Notas iniciais
Desculpem-me pela demora, é que eu tive que fazer umas consultas com psiquiatra, psicólogo etc e acabei ficando sem tempo para escrever... Fora o fato de que eu estou longe de ser a pessoa com mais criatividade do mundo. #_#

Ryan passou o dia arrumando sua casa enquanto Crista via TV. Perto da hora de sair, trocou de roupa e trocou a roupa de Crista. Ajeitou-a na cadeirinha do carro e dirigiu até à casa dos amigos. Quando entrou na casa, viu Spencer e Brendon sentados no sofá conversando; Segundos depois viu Haley entrando na sala correndo.

-Spencer, me ajuda achar a porcaria da minha carteira! – Gritou para Spencer (que ainda dava sinais de cansaço devido à gripe); não vira Ryan que ainda estava parado, com Crista nos braços, na porta da casa. Assim que se virou e viu-o, falou: — Ah, Ryan, minha irmã foi atropelada! Eu ainda tenho que chegar a outra cidade, tenho que ver como ela está, como minha mãe está! – Falava rapidamente, enquanto gesticulava com as mãos. – Eu não vou poder ficar com a Crista hoje, desculpa, mas o Brendon pode ficar com ela, você sabe que ele é de confiança... E eu ainda tenho que achar a minha carteira! – Saiu correndo e puxando Spencer pela manga da camisa. – ENTRA! – Gritou já fora da sala.

Ryan só a observou com os olhos arregalados, acompanhando os movimentos que ela fazia, até ela sair do alcance da sua vista. Brendon tentou ajudar Haley no início, mas desistiu; Quando Ryan chegou, Brendon já estava sentado conversando com Spencer – que também desistira de tentar manter Haley calma, depois de ela ter gritado com ele –, quando Ryan entrou na casa sorriu tímido para Brendon, que retribuiu.

Crista esticou seus bracinhos para Brendon assim que o viu – já que antes sua atenção estava voltada à Haley. Ryan sorriu ao ver a menina pedindo para ir com o outro; Entregou-a à Brendon e sentou-se no sofá. Brendon ligou a TV em um canal infantil e ficou conversando com Crista, falando sobre os desenhos que apareciam enquanto a menina balbuciava tentando pronunciar alguma palavra em resposta. Ryan apenas ficou observando em silêncio, sorrindo bobamente. Lembrou-se de que tinha que ir trabalhar, olhou para seu relógio e viu que chegaria atrasado; Levantou-se e andou até o quarto do Spencer e da Haley.

-Spencer, eu vou indo, eu já vou chegar atrasado... Só vim confirmar se você não vai – disse parando na porta do quarto, encostando-se a essa.

-Não, não, eu vou com a Haley. Falando nisso, Haley, vamos! – Gritou para ela, que estava terminando de trocar de roupas no banheiro.

-Okay, okay, já estou aqui! – Disse saindo do banheiro. Pegou sua bolsa que estava encima da cama e passou por Ryan caminhando rapidamente. – Vamos, vamos!

Ryan e Spencer despediram-se rapidamente de Brendon e Crista. Haley não chegou a o fazer, pois saíra de casa quase correndo. Spencer e Haley seguiram em seu carro e Ryan foi para seu trabalho no carro dele.

~X~

Quando Ryan entrou na casa – depois de chegar do hospital –, e encontrou Brendon sentado no sofá, com Crista deitada em seu colo e enrolada em uma manta. Ele conversava com ela, enquanto ela apenas o olhava atentamente, quase caindo no sono.

Brendon sorriu para Ryan e moveu os lábios como dizendo “oi”, mas sem som, depois voltando a falar com a menina. Ryan adentrou a sala sem fazer barulho, para não despertá-la. Sentou-se no outro sofá e observou Brendon falando, às vezes se perdendo nas feições do rapaz.

-Ela dormiu – Brendon sussurrou e não pôde conter um sorriso ao ver que Ryan o olhava. Ryan hesitou e não tentou disfarçar para não se constranger mais.

Brendon e Ryan levantaram-se. Brendon entregou Crista para Ryan; Ela se mexeu ao sentir ser passada de braços para outros, então Ryan embalou-a até ela se acalmar. Puxou a manta, enrolando-a mais na menina. Então viu uma mancha vermelha nela.

-Isso é sangue? – Olhou para Brendon, que olhava com um ponto de interrogação no rosto. Viu que nas mãos de Brendon também havia sangue, e em seguida perdeu qualquer racionalidade que tinha.

Andou em passos largos até o quarto dos amigos, deixou Crista na cama deles e voltou do mesmo jeito para a sala.

-MAS QUÊ DROGA VOCÊ FEZ COM A MINHA FILHA? – Gritou, totalmente alterado. Puxou Brendon (que já estava de pé) pelos braços e encostou à parede bruscamente. – HEIN? QUE DROGA DE SANGUE É AQUELE? – Segurava-o na parede, prendendo-o pelos braços.

-E-eu não sei, eu n-não fiz n-nada, eu juro... – Gaguejava.

-É BOM QUE VOCÊ FALE ANTES QUE EU DESCUBRA! E NÃO TENTE ME ENGANAR! TEM SANGUE ATÉ NAS SUAS MÃOS! – Levantou o braço esquerdo de Brendon, vendo e mostrando para ele a mão suja de sangue. Viu uma coisa que não tinha percebido: o sangue escorria de debaixo da manga da camisa de Brendon. Largou o outro braço de Brendon e levantou a manga que cobria o braço esquerdo, deixando à mostra marcas de cortes recentes nos pulsos e pelo braço acima, pouco cicatrizadas, tanto que uma cedeu e voltou a sangrar.

Brendon puxou o braço das mãos de Ryan.

-Eu nunca faria nada com ela – disse olhando nos olhos de Ryan, tentando conter, inutilmente, as lágrimas. Empurrou-o de sua frente e saiu rapidamente da casa, deixando a porta aberta.

Notas finais
Aceito sugestões do que falar para minha psiquiatra sobre o caso de ela querer ler "o que eu escrevo". '---'
Obrigada por lerem!
Beijos e até o próximo! ♥