Bem antes de nós
1 Godric's Hollow
Era o ultimo dia de aula de Hogwarts, Alvo estava feliz por voltar pra casa, mas ainda sentia uma pontada de dor, seria a primeira vez que voltaria pra casa após a morte da mãe. Seu irmão Aberforth resolveu ficar e cuidar de Ariana, a pobrezinha estava muito debilitada após a explosão que causou. A morte da mãe só piorou seu estado, só Aberforth a acalmava, o jovem resolveu abandonar seus estudos durante aquele ano, nesse período iria adaptar Ariana à companhia da sua vizinha Batilda, uma senhora que foi muito amiga de sua falecida mãe e gentilmente se ofereceu pra cuidar de Ariana enquanto os irmãos Dumbledore terminavam os estudos.O próximo ano seria o ultimo de Alvo em Hogwarts.
Chegando em Godric's Hollow, foi bem recebido pela historiadora Batilda, uma boa mulher que fazia longas visitas à Ariana.-Alvo Dumbledore! Seja bem vindo! — Disse a senhora-Batilda Bagshot, é um prazer revê-la — Disse o jovem-Ariana está muito bem, brincando no jardim com seu irmão, eu não posso demorar, vou pegar meu sobrinho neto na estação ............................................................................................................................................................Alvo entrou em casa, revendo as lembranças da mãe por todo o lado. Era algo angustiante.-Como vai Alvo, aproveitando as mordomias de Hogwarts?O irmão mais velho deu de ombros, não iria ceder as provocações do irmão.-Como está Ariana?-Ah Alvo, você sabe, depois que mamãe morreu ela tem ficado cada vez pior, tem tido poucas crises mas tem ficado muito infeliz, Batilda a anima muito, ela tem sido muito boa pra nós-Abbe,o próximo ano será o meu ultimo em Hogwarts, depois disso venho passar uma temporada aqui e te ajudar a cuidar da nossa irmã.-Mas, você não pretendia continuar com os estudos de alquimia?-Sim,mas isso pode ser adiado até que você termine seus estudos, fora isso, tenho outros planos e posso realizá-los aqui mesmo-Está falando isso só pra eu não me preocupar...-Não é verdade Abbe, mas... onde está Ariana?-No jardim, brincando, vá dar uma olhadaA garota de 12 anos estava sentada, debaixo de uma arvore brincando com giz de cera. Ariana sempre foi muito frágil mas, após o acidente com trouxas ela ficou desequilibrada, sua magia era totalmente instável, apesar de muito poderosa. Essa era uma péssima combinação, numa dessas explosões de magia, sua mãe falecera.Agora os três irmãos orfãos (já que o pai tinha morrido em Askaban), teriam que seguir suas vidas. Alvo sentou e observou a irmã brincar, ele realmente não tinha mentido para Aberforth, há algo além da família que o prende em Godric's Hollow, era ali que estava o túmulo de um dos irmãos Peverell.Os três irmãos Peverell eram dos donos das Relíquias da morte, o primeiro tinha a varinha das varinhas, o segundo possuia a pedra da ressureição e o terceiro, que estava enterrado no velho cemitério de Godric's Hollow era dono da capa da invisibilidade.Muitos acreditavam que a história dos irmãos Peverell não passava de lenda, mas Alvo Dumbledore passou o ultimo ano estudando sobre elas, ele estava convicto que a lenda era real e as relíquias estavam por aí.............................................................................................................................................................Nos ultimos três dias Alvo não tinha saído de casa, ele tinha relido todas as versões publicáveis da história dos irmãos Peverell e as relíquias da morte, tentando achar brechas e pistas sobre o paradeiro das reliquias, mas não teve muito êxito. Resolveu então dar uma volta, espairecer, talvez visitar o túmulo da mãe.E assim Alvo seguiu sozinho para o cemitério, os irmãos ainda dormiam então resolveu deixar um bilhete a Aberforth para que não se preocupasse e voltava antes do almoço.Alvo era um rapaz alto, com cabelos castanho claro e de aparencia franzina. Passava os dias trancados em Hogwarts estudando, tinha as notas mais altas da sua serie, estudar era seu hobbie, fazia isso com muito gosto, porém, seu conhecimento pedia mais do que Hogwarts podia lhe dar, queria saber mais sobre livros que, estavam na sessão reservada, via tudo de uma forma mais pratica, não via o porque de limitarem conhecimento.Ele estava sentado observando o tumulo dos Peverell, após passar é claro pelo túmulo da mãe. Ao observar o simbolo das reliquias escrito no tumulo pela enésima vez ele se levantou. E levou um susto, um rapaz, que parecia ser da mesma idade de Alvo, loiro, um pouco mais alto que o outro, com olhos verdes penetrantes.-Alvo Dumbledore? — Disse o rapazO garoto o encarava bem de perto. Dava pra notar à beleza do tal, o nariz empinado perfeito, olhos que o fitavam, cabelo cor de areia num corte fora do convencional curto na cabeça.-Alvo Dumbledore, Gerardo Grindewald — disse o loiro estendendo a mão -Mas como sabe meu…-Sou sobrinho neto de Batilda
