Bet Me or Love Me
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa leitura ;D
- Eu não acredito que você vai me obrigar a fazer isso – falou a pequena mulher arqueando uma sobrancelha para a amiga que estava a sua frente com um sorriso malicioso.
- Você perdeu a aposta, eu falei que eu sempre ganho – disse Polly pegando o dinheiro que havia sido apostado – Seu vizinho esta esperando.
Deli olhou discretamente pela janela, vendo Patrick parado em frente a janela dele, no prédio ao lado, sem perceber que ela o tinha visto, a pequena mulher voltou seu olhar para a amiga.
- Sabia que você é muito cruel?- ela disse se levantando.
- Se eu tivesse perdido eu também o faria, então sem choramingo. Perdeu, perdeu – disse Polly – Eu também estou ansiosa para ver isso.
Deli abriu a boca para falar, mas fechou imediatamente dirigindo-se a seu armário e pegando um vestido cinza escuro colado, foi para o banheiro e vestiu-se.
- Não acha que já passamos da idade de fazer isso?- perguntou a mulher numa tentativa falha de que Polly desistisse de seu castigo.
- Não, aposta feita é aposta paga – disse ela sem se deixar amolecer pela cara de cachorro abandonado de Deli, que logo foi substituída pelos olhos fuzilando Polly enquanto se dirigia a barra de ferro que ia do chão ao teto muito bem presa feita especialmente para aquilo. Polly colocou Rabiosa para tocar alto no apartamento, sem se importar com os vizinhos de Deli.
- Po, eu vou ter que vê-lo amanha no trabalho, como vai ser?- perguntou Deli, Polly deu de ombros e apontou para a barra de ferro.
Deli respirou fundo, absorvendo a musica antes de começar a dançar.
Começou rebolando devagar, ao ritmo da musica, girando pela barra de ferro, entrelaçando sua perna a mesma. Polly estava com uma garrafa de uísque na mão e batia palmas, certificando-se que Patrick observava tudo.
Deli rebolou mais um pouco em volta da barra, sempre a segurando e apoiando, então tirou o vestido, que deixou escorregar por suas pernas malhadas e então, quando estava em seus pés ela abaixou-se lentamente e jogou-o em algum canto do quarto, voltando a dançar e rebolar ao redor da barra, entrelaçando uma de suas pernas e girando o corpo. Deli agradeceu pelas aulas de dança do ventre que havia feito, ajudariam-na com aquele ritmo tão acelerado e sensual.
Ela desceu até o chão, subindo rapidamente apoiada na barra de ferro, rebolando.
*
Patrick observava tudo de seu apartamento, perguntando que diabos elas estavam fazendo ali. Será que eram lésbicas?
Isso não importava. Ele estava presenciando um strip-tease. A mulher menor usava apenas uma lingerie de renda preta, que se destacava em seu corpo branco e realçava seus seios, ele pensava que era coisa de mulheres pequenas terem seios fartos, até agora todas as mulheres de pouca altura que conhecera ou apenas vira possuíam seios fartos. Não demorou para que ela tirasse seu sutiã, mostrando que Patrick estava certo em sua teoria.
Preciso chamar amigos da próxima vez para aproveitar este espetáculo – pensou ele, mas logo desistiu da idéia, queria aquele espetáculo só para si, mesmo que não fosse para ele, estava concentrada na última peça de roupa que sobrara no corpo da mulher, a minúscula calcinha de renda, que escondia mais do que o sutiã que antes usava. Parecia olhar diretamente para Patrick, um sorriso malicioso nos lábios carnudos, Patrick sentia que estava sonhando.
Ela desceu novamente ao chão, rebolando mais devagar desta vez, como se o provocasse diretamente, os lábios carnudos entreabertos. Ela começou a passar a mão pelo corpo, definindo cada curva de um jeito sensual. Ficou então de costas para ambos que a observavam atentos, segurou a barra e empinou o quadril, colocando a barra entre as nádegas, a calcinha fio dental só podia ser vista as laterais no corpo da mulher, que rebolou devagar, como que em câmera lenta e desceu, então subiu novamente, ainda rebolando, então Patrick viu a calcinha preta sendo jogada para o lado e rezou com todas suas forças para que aquela mulher se virasse, mas quando a pequena mulher se virou ela já estava vestida num robe azul celeste fino, arrumando o cabelo cor de cobre por cima dos ombros, mas o cabelo fino e curto da mulher não passava muito disso.
Patrick só pensava nela fazendo aquele espetáculo para ele, em seu quarto, ele puxando aquele cabelo cobre da nuca com força e lhe dando um beijo, segurando sua cintura, apalpando cada parte daquele corpo.
*
- Não acredito que você me fez fazer isso, Po – disse Deli.
- Não acredito que você parou na melhor parte!- acusou Polly.
Deli olhou discretamente pela janela.
- Ele ainda esta olhando – falou ela respirando nervosamente vendo se o robe estava devidamente colocado.
- Claro, você não mostrou o que ele queria – falou Polly, então acrescentou ao ver que Deli arrumava o robe – E ele já viu seus seios, não precisa se preocupar em cobri-los.
Deli corou com o comentário da amiga e lhe deu um tapa de leve no ombro.
- Meu deus! Nós damos aula na mesma escola! E agora? Eu sou uma professora stripper!
- Mas é uma stripper muito gostosa – disse Polly soltando uma daquelas gargalhadas que só bêbados conseguem.
- Vem, vamos dormir. Você esta bêbada – disse Deli num tom parecido com uma mãe enquanto desligava o som.
Ela tirou os sapatos da amiga e jogou-os no chão, ajeitou as cobertas sobre a mesma, caminhou até o outro lado da cama e deitou-se ao lado de Polly.
A pequena mulher não conseguia dormir, Polly já havia pegado no sono há tempos, Deli olhava para o teto, respirando nervosamente.
Meu deus. Ele me viu nua! E agora? O que eu faço? Finjo que não sei de nada?
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