Believe In Me
16 Capitulo 16 — Dono?... Só que não
Notas iniciais
Bufei e apaguei os malditos rabiscos que tinha feito no caderno de desenho e me virei na cama. Olhando para o teto, tentei me concentrar em outra coisa que não seja os beijos que Liam me deu, revirei-me de um lado para outro, mas nenhum parecia confortável o bastante. Maldito seja! Eu tinha que esquecer isso.
Sem pensar em nada coerente, minha mão foi de encontro aos meus lábios. Toquei a ponta dos dedos levemente e fechei os olhos, relembrando de como aquela língua acariciou-me antes de entra por completo, depois lembrei qual era a sensação de ter as mãos de Liam apertando minha cintura, apenas pensar me fazia estremecer e…
Meu celular gritou me tirando do momento e me fazendo cair direto para chão feito banana podre. Amaldiçoei. E amaldiçoei alto. E não foi somente por causa da queda, e sim por eu ser uma idiota.
— Quem é o fodido que está me perturbando? — rosnei, tirando cabelo da boca e pressionando o aparelho no ouvido. A gargalhada que se seguiu me deu a resposta — O que você quer Jackson?
— A forma que você demonstra que me ama é tocante Jodie — zombou ainda rindo. Resmunguei xingamentos — Tudo bem. Tudo bem. Pare de dureza e me diga. Pode sair agora? — fiz careta olhando além da porta.
— No momento? Não. Estou de castigo de novo. Mas por que?
— Eu e o pessoal vamos ensaiar e queríamos que viesse. Por que está de castigo agora? — E ai? Conto ou não conto? Hmm. Acho melhor ele descobri pelo próprio amigo.
— Que tal perguntar ao seu amiguinho Liam? Ele pode lhe contar com mais detalhes — disse com desdém óbvio. Ele ficou em silêncio por um instante.
— O que ele fez? — questionou. Me levantei e joguei o cabelo para trás.
— Já disse para perguntar a ele. Estou ferrada por culpa dele, e por favor, espero que ele não esteja ai quando eu chegar — Ele fez um ruído surpreso de satisfação.
— Quer dizer que vem?
— Obvio! Já fugi tantas vezes daqui. Essa só vai entrar na minha lista — riu.
— Vou te esperar.
— Liam, vai? — fiz careta. Jack respirou fundo.
— Não sei Acho que não. Parece que ele se encrencou no colégio e o pai está fazendo “Mão-grossa” para cima dele. É provável que não — Ótimo. Que ele se foda assim como eu.
— Legal. Me pega em frente da praça. Chego lá em vinte minutos.
— Até marrentinha — Eu ia mandar ele para merda, mas o telefone desligou antes e não pude fazê-lo.
Não querendo me demorar, pulei em pé e fui para frente do espelho. Amarrei os cabelos em um coque alto de novo e devolvi a cor preta aos meus lábios — Aquela que Liam havia tirado.
Balancei a cabeça indignada por ter pensado nisso, e corri até a sala. Edgar tinha o controle na mão esquerda e uma garrafa de uísque na direita. Com certeza ele estaria apagado em cinco minutos e acordaria apenas a noite.
Nas pontas dos pés, caminhei bem lentamente para a porta, olhando-o pelo canto de olho com atenção triplicada, e assim consegui fugir de casa. Com as mãos nos bolsos e capuz sobre o rosto, andei até a praça tranquilamente, olhando para as pessoas que passavam por mim olhando torto e sussurrando coisas.
Aquilo era normal, falar sobre a “Estranha de preto”. Havia obrigado a mim mesma a me acostumar com isso e muitas coisas. O que podia fazer se não era querida entre outros?
Estava pronta para soltar a merda de um suspiro bobo quando uma van freou bem em minha frente me fazendo pular para trás. Acho que meu palavrão soou por toda praça.
— Entra marrenta! — Jack apareceu na janela sorrindo. Eu bufei.
— Seu cuzão do caramba — disse quando entrei na van ao seu lado e soquei-lhe no ombro.
— Ai! — gemeu esfregando o braço.
— Você me assustou — Ele sorriu de uma forma malditamente bonita, tanto que tive de virar o rosto para não esquecer do porque eu estava brava.