Neste momento Alvo apertou a mão do outro. -Então é verdade que você gosta das relíquias da morte? Me falaram que você acredita que isso tudo é mais que uma lenda “Mais um tolo que vai caçoar de mim ” pensou Alvo-Bom,eu tenho estudado elas por um longo períodoDumbledore gelou,aquele cara só pode estar brincando -Na verdade foi por causa disso que fui expulso de Dumstong, quando minha tia falou que você também estava interessado nas relíquias não pensei duas vezes, vim direto a Godric’s Hollow, lugar onde o mais novo dos irmãos Peverell está enterrado- disse o loiro passando a mão no símbolo das relíquias no túmulo. Então era possível alguém também se interessar e achar que aquilo não era apenas um conto infantil, pensou Alvo.-Não gostaria de ver minhas anotações? Se gostar podemos trabalhar juntos Como aquilo era possível. Ambos seguiriam para a casa de Batilda onde Alvo descobriu várias coisas sobre a família Peverell, foram tantas informações que Alvo nem percebeu que já tinha passado das quatro da tarde, e ele tinha dito a Aberforth que voltaria para o almoço -Gerardo essas informações são magníficas mas, infelizmente tenho que ir embora -Alvo espere, quero lhe propor uma aliança, nós dois juntos caçando as relíquias -seria uma ótima idéia -Vamos nos tornar os senhores da morte — disse o loiro animado -Com certeza, mas agora eu tenho que ir, meus irmãos… -Tia Batilda me contou sobre Ariana, sinto muito pelos seus pais …………….Ao chegar em casa contrariado por ter que ir embora Alvo se deu conta de que Aberforth o esperava -Abbe,me desculpe mas eu…-Estava com o sobrinho de Batilda, vi pela janela quando entrou na casa dela -Me desculpe, eu nem vi a hora passar… -Ariana ficou perguntando por você, devia ter mais consideração com ela — disse o garoto subindo as escadas Alvo sabia que tinha que dar assistência a família mas não tinha sido culpa dele, a história das relíquias o intrigava e finalmente ele conheceu alguém que estava interessado em estudá-las. ……………………………………..Naquela noite ouviu pedrinhas em sua janela, quando abriu, era Gerardo Grindewald o esperando do lado de fora da casa -Desculpe,não quis chamar por conta de sua irmã se assustar,mas tem algo que eu sei e queria dividir com você e não podia esperar até amanhã-Gerardo,já passa das duas da manhã, a rua não é segura-Vem comigo, eu sei um lugar ótimo Gerardo o levou para um casabre no alto da montanha-Eu vinha aqui quando era criança, é totalmente seguro -Sempre ouvi dizer que era assombrado -Ah,Alvo não acredita nisso né? Eu mesmo criei esses rumoresAlvo sorriu e notou que em todas as paredes havia um símbolo das relíquias. -Bom, o que queria dizer que é tão importante?-Alvo,roubei esses livros da sessão reservada de Dumstong e você não vai acreditar no que está escrito nesse aqui. Gerardo estava muito animado -Lumos -gritou ele e a luz de sua varinha iluminou a capa do livro que dizia “Famílias Bruxas tradicionais do século XVI”-Ande Alvo, abra no capítulo 23E Alvo obedeceu e começou a ler em voz alta:-“A lendária família Peverell, teve o seu pilar em Ignoto Peverell, o mais novo dos três irmãos, após a morte deste a família permaneceu e se desenvolveu deixando descendentes e herdeiros ” tá, até ai eu já sabia -Alvo, continue a leitura — disse Gerardo impaciente -Pois bem, “os outros irmãos não deixaram descendentes, o primeiro morreu assassinado num quarto de hotel na Escócia e o irmão do meio se suicidou em sua antiga cidade na França”-Leu isso Alvo? França e Escócia, onde foram deixadas a pedra da ressurreição e a varinha das varinhas.-Porém, não diz as cidades…-Por Merlin, Alvo isso é o de menos, olhe a pilha de livros que ainda faltam -E você acha que em alguns pode ter alguma forma de informação? -Só vamos saber depois de ler — disse o rapaz animado entregando um livro a Dumbledore Os dois viraram a noite lendo, não acharam nenhuma informação relevante, mas ainda faltavam alguns livros ………Então, naquela manhã Aberforth presenciou uma cena totalmente inédita: Alvo Dumbledore chegando em casa já de manhã -Olha que surpresa, quem diria -Abbe… -Não precisa explicar nada, foi ver uma meretriz na casa de Madame Tuani,não foi? Apesar de ter apenas dezesseis anos, Aberforth se comportava a frente de seu tempo em relação à um adolescente de sua idade no século XVIII. -Ora Abbe, claro que não. Eu estava estudando com Grindewald -Ow,belo estudo da anatomia humana vocês fizeram, não? Finalmente arrumou um companheiro de farra hein Alvo O rapaz riu,era impossível discutir com o irmão. A expressão de Alvo era de muito cansaço, afinal virou a noite estudando. -Anda Alvo, vá dormir porque sua noite foi boaO garoto ria. Alvo foi dormir. Na casa ao lado Gerardo Grindewald continuou a pesquisar …………..-.Gerardo querido, vá deitar-Já vou titia, só mais um minuto -Durma e quando acordar o bolo de cenoura que estou fazendo já vai estar pronto -Tá — O loiro fingiu obedecer e continuou estudando ………………………………………Alvo acordou e foi observar sua irmã brincar, mas de repente ela começou a levitar alguns blocos de papel que ela usava para desenhar.-Abbe, venha ver O garoto chegou correndo -Ari, calmaA garota não expressou nenhuma reação -Alvo, deixe nos a sós, vou acalma-la -Aberforth eu não vou sair, ela é minha irmã também-Saia Alvo, você aqui só vai atrapalhar as coisas, eu conheço Ariana e sei como lidar com issoAlvo saiu, contrariado.
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