Believe In Me

13 Capitulo 13 — Primeiro beijo


Notas iniciais
Sei que querem me matar pelo atraso, mas sorry, acabei por fazer muitas coisas ao mesmo tempo essa semana e esqueci. Sem falar que aqui acabou a força. Deculpe okay. Prometo que o cap. de hoje vai recompensar. Boa leitura diabinhos ♥

Acho que não preciso falar no que deu ter Helen jogando no meu time, não é? Bom, vou dar uma resumida para vocês notarem como minha raiva é grande. A filha de uma cadela perdeu cinco bolas, nunca ia para os lados que deveria ir, e agia como se nunca tivesse tocado em uma bola, o que eu realmente achei ser verdade. Nós não perdemos apenas de três pontos, perdemos por mais de dez, pois Helen nunca me passava a maldita bola.

Quando Luccas finalmente deu o jogo por encerrado, eu não me aguentei, corri atrás daquela frescurenta como um gato corre atrás de um rato.

— Sua fresca de cabelo tingido! Você vai morrer! — Eu berrei acelerando meu passo. Helen perdeu a cor do rosto e correu para ficar atrás de Liam. Como se fosse ajudar.

— Calminha Jodie — falou Jonah aparecendo ao meu lado e agarrando minha cintura para me afastar da infeliz. Grunhi para ele e tentei me soltar.

— Calma o caramba! Eu sabia que não devia jogar com ela… Erg, que raiva! — Me soltei de Jonah e me afastei, necessitando andar um pouco e esvaziar a raiva que tinha dentro de mim. Ouvi o risinho dos meninos e o xingamento das meninas que se sentavam ao lado de Stefany na arquibancada.

— Mas então? — Liam falou alto para que eu ouvisse — E nosso premio? — Rangi os dentes e cerrei as mãos em punho tentando manter o controle, mas não estava funcionando.

Eu iria beijar algum dos meninos hoje e nem sabia como e o que fazer. Apertei os olhos fechados e depois virei para eles. Todos tentavam segurar o riso, menos Harlow, Eloise e Stefany, que engoliam em seco de cinco em cinco segundos, e se tornavam cada vez mais pálidas.

— Ok. Vamos fazer logo esse sorteio dos nomes — falei e agarrei a sacola e os papeis com meu nome e o das meninas — Quem vai ser o primeiro? — perguntei.

Eles me olharam surpresos, e foi ai que eu notei que eles achavam mesmo que desistiria daquilo tudo. Virei os olhos e estiquei a sacola.

— Não tenho o dia todo — resmunguei. Isso os acordou trazendo sorrisos maliciosos para cada rosto. Jonah deu um passo à frente e enfiou a mão na sacola.

Fechei os olhos, implorando para não ser ele quem eu deveria beijar. Seria péssimo para Lizze ver, mesmo que essa falasse que não se importava.

Com o papel na mão, Jonah riu enquanto abria e parecia ansioso. Avaliei seu rosto e senti um alivio enorme quando vi um sorriso do tamanho do mundo crescer em seus lábios.

— E então? — Liam perguntou nervosamente em seu lugar — Quem você tirou? — Jonah olhou para Eloise e piscou.

— Venha pagar sua divida gatinha — Respirei normalmente. Eloise arregalou os olhos e me olhou com cara de quem ia fugir.

Dei-lhe um olhar de estrema compreensão, porém não cedi.

— Vamos Lizze, pode ser rápido. Também não quero, mas prometemos — falei. Ela apertou os lábios em uma linha reta e suspirou ao se levantar.

— Tá certo — disse trazendo um brilho intenso aos olhos de Jonah. Ela apontou para ele — Mas se você levar sua mão para qualquer outro lugar, juro que chuto sua bunda para o Norte — Isso nos fez gargalhar, mas Jonah nem se importou, apenas chegou junto dela e a puxou para perto, enlaçando sua cintura e capturando sua boca em um beijo que achei de tirar o fôlego. Vi meus amigos todos sorrindo e não consegui ficar séria também, pois o modo que Lizze tentou não levantar os braços para agarrá-lo foi épico. Ela o queria, mas não se deixava tê-lo.

Quando os dois se afastaram, notei a falta de ar deles e o peito subindo e descendo de forma rápida.

Eloise tinha uma cara completamente derretida.

— Uau! — murmurou ela. Suas rosas bochechas queimando. Jonah lambeu os lábios em um sorriso e nós começamos a rir alto. Aquilo era a coisa mais melosa de todas.

— Obrigada, gatinha — Ele falou e a soltou para que voltasse ao seu lugar totalmente muda.

Jonathon sentou na grama satisfeito e com um sorriso tarado no rosto. Me virei para Jimmy e estendi a sacola.