— Bem. Assustar-te é com certeza um bônus, pois sendo você e seu temperamento… Alguém conseguir isso é muuuito bom. — Ele mandou aquele sorriso malicioso para mim, e eu virei os olhos bufando.
— Vai pra merda Jackson. — grunhi insatisfeita, e ele riu, lingando a van e seguindo para a casa de Jonah.
Essa não havia mudado desde a última vez em que estive aqui, pelo menos a fachada continuava bonita e com a grama da calçada aparada. Saímos da van quando parou e me preparei para ir até a garagem, mas, surpreendentemente, Jack apareceu do meu lado e prensou-me contra o capô do automóvel.
— Hey!
— Não me lembro de ter me dado um beijo de Oi — disse ele naquela voz sedutora. Engoli em seco e empinei o queixo petulante.
— Isso porque eu não dei. Agora me solta e deixe-me ir — Ia empurrá-lo, mas seu agarre foi mais forte.
— Qual é Jodie. Apenas um — sussurrou esfregando seu nariz e lábios em minha bochecha. Eu confesso que estava muito tentada a aceitar, Jackson era um ótimo beijador, e era quase impossível não ceder para ele.
Ia fazer isso, mas antes de algo acontecer um couro de assovios e piadinhas veio da garagem. Empurrei Jack com cara feia e fuzilei o bando de fuxiqueiro que caminhava até nós.
— Eu não posso acreditar! — Eloise, como sempre toda exagerada, gritou — Vocês estão juntos! — Fiz careta não gostando da forma que ela falou.
— Opa! Lizze vai com calma. Não estamos juntos — reclamei, e corrigi-a — Estamos apenas ficando. Não é nada serio — Minhas palavras não pareceram fazer efeito, pois de repente todos falavam ao mesmo tempo perguntando quando tudo tinha começado entre mim e Jack. É claro que eu quis socar todo mundo, e para a vontade não me tornar em uma assassina, deixei que Jack cuidasse do alvoroço e passei sem chamar atenção para dentro da garagem.
Sorri para os instrumentos, mas não me atrevi a mexer, gostei mais de verificar o novo inquilino de Jonah.
Uma geladeira! Da para acreditar? Tinha uma geladeira ao lado do sofá, e quando abri eu só faltei salivar. Chocolate. Refrigerante. Cerveja — Muita — mortadela, queijo. Uhhu. Aquilo era pizza?
— Vejo que achou nossa nova amiga — Nem perdi meu tempo com quem estava falando, apenas estiquei a mão e catei aquela pizza maravilhosa. Me joguei no sofá e dei a mordida tão esperada, nem me importava por estar gelada, apenas digeri, e acho que até gemi de satisfação. Mas o que você queriam? Eu só comia aquela maldita sopa de aveia que meu pai comprava. Tudo bom e com gosto, era dele.
— Isso que é fome — Alguém sentou-se ao meu lado. Olhei enquanto mastigava para Jack.
— Não sabe… como sentia falta… disso — falei de boca cheia. Ele riu, e notei que não foi o único. Os outros já estavam se preparando para tocar e me olhavam curiosos.
— Até parece que você não come pizza há um ano — brincou Jimmy, testando o seu Baixo.
Eu suspirei enfiando outro pedaço de pizza na boca
— Na verdade… São três — Corrigi calmamente, mas as palavras os fizeram parar de imediato com rosto em completo assombro.
— Três o que, Jodie? — fiz careta.
— Não como pizza faz três anos — falei, e bufei — É uma droga. Pizza devia ser servida em todas as refeições — reclamei, e terminei meu prato lambendo os dedos.
— Pera. Isso ai é algo terrível! — Harlow gritou com o microfone na mão, o que deu merda, pois o grito dela soou mais alto que meu arroto. Tampei os ouvidos incomodados assim como os outros — Você não pode estar a três anos sem comer PIZZA! — Novamente, ela gritou, e eu tive que solta um palavrão feio.
— Merda… Harlow! Afasta a porra do microfone! — JImmy arrancou o troço da mão da garota, mas ela nem percebeu. Só me fuzilava.
— Por que esse drama todo? — perguntei, me levantando.
Fucei na geladeira de novo e peguei um refrigerante.
— Meu Deus, eu realmente não me lembro quando tomei um desses — falei, e logo abri a tapinha. Voltei-me para os outros, e eles continuavam com cara de bocós — Okay. O que foi? — indaguei.
