Believe In Me

10 Capitulo 10 — Cada vez mais amigos


Notas iniciais
Gente, primeiramente eu peço desculpas pela demora. Minha internet se foi no dia nove e nem sequer deu para postar, sinto muito viu, porém, o cap de hoje é bem legalzinho, e espero que gostem. Boa leitura gente!!!

Eu não conseguia dormir, era uma da manhã e eu só ficava me revirando em cima da cama como… Bem, como a Andy. Eu estava muito pensativa, e quando eu fechava os olhos, acabava vendo o que não queria, não sei se é normal começar a sonhar com o Novato metido, mas tá ai né, não conseguia parar de pensar no maldito menino.

O que será que estava havendo comigo?

Seja o que for, quero que pare logo, pois é muito chato ter que olhar para a cara de Liam até mesmo em sonhos.

— É Andy, estou definitivamente ficando louca. Só pode — murmurei, olhando para a lagartixa que passeava no teto.

Como essa situação estava rolando e eu me encontrava sem sono, resolvi começar a ler, mas assim que peguei o livro de dentro da mochila, meu celular — em baixo do travesseiro — brilhou e vibrou. O peguei para ver que era, e adivinha.

Liam me mandando mensagem. Idiota.

Virando os olhos, li o que ele tinha escrito.

From: Liam

Março — 01h11min

Sei que vai querer me virar do avesso por ter lhe acordado, mas é que fiquei preocupado com o jeito que saiu do campo. Por que não se despediu?

Por mais que isso fosse bobo, eu ri. O garoto vivia se preocupando comigo. Por que?

Deixando o livro de lado, comecei a escrever a resposta.

“Não esquenta novato, não estava dormindo, não precisa mijar nas calças. E eu saí daquele modo porque não gosto de me despedir. Vocês tem o sério problema de querer me abraçar.”

Enviei a mensagem, demorou apenas uns minutinhos para ter a resposta.

From: Liam

Março — 01h19min

Vai a merda Jodie, não estava me mijando nas calças, porque só para lembrar: Eu te derrubei hoje. Hahaha, chupa essa. E outra. Abraços é uma coisa boa, devia gostar.

Ri e balancei a cabeça. Esse garoto conseguia ser mais chato que isso?

“Odeio abraços. E você não foi justo ao me derrubar, me pegou desprevenida. “

From: Liam

Março — 01h26min

Não caio nessa gatinha — Eu te derrubei sim — aceite, pois é o melhor que você faz. E trocando de assunto. Está animada para o jogo de futebol?

Bufei ao lembrar disso. Queria tanto esquecer que eu tinha pedido por aquilo, treinar aquelas meninas seria O carma. Eram mais moles que banana.

Nem me fale disso. Não acredito que me meti nisso. Mas de todo modo, eu vou transformar aquelas garotas em jogadoras profissionais, ou não me Jodie.

From: Liam

Março — 01h33min

Ahaha. Você devia desistir, ou vai acabar beijando um de nós.

Apertei meus olhos para o aparelho tentando decidir se o jogava pela janela, ou se pisava em cima. Mas ao invés disso falei.

“Não vou desistir. Como também não vou beijar nenhum de vocês, isso está fora de cogitação. Eu e as meninas vamos ganhar, ai quero ver quem vai ter que me enfrentar.“

From: Liam

Março — 01h40min

Ser confiante demais acaba dando azar, doçura. Você precisa relaxar, e pensa… Você pode tirar meu nome, tem coisa melhor do que ME beijar ? kkkk

Ah, eu tentei não rir, mas não deu. Assim que li cai na gargalhada, mas tampei a boca para que Edgar não ouvisse.

Como esse infeliz era convencido.

“Depois eu que sou a “confiante”. Ahaha. Esquece Liam, não vou te beijar, pode ser qualquer outro, mas não você.”

From: Liam

Março — 01h46min

Por que? Acha que não beijo bem?

Certo. Essa conversa está ficando estranha. Muuuito estranha para falar verdade.

“Hmm. Como eu vou saber se você beija bem ou não? Pergunte para Helen que já provou do pacote.

From: Liam

Março — 01h52min

“Por que tem sempre que colocar a Helen no meio? Já disse que não estamos mais juntos.“.

Virei os olhos e escrevi.

