Believe In Stars

13 Emma ... She's a strong woman


Notas iniciais
Desculpe a demora em postar. A fic está em reta final. Até uma próxima postagem. Obrigada por todos os comentários.

– Eu não quero que minhas mães morram. – disse Henry aflito em meio a um choro compulsivo. Lembrou-se de todas as vezes que podia ter dito “Eu te amo” para Regina, mas que suas intenções boas eram substituídas por outras palavras. Em vez de dizer palavras de amor, um “Você é uma vilã” escapava de seus lábios.

– Henry, dará tudo certo. – Mary se limitava a dizer embalando seu neto num abraço com a intenção de acalmá-lo.

– E eu nem tive tempo de dizer para minha mãe que eu a amo e que sempre acreditei em sua inocência.

– Henry, você poderá lhe falar tudo o que sente pessoalmente. Provavelmente o rosto de Regina se encherá de alegria ao ouvir cada uma de suas palavras. Vocês se abraçarão e ela dirá que te ama bem baixinho de forma que só vocês dois escutem. – mesmo que Mary tivesse suas próprias preocupações sobre o que estava acontecendo ela precisava acalmar seu neto e só assim ela seria capaz de devolver a esperança para o menino.

– Você acha mesmo? – questionou Henry em meio a uma lágrima solitária que escorria por seu rosto.

– Eu e seu avô passamos por inúmeras dificuldades e hoje nós estamos aqui juntos. E nós sempre acreditamos nisso, por mais que não houvesse motivos para se ter esperança nós sempre nos encontrávamos.

– Eu tenho medo... – confessou Henry num fio de voz. – Isso aconteceu porque vocês são os heróis, mas minha mãe sempre foi vista como uma vilã... E os vilões nunca conseguem um final feliz.

– Henry, não existe uma pessoa que seja totalmente má. A vida é feita de escolhas e o que acontece no futuro é o espelho das decisões que fizemos no passado. O que torna uma pessoa “má” – a morena fez aspas com seus dedos. – são as escolhas erradas que são tomadas no decorrer de uma vida. Sua mãe, por exemplo, quando a conheci no passado era uma jovem adorável e que mudou durante os anos. Eu sempre tive esperanças em relação a ela. Eu sentia que ela poderia voltar a se tornar a jovem sonhadora que ela era. Mas, por algum tempo cheguei a duvidar disso porque havia muito ódio em seu coração. E no meio disso tudo aconteceu uma maldição... que eu pensava que seria o fim de tudo. Ela nos separou das pessoas que mais amávamos. Eu tive que tomar a decisão de mandar Emma para outra terra a fim de que ela nos salvasse da ameaça de Regina. Mas se eu for pensar hoje em dia não era uma separação. Agora eu vejo essa maldição como um até logo. E a Regina que por momentos julguei que não podia mais voltar a ser o que era me provou o contrário. Nessa terra distante ela se tornou mãe e pode ver o quanto o amor é intenso. E Henry, ela aprendeu a te amar incondicionalmente. E por você eu acho que ela pode resgatar a jovem que ela foi um dia.

Depois de muita insistência, Mary conseguiu fazer com que Henry se acalmasse. O garoto não conseguiu voltar a dormir, mas pelo menos já não chorava copiosamente. A apatia do neto preocupava Mary. A TV estava ligada em algum canal de desenho, mas a morena percebia que Henry nem ao menos prestava atenção ao que assistia.

Ela carregava a chave da casa para qualquer cômodo que fosse. Ela não podia arriscar que Henry fugisse naquela situação. Ela conhecia seu neto bem o suficiente para saber que ele se aproveitaria de qualquer segundo de distração para ir atrás de Emma e Regina.

Mary Margareth se trancou dentro de seu banheiro e mais uma vez tentou ligar para sua filha. Será que era tão difícil atender um telefone celular? A morena se questionava enquanto a ligação novamente caía na caixa postal.

***

Seu ataque derradeiro tinha falhado miseravelmente. E falhar era uma palavra proibida no dicionário de Cora Mills. A morena não conseguiu usar sua própria magia. Ela nem se recordava de alguma vez não ter obtido êxito com sua mágica. Era como se sentisse uma espécie de bloqueio em torno de seu corpo. Seu poder borbulhava dentro de si, porém aos pouco sentiu que ele se esvaía de suas entranhas.

Cora não queria se abater e nem demonstrar nenhum tipo de fraqueza, mas a verdade era que nem a própria feiticeira entendia o porquê de não conseguir usar mais a sua magia. Tinha certeza que era relacionada à estranha luz que saiu do corpo desacordado de Regina.

Agora tinha lidar com sua nova realidade... Não podia mais usar magia.

E aquilo não passou despercebido por Emma Swan que encarava Cora em mais uma tentativa de conjurar sua magia.

***

Apesar de todas as suas preocupações Mary tinha que pensar no melhor para o seu neto, e tinha decidido seguir com sua rotina normal de modo que não preocupasse Henry ainda mais. O céu já escuro apontava que tinha anoitecido, e ela sem notícias de Emma que tinha saído mais cedo naquele dia.

Ambos estavam sentados na mesa da cozinha em meio a uma refeição desconfortável onde o silêncio reinava mais que tudo. Henry mexia seu garfo espalhando a comida já fria de um lado para o outro em seu prato. Sua preocupação com Regina e Emma o fez perder seu apetite.

Não se sabe ao certo quanto tempo ficaram nesse marasmo até que eles foram dispersos de seus pensamentos por fortes batidas na porta.