— Você acabou de dizer que não comeu pizza há três anos e nem se lembrar de quando tomou refrigerante — resumiu Lizze — Isso é um….
— Pesadelo! — completou Jonah exasperado e coçando seu cabelo azulado.
Arqueei a sobrancelha.
— Estão sendo dramáticos.
— E você é louca — retrucou Jack ao meu lado. — Como consegue não comer pizza e não tomar refrigerante? São as melhores comidas do mundo! — Virei os olhos, voltando para meu lugar e tomando da minha garrafinha.
— Não tenho o poder de opinar o que eu como em casa e também não tenho dinheiro para comprar coisas — dei de ombros — Isso é a vida real para mim pessoal.
— Que dizer que seu pai não te deixa comer nada que seja bom? — Senti a raiva de Harlow a quilômetros de distância, mas tentei fingir que não notava.
— Er… Basicamente.
— E o que você come? — Jack indagou também não muito feliz. Eu estremeci ao lembrar do meu almoço e jantar.
— Não vão querer saber. Vai por mim.
— Agora isso virou disputa. Desembucha marrentinha — mandou Jonah me apontando uma baqueta. Fiquei calada — Jodie!
— Vai se ferrar.
— Não seja bruta gatinha — sorriu ele mudando seu temperamento tão rápido que quase sorri junto. Quase.
— Diga para nós — pediu Eloise juntando as mãos — Precisamos saber se ele não te mata de fome — Eu desviei o olhar, continuando quieta e pude saber quando ela bufou irritada, porém, não foi esse o ruído que me fez pegar fogo por dentro e querer encontrar um tatame para uma luta onde eu ganhava e o infeliz que eu batia, perdia os dentes.
— Eu também quero saber — Liam pisou dentro da garagem com o rosto sério e os braços cruzados, parecia bravo, o que me deu mais raiva. Ele não tinha que estar daquele jeito, eu que devia rodar a baiana e quebrar a cabeça dele com um martelo — Vamos Jodie! Fale. Esse… — hesitou, e corrigiu — …Seu pai te alimenta direito? — Eu juro que eu ouvi um grunhido saindo da minha garganta, e com certeza estava certa, pois de repente, senti a mão de Jack circulando meu pulso.
Olhei para ele com raiva.
— Você disse que ele não vinha — trinquei os dentes. Jack engoliu em seco.
— Na verdade eu disse que achava que ele não vinha — Nossa. Eu quis tanto bater no Jack ao ouvir suas palavras.
— Vamos Jodie. Quero saber, e agora! — Liam falou mais uma vez, dando passos até mim e Jack. O silêncio que tinha formado ali foi realmente surpreendente.
Fiz careta para ele.
— Pois vai ficar esperando — A mandíbula tencionou.
— Err. Liam? — Jimmy se intrometeu do fundo ao perceber o clima — Como foi com o coroa? Pensei que não viria — Relutante, o novato respirou fundo e olhou para o amigo.
— Eu me resolvi com ele — disse. Jack levantou e deu uns tapinhas no ombro de Liam. Sorria amigável.
— Mas qual era a da vez? No que se meteu parceiro? — Acho que Liam gelou com a pergunta, pois ele não abriu a boca e ficou olhando para frente para não encarar Jack. Eu, sabendo que a cena seria cômica, encostei-me ao sofá para ver como ele resolvia aquilo.
— Bem, eu… — Ele andou até a geladeira, abriu, e parou os olhos em mim. Entendi que o movimento era só pra ver como eu estava reagindo aquilo, e para provar que não me importava, ergui uma sobrancelha e o desafiei a falar o que tinha acontecido na biblioteca para o amigo.
Sua expressão foi de duvidosa para raivosa, foi uma coisa intensa cheia de coragem e — por mais estranho que fosse — de ciúmes.
Liam bateu a porta da geladeira.
— Eu beijei a Jodie — Um arrepio passou por minha nuca, tipo um medinho sabe, mas não permiti que ele me amolecesse e encarei Jack, que antes tinhas dado as costas para o amigo e se preparava para pegar a sua guitarra.
A mão dele parou a milímetros de distancia enquanto seus outros amigos arregalavam os olhos e me fitavam espantados.
— Você… — Jack virou-se — O que? — Por que tô achando que aquilo ia dar em briga?
