Believe In Me

39 Capitulo 39 — A carta


Notas iniciais
Vamos começar com a treta povooo. Segurando o coração para as reações desse cap, mesmo que eu pense que alguns já sabem o que vai acontecer. Vocês são meus diabinhos inteligentes kkk Bjs e boa leitura.

No dia seguinte eu acordei com a merda do sol passando pela janela. Na melhor das opções, puxei o travesseiro para proteger o rosto da claridade, mas quando me virei para deitar de barriga na cama, senti uma trilha de beijos molhados e quentes subir por minhas costas até os ombros. Tinha que admitir que acordar e receber aquilo era muito bom, mas não podia deixar de curtir com a cara da pessoa que estava ao meu lado.

— Aquieta sua boca, novato. Eu quero dormir — resmunguei. Soube quando ele sorriu porque os lábios estavam contra minha pele, e pude sentir o leve movimento deles.

— Bom-dia para você também Elizabeth — Apertei os olhos fechados com força e resmunguei contra a almofada. Joguei nele logo em seguida.

— Você não vai mais esquecer esse nome, né? — O maldito riu, pegando a almofada e a prendendo em baixo do braço. Sentei-me na cama puxando o lençol para me cobrir.

— Não entendo porque sempre o escondeu. É um nome tão bonito — Rolei os olhos desinteressadamente.

— Eu tenho cara de Elizabeth, por acaso? É muito bizarro — retruquei, Liam sorriu, deitando relaxadamente com as mãos atrás da cabeça.

— Bem, eu já disse que gostei, tanto que vou chamá-la de... Que tal Lizz? Um apelido bonito não acha doçura? — Eu com certeza o mirei da forma mais assassina possível.

— Não se atreva a me chamar assim na frente dos outros. É Jodie, nada mais — A firmeza na minha voz não pareceu amedrontá-lo, pelo contrario, o idiota estava se divertindo.

Ele se levantou, e eu vacilei em minha pose de durona quando esse se aproximou lentamente, me olhando como uma cobra prestes a dar o bote.

— Ok. Que tal fazermos um acordo então? — Ergui uma sobrancelha.

— Que tipo de acordo? — Seu sorriso se tornou libertino, suspeito. Cerrei os olhos quando seus dedos traçaram minha mandíbula e empurraram uma mexa de meu cabelo para trás.

— Você me deixa chamá-la pelo seu nome, mas somente quando estivermos nus e fazendo exatamente o que fizemos ontem — Droga. Se eu conseguisse ver meu rosto agora, apostava uma boa grana que estava completamente vermelha e que meus olhos estavam quase saindo das orbitas. O constrangimento veio primeiro, mas depois a fúria apareceu e eu rosnei como uma cadela louca enquanto pulava em cima de Liam, circulando seu pescoço com as mãos.

Liam começou a rir ao me ter em cima dele, suas mãos tentando me afastar para longe.

— Eu vou arrancar sua carótida! Seu... seu... erg! — Grunhi, puxando meus pulsos do aperto de ferro dele, mas não deu muito certo, pois tudo que consegui foi rolar para o lado com ele e acabar criando uma queda até o chão.

Eu nem tive tempo de me encolher, só esperei a falta de ar, contudo Liam puxou-me para perto dele e trocou de posição comigo, o que fez suas costas levar o pior da queda.

— Oh! Caramba — Ele gemeu. Eu nem consegui me mexer quando percebi onde estava. A quentura de seu peito era maravilhosa, e as batidas de seu coração tornavam-se música aos meus ouvidos.

Ergui o tronco quando percebi que ele ria novamente.

— Você está bem? — perguntou risonho, ainda segurando-me. Fiz careta.

— Estou ótima. Só espero que você tenha quebrado um osso vital por ter me derrubado da minha cama — A luz nos olhos de Liam resplandeceu em diversão. O sorriso dele se tornando perverso.

— Você é adorável sabia? — Com um pressentimento, o olhei profundamente nos olhos, permitindo que ele os prende-se facilmente.

— Eu te odeio — sussurrei, e em seguida Liam puxou minha nuca para baixo, colidindo-nos como mar na areia. Nossas bocas se encontraram e se encaixaram; Liam afastou o lençol que nos cobria e rolou até estar por cima de mim, de modo que meu corpo ficou pressionado no dele, meus dedos percorrendo os ombros inchados dele.