“Táaaa legal. Acredito. Mas enfim, não quero saber da sua vida amorosa, queridinho.“

From: Liam

Março — 02h00min

Não tenho vida amorosa.

Ri novamente com isso.

“Owt. Que dó do bebê. Está na seca é fofinho?”

Acho que eu podia até ver a carta que ele devia estar fazendo. Ah, como era legal perturbar esse garoto.

From: Liam

Março — 01h04min

Não estou na seca, pois se quisesse já teria pegado praticamente todas do time das lideres. Só que aconteceu um equivoco.

Ergui a sobrancelha para a telinha do meu celular. E mandei.

“Que equivoco?”

From: Liam

Março — 02h08min

Estou interessado em outra garota do colégio. Só que ela nem me dá bola.

Uou. Isso sim era problema. Coitado do moleque.

Nossa. Meus pêsames. É a única coisa que tenho a dizer, pois gostar de uma garota do nosso colégio, é para pedir morte na certa.

From: Liam

Março — 01h10min

Kkk. Muito engraçada. Mas você deve ter razão, ainda mais se tratando da garota que gosto. Ela é meio difícil de se lidar.

Difícil? Que interessante.

“Quem é? Eu conheço? Já falei com ela?”

Bom, não sei se foi minha pergunta, mas ele demorou muito para responder. Franzindo a testa esperei até ele ter a boa vontade de responder. Quando estava quase pegando no sono, o celular voltou a vibrar.

From: Liam

Março — 02h20min

Conhece e já falou com ela. Mas não vou dizer o nome.

Fiz uma cara de desgosto e bocejei enquanto escrevia.

“Demorou isso tudo só para dizer que não vai me falar quem é? Se fode Liam. E quer saber, não quero saber quem é mesmo, fique tranquilo. Ah, e por favor, já que eu falei com a infeliz sem matá-la, ela deve ser pelo menos um pouco suportável, então trate de agarrá-la logo ao invés de ficar choramingando do meu lado certo?” Agora boa noite. Vou dormir.”

Enviei a mensagem e me arrumei na cama para dormir. Mas não é que o idiota começou a me ligar. Bufei e sentei na cama com o celular no ouvido.

— Não acredito que tá me lingando — reclamei e ouvi ele rir do outro lado.

Desculpe, mas foi inevitável… Que ideia é essa de agarrar a garota? — perguntou meio rindo e eu suspirei coçando os olhos.

— Cara, é coisa mais simples do mundo. Chega nela e agarra, pronto — Ele voltou a rir. Mas o que ele achava tão engraçado?

Não sei se daria certo Jodie. Ela meio que tem seu temperamento Ah, então complicava. Era capaz da menina pular no pescoço dele se ele a beijasse assim, do nada. Ainda mais se não gostasse dele.

— Erg. Então parte para outra cara — O que? Achou que eu ia ajudar ele a dominar uma garota com as mesmas manias que eu? Ahah. Só se fosse idiota.

Liam fez um ruído estranho, como se estivesse bufando ou inconformado.

— Como assim, partir para outra? Não vai me ajudar, a saber, do que ela gosta? — perguntou esperançoso e eu ri.

— Mas é claro que não.

Mas, por que?

— Por que se fizesse isso, seria em base do que eu gosto. E vamos deixar claro que eu não sou burra para te falar tudo o que gosto para você depois dividir com seus amiguinhos.

Ele bufou mais uma vez, e na mesma hora o imaginei mexendo no cabelo insatisfeito.

Jodie. Isso é crueldade, e eu nunca dividiria seus segredos com os outros. — Ata. Acredito.

— Certo. Mas continua sendo não. Descubra o gosto dela sozinho — Ele suspirou.

Tudo bem, mas será que pode me dar uma dica? Sabe, como devo conseguir a confiança dela sem levar um soco? — Ri novamente e pensei.

— Para de respirar — Ele bufou.

Estou falando serio! —resmungou e eu gargalhei.

— Ok, ok! Para provar que não sou tão má… Eu vou dar uma dica — Ele pareceu comemorar do outro lado, pois durante segundos ouvi ruídos estranhos, e então ouvi uma voz feminina dizer algo como. Você tá bem Li?

Franzi a testa.

— Não está sozinho? — perguntei com curiosidade.

Ah, não. É minha irmã que tá curiando meus livros — Sorri um pouco.