Sorrindo, abri a geladeira atrás de Liam e catei os chocolates, vendo quando o novato avançou um passo e empinou o queixo.
— Beijei a Jodie hoje na biblioteca — Okay. Okay. Eu não estava afim de relembrar isso agora, mas já que aconteceu, preciso fazer um comentário: Aquele beijo foi de tirar o rumo.
— Epa! Parece que temos um problema — Jonah falou se levantando lentamente do seu banquinho e indo até os amigos, ou quase amigos. Jimmy se juntou a ele olhando de um para o outro.
— E você tem coragem de dizer isso na minha cara! — Arregalei os olhos quando Jack esbravejou. — Eu te falei que estava com ela! — Liam não gostou nem um pouco de ouvir o tom rude de Jackson, seu rosto mostrava isso muito bem.
— Isso foi depois de tudo acontecer — Exclamou alto — E nem sei porquê estou tentando me explicar. Você não gosta dela Jack! Todos aqui sabem quem você realmente quer. — Tá. Agora as coisas estavam ficando tensas demais.
— Você não sabe de nada — Jackson rosnou, e apontou o dedo para ele — Você vai ficar longe dela. — Epa, isso realmente estava ficando tenso.
Liam, de forma debochada, soltou uma gargalhada e balançou a cabeça. Seus cabelos caíram sobre sua testa.
— Você só pode estar brincando.
— Não vai achar graça quando quebrar sua cara — Jack avançou para cima do novato, esse mesmo foi de encontro a ele assim que viu uma briga se formando, entretanto, Jonah e Jimmy os seguraram, enquanto eu pulava de pé e as meninas ficavam ao meu lado com olhos arregalados.
— Eu quero ver você tentar! — Liam gritou, tentando se desvencilhar de Jimmy.
— Parem com isso! — O coitado berrou, mas não foi de grande ajuda.
Lizze agarrou meu braço.
— Ai meu Deus. Eles vão se matar.
— Você precisa fazer algo Jodie! — falou Harlow, mas não pude fazer outra coisa a não ser uma careta de desgosto.
— Mas por que, eu? Eles que querem brigar.
— Por você! — gritaram perplexas. Isso me fez sentir uma coisa estranha, por isso voltei a atenção para a briga. Liam estava vermelho e as veias de seus braços e pescoço saltavam. Jack rosnava como um cachorro protegendo o território.
— O que você quer de mim Liam?! Que eu fique me arrastando atrás da Stefany? — berrou Jack — Aquela que você pegou! — O novato hesitou, parecendo relaxar nos braços de Jimmy.
— Isso é por causa de Stefany? — questionou e chacoalhou a cabeça, indignado — Você sabe que só foi um jogo.
— Pois não pareceu a porra de um jogo! — Jack se livrou das mãos de Jonathon com um puxão e passou as mãos pelo rosto — Quer saber. Isso não me importa mais. Estou com Jodie agora.
— Pare de ser imbecil — grunhiu Liam — Jodie não gosta de você
— Hey! Eles não podem falar por mim — Me exaltei, ainda com as garotas penduradas nos meus braços.
— Pelo jeito podem — Lizze resmungou atônita.
— Está engado, pois se ela não gostasse — Jack sorriu maldoso — Acha que ela perderia tempo comigo? Acha que ela gastaria seu tempo retribuindo os meus beijos? Ou os meus toques? Ela se sente atraída por mim Liam, aceite. E como você acabou de dizer, não foi ela que lhe beijou na maldita biblioteca, foi você! — Foi como um vento rápido e forte. Não sei como fazer para descrever, mas só posso dizer que em uma hora Liam estava ali de pé, soltando sua fúria pelo nariz, e depois estava se atirando em Jack novamente com os punhos fechados. A surpresa foi tão grande que eu acabei pulando com as meninas e soltando um grito, Jimmy e Jonah tentaram separar, mas era tarde, os garotos já estavam rolando no chão da garagem distribuindo socos e pontapés mortais.
Eu primeiramente pensei que aquilo ia deixar muitas sequelas, depois notei em como Liam e Jack realmente lutava bem, mesmo que o novato fosse mais profissional, ainda sim era de se admirar o Jack não cair desmaiado com o soco mortal do Liam. Mas foi depois que percebi o que estava acontecendo.