Eu tinha consciência do calor e da suavidade das mãos dele procurando, encontrando desejo e pressão. Também tinha em mente das minhas próprias palmas sobre seu peito estufado e em seguida naquela deliciosa bunda. Caralho. Só nas duas vezes em que ficamos eu comecei a perceber que minha parte favorita no corpo de Liam era aquela linda e arredondada bunda.

— Gosta dai? — Ele se separou com um sorriso pervertido antes que eu pudesse largar seu traseiro. Também fiz questão de sorrir perigosamente ao cravar as unhas pintadas de esmalte preto em suas nádegas.

O novato vaiou.

— Oh sim! Eu adoro isso. — Liam cerrou os olhos, e não demorei em ver a quente paixão assumir seu semblante.

— Está na hora de eu falar seu nome muitas vezes doçura — Ele mordeu meu lábio inferior, eu senti o gosto de sangue na ponta da língua, salgado e quente. E eu não quis ficar para trás, o agarrei e mordi de volta, deixando que explorasse mais de mim igualmente ontem à noite. Foi como se quiséssemos cortar um ao outro, pensei, para entrar no corpo um do outro, e compartilhar a pulsação, mesmo que o processo matasse ambos.

E eu gostei daquilo, ah como gostei. Pois nada melhor que uma dorzinha em meio ao grande e prazeroso prazer. Foi enlouquecedor durante todo momento.

~*~

— Você ainda não levantou?! — Esbravejei ao sair do banheiro em um jeans e uma regata. Encarei o homem nu jogado em minha cama com descrença.

Joguei a toalha na cadeira ao lado da porta e peguei o moletom e a cueca boxer que estavam no chão, logo joguei em seu rosto.

— Vai logo. Se Carter descobre que está aqui vamos encontrar uma merda muito grande para apartar — Seu suspiro relutante foi até lamentável.

— Estou ansioso para voltar para casa. Não tem ideia — disse, e com tanta ironia que ergui uma sobrancelha.

— Ainda acho que tem que conversar com seu irmão sobre isso — comentei, pegando minha mochila do chão e a abrindo. — Acho que se conversarem e você falar o que sente em relação a isso, ele pode entender. — Não levantei a cabeça quando ouvi o rangido da cama e em seguida os passos dele se aproximando de mim. Seu toque em meus braços fez-me arrepiar ao lembrar de tudo que já fizemos naquele quarto.

— Eu aprecio que queria me ajudar doçura, mas não posso fazer isso. — Seu suspiro acertou meu ouvido — Além de envolver meu irmão, também envolve meu pai. Não permitirei que ele tome meu lugar para morrer enquanto espanca o próprio filho — Fechei os olhos e deixei minha cabeça pender para trás até que estava contra a parede que era o peito de Liam.

— Por que sempre tem que envolver irmãos? — perguntei em voz alta — Por que sempre a nossa família é a vitima e não nós mesmos? Isso chega a ser cansativo — Senti quando os braços fortes me envolveram em um abraço. E senti quando beijou minha bochecha.

— Não sei meu doce. Mas garanto que penso da mesma forma que você — Abri os olhos. Os levei então para a mochila em minhas mãos e pensei em como seria se eu tivesse a oportunidade de ver minha irmã. Eu com certeza faria de tudo para protegê-la, assim como Liam quer fazer com o pai e o irmão, mas será que minha presença não seria o bastante para levar o mal a sua vida?

— No que está pensando? — Liam perguntou ao alisar meu ombro. Enfiei a mão no bolso da mochila e peguei as coisas que tinha de Marissa e Michelle. Deixei a bolsa cair, e as apertei no peito.

— Queria ver minha irmã. Saber como ela está agora — franzi o cenho — Saber se me perdoa. — Os braços me apertaram com mais força.

— O que quer dizer com “perdoar” doçura? Não existi nada para ela perdoar — Chacoalhei a cabeça negativamente, recusando suas palavras.