— Oh, entendi. É Micthie o nome dela, não é?

Isso mesmo… Ah, mas que merda. Micthie, você cair dai! — Ri com exaltação repentina.

Mas eu preciso daquele livro Li. Onde está? — Um arrepio estranho passou por mim quando ouvi a voz da garota ao fundo. Não sabia por que, mas aquela voz me fazia lembrar o lindo sotaque britânico de minha mãe. Coisa que eu não tinha, pois era inglesa.

Está na mesa. Pega e vaza daqui.

Por que? Com quem está falando? — A irmã devia ter se aproximado, pois podia ouvir melhor a voz dela. E era tão parecida… Não. Não viaja Jodie.

Uma amiga. Saí fora. Agora!

Ah, amiga… Mãe, mãe, o Liam tem namorada! — Arregalei os olhos e olhei para o celular enquanto ouvia uma serie de xingamentos da parte de Liam. Ouvi só passos depois, como se o irmão estivesse correndo atrás da menina. Sorri, adorando cada ruído da gargalhada de Micthie, mas era como se aquilo servisse para me lembrar de que não poderia brincar com minha irmã.

Suspirei e retirei a foto de Michelle de d’baixo do travesseiro. Passei o dedo pela imagem e caí de costas na cama.

Jodie, foi mal mesmo — A voz de Liam voltou, ofegante e entre pausas.

Ri.

— Se, divertiu? — Ele riu.

Micthie, exagera. Não ligue para ela. Agora, voltando ao nosso assunto, fale qual é a dica — Entortei a boca pensativa.

— Hmm. Você poderia tentar pelo o que ela mais odeia que você faça — sugeri incerta.

Como assim? Quer dizer provocar ela? — perguntou divertido.

— Se isso a faz ficar irritada, sim. Minha mãe sempre disse: Irritação sempre acaba sendo outra coisa — Ele riu mais uma vez, e dessa vez eu o acompanhei.

Obrigado, Jodie. Vou testar essa teoria amanhã mesmo. E, humm, posso fazer mais uma pergunta? A última, eu juro — bocejei alto virando os olhos.

— Ah, pode. Vai logo que tô com sono.

Tá legal. Como vou saber que minhas investidas estão funcionado? Porque como você deve saber, ela não é muito aberta — Afs. Pergunta difícil.

— Bom. Eu creio que se ela gostar mesmo de você… Ela vai tentar se afastar — pelo menos era o que eu faria.

Afastar? Por que, se só quero ficar com ela? — Meu Deus, como esse é lerdo.

— Ô santa inteligência. Acha mesmo que uma garota fechada e que tem meu temperamento, iria ir correndo para seus braços depois de descobrir que está apaixonada? — Ele riu — Claro que ela tentaria recusar o sentimento e se fecharia para todos, principalmente para você.

Entendi. Então é isso? É só eu provocar ela? — dei de ombros.

— Acho que sim. Uma pessoa como eu odeia ser desafiada ou enfrentada. — falei com uma careta pensativa — Realmente, você tem que andar com uma armadura, pois se ela for como eu de verdade… uff! Você ta perdido. — Ele ficou em um silencio estranho, mas depois disse.

Acho que vou correr o risco. Já preparei minha armadura, e não vou desistir dessa guerra, pois no final… Essa garota vai ser minha — Estranho, por que será que eu me arrepiei toda com esse comentário?

~*~

Acordei de bom humor pelo menos, então nem reclamei ao fazer o café de Edgar. Fiz tudo correndo, pois como você deve adivinhar, eu estava terrivelmente atrasada, dei gloria a Deus por meu pai não ter acordado, assim não ouviria merda da boca dele. Pronta para mais um dia chato, corri para o colégio sem colocar uma coisinha na boca, como sempre. .Acabei chegando à segunda aula, que infelizmente, era de francês. Nunca entendi por quê tinha escolhido essa língua entediante, mas tai né.

De mal gosto, peguei meus livros no armário e segui para a sala, a porta estava aberta e a professora já estava dentro com aquela cara de quem comeu e não gostou, olhando os alunos com uma expressão cruel. Dei uma geral na sala antes de bater na sala, fechei a cara ao pegar o rostinho nojento de Helen em uma das primeiras carteiras, ao lado de Lisa e suas cachorrinhas sarnentas.