— Sua vez — falei. Ele engoliu em seco e meteu a mão dentro do saquinho. Mais uma vez fechei os olhos orando para que não fosse meu nome.

— Merda! — Abri os olhos quando Jimmy praguejou olhando seu papel — Será que não posso mudar? — perguntou a mim.

— Quem você tirou? — perguntei meio que tremendo. Ele apertou os dentes e esfregou os olhos.

— Harlow — Ok. Isso sim me fez ter vontade de rolar na grama de tanto rir. Os amigos com certeza estavam na mesma reação.

Vi Harlow pular em pé com os olhos regalados pronta para fugir, mas Jack foi mais rápido e a segurou pela cintura.

— Nana-nina-não. Precisa enfrentar isso pequena — brincou e quase levou um murro na cara.

— Foda-se. Não vou beijar esse traste — gritou ela tentando fugir. Sorri e fiquei perto de Jimmy para sussurrar.

— Por que não tenta aquela minha sugestão agora? — Ele ergueu a sobrancelha loira para mim e depois encarou Harlow, que o xingava de tudo quanto é nome. De repente um sorriso apareceu no canto de seus lábios e ele tomou coragem, puxou Harlow logo pelo braço e tascou um beijo em sua boca, calando-a e fazendo o restante berrar que nem idiota.

Merda. Agora só restavam dois.

Um deles tiraria o meu nome e o outro, o da Stefany. Estava absolutamente perdida.

— Restam duas — Jack se aproximou com Liam ao seu lado. Os dois me sorriam com expectativa.

Com o estômago dando voltas, estendi a sacola para Jack e depois para Liam. Afastei-me e sentei ao lado de Stefany enquanto os dois abriam as coisinhas pequenas em sua mão. Comecei a suar, não sabendo com qual seria pior. Liam ou Jack?

Impossível decidir.

Liam foi o primeiro a ler, mas assim que viu, ergueu a cabeça para mim com nada mais que decepção e virou para Jack. Esse tinha a mesma coisa no olhar, mas sorria de toda forma, para mim.

— Venha pagar sua divida marretinha — falou ele e senti minhas entranhas se moverem.

Jack. Iria beijar Jack?

— Espera, acho que… — Liam parou as palavras quando todos viramos o rosto para prestar a atenção. Ele engoliu em seco olhando de mim para Jack, mas depois olhou para Stefany, que estava meio vermelha.

Levantei-me hesitante e apertando as mãos em punho, comecei a suar descontroladamente quando Jack se aproximou de mim sorrindo.

— Isso tem que ser rápido — Avisei-lhe apontando dedo, esse mesmo riu erguendo as mãos.

— Não esquenta gata. É apenas eu, não um mostro — fiz careta e deixei que ele deslizasse uma de suas mãos por minha cintura, tentei não tremer quando seu rosto começou a se mover para frente lentamente e olhei para seus lábios, fiquei feliz por serem lindos, pois se fosse o contrário nunca toparia fazer isso.

Tentei muito não me afastar, não queria fazer aquilo, mas tinha prometido. Eu e minha santa boca nunca iríamos nos dar bem.

Jack apagou o sorriso e fechou os olhos, ao fazer isso achei ter ouvido alguém praguejar baixinho, mas quando ia virar para ver o porquê, Jack já tinha me puxado e juntado nossas bocas.

Por um instante eu permaneci paralisada ouvindo o bando atrás gritar e assobiar, mas ai senti a atrevida língua de Jack pedindo passagem, lambendo meus lábios graciosamente enquanto seu braço apertava minha cintura me colando mais a ele. Aos poucos fechei os olhos, e por mais incrível que parecesse, minha mão fez uma lenta caminhada sobre o peito rígido e nu do garoto, parando nos ombros e depois pescoço.

Um arrepio tomou conta de mim quando ele apertou minha cintura e me fez ficar nas pontas dos pés, tentando alcançar mais de minha boca e alguma coisa que mal se movia dentro dela. Soltei um gemido estranho de repente ao notar o que estava fazendo, a realidade me acertou, abri os olhos e capturei os risos do publico.

Empurrei Jack, já ofegante.

— Eu disse rápido — censurei mesmo que estivesse sem ar.

Ele não respondeu, só me olhou com a sobrancelha erguida e um ar curioso. Passei a mão na boca e olhei em volta, encarando cada rosto sorridente e divertido com minha situação. Quis bater em todo mundo, principalmente em mim por ter quase estuprado o garoto na frente dos outros, mas estava ocupada demais procurando por Liam. Não sabia o porquê, mas não gostava de saber que ele tinha visto isso.

