Believe In Me

38 Capitulo 38 — Entregue


Notas iniciais
Eu sei, eu sei. Não postei na sexta e demorei para caramba, mas olhar, sorry, tava ocupadinha, e para falar verdade, estou meio bad pq ultimamente tenho ganhando só dois comentários. ONDE VOCÊS ESTÃO LEITORES? Me ajude aqui, please. Esse cap é mais amorzinho. Estão prontos para descobrir o nome da Jodie? Fiquem atentos. Boa leitura povo ♥

Olhei para o espelho. Vapor preenchia o pequeno banheiro pela água correndo de minutos atrás, mas eu permanecia parada lá, ao invés de estar sob o jato d’água aproveitando. Um hematoma marcava uma bochecha e a testa. Tinha conseguido aquilo ao ser derrubada por Lily e batido a cabeça. A garota realmente podia lutar mesmo com aquele rostinho meigo.

Olhei para baixo, para as mãos, onde agarrei a borda da pia. Uma junta estava inchada com a força do soco que arremeti contra Ethan. Parte de mim se arrependia por não ter pulado no bastardo quando gritou “Errado!”, outra parte estava surpresa que eu fora capaz de parar e obedece-lo a fazer o certo. A porta se abriu atrás e eu virei a cabeça para olhar para a mulher que entrava.

— Eu queria ver como você estava — Ela sussurrou.

— Estou bem Linnea. Só uns machucados. — Fiquei feliz por não ver nenhum horror no olhar dela, apenas tristeza e preocupação.

— Não posso acreditar que concordei com isso — Ela entrou e fechou a porta do banheiro, caminhou para mim com uma caixinha de primeiros socorros — Carter está muito nervoso com seu estado. Venha, deixe-me cuidar disso — Sentei no vaso sanitário segurando a toalha no lugar. Linnea empurrou o cabelo molhado para ver minha testa.

— Eu converso com ele depois. Como foi seu trabalho? Carter disse que houve um imprevisto — Ergui a cabeça para que ela olhasse a ferida com mais facilidade.

Linnea sorriu de canto.

— Uma menina foi adotada hoje. Tive de organizar as papeladas dos pais — Explicou. A quietude cresceu, mas não por muito tempo.

— Linnea?

— Fale querida — Ela terminou com a testa, e habilmente, puxou minhas mãos.

— Nós nunca mais falamos de Michelle — A mão da mulher parou por apenas uns segundos, mas depois ela continuou a envolver minhas mãos com bandagens.

— O que deseja saber? — questionou, levando os olhos lindos e verdes para mim.

— Ela continua bem? A família dela partiu como pedi e estão a protegendo? — Não gostei nem um pouco quando Linnea hesitou responder por horas, tanto que puxei minhas mãos das delas querendo atenção — Linnea.

— Jodie — Ela suspirou pesadamente — Sua irmã está bem e sim, está muito protegida. Mas a família não mudou — Abri a boca para começar a protestar, mas Linnea me impediu ao erguer a mão e dizer — Não brigue Jodie, a família não pode simplesmente correr para outro lugar de uma hora para outra. Sinto muito — Eu sabia que ela tinha razão, mas o fato de que minha irmã ainda estava no mesmo país que Edgar, correndo perigo de ser pega... Já me deixava angustiada.

— Linnea... Será que pode me deixar sozinha? — Um flash de medo sobrevoou sobre os olhos dela, e eu com certeza o entendia — Eu não vou me cortar. É sério — garanti. Ela não pareceu convicta.

— Jodie...

— Vai Linnea — pedi, e sai do banheiro e caminhei para a porta do quarto. Abri e indiquei — Só preciso pensar. Juro — Ela pareceu triste por eu estar a mandando sair do meu quarto, mas tudo aquilo era demais para dividir, até mesmo com ela.

Ela parou ao meu lado, mas olhava para o chão ao dizer:

—Tudo bem, mas não esqueça que estou bem aqui. Certo? — Assenti, e então ela saiu.

Pressionei a cabeça na porta, os olhos fechados, e ouvi Linnea se afastar. O peito doendo de saudades de Marissa, a cabeça girando com problemas e a alma machucada e preocupada com Liam. Sentia-me perdida.

Deixe a janela aberta.

Era loucura, mas ao ter essa frase em mente, eu corri para a janela e destranquei, porém não tinha ninguém lá fora, só aquela maldita escada. O céu estava escuro e com estrelas hoje, e eu quase consegui me perder enquanto as admirava. No entanto me afastei da janela e fui para o closet. Peguei uma das minhas camisetas que Linnea havia me comprado e vesti, para em seguida cair na cama e fitar o teto.

A primeira pessoa que passou por minha cabeça foi Mick: Um homem tão grande e com aparência saudável, mas que era burro como uma porta. Como ele jogava uma responsabilidade daquela para cima do irmão mais novo? Ele não podia ver o quão Liam sofria com isso?