— Eu me recusei ir até ela. Eu sei um modo de encontrá-la e ainda estou aqui — Abaixei os olhos — Ela pode me odiar ao saber disso. — Com um movimento ágio, Liam me virou, segurou meu queixo e me fez focar em seus olhos.

— Está fazendo isso para protegê-la. Quando chegar o momento de se encontrarem, ela vai entender — Ele alisou meu rosto — Tenha fé nisso doçura.

— Não sei Liam — chacoalhei a cabeça e olhei para foto — Michelle com certeza passou por muita coisa nas mãos de meu pai, e depois teve que enfrentar ser levada para um orfanato. Um lugar estranho com pessoas diferentes... Ela foi adotada e agora tem uma nova família e...

— Espera. O que disse? — Liam ficou em alerta de repente. Sua voz ficou grave — Jodie, esta dizendo que sua irmã foi levada a um orfanato e adotada? — Ele parecia pasmo, e franzi o cenho quando a cor de seu rosto se esvaiu tão depressa.

— Sim. Meu pai deu-a para adoção quando minha avó morreu — fiz careta novamente, mas depois comecei a entender seu espanto. — Oh, eu me esqueci de contar essa parte para você, não é? Foi mal, mas achei que seria melhor guardar meus segredos. — Liam permaneceu quieto, com os olhos arregalados e a boca entreaberta — Hey, tá tudo bem com você? — A consciência dele voltou quando estalei os dedos em frente de seus olhos.

Vi quando ele se afastou e enterrou os dedos em seu cabelo parecendo transtornado.

— Liam? O que foi? — questionei quando ele começou a colocar a cueca apressadamente.

— Jodie. Você pode descrever sua irmã para mim? — Ele voltou a ficar perto, me olhando fixamente. — É loura como você? — Ergui uma sobrancelha, mas sorri ao negar esse fato.

— Graças a Deus, não. Ela é como minha mãe. — Afastei as fotos que tinha no peito e sorri ao lhe estender — Ambas são lindas ruivas. Nadas parecidas comigo ou meu pai. — Entortei a boca um pouco em lamento ao dizer — Mas Michelle tem os mesmo olhos que eu. Puxamos isso de Edgar, infelizmente.

Liam pegou as fotografias e achei que estivesse tremendo, e juro que o garoto ficou ainda mais pálido quando as encarou.

— Só pode ser brincadeira — murmurou ele. Bufei, ficando impaciente com essa reação estranha.

— Liam, o que está acontecendo com você? Quer parar com a paranoia e me dizer o que há de errado?! — Ele voltou a me olhar, e acho que estava pronto para falar o motivo daquilo, mas foi tragicamente interrompido por uma batida forte em minha porta.

Jodie? Está acordada? — Estremeci quando justo a voz de Carter ultrapassou a madeira. Liam ainda parecia congelado no mesmo lugar me olhando, então tive de correr até ele e o empurrar para o banheiro.

— Fique aqui e acorde dessa merda para ir embora. Se vista e vaza novato — Avisei. Peguei as fotografias de suas mãos. — Depois conversamos sobre isso. — E fechei a porta antes de qualquer movimento.

Jodie?

— Já tô indo! — Enfiei as fotos no bolso da calça e abri a porta em seguida. Sorri para um Carter de camiseta polo e jeans escuro. — Bom-dia!

— Bom-dia, Jodie. Que tal descer para o café? Linnea já preparou tudo — falou. Assenti sem nem mesmo hesitar.

— É claro. Vamos logo — falei, e depois de trancar a porta, peguei o braço do homem e o puxei para baixo. Mesmo que meus pensamentos ainda estivessem no comportamento estranho de Liam.

~*~

— Oh, cara. Não acredito que ele fez isso! — Exclamei com eterna frustração e um pote de batatas fritas na mão — O que tem na cabeça dessas pessoas que entram em lugares escuros e mal assombrados? Caramba, olha a placa avisando “Não entre”. Esse energúmeno não sabe ler não?

Aquele filme era uma grande bosta, mas Carter e Linnea pareciam muito divertidos enquanto riam no sofá. Mas a coisa mais estranha é que o filme é de terror, não comédia.

