Believe In Stars
12 The spell ended
Notas iniciais
– Henry... Foi tudo só um sonho. Tenho certeza como ela está bem e isso que você está sentindo... – a morena pousa sua delicada mão no peito de seu neto, onde seu coraçãozinho batia acelerado. – se chama preocupação com sua mãe. Eu também tenho minhas preocupações de mãe com Emma e é normal você sentir isso com Regina. Ela te ama muito. – Mary já não sabia mais o que fazer para aplacar a aflição de seu neto que ainda continuava soluçando. Ela o abraçou e ambos ficaram apenas sentindo a proteção que um dava ao outro, mas a verdade mesmo era que a preocupação estava evidente no rosto de ambos.
– Eu sonhei com elas... – Henry confessou com um fio de voz. Era quase como se ele não quisesse falar sobre aquilo. Seria uma ferida se abrindo dentro de seu coração. Aquele sonho lhe dava medo e era tão real. Ele não queria que fosse real. Mas, cada vez mais ele tinha certeza que era. – Parecia que estava acontecendo realmente. Minha mãe estava presa dentro de um navio pirata...
– Navio pirata Henry? – questionou Mary Margareth. – Acho que não teria um navio pirata aqui em Storybrooke.
– Nós não estamos falando de uma cidade qualquer... Aqui é uma cidade onde meus avôs são Snow White e Prince Charming. Minha mãe adotiva costumava ser conhecida pela alcunha de Evil Queen. Será que eu posso terminar de contar meu sonho sem ser interrompido? – ele questiona com raiva.
– Sim Henry... Prometo que te escuto. – respondeu a morena de cabelos curtos ao seu neto.
– Minha mãe no meu sonho estava presa nesse navio pirata... Ela estava imobilizada por alguma espécie de magia, e mesmo depois que o efeito passou, ela não conseguia sair porque o local era protegido contra magia. Ela tentou de tudo, mas não conseguia nada. E sabe quem estava na cela ao seu lado? – perguntou Henry.
– Não faço ideia Henry. Quem estava na cela ao lado?
– Archie... – o adolescente disse num sussurro quase confidencial.
– Archie? – indagou a professora assimilando tudo o que Henry lhe falava. – Creio que não seja possível. Eu vi o corpo dele no escritório e nós o enterramos. Creio que não iríamos cometer um erro de não reconhecer o corpo de nosso amigo. Henry, Archie está morto. Acho que ainda não caiu a ficha para você, por isso sonhou que ele está vivo.
– Ele tava preso. Minha mãe estava na cela com ele. Ela sentiu uma dor no peito e disse que Emma estava correndo perigo. Saiu uma luz dourada de sua mão e ela conseguiu sair do navio pirata. Ela soltou Archie também. Eu sei que vocês não acreditam na mudança dela, mas eu sim. Minha mãe mudou. Estou tão orgulhoso dela. – no meio de toda tristeza, dava para enxergar um carinho nas palavras de Henry sobre Regina.
– Henry... Isso foi um sonho. Acho que está misturando realidade com o que você queria que estivesse de fato acontecendo.
– Não terminei ainda. – disse o adolescente com a voz embargada. – Minha mãe conseguiu achar Emma, que estava prestes a ser atacada por uma senhora. Elas conversavam exaltadas e não conseguia identificar nada do que falavam. Só via as bocas se mexerem, mas nenhum som era emitido. Até que ela atacou Emma. Minha mãe entrou na frente e o feitiço a atingiu. E quando ela se preparava outra vez para tentar matar Emma eu acordei... E agora estou com esse aperto dentro de meu peito. Minha mãe caída no chão sem ao menos se mexer e Emma correndo perigo. – as lágrimas escorriam pelo rosto do garoto, desta vez até com mais intensidade do que antes. As imagens do pesadelo não saíam de sua cabeça, mas tudo ficara mais intenso quando contou para Mary Margareth.
***
A luz dourada que saía da morena desacordava continuava com a mesma intensidade. Cora não queria se abater, mas a verdade é que ela nunca havia visto uma magia tão forte quando aquela. E era feita por sua própria filha. Pena que a tola não teve a consciência de entrar para o lado certo. O poder que sua filha teria se demonstrasse sua potência mágica corretamente a faria ser a maior feiticeira de todos os tempos. Essa história que querer ser boa já estava dando nos nervos de Cora. Não fora para isso que criara Regina.
Quanto mais Cora tentava se livrar da magia de Regina, mais sufocada ela ficava. Sua respiração já se encontrava ofegante, porém sua sede de poder falava cada vez mais alto. Tirando sua filha e salvadora do caminho era só arranjar uma forma de pegar a adaga de Rumpelstiltskin. Ela teria duas opções: controlar o feiticeiro ou se tornar a nova senhora das trevas se o matasse. E seu poder seria eterno. Não teria ninguém que a pudesse derrotar.
– Cora... – gritou Emma. – Pare já com isso. Olhe o que você fez com sua filha. Será que você não percebe todo o mal que fez a ela? – Emma já se cansava de repetir sempre as mesmas palavras para Cora. Não fariam diferença. Aquela mulher não tinha um pingo de sentimento em seu coração. Onde quer que ele estivesse. Ela sentia que Regina sempre viveu para ter a aprovação de sua mãe, porém era sempre tratada de forma que nada que ela fizesse fosse bom o suficiente.
– Cala a sua maldita boca salvadora insolente. – sibilou Cora. – Você não pode falar sobre o que não sabe. Eu fiz de tudo para que Regina fosse rainha e ela não deu valor a nenhum dos meus esforços.
– Sua filha só queria ser feliz. Mas, não adianta tentar te fazer enxergar isso. – sussurrou a loira. Já era uma mistura de tristeza, cansaço e apreensão. Ela não queria que aquele fosse o fim de Regina. – E isso você não proporcionou a ela. Fez o contrário. Você a punia com magia quando ela não atingia suas expectativas, e a prendia cada vez mais numa vida que ela não queria viver.
Por segundos, por míseros segundos Cora lembrou de que ela punia Regina dessa mesma forma. Usava sua magia para prendê-la a meio metro do chão, e a impossibilitava de se mexer e só a soltava quando Regina chorando implorava, falando que seria uma boa filha. Não foi por compaixão que ela se recordou dessa cena, pelo contrário, as palavras da loira não fizeram cócegas a uma sensibilidade inexistente. Seria no mínimo curioso estar da mesma forma atada... Estava igual Regina em sua adolescência.
Aqueles foram minutos que mais pareceram horas na vida da Emma. O feitiço finalmente chegara ao fim. O corpo de Regina caíra e Emma a amparou para que não batesse ao chão quando caísse.
– Não adianta de nada. Ninguém sobrevive a um feitiço como aqueles. – comentou Cora enquanto recuperava sua compostura mantendo um sorriso de escárnio em seu rosto. – Ah, isso me lembra que ainda não terminei meu trabalho. Minha filha já pode servir de comida aos vermes e daqui a pouco salvadora, você fará companhia a ela.
Ela se preparou para lançar o feitiço. Da mesma forma que fizera antes. O mesmo feitiço que atingira Regina em seu peito. E agora o foco era Emma Swan. Desta vez ela não teria Regina Mills para salvá-la. A exceção de...
De que o feitiço não desse certo. Falhou. Nem uma fagulha saiu das mãos de Cora. A feiticeira passou as mãos pelos seus cabelos de forma blasé, sem em nenhum momento demonstrar que a sua cartada final havia falhado.
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