Believe In Me - Ryden
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Espero que gostem. :3
Ryan ficou paralisado, encarava a parede em que antes estava Brendon. Pensando bem, ele fora estúpido com Brendon. Estúpido e precipitado.
Lembrou-se dos cortes. Os poucos anos em que trabalhou no pronto socorro nunca viu nada do gênero – Las Vegas era uma cidade bem calma em relação a isso. Tentou entender o porquê de um homem bonito como Brendon fazer uma coisa dessas. Ele deveria estar se sentindo muito mal para fazer aquilo. Com certeza estava; E com certeza ele piorou as coisas. Com esses pensamentos, jogou-se ao sofá e puxou seus cabelos ondulados com força; Resmungou baixo, pois não queria acordar Crista.
Os olhos do rapaz, outra coisa que não lhe saía da cabeça. A magoa que eles lhe lançavam. Por que o rapaz estava tão magoado? Ele não entendia.
Levantou-se e em passos lentos andou até o quarto, pegou a menininha nos braços cautelosamente. Saindo da casa, fechou e trancou a porta. Colocou Crista na cadeirinha do carro tomando cuidado para que ela não acordasse. Dirigiu até sua casa tentando manter a atenção no trânsito agitado da madrugada de Las Vegas.
Colocou Crista no berço – que ainda ficava em seu quarto, pois não sentia-se seguro deixando a menina sozinha. Tomou banho e escovou os dentes. Deitou na cama, caindo no sono instantaneamente. Acordou-se duas vezes na madrugada para trocar a fralda de Crista e outra para dar mamadeira a ela.
Acordou-se no outro dia – por volta das 13h., esperava ele – com dor de cabeça. Viu TV até ouvir Crista chorar dando sinal de que acordara. Trocou a roupa da menina e saiu com ela para lhe comprar um andador, visto que Crista já engatinhava e tentava se levantar segurando-se nas coisas.
Chegou a casa minutos antes das 17h. Em pouco tempo teria que ir ao trabalho, mas não sabia se Haley já estaria em casa. Sentou-se no sofá com Crista ao seu lado. Resolveu ligar para Spencer.
-Fala, Ryan – Spencer atendeu.
-Spencer, vocês já voltaram?
-Claro que não, né. Você conhece a Haley.
-Ah, sim...
-Não se preocupe, eu falei com o Brendon hoje cedo e ele disse que não se incomodaria em cuidar da Crista hoje. Pode deixa-la com ele.
-Okay, Spencer. Ér... Obrigado — desligou o telefone sem esperar resposta do outro. Muito, muito obrigado – resmungou baixo.
Ryan, mesmo contrariado, arrumou Crista; Certificou-se de que ela estava segura no bebê-conforto e entrou no carro, rumo a casa onde menos queria chegar.
-
Assim que chegou, saiu do carro e pegou Crista nos braços, tirando-a do tipo de cadeirinha. Parou-se de frente à porta da casa. Respirou fundo e bateu na porta – depois do que fizera na noite passada, não entraria na casa sem avisos.
Brendon abriu a porta com um meio sorriso nos lábios. Sem encarar Ryan – e desviando propositalmente o olhar à Crista – convidou-o para entrar:
-Por favor, sem cerimônias – disse à Ryan enquanto pegava Crista de seus braços. Nesse movimento, Ryan pôde ver, por baixo da manda de Brendon, o braço envolvido por curativos (que presumiu serem gazes, algodão e esparadrapo).
Ryan, por mais que não tivesse tempo, adentrou a sala – sendo seguido por Brendon. Sentou-se em um dos sofás enquanto o outro sentou-se na poltrona, acomodando Crista em seu colo.
-Ér... Bem... – Ryan começou a falar para o outro (que sequer parecia lhe ouvir). – Eu acho que lhe devo desculpas – levantou o olhar de suas mãos, passando a fitar Brendon (que mantivera sem olhá-lo).
-Você acha? – Brendon perguntou normalmente.
-Unf, sério... Me desculpa por ontem, eu não sei o que deu em mim... E só que... Ah, eu não sei...
-É sério? – Brendon enfim olhou para Ryan, mas agora era este que desviava o olhar. – Você acha que é só isso? Você mal sabe meu nome e já veio me julgar, sem ao menos me dar uma única chance de me explicar.
-Eu sei, e eu... Droga! – Agora Ryan olhava nos olhos de Brendon, sentindo tamanha aflição a vê-los. – Por que você fez isso?
-Não mude de assunto, isso não... – Foi interrompido por Ryan.
-Eu não estou mudando de assunto! Eu só... Não consigo imaginar...
-Pois acredite – sorriu fraco assim que Crista começou a brincar com seu cabelo.
-Mas é tão... – Ryan insistia. – Para quê se autodestruir?
Brendon ponderou. Sorriu fraco e respondeu:
-Se você me conhecesse, você entenderia.
Ryan viu no olhar de Brendon toda a dor que este poderia transmitir. Escolheu mentalmente as palavras que diria a seguir.
-Se você me der uma chance, eu posso tentar – falou sem desviar os olhos dos do outro, surpreendendo-se por não gaguejar.
-O quê? – Perguntou com expressão confusa.
-Amanhã é sábado... Não gostaria de jantar lá em casa? – Perguntou acanhado.
-O quê? – Repetiu a pergunta com a mesma expressão de antes.
-Você mesmo disse: eu fui injusto. Quero me redimir – falhou desviando o olhar para as próprias mãos.
Brendon olhou brevemente para o chão, depois voltando o olhar à menininha que ainda estava a enredar os dedinhos em seu cabelo.
-Tudo bem – respondeu num tom quase inaudível.
-Às 21 horas, pode ser? – Ryan perguntou já se pondo de pé.
-Ér... Claro – sorriu fraco, sem olhá-lo.
-Okay, então... Ér... Eu já vou indo, estou atrasado. Tchau, linda – abaixou o rosto e beijou a bochecha da menina. Brendon corou ao perceber que Ryan estava tão perto que conseguia sentir o perfume que este usava. – Tchau, Brendon – para descontrair, bagunçou o cabelo do rapaz (que já foram meio bagunçados por Crista). – Não deixe ela dormir muito tarde, eu tenho que reeducar o sono dela – sorriu e deixou a casa, visivelmente mais calmo do que quando entrou.
Notas finais
Obrigada por acompanharem. ♥ Beijos.
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