Virei os olhos e vaguei pelo fundo, encontrando Liam de cabeça baixa e escrevendo no caderno, seus cabelos lisos caíam um pouco para lado enquanto se concentrava do dever. Não sabia que ele fazia francês comigo, mas pelo jeito até nisso ele estava incluído. Já cansada de ficar só olhando, me aproximei mais da porta e bati, chamando atenção da professora e dos alunos.

— Srta. Jodie, está atrasada de novo — censurou ela. Pelo canto do olho notei o novato abrir um sorriso para mim.

— Foi mal. Vou poder entrar ou não? — fui direta logo, e por um momento torci para ela recusa minha entrada, mas ela entortou a boca pensativa, me avaliando.

Aquela expressão queria dizer: “Eu sei o que você quer, então não vou consentir”

— Entre, mas não quero mais atrasos — Dane-se.

Pisei dentro da sala ignorando os olhos em mim e fui para o fundo da sala, última mesa da esquerda, ao lado da parede e atrás de Liam. Joguei minha bolça ali, e sentei na cadeira desleixadamente.

— Por que demorou? — Ele sussurrou sem virar para mim por conta da professora.

Impulsionei-me pra frente e sussurrei de volta.

— Não te interessa — Ele riu, ou pelo menos pensei que tinha rido. Pois notei que seu corpo tinha tremido um pouco enquanto ele puxava o ar.

— Parece de bom humor — disse meio estranho e eu sorri retirando o caderno e canetas da bolça.

— Estou sim. Por mais que alguém tenha me perturbado durante a noite toda — reclamei, o que fez ele se virar com um sorriso de lado. Encarei aquele sorriso como um divertido, mas não sabia o por quê dele. Por acaso falei algo muito engraçado?

— Sei que adorou falar comigo. Dizem que minha voz é muito sedutora pelo celular — Uou! O que foi isso?

Ergui a sobrancelha para ele e fingi um sorriso cético.

— Se sentindo tanto logo cedo, novato? — perguntei arrumando o coque em minha cabeça. Ele mordeu o lábio inferior discretamente ainda me encarando, e por alguma maldita razão, eu fique muito hipnotizada por aquele pequeno deslize em sua boca. Abaixei minhas mãos lentamente tentando não olhar para a boca do moleque.

— Não. Apenas dizendo a verdade — respondeu depois de um tempo, dando de ombros — E pare de me chamar de novato, já faz dias que estou aqui — Sorri provocante e batuquei a caneta na mesa.

— Gosto de chamá-lo de Novato. Te faz ficar nervoso — Ele apertou olhos acinzentados para mim, mas então abriu um sorriso estranho.

— E você gosta de me ver nervoso? — perguntou. Franzi a testa e dei de ombros.

— Pode ser — falei indiferente e desviando os olhos dos deles.

— Irá ter uma hora, que vai se arrepender de me fazer ficar nervoso — avisou, e eu soltei um risinho descontraído.

— Isso foi uma ameaça? — Voltei os olhos para seu rosto e o encarei, sem medo ou vergonha. Prendemo-nos assim, e eu esperei a resposta, mas essa não veio, só pude ver o brilho azul de suas íris se intensificarem. Franzi a testa ao senti meus dedos coçarem para capturar aquela imagem. Nunca tinha desenhado alguém além de minha mãe, mas ele parecia ser ótimo para se desenhar, assim como seus olhos, a boca, tudo nele indicava perfeição, e sem duvida isso era o que mais me irritava.

— Com licença — Eu quase soltei um palavrão muito feio quando a professora apareceu do nosso lado sem nem mesmo nós percebemos. Liam desviou os olhos de mim para a professora e se arrumou na cadeira — Será que estou incomodando? — perguntou. Eu ia soltar um “Sim” bem grosso, mas Liam foi mais rápido.

— Não, senhora — A mulher assentiu.

— Ótimo, então vire-se e faça o seu dever, Sr. Corey — Ele confirmou com a cabeça e se virou para a frente. Pensei que a professora fosse ir embora, mas pelo contrario, ela ficou ali parada, me olhando.

— O que foi? — perguntei. Ela ergueu a sobrancelha.

— Não irá fazer seu dever Srta. Jodie? — Ah, era isso. Que merda;

— Vou, sim. Não se preocupe — respondi, e abri o caderno fazendo com que ela abrisse um sorriso vitorioso e voltasse a sua mesa.

