Belo Desastre
10 Suor.
Notas iniciais
Aquele beijo evoluiu mais rápido do que eu imaginara, e no fundo, eu estava satisfeita por isso, assim eu não precisava pensar, não precisava lembrar.
Eu já havia deixado de sentir o vento frio, com suas mãos quentes ele apertava minha cintura com tanta força que eu sabia que deixariam marcas roxas, mas naquele momento eu não estava com minha cabeça na realidade, seus lábios eram mais macios do que eu jamais pensara que fossem! E devo admitir... que pensei muito.
Agarrei seus cabelos rosados, sentindo os fios sedosos se enrolando em meus dedos, quando senti suas mãos em minhas coxas e depois fui levantada sem o menor esforço, envolvi seus quadris com as minhas pernas, e sentando-me na beirada da sacada, ele puxou o elástico que prendia os meus cabelos e eu puxei os dele mais ainda, tinha certeza de ter arrancado alguns tufos, mas aquilo só tornava a situação ainda mais excitante e incontrolável.
–Você... Não acha melhor... Entrar? — Natsu arfou entre os beijos e eu quase falei "Sim, pode entrar a hora que quiser"... antes de perceber que ele falava de ir para dentro de casa, assenti com a cabeça sem nenhuma vergonha do meu pensamento sórdido, mas o simples pensamento de ter que me separar dele soava como um pesadelo, respirei fundo enquanto beijava o seu pescoço de perfume viciante me preparando para sentir frio quando fui surpreendida por ele me erguendo com apenas uma das mãos em minha coxa enquanto a outra massageava meus seios por cima da minha blusa, que infelizmente ainda estava no impedindo.
E como se tivesse lido minha mente, Natsu me sentou na cômoda e rasgou a peça em duas a partir do meu decote, tateei a procura do seu terno e me surpreendi quando notei que já o havia jogado longe sem nem perceber, eu puxava sua blusa, estourando os botões ao mesmo tempo em que ele estourava o elástico do cós da minha saia, quando meus seios ainda cobertos pelo sutiã vermelho-escuro foram deliciosamente pressionados contra o seu peito quente, segurei em seus ombros e me afastei um pouco, tentando dar uma brecha para os meus pulmões não me matarem.
–Natsu... — Ele continuou a beijar o meu pescoço e eu não consegui continuar, voltando a agarrar seus cabelos, suas mãos largaram as minhas coxas para empurrarem tudo o que estava em cima do móvel no chão, ouvi o barulho de vidrio quebrando e percebi que o abajur tinha ido pro ralo, logo depois, dois porta retratos e o telefone fixo, que com certeza agora estava quebrado, mas eu não dava a mínima.
Enquanto trabalhava em jogar seu cinto na parede e desabotoar suas calças, meu sutiã foi pelo ares e foi a vez de Natsu nos afastar para observar-me, coberta apenas pela calcinha escura, minhas bochechas queimaram mais ainda e eu me cobri com os braços, envergonhada, mas ele apenas retirou meus braços com cuidado, os descansando em seus ombros largos.
–Luce... Você é perfeita. — Ele sussurrou olhando em meus olhos e eu puxei-o pelos ombros de volta a minha boca, sua língua quente não esqueceu de explorar nenhum canto de minha boca e quando ele desceu os beijos para o meu pescoço e logo depois meu busto eu joguei a cabeça para trás, senti seu coração bater em sintonia com o meu e quando abri os olhos, fitando o teto, podia jurar que estávamos pegando fogo.
Sua calça deslizou por suas pernas e ele a retirou rapidamente, arrastei minhas mãos pelas suas costas, arranhando com minhas unhas compridas, senti ele gemer em meu pescoço e quase entrei em combustão.
O empurrei quando me dei conta de que, se ele tinha o direito de me observar até me deixar sem-graça, eu podia muito bem fazer o mesmo.
–Minha vez, rosinha... — Meus dedos descobriram cada elevação de seu abdomen bem definido e ele suspirou no meu ouvido quando dedilhei as laterais dos seus quadris, delineando suas coxas e levando sua boxer negra presa descaradamente entre meus dedos, senti-o sorrir contra a minha pele e larguei a cueca em seus calcanhares, cueca esta que ele logo atirou longe.
Subi as mãos pelas suas coxas até chegar em sua bunda, foi quando encontrei um relevo que não estava esperando, as calças largas não me deixavam perceber, mas ele era incrível tanto em cima quanto em baixo... e falando em baixo, finalmente cheguei ao meu destino, seu membro estava totalmente ereto, mas eu não olhei, comecei tateando com as mãos, o sentindo completamente.