– Quem será que está na porta? – questionou Mary com receio e logo se lembrou de todas as palavras ditas por Emma anteriormente. “Não abra a porta para ninguém. Nem para mim mesma. Eu irei levar a chave de casa.” Porém as batidas não cessavam de intensidade.

– Eu atendo. – disse Henry largando o talher no prato com a intensão de ir até a porta.

– Nem pensar Henry... – interrompeu a morena. – Deixa que eu atendo. Não posso arriscar sua segurança.

Assim que atendeu a porta a cor sumiu do rosto de Mary. Archie estava parado na porta com a respiração descompassada.

– Cora me sequestrou... – pausou para respirar. – Manteve-me em cárcere, pois queria saber tudo sobre Regina.

– Como isso é possível? – questionou boquiaberta vendo o terapeuta a sua frente. – Nós vimos seu corpo estendido em seu escritório. Morto.

– Ela usou magia para se passar por Regina. Sequestrou-me e me ameaçou querendo saber sobre as fraquezas de sua filha.

– Como eu vou saber se isso é verdade? – questionou com desconfiança. – Você pode muito bem ser a Cora. Eu não posso arriscar a segurança de meu neto.

– Não tem problema. –prosseguiu o terapeuta. – Entendo suas preocupações. O que eu a dizer é breve. Regina que me soltou... Ela conseguiu achar o esconderijo de Cora no navio do Hook. Regina foi atrás de Cora e tudo indica que ela está com Emma. – finalizou Archie.

***

– É impressão minha ou a tão temida Cora não tem mais magia para se esconder? – disse Emma debochando a fraqueza da senhora. – Quem diria que a falta de magia seria sua fraqueza.

Cora ignorou os deboches de Emma e continuou agindo com toda a soberba que possuía.

– Eu posso estar impossibilitada de usar magia, mas nada me impede de usar minhas próprias mãos para atingir meus objetivos. – Cora partiu para cima de Emma, porém a loira agiu mais rápido e a imobilizou com magia surpreendendo a si mesma.

– Minha filha não merece todos os esforços que eu fiz para torna-la rainha. – falou Cora rispidamente.

– Sim, Regina de fato não merecia ter uma mãe como você. Ela merecia uma mãe que a amasse acima de tudo e que principalmente respeitasse suas escolhas. Mesmo que fossem as que você não idealizava. Ela te ama. Regina te ama muito. Mas, você não merece um terço do amor que ela sente por você.

***

Os acontecimentos dos últimos dias passavam pela cabeça de Mary de forma desordenada. A voz de Regina jurando inocência ressoava em suas lembranças e agora ela se sentia culpada por não ter acreditado na inocência de sua ex-madrasta. Agora Regina e Emma corriam perigo nas mãos de Cora.

Com as mãos trêmulas Mary Margareth pegou o telefone e ligou para David. Seu coração batia de forma acelerada com a preocupação que sentia.

– David... – disse Mary com a voz embargada assim que seu marido atende. – Emma e Regina estão em perigo.

– Mary... Fala mais devagar. – pediu a esposa. – O que está acontecendo?

– Eu não sei ao certo David. Cora está na cidade e as está ameaçando. Regina foi atrás de Cora e Archie veio nos avisar.

– Archie? – questionou o loiro. – Isso não é possível. Ele está morto.

–Longa história. Cora o sequestrou e forjou sua morte para acusar Regina. Depois conversamos sobre isso. Ache Emma e Regina. Elas estão em perigo.

***

Depois de muito procurar, David resolveu seguir seu instinto e adentrou um pouco da floresta que cercava Storybrooke. Sentia medo e apreensão. Tinha medo de chegar tarde demais. Não queria perder a chance que a vida tinha dado com Emma.

Quando ia se aproximando de uma clareira escutou vozes de mulheres, uma delas ele identificou como sendo a de Emma. Apressou os seus passos e se deparou com Emma imobilizando Cora com sua magia. Mesmo já tendo anoitecido a magia branca de Emma iluminava toda a floresta possibilitando que David visse com clareza tudo o que acontecia na floresta.

Com Cora sem poder se mexer, David se aproximou da feiticeira e a algemou imediatamente. Emma correu em direção a Regina e a puxou em seus braços.

– Regina... – gritava Emma sacudindo o corpo desacordado da morena. – Acorde! – o desespero de Emma aumentava a cada vez que Regina não respondia a nenhum estímulo.

– Chame uma ambulância Emma. – disse David enquanto encaminhava Cora para a viatura da polícia.

Com as mãos trêmulas, Emma ligou para o 911 e pediu uma ambulância para Regina. Ela só podia esperar que tudo desse certo. Aquele não poderia ser o fim de Regina.

– Pai... – disse Emma. – Leve Cora para a delegacia e a prenda numa daquelas celas protegidas contra magia. Ela pode não ter conseguido usar magia, mas não podemos dar mole. Não quero que ela tente fazer nada contra Regina.

– E como ela está? – questionou o loiro com um semblante triste no rosto

– Eu... Eu não sei. Ela não está respondendo a nenhum estímulo. – disse Emma com a voz embargada. – Não sei se ela escapará. A ambulância logo estará aqui. Ficarei esperando junto com ela.

– Emma... Ela é uma mulher forte. – disse David. – Ela conseguirá sair dessa.

O loiro quase não se reconhecia naquelas palavras de apoio a Regina. Mas, no momento ele sentiu a necessidade de confortar Emma. Pela voz da loira ele podia identificar medo e apreensão por parte da filha. Mesmo não querendo deixar Emma sozinha, David foi seguir seu papel como xerife auxiliar e logo saiu com a viatura deixando Emma que segurava Regina em seu colo.

Notas finais
valeu por ler o cap, e espero ansiosa pelos comentários.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.