Bem antes de nós

2 O túmulo e o beijo


Alvo seguiu para a calçada, ficava preocupado com a irmã, teria estudado em varios livros procurando alguma cura, ou uma amenizada da situação mas nada de útil foi encontrado.Sem muita coisa para fazer, ele decidiu ir ao chalé abandonado retomar os estudos.Leu um livro chamado "A revolta no mundo bruxo de 1746", que falava sobre os abusos que bruxos sofreram durante a idade média trouxa. Ataques terríveis e foi por isso que surgiram regras e mais regras sobre o sigilo da sociedade bruxa. "Não temos nada que temer, temos poderes, eles não" dizia um escrito no rodapé do livro.Provavelmente Gerardo ou outro aluno da Drumstang tinha escrito. De repente houve um barulho. Dumbledore ergueu sua varinha

–Ah, Gerardo — Disse o rapaz aliviado

–Oi, Alvo. Vejo que está de divertindo — Disse o loiro se referindo ao livro

Alvo deu de ombros:

–Ariana está descontrolada, então tive que vir pra cá, espero que não se importe

–Alvo, este lugar é nosso agora

–Obrigado

–E o que achou do livro?

–É perturbador

–Exatamente, o que fizeram com nosso povo é horrivel. Imagine a quantidade de famílias devastadas, Alvo, isso tudo foi em vão. Nós é que somos especias, nós é que temos poderes, eles são dependentes da gente

–Realmente

–Então,Alvo. Se nos tornarmos os senhores da morte vamos poder mudar isso, vamos fazer os trouxas nos curvarem a nós

–Será a nova ordem mundial

–É Alvo, é disso que eu tô falando — Os olhos de ambos brilhavam

–Então é melhor a gente voltar a estudar se quisermos realizar isso tudo

–Tem razão — disse o garoto sorrindo

Grindelwald pegou num livro que dizia "Guerras, armas e exercitos", era um livro trouxa, Dumbledore pegou um outro que falava sobre feitiços secretos e proibidos na Grã-bretanha. Quando Alvo olhou para o lado viu Gerardo dormindo, um sono profundo, ele não teve coragem de acordá-lo. Olhando pela claridade que passava pela janela, pode ver como o rapaz era bonito, muito bonito, dormindo daquele jeito ele parecia uma pintura. O cabelo dourado, os traços firmes, tipico de um homem decidido. Puta merda como aquele cara ela lindo. Tão lindo que Dumbledore podia beijá-lo a qualquer momento.

Aquela sensação lhe trouxe um tremendo espanto.Ele nunca tinha tido vontade de beijar alguém, nem homem, nem mulher. Sempre fora totalmente entretido com livros e pesquisas e nunca parou para pensar em paixões, mas ao ver Gerardo dormir, algo despertou nele, algo inédito.

Alvo naquele momento era a pessoa mais confusa do mundo, como poderia estar gostando de alguém? Mas não teve muito o que fazer, mesmo com um turbilhão de pensamentos ele ficou ali, sentado, olhando Gerardo dormir.

Após algumas poucas horas Gerardo acordou.

–Ei, Alvo. Desculpe, peguei no sono

–Não tem problema Gerardo

–Então, o que descobriu enquanto eu dormia?

"Descobri que você é incrivelmente bonito"pensou Alvo, mas em seguida um sentimento de culpa o invadiu.

–Nada muito importante

–Eu passei a noite estudando alguns livros da tia Bathilda mas, nada relevante estava lá, acho que temos que mudar de tática

–Hã? O que sugere?

–O túmulo de Ignoto Peverell, ele pode muito bem ter sido enterrado com a capa

–Violar o túmulo de Ignoto Peverell, Gerardo desse jeito vamos direto para Askaban, aliás, eu não posso usar magia nas férias

–É,mas eu como fui expulso posso, que risco posso correr?

–Se a capa estiver mesmo lá, é óbivo que o túmulo está envolto de feitiços de proteção...

–Vamos abrir a modo trouxa então

–Arrombar? Mas...

Nesse momento Gerardo se levantou e segurou o rosto de Alvo com as mãos dizendo:

–Alvo, nada disso vai ser em vão, um dia essas pessoas vão nos agradecer. Você não entende? Isso tudo não é sobre mim e você, quer dizer, não só sobre a gente, o mundo inteiro está envolvido, nossa missão é por algo muito mais intenso

Alvo estava gelado, Gerardo estava segurando seu rosto, ele mal podia falar mas juntou todas as suas forças e disse:

–É tudo por um bem maior

Gerardo deu um pulo, gritando:

–É Alvoo! É isso, nosso lema

Alvo não entendeu muito bem, e Gerardo continuou dizendo:

–Pelo bem maior — Como se estivesse desenhando as palavras no ar — Alvo Dumbledore você é um genio.