Vaca. Vaca.

Infelizmente, fui obrigada a fazer aquela maldita lição, depois tivemos a chamada oral em francês, que eu fiz questão de não falar, pois adorava implicar com aquela velha. Depois fomos liberados para conversar. Eu não me movi, só me arrumei na cadeira e peguei meus melhores amigos na mão: Lápis e caderno de desenho.

Puxei os pés para cima da mesa e apoiei o caderno nas pernas. Ergui a cabeça quando os mauricinhos do grupo dos populares chamaram Liam para se juntar a eles, o Novato só sorriu para mim e atravessou a sala para chegar neles. No mesmo instante, Lisa e sua cadelinhas foram atrás, e tinham como novo pingente, Helen. Virei os olhos tentando controlar uma raiva repentina, tentei me focar na folha de caderno e comecei uns traços qualquer. Franzi a testa. As vozes e as risadas do grupinho ao lado estavam complicando minha tarefa de ignorá-los, meus olhos percorreram a folha de desenho, empurrando o lápis em ângulos diferentes, olhei outra vez para Liam, e para minha sorte, ele olhava em minha direção e parecia nem se importar com o fato de Helen estar cochichando algo em seu ouvido. Eu quase sorri por isso, mas segurei o impulso.

Desviei minha visão até Lisa, que paquerava Lucas, o chefinho dos populares. Ele até era bom, para aquelas garotas que gostavam de um menino play boy, ricaço e gato, na verdade ele era perfeito. Ergui a sobrancelha quando ele foi para o lado de Liam, o braço em volta da cintura da patricinha.

Foi ai que notei que o metidinho também era bom modelo para desenhar, assim como as meninas que os cercavam.

Era a imagem perfeita.

Os garotões desejados, e as mulheres que os desejavam.

Sorri e imediatamente troquei de pagina. Fixando os olhos em suas expressões, comecei o esbouço, admirei cada expressão de desgosto de Lisa, cada sorriso de Liam, todos os olhares atrevidos de Lucas, e todos os jeitos nojentos de Helen. Com meus dedos, contornei e criei o fundo, a sala, e as pessoas desfocadas em volta dos dois casais em cima das mesas — não que eles fossem mesmo casais, mas era melhor que chamar de algo importuno — Apertei os olhos nos meninos, tentando capturar os olhos de ambos, depois o queixo e a boca, em seguida passei os carrapatos — Ops! Quero dizer meninas — que estavam grudados neles, para o papel. Como grande finale, contornei os traços e borrei em alguns lugares, o desenho ganhou vida em minutos, e quanto mais eu retocava, mais realista ficava.

— Jodie? — Eu me assustei e abracei o caderno contra o peito, mas depois relaxei ao ver o novato.

— Porra Liam! Quer me matar do coração? — bufei nervosa, e ele riu enfiando os materiais na mochila.

— Foi mal, é que já tocou o sinal — disse e eu fiz careta.

— Mas já? — Olhei o relógio no celular — Nem notei.

— Eu percebi… O que tanto faz nesse caderno? — Ele se inclinou para olhar a folha, mas eu fui mais rápida e fechei o caderno.

— Não te interessa — Levantei da cadeira e joguei minhas coisas na bolsa.

— Ah, qual é, por que não posso ver? — insistiu tentando pegar a bolsa de minha mão. Fiz uma careta enorme para ele enquanto me desviava.

— Por que eu não quero. Vai ver se encher o saco da Helen e me deixa em paz — Me virei e sai da sala. Por favor, não me perguntem o por quê de agir assim, pois nem mesmo eu sabia.

~*~

Bom, como sempre, eu estava cabulando a maldita aula de Ed. física. Não suportava ficar d’baixo do sol escaldante, ainda mais com as roupas que usava, sério. Não era legal. No momento estava sozinha, fora do colégio e sentado em baixo de uma das várias árvores do jardim, meu ponto de vista era para aqueles que sempre faziam burradas e bobagem, como por exemplo: O TIME DE FUTEBOL. Por que será que existe gente tão metida? Só de olhar a cara deles, dava vontade de socar até a morte. Se bem que isso seria meio que chato, os garotos do time eram mais moles que meu travesseiro.

