Believe In Stars
2 I'm so lonely walking!
Notas iniciais
Regina estava olhando para o nada pensando em tudo. Como era possível aquele céu sem nenhuma estrela para brilhar a estivesse fazendo pensar em tantas coisas? Ela andava sozinha e ia cada vez mais adentrando a floresta procurando um lugar onde pudesse ficar sozinha com seus pensamentos. O silêncio era absoluto e os únicos sons que podiam ser escutados eram as fortes pisadas da ex-prefeita nas folhas secas da floresta.
Não podia parar de pensar o quanto sua vida havia mudado tanto em pouco tempo. Antes ela só pensava em se vingar de tudo e todos, mas agora ela tinha Henry e jamais queria que o filho pensasse que ela não tinha nenhum tipo de palavra. Havia se esforçado tanto para ter que aturar de perto todos aqueles que estragaram sua vida. A vontade que tinha era matar Snow, mas olhava para o rosto de seu filho e se lembrava de tudo que havia prometido a ele. Contava até 10, às vezes era necessário contar até mil, mas conseguia ficar no controle. A pessoa com que Regina mais lutava em sua vida não eram quem ela julgava serem seus inimigos e sim ela mesma. Ao mesmo tempo ela se sentia inimiga dela mesma, de seus pensamentos vingativos que a controlavam de uma forma que a assustava totalmente. Parecia que a semente do mal que havia se instalado em seu coração em tão pouco tempo demoraria mais do que ela pensava para ser dissipada de sua vida. Regina nunca pensou muito nas consequências dos atos que ela cometia. Agia por impulso e ela pagava caro demais por isso. Afinal, foi num ato de impulso que ela havia procurado Rumpelstiltskin e mudado sua vida para sempre. Afinal, a magia sempre vem com um preço e o preço de Regina era sempre desistir de sua felicidade. Ela lutava contra aquilo de todas as maneiras que podia, afinal, o que ela mais queria em sua vida era um final feliz que por mais que ela corresse atrás nunca chegava.
Pensava em Emma e seu coração doía de uma forma que ela nunca imaginou que fosse possível. Tentava negar com todas suas forças que sentia uma atração pela xerife, mas os sentimentos estavam ali, desde sempre. Seu coração disparava toda vez que a via, às vezes só de mencionarem o nome dela.
- Não! Não! Eu não posso pensar nisso! Eu não posso pensar na pessoa que arruinou minha vida e ainda me separou de meu filho. Por que eu não deixo de pensar na senhorita Swan? – questionava Regina secretamente.
Regina havia se aproximado perto de um lago. A luz da lua refletida iluminava uma boa parte do lugar que Regina escolheu para se sentar. Ela estava jogando pedras naquele lago pensando em Emma. Não havia se dado conta, mas as lágrimas já desciam pelo seu rosto. Emma tinha a capacidade de desestabilizá-la por completo. Lutava tanto para deixar que todos a vissem com uma imagem autossuficiente que funcionava com todos menos com ela. E Regina sentia ódio de não saber como se comportar perto dela. Regina só havia se sentido assim quando ela namorava Daniel. Ao se dar conta do que estava pensando, ela logo tratou de espalhar aqueles pensamentos de sua cabeça.
- Que ideia a minha querer comparar Emma Swan com Daniel. Não tem nenhuma lógica pensar nisso.
Mas havia pensado, e aquilo tirou qualquer tranquilidade que ainda restava em seu coração. Agora sim estava completamente desesperada. Será que estava apaixonada por Emma?
- Eu não estou apaixonada pela senhorita Swan! – Regina tentou responder calmamente para si mesma.
Ao pensar em Emma o coração de Regina acelerava cada vez mais e ela não tinha nenhuma ideia de como se acalmar. Ficava tendo pensamentos com Emma que ela jamais pensaria ter e que nunca ela tinha tido antes com uma mulher. Estava confusa demais com os sentimentos que nutria por Emma e isso a machucava por dentro. Passou tantos anos presa a um amor do passado, que nem reparou que um amor novo estava rondando sua vida. Ela ficou admirando aquele lago que de certa forma parecia estar a chamando para um mergulho no meio da madrugada. Regina não achou de todo ruim, afinal ela precisava relaxar um pouco. Os últimos dias não estavam sendo fáceis. Há dias que ela estava sozinha, sempre com medo do julgamento dos outros que não havia parado para pensar nela nem por um minuto.
Começou tirando suas botas que tinham salto alto e levemente começou a colocar os seus pés naquele lago de águas gélidas. Em seguida a peça que havia sido arrancada de seu corpo foi sua blusa de seda vermelha que deixou a mostra apenas seu soutien preto com bordados dourados que deixava seu abdômen mais definido do que ele já era. A ex-prefeita não precisava ter nenhum tipo de preocupação com o seu corpo que conseguia ficar perfeito de qualquer jeito. Em seguida foi abrindo e se despindo de sua saia preta. Com o corpo perfeito que possuía Regina sempre conseguia se aproveitar de seus atributos. Mas naquele momento ela não estava pensando em nada disso. Apenas queria relaxar e nada melhor que dar uma nadada no lago de madrugada acompanhada apenas pela luz da lua que iluminava o ambiente. Logo ela já estava sem seu soutien e sua calcinha. Estava totalmente nua, e cada curva perfeita de seu corpo contribuía para deixar Regina mais perfeita do que ela já era.