Alvo corou.

–Vamos logo, temos muito que fazer até que o túmulo de abra

–Gerardo, não. Está claro ainda, é perigoso, o mais sensato esperar anoitecer

–Realmente Alvo, então ás onze horas te espero na porta da sua casa, e traga uma pá

–Pá? — Olhou Alvo confuso

–É, não sabemos se vamos conseguir pegar as coisas do velho coveiro então, leve a pá que eu levo um pé de cabra.

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Ás dez e meia, Alvo já não podia se conter de ansiedade.

–Alvo, vai visitar as meninas de novo? — Disse Aberforth debochado

–Não seja bobo, Abbe

–Ah é? Então onde vai?

Alvo não poda dizer a verdade, então achou melhor ficar quieto

–Viu? Eu disse — Aberforth ria

–E onde está Ariana? — Disse Alvo tentando mudar de assunto

–Está dormindo lá em cima

–Alvooooo — Dizia uma voz familiar

–Veja, ela está te chamado

–Alvoo, ande logo — A voz era de Gerardo, do outro lado da porta

Alvo não pensou duas vezes, deixou a garota gritando sozinha e saiu pela porta

–Isso mesmo Alvo, abandone a família — Disse seu irmão antes da porta ser fechada

–Não ligue pra isso, logo logo todos entenderão — Disse Gerardo tentando consolar a cara de culpa do outro.

Assim ambos seguiram se emitir nenhum barulho até o cemitério.O lugar era abandonado, ninguém mais era enterrado ali. O lugar era muito escuro e silencioso, Gerardo tinha dito lumus e sua varinha acendeu mas não adiantou muita coisa.

Ali estava o tumulo de Ignoto Peverell, eles começaram a empurrar a tampa da sepultura com o pé de cabra e depois de um tempo, com muito custo ela se soltou. Dentro, não tinha nada, além de um cheiro horrivel e muitos vermes. Gerardo vez ansia de vomito. Alvo fechou a tampa.

–Vamos Gerardo, você precisa de ar fresco

O loiro não estava se aguentando. Alvo o levou para um jardim, perto do chalé onde costumavam se encontrar. Era um lugar muito bonito, mesmo a noite.

–Alvo, fizemos aquela nojeira em vão, não há nada lá — Gerardo fez como se fosse vomitar — Além de restos mortais totalmente devastados pelo tempo

–Acalme-se Gerardo, nada é em vão, pelo mesmo agora descartamos a hipótese a capa estar aqui

–Ah, Alvo, você sempre dizendo a coisa certa — Nesse momento Gerardo olhava diretamente para os olhos de Alvo

O silencio prevaleceu por alguns momentos

–Sabe Alvo, você veio na hora certa, eu tava desmotivado, tinha acabado de ser expulso e você apareceu

O coração de Alvo parecia que ia saltar pela boca. Gerardo se aproximou, bem mais perto de Alvo e continuou a encarar. Para espanto de Grindelwald, Alvo não recuou. Gerardo passou a mão nos cabelos dourados e logo após passou a mão na nuca. Os dois se calaram apenas se olhando. Alvo queria beijá-lo, ele tinha certeza disso mas tinha medo de cometer alguma besteira e acabar perdendo amizade do outro.

Grindelwald segurou Alvo pela nuca. Alvo sentiu tanta surpresa que mal sabia o que fazer, a verdade é que nunca tinha beijado antes e agora estava prestes a fazer isso. A lingua de Grindelwald tocou seus lábios suavemente, como um pedido de permissão para adentrar a boca do outro.O beijo era lento e carinhoso, não precisavam de pressa.

Alvo tremia bastante enquanto Grindelwald conduzia o beijo. Grindelwald não queria se afastar, não naquele momento, ele tinha sentido vontade de fazer isso desde que encontrou Alvo. O beijo acabou mas o silencio prevaleceu, Alvo não sabia o que dizer, nem fazer. Estava com medo de perder o amigo. Mas, tomou trinta segundos de coragem e beijou o loiro novamente, dessa vez mais intenso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.