Dando um sorriso malicioso levantei o rosto para o céu, encostando a cabeça na árvore. O tempo estava fresquinho, ao contrario de ontem. De repente me peguei pensando no vale de flores que sempre quis ir quando pequena, ele era enorme e na primavera as flores brotavam belas e robustas — Pensei no dia em que minha mãe falou sobre viajarmos para índia, só para conhecer esse vale, eu simplesmente amei a ideia, mas ela morreu antes, e minha alegria também.

Era tão ruim saber que não veria nem um centímetro daquele lugar pessoalmente. E eu encarava isso como mais um desafio a se seguir, pois um dia, eu iria visitar aquele vale, nem que fosse necessário jogar Edgar de baixo de um caminhão — O que me daria um prazer enorme só para deixar claro.

— Ai! — Abri os olhos quando senti alguém tropeçar em minha perna. Abaixei os olhos para o individuo retardado com a cara no chão.

— Não olha por onde anda, idiota? — Censurei o vendo se erguer. Estava de costas para mim, mas ainda podia ver que ele possuía umas costas larga, e um cabelo preto muito escuro.

— Ninguém mandou estar no meu caminho — sua voz era afiada e grossa, tanto que fiquei meio sem palavras. E o fato dele me responder com o mesmo tom ignorante ajudou abeça para me fazer ficar estupefata.

Não era comum os alunos desse colégio falar grosso comigo e não sair correndo depois.

— Como é? — perguntei, para ver se escutei mesmo aquele tom de indiferença sair da boca dele.

O garoto ficou de pé, e assim pude notar que ele vestia apenas preto. Tênis preto, blusa e jaqueta preta, e não pude deixar de lado os anéis de caveira em seus dedos.

— Isso mesmo que ouviu — Ao falar, ele se virou, e eu fiquei, vamos se dizer. Surpresa. O cara era PERFEITO. Sabe quando você bate o olho e encontra seu príncipe encantado? Isso que quero dizer.

Seu cabelo rebelde caia sobre os olhos, e esses — por mais que eu sinta raiva de lembrar — pareciam com os de Liam, um azul perfeitamente acinzentado e brilhante. O lábio tinha um pircing e as orelhas alargadores, e sem falar que o cara tinha uma tatuagem no pescoço — Não dava para distingui qual era o desenho por conta da jaqueta.

Certo, eu estava encantada, mas de todo modo. Mostrei minha cara mais feia de insatisfação, e cruzei os braços.

— Não tenho culpa se precisa de óculos para enxergar as pessoas na sua frente — Ele primeiro ergueu uma sobrancelha, me mirando quietamente. Bufei incomodada — Vai ficar me tarando com os olhos ou vai vazar? — Ao ouvir isso, ele esboçou um sorriso de lado. Era realmente lindo.

Não! Foco Jodie!

— Acho que vou adorar ficar aqui te “tarando com os olhos”; melhor do que ir para a aula de Ed.Física — O que? Mas que idiota.

— Acontece que não sou uma puta para você ficar tarando. Então, vai atrás das lideres de torcida e me deixa em paz — Me levantei e bati contra as pernas para afastar a grama da calça. Peguei minha bolsa e passei pelo menino de preto.

— Pensei que só existisse gente metida nesse colégio — Virei o rosto para o lado quando ele falou, andando ao meu lado com as mãos no bolsos da jaqueta — Pelo visto me enganei.

— Não perguntei o que achava do colégio.

— Mas está curiosa para saber quem eu sou e por que estou te enfrentando — Agora ele me pegou. O que é isso? Algum tipo de piadinha?

— Vai caçar algo para fazer e me deixa em paz, okay? Não quero que chegue perto de mim — Andei mais rápido, e infelizmente tive que ir até a quadra, ou seja. Ed. Física. Erg!

Ao entrar no local, pude ver as garotas jogando vôlei e os garotos futebol, Liam era um deles, e fiquei meio encabulada ao ver que estava sem camisa. Assim como outros do grupo.

— Gostei da quadra — Dei um pulo mínimo ao me assustar com o menino de preto atrás de mim, ou melhor dizendo. Colado em minha orelha.

— Está me seguindo? — perguntei fechando a cara e ele riu negando.

—Claro que não. Esqueceu que também tenho aula de Ed. Física? — Mais que infeliz. Ele havia acabado de dizer que não gostava dessa aula. Por que estava aqui então?