Franzi a testa, olhando para os lados atrás do novato, mas só o achei quando todos gritaram novamente olhando para trás de mim. Virei-me, e finalmente o achei.

— Não. Li... — Meu murmuro não foi ouvido, graças a Deus, mas eu ter permitido ele sair só me deixou com mais raiva. Apertei as mãos em punho vendo Stefany na maior agarração com ele, um beijo que achei mais selvagem que o que Jack me deu, ou mais ousado do que Harlow e Eloise ganharam, era exagerado, um beijo de verdade que deixava qualquer garota com as pernas bambas.

Desviei os olhos deles por um minuto antes de me abaixar e pegar minha mochila do chão. Foi quando vi Helen ali com a maior cara de pau olhando o novato pegar outra menina na sua frente. Sorri, achando um lado bom nessa historia, mas depois me virei e comecei minha caminhada para fora do campo de futebol, tentando não prestar atenção naquela pequena pontada em meu coração.

Não queria dizer nada. O novato era solteiro e fazia o que quisesse, não devia me preocupar.

— Jodie! — Voltei os olhos para o grupo e Jack veio até mim, Liam havia soltado Stefany e agora olhavá-me como se sentisse culpado por ter feito bobagem. Nossos olhos se encontrar por pouco tempo, mas depois eu me voltei para Jack — Quer que eu te leve de volta? — perguntou ele. Mordi o lábio em duvida, mas depois relembrei da cena de agora pouco e me impedi de rosnar.

— Você pode me deixar em frente ao mercado aqui perto — sugeri com um meio sorriso. Ele sorriu de volta e tirou as chaves de seu carro do bolso, a jogando para cima e depois pegando.

— Vamos lá gata — disse, e passou o braço por cima de meus ombros sem nem mesmo por uma camisa. Acenamos um tchau para o nossos amigos, e seguimos nós dois para fora do campo, mesmo que eu tivesse visto Liam sair logo atrás de nós pisando duro e com o rosto vermelho de raiva.

Já que ele podia beijar alguém, eu também podia. E não ficaria nervosa por isso.

~*~

Meu dia depois do meu primeiro beijo foi um eterno pesadelo, pois assim que cheguei em casa tive a infelicidade de encontrar com meu pai, esse não gostou nem um pouco de me ter fora de casa, e por culpa disso estou de castigo por uma semana em casa. Não iria para o colégio — o que não era tão ruim — ou veria meus novos amigos. Acho que essa era única parte que me deixava para baixo, até por quê agora eu estava me divertindo com Jack, pois desde do que aconteceu no dia do futebol, ele vinha tentando se aproximar de mim com tanta insistência, que era até engraçado, mas eu não o permitia ir longe demais por um só motivo — Quero ficar longe de garotos. Principalmente aquele que já me beijou, mesmo que ele beijasse incrivelmente bem e me fizesse sentir coisas esquisitas no estômago.

Viu como tudo em minha vida não é fácil?

E por falar em nada fácil. O novato deu para ficar me evitando desde que beijei Jack, e a última vez que nos falamos ele falava como se estivesse com raiva de mim, e sobre tudo, do amiguinho dele. A causa eu não sabia, mas também não ficava adulando, muito menos quando ele estava com a nojenta chamada Helen.

Por mais chato que fosse, o castigo de Edgar veio a servir para alguma coisa naquele momento. Tinha parado de ir ao colégio depois que passou três dias, não falava com Liam, nem Eloise, Harlow ou Jonah, mas Jack sempre me ligava, nunca se esquecia de me deixar um “Boa noite” ou um “Bom dia” na minha caixa postal. Isso me alegrava às vezes, pois ficar em casa era a pior coisa do mundo, e tudo era pior quando Edgar estava comigo.

Será que podia piorar?

A resposta é sim. Foi na tarde de uma quarta feira que meu celular vibrou em meu bolso alertando uma chamada, olhei sobre o ombro largando a colher que mexia a sopa e revistei a sala para ver se meu pai não estava olhando. Com tudo limpo, puxei o aparelho e atendi.

— Alô?

— Jodie? — Não sei se foi o tempo que passei longe dele ou se foi minha cabeça alucinando bosta, mas sei que me arrepiei toda ao ouvir a voz de Liam.

— Err… Oi — OI! Por que diabos eu hesitei ao falar OI?

— Pode sair agora? Queria falar com você — Falar comigo? Depois de todos esses dias. Ai tem.

— Não posso — falei, pois além de ser a verdade, eu não queria ir.

Liam suspirou do outro lado.

— Por que parou de ir ao colégio? Aconteceu alguma coisa? Estou ficando preocupado — mordi os lábios e olhei Edgar na sala assistindo tv. Tentei manter a voz firme e calma ao respondê-lo, sussurrando para que o traste que estava no sofá, não escutasse.

