jong... Não adianta, não vou com você, não importa o que voc... – encostei meus lábios nos dele, me aproveitando de seu momento de surpresa para agarrar seu braço e puxá-lo comigo na direção do portão dos fundos do prédio.

– AISH, SEU IDIOTA, SEQUESTRADOR, MALDITO, DESGRAÇADO. LARGA O MEU BRAÇOOOOO – ele gritava e tentava se desvencilhar de meu aperto. Era sempre assim. Do nada, ele começava a gritar. Eu só o estava desviando dos caminhos de Deus, qual era o problema?

Eu parei e estava prestes a tapar sua boca com minha mão livre, porém ele parou instantaneamente.

– TUDO BEM, TUDO BEM. Eu me rendo. Não quero que essas mãozinhas borrem minha maquiagem – ele falou, odiando a si mesmo naquele momento, como era possível de perceber pelo desgosto em sua face.


Depois fala das “vadias do pó de arroz”, pensei, esboçando um sorriso de canto de boca.

Chegando ao lugar desejado, olhei para Key só para saber qual era o seu nível de rejeição à ideia. Ele me olhava com a cara fechada.

– O que você pretende fazer, seu idiota? Eu já não disse que não queria borrar minha maquiagem. Não tá vendo que eu acabei de pôr essa droga de hidratante? – ele disse, sem mudar sua expressão.

– Tem muita água aqui; você não vai precisar de hidratante – eu disse, finalmente largando seu braço.

Seu biquinho o deixava com uma expressão infantil, mas seus olhos expressavam o que ele poderia fazer comigo naquele momento. E não era nada bom...

– Tudo bem. Se você não quer ir, eu vou – dei de ombros e de as costas a ele, andando até a piscina enquanto tirava a jaqueta, a blusa, a calça...

– EI, EI, EI. O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, SEU PERVERTIDO?? – olhei para trás, olhando-o inocentemente, encontrando suas bochechas rosadas pelo rubor.

– Estou tirando a roupa para entrar na piscina, oras. Senão, como eu vou voltar para o dormitório? – falei, rindo da fofura dele. – Em vez de reclamar, por que não vem comigo? Está quente, essas primeiras aulas são um saco e você sabe que aqui, não tem inspetores correndo atrás da gente.

Ele desviou o olhar e cruzou os braços.

– Não.

Sorri. Assim era mais divertido.

Andei até ele e beijei sua orelha.

– Me faz companhia, vai? Por favor – sussurrei, o que o fez suspirar.

– Ok, ok. Mas vou ao vestiário antes – ele falou, derrotado.

Olhei para seu rosto e notei uma ruguinha entre suas sobrancelhas. Algo o incomodava, mas o deixei ir.

Tirei a calça, ficando apenas com uma boxer. Andei pela piscina olhando para a superfície calma de sua água. Sentei-me na borda e passei a mão levemente, o que provocou pequenas ondas na água.

Exatamente como Key, pensei, sorrindo.

Mesmo com um pequeno toque, ou qualquer outro mínimo estímulo, era possível receber uma onda de retaliações. Quando estava bem, a situação poderia mudar completamente...

Meu sorriso minguou. Esses pensamentos me faziam ter medo, pois apenas confirmavam que Key significava mais do que eu queria que significasse para mim. Há muito tempo não matinha relações tão próximas, emocionalmente falando, com alguém. Não queria que acontecesse como...

– EI, JONG – olhei para ele, por reflexo e a última coisa que pude ver foi o rosto de Key estampando um sorriso cruel.

Um litro de água entrou no meu nariz por causa do jato de água que ele lançara com uma mangueira que ficava por ali. Escorreguei graças à água ali presente e caí, batendo a cabeça no azulejo do chão. Botei as mãos na cabeça, que parecia que ia explodir.

– JOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONG, SEU IDIOTA, NÃO ERA PARA TER CAÍDO – Key gritou, correndo até mim. Pegou minha cabeça e aninhou em seus braços.

– Você está bem? – ele acariciava minha cabeça.

Gemi, franzindo o cenho.

– O que você acha? – deixei meu braço circundar seu corpo, apoiando minha cabeça em seu ombro.

– Desculpe – ele sussurrou contra minha pele, o que me deixou arrepiado.

O problema era que não só meus pelos levantaram... E a adrenalina da caída e da cabeça doendo não ajudava. Para que ele não percebesse e para me vingar, agarrei-me ao seu corpo e me joguei na água, levando-o junto.

Dentro da água fria – o que iria ajudar na minha situação -, larguei seu corpo e emergi. Tomei fôlego enquanto esperava que ele voltasse. Percebi que meu “amiguinho” estava mais calmo quando notei que Key não havia voltado à superfície. Imergi novamente, encontrando-o se debatendo na água. Seu rosto expressava... Medo? Não, algo pior. Pânico.

Abracei-o e voltei para fora d’água. Key se agarrava em mim como se eu fosse a coisa mais importante do mundo para ele. Enquanto nadava até a margem da piscina, pude ouvir seus soluços. E não era por causa do seu quase afogamento. Encostei suas costas no batente e o abracei mais forte.

– O que houve? – murmurei, acariciando seus cabelos.

– N-Nada – ele respirava fundo, tentando se acalmar.

Segurei seu rosto entre minhas mãos e olhei em seus olhos marejados.

– Não precisa contar, mas saiba que eu vou estar aqui se você precisar de mim – eu falei, meus lábios perto dos seus.