Mudando totalmente de assunto, comecei a raciocinar meu relacionamento com o novato. Tenso. Era assim que descrevia a minha nova relação com aquele lutador de Box gostoso. A prova disso era aquele atestado em cima da minha escrivaninha e as pílulas e camisinhas que Helena e Linnea haviam me obrigado a ter escondidas em meu quarto e na minha bolsa todos os dias.

Era constrangedor abri aquela gaveta, pode apostar.

— Minha vida é uma merda — Virei–me na cama e escondi meu rosto em baixo do travesseiro.

Já que não podia fazer outra coisa além de me lamentar e dormir, eu fechei os olhos e deixei que a escuridão viesse bem lentamente.

~*~

A cama se moveu e me despertou. Espiei ao relógio no criado mudo. Já passava das onze. Eu ofeguei e me virei-me, esperando o pior.

Edgar tinha me encontrado, ele veio me pegar, ele... Preparei-me para gritar assim que encontrasse seu rosto, mas ao invés de ver meu pai, olhei a Liam. Ele tinha ligado a luz do abajur e deixado a janela do quarto aberta, sendo assim eu podia vê-lo claramente sentado na beirada da cama.

— Oi — Ele hesitou — Eu posso ficar com você?

Levou um momento atordoado para minha mente processar as palavras.

— O que você está fazendo aqui? — Desci os olhos pelo peito dele, que estava como hoje cedo, sem nenhuma camiseta. Usava o mesmo moletom cinza.

A testa dele franziu e seus lábios apertaram. Os olhos tão confusos quanto a cabeça devia estar.

— Eu não sei — lamentou, e olhou para o lado — Mas você deixou a janela aberta como pedi, então subi para passar a noite com você. Se permitir — Foi quase triste como me senti aliviada ao ver que ele estava bem depois de ver como ele havia ficado ao sair da casa de Mick. Ele escolheu vir para mim, ao invés de permanecer sozinho.

Sem me conter, joguei as coberturas para trás e abri os braços para ele.

— Chega mais novato — Ele sorriu, e sem demora juntou-se a mim de baixo das cobertas, passando os braços em envolta da minha cintura e me colando a ele. Ele suspirou quando me teve deitada em seu peito gelado, como se me ter por perto fosse confortante.

— Vou encarar a sua testa machucada e as mãos enfaixadas como um bom progresso na lição numero um do meu pai — Rolei os olhos.

— Ele cisma com a maldita concentração. Como vou me concentrar ao ter a cara prensada na grama por Lilah? — Sua risada foi fraca, mais ainda me fez um pouco mais a vontade.

— Uma dica: Esqueça as dores. — falou. Senti quando sua mão começou a passear por meus cabelos quase secos, e fiquei tensa quando começou a descer para os braços.

Tentei manter a conversa no auge.

— Por que não parou quando lhe chamei? — Desloquei meu olhar para cima, querendo ver seus olhos. — Onde estava? — Ele enfrentou-me por pouco tempo, e pela primeira vez, ele desviou o olhar do meu, e bem no fundo eu podia ver quão ferido ele estava. — Liam...

— É sempre daquela forma — sussurrou — Eu bato, e quando ele finalmente cai...

— Por que aceita fazer isso? — Me frustrei, me enraivecendo quando o azul de suas íris se escureceu — Está mais que na cara que machuca você. Pare de fazê-lo! — Um sorriso desanimado curvou os lábios dele.

— Não é tão fácil assim doçura. — Minha expressão foi cheia de perguntas. Ele colou nossos olhos ao falar — Se eu não fizer isso, Mick tenta encontrar uma pessoa que o faça. Meu pai nunca iria permitir que se aproveitassem da única fragilidade que Michael tem, portanto arranjá-lo-ia ele próprio uma forma de fazer o que eu recusei — Deixei meus ombros caírem em entendimento, e inexplicavelmente, toquei seu peito com uma caricia leve.

— Quer dizer que Ethan ficaria em seu lugar — Conclui, o que o fez fechar os olhos e assentir, quase parando, pois era como se algo pesasse em sua cabeça.

— Não vou dar a oportunidade para que ele se mate. Estaria correndo o risco de perder os dois — chacoalhou a cabeça — Eu não posso desistir de nenhum dos dois, Jodie. Eles são minha família — Curiosamente, estudei seu rosto, as linhas de sua mandíbula cerrada e de seus lábios ferozes, encarei os olhos vazios e tristes, e descobri que odiava vê-los daquela forma vazia, mirei o seu rosto inteiro e entendi que eu sabia como ele se sentia, assim como também sabia que palavras não poderiam tirar a dor e o medo que estavam em seu coração.

