Bet Me or Love Me
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Já havia se passado uma semana desde que o acordo havia sido feito, Deli provocava o máximo Patrick, mas ele nunca saia do lugar, estava sempre lá, sentado na cadeira próximo a janela a observando...
– Ei Deli – Patrick chamou fazendo a mulher parar antes de entrar em seu carro, seu corpo tremeu ao ouvir seu nome naquela voz maravilhosamente bela.
– Oi... – disse ela ajeitando a franja e virando-se para vê-lo – Patrick!
Ela ficou na ponta dos pés e deu um beijo na bochecha do homem, deixando uma leve marca do batom que já fora um vermelho mais forte na mesma.
O homem ficou sem graça por alguns minutos.
– Você quer almoçar comigo hoje? Conheço um restaurante ótimo a algumas quadras daqui – disse o homem apontando para a direção do restaurante com o polegar.
– Eu adoraria – disse a mulher – Estou faminta.
– Podemos ir a pé, afinal você volta aqui a tarde não?- perguntou Patrick.
– Pode ser – disse Deli pegando sua bolsa no banco do carona, dando a Patrick uma visão de sua bunda, então a mulher fechou o carro e os dois começaram a caminhar em direção ao restaurante.
– Então, hum... Tudo bem?- perguntou Patrick.
– Tudo ótimo e com você?- a pequena mulher sorriu e olhou para ele, os olhos com um brilho especial.
– Estou bem também... melhor agora – ele sussurrou a ultima parte.
O sorriso da mulher se alargou um pouco mais.
– Que bom Patrick – disse ela, então olhou para Polly, do outro lado da rua, saindo da escola e deu uma piscadela – Então, você já montou suas provas?
– Como?- Patrick estava distraído na linda mulher ao seu lado, tão próxima a ele e não ouvira o que ela disse.
– A semana de provas – disse Deli – É semana que vem. Já preparou suas provas?
– Ah, sim – disse Patrick – Estão prontas em algum lugar do meu computador. E você?
– As minhas estão prontas também – disse ela, o sorriso ainda no rosto, Patrick se perguntava se ela não cansava de sustentar aquele sorriso tão... Perfeito.
Deli xingava si mesma mentalmente porque provavelmente estava sorrindo como uma retardada, mas ela não conseguia parar, cada vez que olhava Patrick...
O restaurante realmente não era muito longe, eles andaram duas, três quadras no máximo, era um restaurante que Deli já conhecia, almoçara lá algumas poucas vezes, mas a comida era muito boa.
O almoço com Patrick havia sido tão bom, eles riram, conversaram, Deli queria que não tivesse aulas para dar durante a tarde, queria ficar com Patrick.
Duas semanas Deli, você tem duas semanas – pensou a pequena mulher deitando-se na cama e pegando seu celular.
– Alo?- perguntou Polly do outro lado da linha.
– Oi Polly – disse a mulher enrolando uma mecha de cabelo com o dedo indicador, então arqueou uma sobrancelha apesar de saber que a amiga não veria – Teve algum progresso?
– Não! Nada! O João é um banana! Ai que raiva!- Polly começou a reclamar pelo telefone, Deli tentava não cair na gargalhada – Ele não olha para o lado. Me diz: o que custa olhar para o lado? Perceber que eu estou a quatro casas de distância dele?
– Ai amiga, esta difícil para nós duas – disse Deli ainda com um sorriso no rosto tentando conter a gargalhada.
A pequena mulher escorou-se com os cotovelos e espiou sobre a cabeceira da cama a janela de Patrick, e lá estava ele, observando-a, isso fez o sorriso da pequena mulher aumentar.
– Adivinha quem esta na minha janela me observando neste exato momento?- perguntou Deli.
– Ai, eu não acredito – disse Polly – Deli! Mas que droga de sorte você tem! Ele é seu vizinho! Quem me dera o João ser meu vizinho, mas não. É uma senhora de cinqüenta anos!