E quando emfim o tive em mãos, quase surtei.
–Natsu... ! — Deixei escapar, logo escondendo meu rosto na curva do seu pescoço, ele era simplesmente... enorme, talvez o maior que eu já havia tido.
–Sentindo a falta disso? — Ele ergueu uma das mãos e pendurava precariamente em seus dedos estava a minha calcinha, arregalei os olhos e ele riu, logo voltamos a pisar fundo no acelerador, e quando o senti brincar com o meu clítoris, quase parei de respirar, minhas mãos tornaram a descer por entre nossos corpos já suados até sua virilha, onde já acostumada com o que encontraria, ataquei sem dó, como nunca havia feito antes, ele gemeu em meu ouvido mais uma vez e me penetrou com dois dedos de uma vez, gritei de prazer e que fodam os vizinhos! Meu corpo tremeu e eu forcei os dedos dos pés, ele não parou de brincar e se aquela era apenas a sua mão, eu provavelmente teria uma overdose de orgasmo quando a coisa ficasse realmente séria.
Massageei da cabeça a base, seguindo para os movimentos de vai-e-vem com a mão e senti o pré-gozo deslizando entre meus dedos, ele bufava em minha boca e eu não estava muito atrás, quando sentiu que eu iria explodir, ele retirou os dedos de repente.
As sensações baixaram... e depois voltaram com tudo quando ele sussurrou:
–Vou te rasgar no meio.– E no segundo seguinte eu acreditei que ele realmente faria aquilo, mas ao invés de me invadir de repente, ele se posicionou firme em minha entrada, eu estava lubrificada o suficiente para recebê-lo por inteiro e Natsu deslizou para dentro de mim devagar e com cuidado, e eu quase agradeci depois, a falta de sexo pode machucar uma mulher, com uma dor semelhante a da primeira vez, mas assim que todos os seus centímetros latejavam em mim, ele se retirou e voltou com tudo, me penetrando de uma forma nunca ante sentida, suas mãos apertaram as minhas coxas e ele me retirou da cômoda para me prensar na parede, envolvi minhas pernas em sua cintura novamente e percebi que aquela posição não agradava somente a mim quando seus gemidos ficaram ainda mais altos, eu já havia passado para os gritos.
Ele ia até o fundo e saia quase por inteiro, uma sensação cresceu em meu útero, se fortalecendo a cada estocada, cheguei ao clímax mordendo seu ombro e sentindo um leve filete de sangue escorrer até a minha boca, a dor apenas aumentou o prazer dele, que não parou enquanto o êxtase me consumia, e a sensação não parou, porque ele não se cansava, Natsu tentou me beijar, mas o máximo que conseguimos foi manter as nossas testas unidas.
–Eu... eu vou... ! — Ele não conseguiu terminar quando eu apertei minhas pernas com a chegada de outro orgasmo, ainda mais poderoso, as estocadas foram ficando ainda mais fortes, se é que aquilo era possível.
–Luce...– Ele gemeu e com um último movimento, chegou ao orgasmo, mas não sem antes prolongar a minha onda de prazer... pela terceira vez.
Com suas aparentes última forças, caminhou comigo até a cama e deitou-se comigo, entre selinhos prolongados tentamos normalizar as nossas respirações.
–Acho que você vai ter que tomar aquela pílula... — Ele arfou e eu forcei um sorriso.
–Confie em mim, Natsu. — Respirei fundo e apoiei minha cabeça em seu peito, as batidas de seu coração, assim como as minhas já estavam voltando ao normal.
–Luce, isso foi... incrível... — Natsu suspirou em meus ouvidos e eu assenti com a cabeça, ele havia sido o primeiro homem a me deixar tão exausta, e o primeiro a conseguir me levar ao orgasmo não uma, mas três, três vezes seguidas.
–Viu? Eu estou sóbria! — Brinquei e ele riu, minhas pálpebras pesavam e eu estava ficando com sono, me ajeitei junto a ele, que se deitou de lado e me abraçou, aos poucos, fui ficando cada vez menos lúcida, e a última coisa que ouvi antes de desistir de me manter acordada foi:
–Espera, você me chamou de rosinha?
´*`
Acordei com o barulho do telefone que, pelo visto não tinha sido estraçalhado, me afastei de Natsu com certo esforço e alcancei o aparelho.
–Boa noite, Blondie!– Congelei, todo o frio voltou para mim de uma vez e meus joelhos tremeram, não podia ser. -Já está com saudades de mim?
Sting.
–Eu estou voltando.
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