Notas iniciais
Hey, o que acham de mais um capítulo? Assim... pra passar o tempo... até lá embaixo!

Abri os olhos, me sentando rapidamente.

–Foi... um sonho? — Sussurrei para mim mesma antes de verificar o telefone, ele estava jogado no chão, com alguns pedaços faltando e os botões espalhados por todo o quarto, definitivamente não havia maneira de alguém ter me ligado.

Principalmente se tivesse sido ele. Ele não sabia meu número, sabia?

–Luce?– Me assustei com sua voz rouca de quem havia acabado de acordar, respirei fundo e torci para que meu rosto não me delatasse.

–Já acordou, Natsu? — Perguntei mesmo que a resposta fosse óbvia, o lençol havia sido jogado longe e ele me via como eu era, inconscientemente, me cobri com os braços, afastando-me dele, ainda estava um pouco trêmula pelo "pesadelo" e quando Natsu me olhou confuso, finalmente percebi o por que de ter feito tudo aquilo, desde leva-lo até a minha casa até ter dormido com ele.

Natsu se parecia com Sting.

Percebi a parecida contração de seus músculos definidos, embora cobertos por tonalidades diferentes de pele e as sobrancelhas erguidas em incompreensão, mesmo de de cores diferentes, seus cabelos bagunçados nunca me pareceram tão semelhantes.

Comecei a me levantar enquanto ele se apoiava nos cotovelos, a tentação de abaixar meu olhar para seus músculos era insana, mas a cada segundo eu ficava mais assutada, o motivo de termos chegado a aquele ponto era sua aparência?

Eu não aprendi nada com Sting?

Andei para trás quando ele fez menção de se levantar esbarrei na cômoda que estava deitada no chão, minha queda foi inevitável e eu já me preparava para o choque quando Natsu quase que em uma velocidade sobre-humana veio até mim e rapidamente me segurou, estávamos a poucos centímetros novamente e só nesse momento eu olhei em seus olhos, as íris escuras e profundas, totalmente diferentes de qualquer outra eu que já havia visto por motivos que eu não sabia me explicar clarearam a minha mente como um sopro gelado numa tarde de verão.

–Isso foi um erro. — Sussurrei ofegante, a adrenalina corria em minhas veias como um veneno mortal.

–O melhor erro que eu já cometi.– Ele respondeu na mesma intensidade, seu hálito que não ficava ruim mesmo após dormir bateu em meu rosto e só o que eu consegui fazer foi abraçar seu pescoço, surpreendendo Natsu.

–E agora, o que vamos fazer? — Perguntei ainda sem olhas nos seus olhos.

–Sobre o que? — Ele disse sempre calmo, apoiando as mãos em minha cintura e me levando lentamente de volta para a cama, nos deitamos lado a lado de modo que eu não pude evitar seu rosto.

–Nós. — Disse simplesmente e ele quase sorriu, parecia estar se esforçando para não fazê-lo.

–Quer dizer que existe um "nós"? — Ele procurou minha mão com a sua e entrelaçou nossos dedos, observei enquanto seus dedos faziam pequenas massagens suaves nas costas da minhas mão e me perguntei silenciosamente quando havia sido a última vez que alguém havia me tocado daquela forma.

"Talvez ninguém nunca tenha feito isso." — Pensei e levantei meu rosto para vê-lo.

–Eu não sei, existe? — Respondi receosa, os carinhos em minha mão pararam de repente e eu me vi em baixo dele, como no dia em que ele acordou em minha casa, mas dessa vez o volume que eu sentia roçando no interior de minhas coxas não era sua arma, e sim...

Arma.

Lembrei mais uma vez que não podia confiar em Natsu, mas também não confiava em mim mesma quando o assunto era ele.

Eu estava com sérios problemas, e um deles se inclinou para sussurrar:

–Por mim, seriamos só nós todos os dias... ah, e uma cama! — Ele riu e eu o segui o medo e a desconfiança me abandonaram com as gargalhadas e ele beijou a ponta do meu nariz, meu rosto inteiro formigou.

A estática que aquele simples beijo deixou no ar estava me enlouquecendo, sem nem parar para pensar, agarrei os cabelos de sua nuca e o puxei para perto, sentindo sua língua contornar meus lábios, em um pedido desnecessário de passagem.

Mostrei que não precisava de permissão quando evolvi meus braços em seus ombros, o puxando ainda mais para perto, ele se deitou sobre mim de um jeito que apenas ele conseguia fazer, sem me esmagar, mas ainda sim me fazendo sentir cada pedacinho de seu corpo.