— Jodie, se ele não entrasse não haveria história — Linnea sorria alegremente com os pés em cima das pernas de Carter e uma vasilha de pipoca nas mãos. E olhar aquilo aqueceu um pouco meu coração, pois nós estávamos mesmo tento uma tarde de domingo em família, enquanto assistíamos filmes idiotas de terror.

Rolei os olhos e encarei o carrinho em que a pequena Ivy dormia abraçada ao seu paninho.

— Você tem sorte de não ver isso pequena. Juro que se esse imbecil não ligar as malditas luzes daquele lugar e não sair correndo, eu vou começar a assistir Dora Aventureira com você — Ouvi quando Linnea engasgou com a pipoca enquanto ria e devorei uma batatinha.

— Você vai arruinar todos os filmes que colocarmos? — indagou Carter com os olhos na TV. Sorri de lado e dei de ombros.

— Isso depende. Vou encontrar algumas torturas maneiras como... Queimaduras de cigarro? — Os olhos do homem pularam para mim no mesmo instante, cerrados, e Linnea fez careta.

— Que horror Jodie. Nunca deixarei que assista algo parecido. Nem mesmo pense nisso, não é Cath? — Sorri largamente para o marido, que engoliu em seco ainda me mirando.

— Claro querida. Jamais — Ri, e chacoalhando a cabeça voltei a comer e prestar a atenção no filme. Porém a campainha tocou e atrapalhou a nossa querida paz. Bufei, jogando a cabeça para trás enquanto Carter se levantava.

— Volto já — disse.

— Deixa tocar. Ninguém merece uma visita em pleno domingo — sussurrei, Carter sorriu, e me ignorou totalmente ao caminhar para porta. — Você é um chato! — gritei, mas recebi uma almofada na cara de repente. — Hey.

— Shhh! — Linnea disse e sorriu — Se acordar Ivy terá que fazê-la feliz pelo resto da tarde — Espiei a menina dorminhoca ao meu lado e virei os olhos.

— Tô muda — falei, e fiz um zíper sobre os lábios. Ela riu.

Ficamos esperando Carter enxotar a visita indesejável para fora da casa impacientes, e quando o vimos entrar na sala novamente, dessa vez com um homem com um terno engomado, nos ajeitamos no sofá e ficamos de pé.

— O que é isso? — Indagou Linnea. Analisou o homem ao lado de seu marido enquanto se aproximava de mim — Quem é esse Carter?

— Advogado Lorenzo Williams. Muito prazer senhora...

— Linnea Lewis — Ela falou ao apertar sua mão. — O que o senhor deseja aqui Dr. Williams?

— Recentemente fui informado que você e seu marido abrigavam a filha mais velha de Marissa Evans Jodie, e gostaria de ter umas palavras com ela — O calafrio percorreu meu corpo e dei um passo à frente, saindo de trás de Linnea.

— Como sabe quem é minha mãe? — O advogado saltou com olhos para meu rosto, e com uns instantes de avaliação, um sorriso apareceu na face profissional.

— Você é Elizabeth Jodie — confirmou, e eu me sobressaltei com o primeiro nome, pois ele realmente me fez lembrar de Liam. Eu não me precisava me importar com meu nome dito aqui, pois Linnea e Carter com certeza já sabiam, então apenas assenti e perguntei.

— O que quer comigo? — O advogado se mexeu e abriu sua pasta, e observamos quando ele retirou um envelope e depois a fechou novamente. Estendeu para mim.

— Essa é uma carta de convocação para você — Eu não entendi isso, tanto que peguei a carta muito hesitantemente.

— Convocação para que? — Carter perguntou, ficando ao meu lado e fitando a carta em minhas mãos.

— Para a leitura do testamento de minha cliente Marissa Jodie. — Me chacoalhei e arregalei os olhos totalmente surpresos — Já faz um tempo que Elizabeth fez aniversário e as instruções que minha cliente deixou, foi que lesse o testamento a sua filha mais velha assim que ela completasse seus dezoito anos. Porém houve um equivoco lamentável de atraso e quando finalmente procuramos por você, a chamada foi encarregada ao delegado Richard — Os olhos pareciam surpreendidos de verdade — Fui informado através dele que estava sobre os cuidados dessa família e resolvi trazer eu mesmo a carta. E se verificar bem, quando abrir encontrará algo que sua mãe lhe deixou. — Um calor subiu por meu corpo, como se alguém tivesse me envolvido apertadamente em uma manta elétrica e acendido o dial. O suor descia por meu rosto e peito, e o estômago deu um tombo. Levantei as mãos que segurava a carta. As palmas estavam úmidas e os dedos tremiam. “Sinais fisiológicos de tensão”, pensei. Estava tendo claramente uma reação emocional.