Foi entrando cada vez mais dentro do lago e procurando esquecer todas as suas dores. Cada vez mais se aprofundava mais nas águas geladas daquele lugar uma paz entrava no coração da mulher. Ficou durante algum tempo mergulhando até que foi tirada de seus pensamentos por um barulho perto da árvore.
- Quem será que está aqui? – responde Regina se refazendo do susto que tomou.
- Sou eu Regina! Quem mais poderia ser? – responde Emma com uma voz enigmática.
- Emma está diferente! – pensou Regina.
- Senhorita Swan! O que você está fazendo essa hora aqui na floresta? – perguntou Regina.
- Sabia que era a mesma pergunta que eu ia te fazer. Já sei! Provavelmente está planejando uma nova maldição!
- Emma, você não deveria estar aqui! Eu não quero que você deixe o meu filho com seus pais. Ele não deveria estar sozinho e você deveria estar com ele. Essa é a diferença minha querida! Você tem a companhia de todos e eu estou sozinha. Meu filho me ignora e pensa que eu matei Archie. Pela primeira vez em muito tempo eu estou falando a verdade e ninguém acredita em mim. – responde Regina com lágrimas em seus olhos.
- Suas lágrimas não me comovem Regina. Você pode chorar o quanto quiser que você para mim será sempre será a mesma assassina insensível que sempre foi. E graças a Deus que Henry está longe de você porque eu nem sei o que você é capaz de fazer com o meu filho.
- Swan, não coloque o meu filho nessa história. Eu nunca faria nada contra a pessoa que eu mais amo em minha vida. Eu criei e dei amor por dez anos, mas não duvido nada do que você pode fazer com ele, afinal, você praticamente o conhece há dez dias. O que isso te ensinou sobre ser mãe? Você sabe ser mãe? As febres dele? Você sabe como aliviar? Sabe então como ele gosta do leite dele quando ele está doente? Ou como passar o remédio em seus machucados quando ele cai no chão? Ficou quieta de repente? Sabe por quê? Maternidade não se constrói de uma hora para a outra. Ela se conquista dia-a-dia. É diariamente que uma pessoa se torna mãe, não em alguns minutos. Você pode até não acreditar em mim, mas nunca poderá negar que eu sou a mãe de Henry. Eu o adotei legalmente e tenho todos os documentos que comprovam isso. Na certidão dele está escrito Henry Mills e não Henry Swan. Vai em frente Emma Swan! Brinque de ser mãe.
Algumas lágrimas caíram de seu rosto, porém Regina logo se afastou porque não queria que Emma a visse naquele estado tão fragilizado. Foi quando escutou sons de palmas. Limpou rapidamente seu rosto e se virou novamente para Emma.
- Muito bem! Parabéns! Onde que eu pago o ingresso? Tenho que confessar que sua atuação foi magistral! Nunca pensou em ser atriz? Você se daria muito bem! – respondeu Emma destilando todo o seu sarcasmo.
Regina admirou a mulher loira falando aquelas palavras terríveis para ela. Agora as lágrimas caíam livremente e ela não estava fazendo o menor esforço em esconder. Foi recolhendo suas roupas que estavam ao redor do lago e saiu correndo. Precisava fugir dali porque se escutasse mais um minuto de provocações de Emma, Regina não saberia do que seria capaz de fazer. Se ela quisesse matar Emma, ela já teria feito há muito tempo. Mas havia sua promessa com Henry e todos os sentimentos que nutria por Emma. Existia amor entre as duas por mais que Regina negasse.
- Volte aqui Regina! – chamou Emma.
- Não aguenta ouvir um pouco da mais pura verdade. Dói saber que você destrói a vida de todos com quem convive.
Emma acordou subitamente. Estava suando frio. Parecia ser tão verdadeiro aquele sonho. Quando percebeu seu travesseiro estava todo molhado. Havia chorado durante o sonho. Foi até sua cozinha para tomar de um copo de água. Suas mãos estavam trêmulas e seu coração acelerado. Por que Regina Mills sempre a deixava tão perturbada? Por que tinha que sonhar com Regina? Até o seu subconsciente insistia em pensar naquela mulher. Ela havia saído correndo pela floresta tão debilitada. Porque Emma disse aquelas palavras, quanto na verdade queria dizer o contrário? Mary Margareth que havia acordado quando escutou o som pela cozinha perguntou para Emma.
- Está acontecendo alguma coisa?
- Não! Apenas um grande pesadelo! Vai ficar tudo bem! – respondeu Emma bebendo um grande gole de água.
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