– Obrigado – ele falou tão baixo que eu mal escutei, respirando normalmente agora.

Aproximei-me mais até chegar aos seus lábios. Eram apenas poucos centímetros, mas agora pareciam quilômetros. Afinal, agora eu iria beijá-lo não somente por desejo. Eu queria mostrar que ele podia confiar em mim e que eu faria o possível para ele estar bem.

Toquei sua boca com a minha, sentindo o gosto de suas lágrimas salgadas e amargas. Puxei seu lábio superior levemente, fazendo o mesmo com o inferior. Baixei minhas mãos até sua cintura, puxando-o delicadamente para mais perto do meu corpo. Pedi passagem com a minha língua, o que ele concedeu, também deslizando a sua por minha boca. Eu esquadrinhava seu interior procurando as palavras não ditas, mas apenas achando um sabor doce de prazer e felicidade. A minha felicidade.

Logo, o beijo se intensificou , fazendo-nos perder o ar. Minhas mãos já percorriam toda a extensão de seu corpo, demorando mais nas partes que eu sabia que ele era mais sensível. Sua mão também desceu, apertando meu membro por cima da cueca. Gemi entre um beijo e outro, apertando também sua nádega direita, o que fez com que sua ereção encostasse na minha. Mais um gemido, desta vez vindo de Key.

Após apertar sua nádega, puxei sua cueca e ele levantou as pernas, a fim de tirá-la. Com a cueca fora de seu corpo, suas pernas envolveram minha cintura. Logo, também tirei minha cueca, meu pênis pulsante encostando no seu, fazendo-nos gemer contra nossos lábios.

Passei meus lábios para seu pescoço, beijando, mordendo, lambendo, tentando gravar seu gosto para sempre em minha língua, em minha alma. Do mesmo modo, também queria que algo em mim ficasse com ele. Segurei meu membro e o posicionei em sua entrada, encostando apenas a cabeça, como um aviso. Ele enfiou as unhas em minhas costas e tomei isso como um sim. Empurrei-o com força dentro dele de uma vez, tamanha era a minha vontade de deixá-lo gravado de algum modo.

Seu grito ecoou pela área onde se encontrava a piscina coberta. Estava doendo nele e isso era uma das coisas das quais ele não esqueceria sobre hoje. Mas ele também não se esqueceria do prazer que eu poderia lhe dar. Comecei a me movimentar dentro, sem esquecer-me de seu membro – segurei-o entre os dedos da mão livre e masturbei-o.

Aumentei o ritmo da masturbação proporcionalmente à velocidade de minhas estocadas, o que deixava Key entre uma dor prazerosa e o prazer em si. Ele gemia em minha orelha, baixo o suficiente apenas para eu ouvir. E era aquilo que eu queria; que ele fosse apenas meu e que ninguém mais ouvisse esses sons tão eróticos que me faziam ficar ainda mais excitado, se é que isso era possível.

Nem eu mais me aguentava. Gemia também contra sua pele, pondo minha mão em seu quadril, forçando-o a movimentos mais rápidos, o que era difícil devido à água.

Com isso, algo veio em minha mente: uma vez, eu havia lido em algum lugar que o vocalista de uma banda dos anos 80 chamada INXS havia morrido de ataque cardíaco enquanto fazia sexo. Isso porque ele tentou uma técnica que diziam fazer o sexo mais prazeroso; ele prendeu o ar.

Sem nem pensar duas vezes, imergi com Key na água.

...

...

...

Não havia palavras para descrever o que eu sentia naquele momento. Parecia que eu ia explodir de tanto prazer. Era algo 1207371897019283074319823 vezes melhor do que o sexo em si, o que eu achei que era impossível.

Fosse qual fosse a fobia de Key com relação à água, naquele instante ele não a sentiu. Apenas tentava ir mais rápido, como uma busca incessante por mais e mais prazer. E eu também.

Logo, não tinha mais fôlego para ficar ali. Emergi e percebi que havia chegado ao clímax. Respirando pesadamente, tirei meu membro de dentro dele. Ele também havia chegado ao seu ápice. Tentei normalizar a respiração e Key, ainda se agarrando em mim, também. Ele levantou a cabeça e apoiou sua testa na minha.

– Eu te odeio, sabia? – ele disse entre ofegos.

– Eu te odeio ainda mais – eu disse, sorrindo e entregando que era exatamente o contrário.

He was my lust key. He was my happiness key.


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Notas finais
É, ficou meio grande. Graças ao sexo. Acham que ficou um bom sexo? Não queria fazer igual a todos os outros, mas acho que ficou sim '-' Enfim, dei dicas sobre o Jong... Acho que vocês perceberam. O que vocês não entenderem, não o fizeram por ser uma pista, hehe. Gostaram da foto do MinHo e do Taemin? Tava no tumblr e, quando pus os olhos nela, logo associei à minha fic. Eles estão lindos *-* Semana que vem a porra vai ficar séria. Vai ser surpresa atrás de surpresa. Até para mim '-' Eu sei o que vai acontecer e estou com medo de acabar botando muita coisa num capítulo só. Mas, depois de oito capítulos, já era para ter posto várias coisas novas, mas empurrei tudo para esse capítulo. Acredito que nos próximos três capítulos, tudo vai ficar meio caótico. E percebo que essa fic ficará bem grande. E anuncio que minha próxima fic gigante será HanChul!! Espero que vocês leiam. Postarei após o término de BL's Academy. Beijos e até semana que vem!