Nada o faria ficar tranquilo, nada o faria deitar e relaxar. Por eu isso eu permaneci calada e só olhei, deixando-o adentrar-me com facilidade para que entendesse a minha resposta. O meu aconchego hesitante e diferente, e ver quando sua face agitou em reconhecimento me fez suspirar e então franzir o cenho. Era estranho, mas uma sensação extremamente quente se apossava do meu peito, e era tão boa, tão majestosa.

— Liam. — Fechei os olhos relativamente quando sua testa se juntou a minha, sua respiração batendo na minha. — Eu não sei o que isso tem haver com o momento, mas... Eu queria ouvir você falar meu nome. — Ele ergueu uma sobrancelha.

— Quer que eu lhe chame? — perguntou com um sorriso confuso. Assenti, o que o fez se aproximar mais e, aos poucos, roçar meus lábios — Jodie. — Beijou minha bochecha — Jodie — E beijou minha testa. — Jodie — Ri, segurando seu rosto e forçando-o a parar.

— Não esse. Digo meu primeiro nome — Ele piscou, pego de surpresa — Eu o odeio, mas... Minha mãe o escolheu quando nasci, e queria saber como seria ouvir você me chamar por ele. — Um grito mudo subiu minha garganta quando ele se moveu rápido para cima de mim, prensando todo seu corpo contra o meu.

— Então me diga ele doçura. Garanto cumprir o seu desejo durante a noite toda — Meu rosto queimou quando a grande mão dele desceu a minha perna direita, depois subiu-a até estar dentro de minha camisa. Comecei a ofegar sob seu olhar, sabendo que eu não tinha nada por baixo exceto uma calcinha. — Vamos menina bonita, estou curioso há muito tempo — murmurou, descendo os lábios para meu pescoço. Revirei os olhos e empurrei os dedos contra seus cabelos, os mergulhando entre os fios macios.

— E se... Você não gostar? — O senti sorrir.

— Tenho certeza que vai ser ao contrário — Ele inalou profundamente, guardando meu aroma nos pulmões — Fale. — Ele se moveu, agarrou minhas coxas e separou. Chocou-me quando se acomodou diretamente contra meu sexo. Uma mão apertou minha camisa, empurrando até que ele desnudou os seios. A boca quente beijou minhas costelas.

— Liam? O que está... Oh!

Ele me beliscou com os dentes. Não doeu, mas um choque intenso disparou por mim. A mão soltou a camisa para embalar entre as pernas. E eu fiquei completamente pasma quando os dedos provocaram a junção de meu centro antes que um deles pressionasse no meu clitóris.

Caramba. Eu não sabia que diabo estava acontecendo ali em baixo, mas porra! Era bom demais. Minha cabeça rodava, e quase não pude erguer as mãos para agarrar os ombros dele enquanto a boca quente arrastava beijos sobre meu seio nu e colocava o mamilo dentro da boca. Não foi gentil quando sugou. Paixão atingiu forte e rápido.

— Sim. — Arregalei os olhos quando gemi, e por culpa do nervosismo, tentei me afastar. — Liam!

— Jodie, por favor — Seus olhos prenderam os meus quando o rosto ergueu, e parecia desesperado — Eu quero você. Não me mande embora — Oh, mas eu não queria que ele fosse, mas as coisas estavam indo tão rápido.

— Isso é estranho — confessei, mesmo que sobre tortura. Podia imaginar o quão vermelha me encontrava. Liam sorriu, se aproximando para e roubar um beijo afobado, se aprofundou em minha boca até me ter deitada novamente.

— Só relaxe meu anjo. Não vou machucar — Minha respiração foi além quando o dedo dele deslizou de volta ao meu clitóris, e em seguida até a minha tão intima abertura. Segurei em seus ombros com as unhas.

— Liam...

— Seu nome doçura. Diga para mim — Meu pescoço foi coberto por beijos e mordidas enquanto sua mão e dedos se moviam para dentro e para fora de mim. Era um prazer quase torturante, um prazer que levava a loucura — Jodie — O tom de Liam se tornou forte, dominador, me fazendo tremer e amolecer em baixo de toda aquela estrutura.

— Meu nome... — A queimação começou, e meus quadris se moveram, incapazes de ficarem parados. Cravei as unhas em seus ombros e ele rosnou, arqueando-se para cima.

— Isso querida, fale para mim — Sua voz saiu rouca e super sexy. O dedo lentamente saiu do meu corpo. O que me fez protestar.

— Não pare.

— Abafe seus sons, doçura — Eu não tinha certeza do que ele quis dizer com isso porque não achava que estava sendo barulhenta. Não tive a chance de perguntar, entretanto, pois ele agarrou meus quadris, rolou para o lado e se acomodou atrás de mim. De repente, estava me invadindo.