–Calma Luce, temos a madrugada inteira. — Ele nos afastou com um selinho e colocou uma mecha de meu cabelo atrás de minha orelha, e pela pouca, mas ainda clara luz que entrava no recinto eu notei que deviam ser umas 3:00 da manhã, realmente perdíamos a noção de tempo.

–Natsu... — Falei baixinho enquanto o puxava para perto novamente, beijando seu pescoço, senti seus suspiros vibrarem em sua garganta quando mordi de leve.

–É sério garota, nós precisamos comer! — A deixa que ele havia deixado sem perceber era óbvia.

–Mas eu quero comer você! — Respondi emburrada e o senti estremecer em cima de mim,seus olhos se arregalaram e se antes suas pupilas já estavam dilatadas, agora não parecia mais existir íris.

–Você... oque... ãh? — Ele balbuciou, incapaz de falar algo em seu estado de choque e eu me aproveitei disso para trocar nossas posições, fazendo o sentar comigo em seu colo.

–Isso mesmo... — Murmurei, e enquanto o beijava de novo, minha barriga roncou e ele ergueu as sobrancelhas em divertimento, sabia que ele havia feito isso antes mesmo de abrir os olhos durante o beijo e confirmar o fato, ele piscou e eu revirei os olhos, só não ria por que estava com os lábios ocupados.

–Você.Fica.Aqui.Já.Te.Chamo. — Ele disse pausadamente e vestiu apenas sua boxer antes de correr pela porta, vesti minhas roupas intimas e me deitei na cama, respirando fundo para tentar acalmar os batimentos acelerados do meu coração, logo senti cheiro de comida, ele era rápido, muito rápido...

"Nem em tudo..." — Minha mente pervertida soltou e eu sorri, fechando os olhos e sentindo o seu cheiro no colchão, estava desenvolvendo um vício, por seu perfume.

–Luce! Corre pra cá! — Ouvi sua voz e antes que ele terminasse a frase eu já estava no meio do caminho, ele havia, em menos de 10 minutos, preparado uma mesa inteira de café da manhã.

–Natsu isso é... de onde você tirou toda essa comida? — Perguntei confusa, não me lembrava de ter ido ao supermercado recentemente.

–Você faz muitas perguntas... e por que se vestiu? — Rimos enquanto ele servia duas canecas de chocolate quente.

–Eu gosto de café. — Fingi estar chateada e ele sorriu de canto, se posicionando atrás de mim na cadeira, com as mãos em meus ombros, senti sua respiração em meu ouvido quando ele disse:

–Chocolate é mais gostoso... e além de ser um afrodisíaco natural. — Revirei os olhos com a frase, tendo alguém como Natsu, quem precisaria de um afrodisíaco? Apenas sua presença já era capaz de arrepiar todos os pelos do meu corpo e deixar minhas pernas bambas a ponto de fincar minhas unhas em seus ombros, como eu podia ver quando ele se virou de costas para pegar os guardanapos.

Suas costas morenas estavam toda e completamente arranhadas.

–Está doendo, rosinha? — Levei um pedaço de ovo com bacon a boca e me surpreendi, ele cozinhava melhor do que eu!

–Nós vamos ter que conversar sobre os apelidos, esquisita. Mas realmente, você fez um baita estrago. — Ele riu e se sentou a minha frente, comemos em um silêncio agradável, com frequentes trocas de olhares em locais mais gostosos que a comida.

–Estrago vai ser quando eu... Fui interrompida pela campainha da porta e Natsu hesitou, olhei em seus olhos e vi a desconfiança surgir.

–Calma, vai lá pra cima que eu cuido disso. — Mesmo não tendo visto amigos por vários dias, algo me dizia que o tempo que eu estava tendo com Natsu era precioso, quase raro e eu queria tudo, menos ser interrompida.

–Não, vamos juntos. — Ele se levantou e estendeu a mão para mim, respirei fundo e peguei os casacos de inverno que estavam atrás da porta, olhei pela janela e vi neve, então seria uma desculpa no mínimo convincente.

Me aproximei da maçaneta com medo, e Natsu perdeu a paciência, com mais cuidado do que o necessário ele me colocou atrás de si e abriu a porta rapidamente.

E de pé com seu uniforme azul-escuro e o distintivo dourado, olhando confuso para nós estava o oficial de polícia Gray Fullbuster.

Notas finais
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