— Espere um instante. Mas se irá ler um testamento, a irmã de Jodie também vai ser convocada, não é assim? — E então eu quase vomitei no tapete de Linnea. Meu estômago revirou e eu tive de segurar-me em Carter para não despencar.

— Ah, meu Deus! Ela está pálida! — Linnea soou preocupada ao tocar meu rosto. Carter me encaminhou até o sofá e fez com que eu sentasse. — Respire meu anjo.

— Eu vou ver Michelle? — sussurrei apavorada. A mulher parecia tão em pânico quanto eu quando virou-se para advogado desconcertado por me fazer passar mal.

— Ela vai não é? É o direito da filha mais nova também — falou. Dr. Williams recuperou a voz.

— Não. Marissa pediu que conversássemos somente com a filha mais velha — Continuei sem entender. Carter veio ao meu socorro.

— Quer dizer que Marissa decretou somente a presença de Jodie? E por que isso?

— Na época em que foi criado o testamento, Marissa deixou claro a mim e as testemunhas, que Elizabeth devia saber do testamento quando fosse adulta e mais responsável. Sendo assim, ela pediu que permitíssemos que a filha mais velha decidisse se era apto ou não ter a presença da irmã mais nova.

— Então Jodie pode dizer não a presença de Michelle? — Linnea parecia um pouco aliviada, e não podia negar que meu coração estava também, mais aliviado.

— Isso mesmo senhora. Ela poderá decidir. — Respirei fundo, tentando me livrar do susto.

— Bem. E quando é essa leitura? Ela precisa de um advogado junto a ela? — Carter indagou, mas não me importei, apenas foquei os olhos na pequena carta em minhas mãos.

— Será lido o testamento amanhã a uma da tarde. Sem atrasos. Ela não precisa levar um advogado, porém se tiverem mais seguros com um ao lado, não haverá problemas. Esperarei em meu escritório. — Carter assentiu e então apertou a mão do homem.

— Tudo bem. Ela estará lá — Ele começou a levá-lo até a porta — Obrigado por vir.

— Só estou cumprindo meu dever. Foi um prazer sr. Lewis. — Quando a porta da frente se fechou, o silêncio rondou a casa, e eu ainda encarava a carta em minhas mãos tremulas. Linnea afagou minhas costas tentando um conforto.

— Não vai abrir querida? — Minha garganta deu um nó terrível e minha voz saiu rouca.

— O que será que ela deixou? — murmurei com medo e virando o envelope nas mãos. Carter sentou do meu lado esquerdo e gentilmente tocou meu ombro.

— Não saberá se não abrir — falou. Eu engoli em seco, e assentindo, rasguei o envelope com dificuldade.

Lá estava a convocação para leitura do testamento, porém, grudada a folha estava mais um envelope. Esse mais durinho e pequeno, com uma forma triangular. Rasguei-o também, e no mesmo instante uma coisa caiu em meus pés.

Linnea se abaixou e pegou um cartão dourado com uma linha preta de um lado e números em prata do outro.

— Um cartão? — Todos nós ficamos confusos com aquela coisinha retangular, tanto que voltei a olhar o envelope pequeno. Foi quando achei uma pequena folha com poucas palavras, mas trouxeram lágrimas aos olhos.

Não o perca. Seja livre e cuide bem de sua irmã, querida.

Cara, tinha um mau pressentimento sobre como ia sair de tudo isto. Realmente o tinha.

~*~

Notas finais
Chocados? Me digam sim. E claro, queria agradecer a todos que comentaram, pois eu vi que de repente, os fantasminhas aparaceram. Só para dizer que eu amo vocês e que aprecio se continuarem a comentar. Obrigada por tudo e até a próxima meu povo!! Cap seguinte terá altas emoções também.