— Oh meu Deus! — Agarrei os malditos lençóis e enfiei a cara no colchão, não acreditando que ele estava mesmo fazendo aquilo. Gemi, sentindo o quarto rodar, mas não me entreguei, pois o pensamento da gaveta de merda entrou em minha cabeça. Choraminguei, tanto por Liam começara a se mover tão deliciosamente, quanto por eu ter que me afastar.

— Liam! Oh, Jesus, Liam pare! — O menino acalmou relutantemente e puxou-me para perto de seu peito. Mordeu minha orelha.

— O que foi agora Jodie? — Ele realmente parecia irritado por parar. E eu também estava, mas eu tinha mais direitos. Esse bastardo.

— Saia de mim seu idiota! Eu posso ter tomado a porcaria da injeção, mas não tenho certeza se ira funcionar. Pegue a droga da camisinha na gaveta antes que me deixe gravida! — Eu não pude crer no que ele fez depois, juro que não. Eu esperava um rosnado nervoso ou um grunhido impaciente, mas ele começou a gargalhar como uma hiena atrás de mim.

Arregalando os olhos, joguei o cotovelo em seu estômago.

— Pare de rir seu imbecil. Vão nos ouvir! — Ele diminuiu o volume, mas não parou de rir, e irritada com isso, comecei a me mover contra ele. Seu riso cessou no mesmo instante e se transformou em um entusiasmado gemido.

Parei.

— Erg! Jodie, porra!

— Desgruda! — rosnei, mesmo que não quisesse. Ele tomou fôlego.

— Já estou usando. Sua paranóica! Encontrei-as antes de você acordar e coloquei antes de te penetra — Ele riu um pouco — Aprendeu a se prevenir doçura. É assim que eu gosto — Ele se moveu mais uma vez, eu apertei os lençóis.

— Linnea e Helana me obrigaram! Não as queria aqui e... Ah! — Perdi o fio da meada quando o infeliz se colocou em cima de mim novamente e arremeteu — Liam!

— Como vou dizer seu nome se não me fala? — Eu gemi e agarrei mais da roupa de cama. A mão dele em meus quadris mantiveram-me no lugar e ele ajeitou as pernas para fora das minhas, prendendo-me quando se dirigiu profundamente em mim — Vou contar até três, doçura: 1.2.3 — Eu quase fui à loucura quando o bastardo fez questão de me acerta mais uma vez no três. Eu me agarrei nele com tanta força que achei ter arrancando-lhe sangue.

— Eli-Elizabeth — gaguejei. As unhas ainda em seus ombros e os olhos fechados — Meu nome é Elizabeth — O corpo masculino parou de se mover por uns minutos, e quando abri os olhos, encontrei-o com os olhos azuis presos em meu rosto, enquanto um sorriso cortava seus lábios.

— Elizabeth — repetiu, e eu senti meu corpo aquecer com o nome que tanto achei bizarro, sair de sua boca. Minha respiração ficou descontrolada assim como meu coração. — Minha doce e resmungona Elizabeth — Ele empurrou meu cabelo para trás da orelha — O nome é tão lindo quanto à pessoa que o possuí — Meus olhos marejaram por algum motivo, e eu bem sabia qual era.

O desejo de ouvi-lo falar meu nome se apossava de meu corpo, o tom amoroso de sua voz e o carinho em suas mãos. Aquilo era o amor dele me envolvendo, o amor que ficava a cada instante maior e mais forte. E eu sabia que ele estava tentando mostrá-lo para mim há muito tempo.

— Liam — sussurrei. Ele tocou minha boca.

— Shh. Só sinta — Se moveu — Só comece assentir minha linda Elizabeth.

E assim ele cumpriu cada palavra. Durante o restante da noite nós suamos. Durante o resto da noite ele disse o meu nome a cada gemido e sussurro quase não contido. Ele me apertou e embalou-me, me fez dele sob o teto daquele quarto e na minha nova cama. E eu me entreguei, ah, como me entreguei. Porque por mais que eu brigue com ele, por mais que eu batesse e falasse mal, meu coração já havia feito o que tanto temia; Estava amando aquele grande idiota, permitindo que entrasse com toda aquela dominância e também doçura, fazendo com que minha alma queira somente ele e minha mente chame mais ninguém a não ser ele.

Liam já estava em mim, à única coisa que eu precisava saber, era se eu colocaria tudo a perde fazendo com que ambos nós dois, caminhe para lados opostos.

~*~

Notas finais
Fala gente, no momento do amor nada nos impede de sermos sinceros kkkk E ai, o que acharam do nome da Jodie? Eu sei, o nome não tem nada haver com ela, porém essa era a intenção, fazer com que Jodie o escondesse por não fazer nenhum sentindo. Me falem o que acharam okay? As coisas vão esquentar agora, e a o próximo capitulo irá dar inicio a batalha de Jodie. Até sexta, e espero de verdade mais comentários. Beijos ♥