Deli não agüentou, rolou na cama de tanto rir, virou-se e tombou no chão, arrumando seu cabelo e levantando rapidamente, checando se Patrick ainda estava na janela. E lá estava o homem ainda, ela sorriu ainda enrolando a mecha curta de cabelo cor de cobre com o dedo indicador.
– Ai ai amiga – disse Deli sentando-se no chão e recostando-se a cama – Se arranje com seu vizinho banana que eu vou me arranjar com meu vizinho.
Deli sorriu maliciosamente e, ao perceber que estava falando ao telefone e Polly não estava vendo, ela ronronou, em alto e bom som, para que a amiga pudesse ouvir.
– Deli! Isso não é justo! Ai que raios! Por que diabos eu fui aceitar essa aposta? Seu vizinho ta comendo na sua mão, eu to aqui tendo que montar um outdoor para o João ver que eu estou aqui. Que beleza – disse Polly – Tchau, vou ali concertar as LUZES DE NEON!
Polly desligou o telefone e Deli caiu na gargalhada novamente, deitada no chão do quarto mesmo, estava tão confortável.
Ficou brincando com suas mechas de cabelo, pensando em um jeito de atrair Patrick até seu apartamento. Esperou que a noite caísse mais um pouco, ela foi até sua gaveta de roupas mais intimas e pegou o que precisava.
*
Patrick soube o que iria acontecer em seguida depois que a musica alta começou a tocar. Desta vez tocava Applause, e super alto. Logo depois Deli entrou, estava apenas com uma lingerie, começou a dançar sensualmente ao redor da barra de ferro, mas para a infelicidade de Patrick ela não se livrou de nenhuma das peças de roupa, nem seu sutiã e nem a calcinha minúscula.
E foi assim pela uma hora e meia seguinte, Deli dançando ao redor daquela barra de ferro, apenas com uma lingerie de renda preta. Quando resolveu parar, o corpo da mulher estava todo suado. Alguns fios do cabelo acobreado estavam grudados em sua testa e seu pescoço, sua respiração estava ofegante, ele podia ver o brilho de suor por todo o corpo da mulher, dos braços, no peito, pelo abdômen, nas pernas. A pequena mulher estava abaixada no chão, recostada a barra de ferro, hiper-ventilava. Patrick apenas conseguia naquela mulher naquele mesmo estado, mas em sua cama, e sem nenhuma peça de roupa.
*
No dia seguinte Deli e Patrick subiam as escadas juntos, conversavam e riam.
– Hum... então, quer almoçar comigo de novo?- perguntou Patrick.
– Eu adoraria, Patrick – disse Deli sorridente.
Ai meu deus, o que eu faço? E se ele quiser apenas uma amizade? – pensou Deli, depois acrescentou fazendo uma careta – E se ele for gay?
Deli balançou a cabeça tentando se livrar do ultimo pensamento. Ele não podia ser gay, ela mesma já o vira com outras mulheres em seu apartamento, claro que ela não espiou as intimidades do homem, apenas as via andando em seu apartamento.
– Ótimo, quer ir ao mesmo restaurante?- perguntou Patrick.
– Pode escolher – disse Deli.
Mais uma semana se passa... Deli e Patrick almoçavam juntos quase todos os dias.
– Então Patrick – disse Deli colocando a mão na frente da boca terminando de mastigar – Me conte um pouco sobre você.
– O que quer saber?
– Não sei, hum... o que você gosta de fazer?
– Bom, eu... – Patrick parou e pensou um pouco – Gosto de assistir ou jogar futebol, cartas também acho divertido, estou sempre fazendo apostas. E você?
– Gosto de dançar – disse Deli sorrindo provocantemente.
– E o que você não gosta ou não sabe fazer?- era a vez de Patrick perguntar.
– Bom, eu odeio montar provas e não sei cozinhar – disse Deli.
– Eu também sou um desastre para cozinhar.
– Morreríamos de fome se morássemos juntos – Deli pensou alto e riu.
Os dois começaram a rir, então quando Deli realmente se deu conta do que havia dito começou a corar, mas riu um pouco sem graça mesmo assim.
Fale com o autor