Eu tinha feito melhores amigos brigarem, sangrarem por minha causa.
Isso foi horrível de se ver, mas deixei que a raiva tomasse conta de mim ao invés da culpa. Aqueles idiotas não podiam se matar por mim, era burrice demais. Aquilo tinha de parar.
— Eles vão morrer! — Eloise gritou, agarrando-se em Jonah quando Liam e Jack saíram rolando para fora da garagem.
Virei os olhos e me direcionei ao menino do cabelo azul, que parecia espantado pela luta na fachada de sua casa.
— Por acaso você tem uma mangueira e uma torneira por perto? — perguntei. Ele franziu a testa confuso.
— Hmm. Atrás da garagem — respondeu hesitante. Assenti, e passando pelos lutadores, corri até o lugar que ele me indicou. Olhei no chão e sorri, pegando a mangueira e abrindo a torneira.
— Vamos ver se eles não vão parar — Murmurei.
Corri de volta para o local da briga bem a tempo de ver Jack acertando o olho de Liam e Liam esmurrando o estômago de Jack.
— Você vai deixá-la! — Exigiu o novato.
— Vai se foder — Jack grunhiu e saltou nele novamente. Foi ai que eu entrei com tudo.
Mirei bem no rosto deles, os molhando com minha nova arma varias vezes. O ataque repentino de água os assustou e, como eu queria, os dois se soltaram para se protegerem de quem quer que fosse a ameaça.
— Mas que… — Algum deles ia falar, mas assim que tentou, esguichei novamente a água. — Porra, Jodie! — Liam xingou.
— Calados! — exigi. Abaixei a mangueira por uns instante só para os olhar. Ambos encharcados e com narizes sagrando, lábio rachado e olho roxo. Apostava que tinha outras partes do corpo dolorosas também.
— Vocês são tão estúpidos! — falei, tomando a deixa para explodir. — Olhem para vocês mesmos. Estão agindo como crianças mimadas.
— Isso não é briga de criança Jodie — Jack apontou, mandando um olhar de ódio para Liam — Ele tem que ficar longe de você. E você dele!
— Ela não tem que fazer nada disso seu… — Espirrei a água assim que eles deram um passo.
— Já chega! — gritei. — Eu não sou uma mercadoria! — Olhei para Jackson — Você não tem que falar com quem eu tenho ou deixo de andar. É minha decisão!
— Não quando sua decisão é um cara que quer te levar para cama — Okay. Agora sim ele tinha pegado pesado, eu arregalei tanto os olhos que quase saltaram das orbitas. Olhei Liam, e ele realmente tinha a expressão assassina. Ele estava prestes a… Esguichei água.
— Arg!.. Caralho, Jodie!
— Fica ai Novato — mandei. Voltei-me para Jack — Repetindo Jackson. Você não faz minhas decisões. Nós não somos nada um do outro lembra?
— Mas nós estamos…
— Ficando — Enfatizei a palavra. — Isso não quer dizer namorar ou muito menos casar. Não existe compromisso entre nós. Então esqueça. Você não manda em mim. — Sem dar tempo para ver sua expressão desolada, dirigir-me para Liam, que mesmo machucado, sorria vitorioso.
Minha voz saiu ainda mais dura.
— Apague esse sorriso Liam — mandei. Ele me olhou na mesma hora, confuso — Não é só por quê fui bruta com Jack, que não serei com você. Assim como disse para ele, direi o mesmo para você: Ninguém manda em mim, e eu não estou comprometida com você e nem com ele. Sou livre, e se quiser beijar outra pessoa eu vou beijar — O novato contorceu a mandíbula e apertou a mão em punho. — Chega de brigas por minha causa, pois isso não vai dar em nada. Por mais que eu goste de assistir, não quero ser a culpada no final — Soltei a mangueira no chão e os mirei nervosa — Deixem-me em paz. Não vou me opor a ser amiga de vocês, e se vierem a mim para mandar ou quaisquer coisas parecidas preparem-se para receber um pé na bunda. E não estou brincando — dito isso, puxei meu capuz e enfiei as mãos nos bolsos da jaqueta — Agora vão se desculpar, porque tenho mais o que fazer — E assim, eu me virei e fui embora. Entrar na casa foi mais fácil que sair, e nem mesmo valeu tanto a pena. Fazer o que né.
Garotos.
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