— Eu vi o quão preocupado comigo você estava. Tanto que me ligou nenhuma vez para saber o por quê de meu sumiço — Acho até que podia ver a cara de derrotado dele.

— Eu sinto muito — Lamentou, e parecia sincero — Não sei o que houve comigo e… Jack nos fala sobre como você está então… Achei que falar com ele durante a noite, seria mais interessante do que falar comigo — Como é? O que será que ele está pensando sobre mim e Jack? Aquele tom não era muito normal da parte dele.

— Eu gosto de falar com ele — confessei, e não sei se foi coisa da minha cabeça, mas podia jurar que ele xingou o amigo de um nome muito feio — Ele é uma boa distração para qualquer garota que está de castigo e proibida de sair na rua. Mas não é só porque eu falo com ele, que não vou falar com você também. Onde cabe um idiota, cabem dois — deu de ombros, e a gargalhada de Liam foi música para meus ouvidos. Tentei esconder o sorriso, mas foi quase impossível.

— Eu vou me lembrar disso, mas… Por que está de castigo? — bufei.

— Meu pai me pegou chegando em casa no dia do futebol. Me colocou em penitencia por desobedecê-lo e por sair de casa.

— Ele te machucou? — Sua voz carregou uma onda de raiva que me estremeceu.

— Não. Parece que ele não queria fazer muita coisa comigo a não ser me privar de sair na rua ou ir para colégio… O que não é tão ruim — sorri sapeca e desliguei o fogão. Com o almoço pronto, comecei a colocar a mesa.

— Eu sinto sua falta — Se eu falar que quase derrubei os pratos no chão, vocês vão acreditar? Pois é! Assim que ouvi essas simples palavras, meu mundinho negro pareceu girar e, de repente, se tornar tudo colorido. Não gostei disso.

Engoli em seco e deixei os pratos na mesa.

— Compra um ursinho de pelúcia para te consolar — falei, na esperança dele se ofender e desligar, mas o infeliz riu.

— Sinto falta do seu mal humor também.

— Então arranja um pitibull para tê morde. Ele é bem nervoso — Ele fez outro ruído de risada.

— Jodie, sua gentileza e doçura são espetaculares — falou de um modo muito estranho. Ergui a sobrancelha.

— Não sei onde. Você fumou alguma coisa?

— Por que a pergunta?

— Porque você acabou de dizer que eu sou gentil e doce, além de falar que sente minha falta. Com toda certeza você tá chapado, pois ninguém sente minha falta.

— Eu sou diferente — enfatizou, e sabia que estava sorrindo. Virei os olhos.

— É um demente — corrigi.

— Por você posso ser tudo — Arregalei os olhos, e dessa vez, não consegui segurar os copos de vidro como segurei os pratos. Todos se espatifaram no chão se transformando em mil pedaços enquanto minhas bochechas esquentavam.

— O que foi isso? — Liam perguntou.

— Jodie! — Meu pai gritou da sala.

— Merda — Me abaixei até o chão para começara a limpar a sujeira, Liam falou.

— Jodie! O que houve? Eu ouvi seu pai. Está tudo bem? — Se exaltou ele na linha.

— Vou ter que desligar.

— O que? Não! Jodie, ele…

— Eu vou ficar bem, só quebrei um copo e… — Os passos de Edgar me fizeram para de falar. Sussurrei — Eu tenho que ir. Tchau.

— Jodi… — Desliguei o celular e enfiei no bolço. Levantei-me e peguei um pano para limpar o vidro, quando me abaixei novamente, Edgar entrou na cozinha.

— O que está fazendo? — ele rangeu os dentes me olhando.

— Nada. Apenas deixei o copo cair, mas vou cuidar disso em um minuto. O almoço está pronto — Ele franziu a testa, mas assentiu de qualquer forma e voltou para a sala.

Soltei o ar dos pulmões e sentei no chão, encostando as costas na parede enquanto pensava nas palavras do novato.

Por você posso ser tudo.

Caralhomano. Isso foi uma cantada? O que diabos estava acontecendo com aquele moleque? E pior. Por que eu amei ouvir tais palavras? Mas que porra, eu não posso dar corda a essa quedinha infeliz. Tinha que me afastar dele, não podia continuar com isso ou acabaria mal, muito mal.

~*~

Notas finais
E então pessoal? Surpreso por eu ter trocado os boys? kkk Tenho certeza que ficaram com muita raiva. Não deixem de comentar okay, e fantasminhas, apareçam please, amos vocês assim como os outros, por tanto, deem as caras sim? Bjs e até sexta meu povo.