Beta

3 Histórias passadas


Notas iniciais
ou quase...

–Pode me chamar de Cely.-falou estendendo a mão.

–Eu não preciso de parceiros,senhor.-Falei me virando a Truman.

–Essa não é uma opção.-Respondeu ele.

–Pode me chamar de Sant.-falei apertando a mão dela.

Truman e Nina forma embora me deixando sozinho com Cely.

–Então... está com fome?-falou Cely quebrando o silencio.

–Estou.

Fomos para o refeitório, fiquei pensando no que minha prima pensaria se me visse andando por ai com uma garota.

Carl ficava no mesmo alojamento que o meu, mas como fui promovido ganhei um novo alojamento só meu, que fica do lado do de Cely.

Encontrei Carl próximo ao refeitório.

–Oi.-Falei.

–Oi. Como vai Primeiro-Sargento?-Brincou ele.

–A ser promovido foi muito chato... eu ganhei uma parceira.

–Uma parceira?! Garota?! Que maximo!

–Não é o maximo você sabe que eu trabalho melhor sozinho.

–Cara você é mesmo um gay.

–Eu não sou gay! Só que eu tenho medo que ela seja ferida.

Ele revirou os olhos.

–Tenho que ir, hora de desligar as luzes.-despediu-se

–Tchau, boa noite.

Voltei ao meu alojamento, era um lugar mediano tem uma cama, um banheiro e duas poltronas, é mais confortável que o primeiro.

Tomei um banho e botei um pijama, quando ouvi uma batida na porta.

–Sant, posso entrar?-Falou uma voz delicada.

–Só um minuto.-falei e corri para arrumar as roupas que estavam no chão.

Abri a porta, e lá estava a Cely de pijama.

–O que faz aqui?-perguntei.

–Me deixa entrar.-falou, dei passagem para ela e ela se sentou em uma poltrona e eu em outra.-Respondendo a sua pergunta, nesse novo alojamento é tudo muito solitário, vim aqui conversar.

–Porque você não volta e vai dormir?

–To sem sono, e tava muito solitário.-respondeu.

–Ta bem, então... como você veio parar aqui?-perguntei.

–Na minha antiga vida eu não tinha muitos amigos, então vivia trancada no meu quarto jogando alguns vídeo games, e um dia eu fui sair com minha irmã mais nova comprar um sorvete e quando estávamos voltando eu fui capturada e me contaram que minha habilidade seria necessária, e decidi ficar e ajudar para ver se o tédio de antigamente mudasse e mudo.

Não dá para acreditar que uma garota tão bonitinha não tivesse muitos amigos, mas ao todo ela se parecia muito comigo, minha única amiga sempre foi minha prima e mais ninguém, ela jogava vídeo games comigo mas era muito ruim e sempre perdia, ficava brava e fazia eu dar voltas com ela.

–Você me lembra minha prima.- Do nada senti lagrimas escorrendo por meus olhos.

Quando percebi Cely estava me abraçando, aquilo me acalmou e consegui voltar ao normal.

–O que aconteceu com ela?- perguntou Cely quando viu que eu já estava melhor e se afastando.

–Ela se chamava Annie, eu era como você não tinha amigos, minha única amiga era ela, as vezes eu sentia que ela era a única coisa que fazia minha vida valeu a pena, e um dia nos estávamos andando pelo centro e eu fui comprar um presente para ela, quando olhei para trás um caminhão desgovernado saiu arrastando ela, os policiais investigaram o caso e descobriram que o motorista era um Thoda, na época eu não sabia o que isso significada, mas agora que sei eu juro que vou vingá-la.

Ficamos conversando sobre varias coisas, até que uma hora eu adormeci ali mesmo na poltrona.