O olhei, tentando adivinhar quando anos tinha. Um rosto singular, nem tão fino, nem tão redondo, másculo. Parecia ter uns 18 anos ou até mais.

— Ótimo — murmurei, e pelos cantinhos caminhei até as arquibancadas orando para a professora não me ver.

— Hey. Qual seu nome? — E ele continuava me seguindo. Mas que insistência!

— Não é da sua conta.

— Poderia fazer com que seja — Opaaa! Isso foi uma cantada?

Sentei na arquibancada e levantei uma sobrancelha para ele.

— Olhe. Se eu fosse você, iria marcar território em outro lugar, ou vou ser obrigada a socar sua cara.

— Você é grossa, em garota — Respondeu ele em falsa inocência — Se não fosse pelos belos peitos e ah, essa bundinha... Eu acharia que você fosse um garoto, e, gata, você não teria mais um rostinho bonitinho que, dele por sinal, não vi nada além de uma boca carnuda, deliciosa e arrogante até agora — Depois dessa não deu para aguenta, juro que tentei, mas não deu.

Só sei que uma hora eu estava sentada o olhando, e na outra meu punho estava indo de encontro com seu belo rostinho.

Ele gemeu e tropeçou para trás, segurado o nariz quebrado e sujo de sangue.

— Babaca. Eu avisei — disse com um sorriso malicioso. Ele me xingava enquanto limpava o sangue do rosto. Quem estava jogando, parou para olhar curiosos e se aproximando.

— Sua…

— O que? Idiota, vadia, vaca? — sugeri despreocupada — Acredite que sou muito pior que isso, querido.

Vi a professora correr até nós e bufei.

— Está vendo. Agora estou ferrada por sua culpa — Ele me olhou indignado.

— O que? Você me deu um soco!

— Levou por ser um idiota — Retruquei erguendo o queixo.

— O que é isso aqui?! — Encrenca chegando.

Viramos para a professora, que no momento se encontrava muito brava olhando de mim para o menino a minha frente.

— Essa louca me socou — O que?

— Você me provocou — Me defendi dando passos até ele, mas uma mão me puxou para trás. Engoli em seco quando toquei com as duas mãos em uma coisa quente e suada, e não precisa olhar para dizer o quão definida era. Prendendo a respiração olhei para baixo, pegando a visão de um braço lindo e forte envolvendo minha cintura, olhei para cima e a revelação. Liam, completamente suado, estava me segurando contra seu peito.

Oh, my god!

Isso já é demais senhor!

— O que está havendo Jodie? — Ele perguntou suavemente, mas não me olhava. Tinha os olhos no garoto de preto. E parecia estar nervoso.

Tive que desviar os olhos dele para voltar a ficar brava.

— Esse idiota fica me tarando e ainda quer que eu fique quieta — reclamei, adorando ter as mãos sobre a pele do novato. Por que tinha que ser tão gostoso?

— O que? — A voz de Liam ficou perigosa.

— Estava tentando ser legal sua idiota — O desconhecido ali falou ignorando o ferimento no rosto — Não tenho culpa que você seja burra o suficiente para não saber quando um homem quer te conhecer melhor — Eu tive que rir disso. Uma risada bem sarcástica.

— Ah. Você se acha um homem, garanhão? Deixa eu te falar uma coisa… Um homem sabe pelo menos passar uma cantada decente, ele não fica falando para uma garota que acabou de conhecer, que ela tem seios bonitos ou uma bunda perfeita, ele não a trataria como se fosse uma prostituta — Tentei me soltar para pular no pescoço do menino, mas foi em vão. Grunhi furiosa, e dessa vez fiquei feliz pelo menino tomar uma atitude sensata. Ele rosnou como um touro bravo, seu lábio inferior tremia deixando seu pircing mais a mostra, sorri, sabendo que ele ia vir para cima de mim, e na hora empurrei o novato para trás.

— Jodie! — Ele gritou, mas era tarde demais. O garoto já tinha avançado em mim, consegui desviar de um soco no rosto e gargalhei.

— Só isso fofinho? — Incentivei chamando com as mãos.

— Estou apenas começando gatinha — falou também sorrindo.

— Parem já com isso! —A professor a gritou se colocando no nosso meio — Sejam maduros.

— Não sou madura, sou o capeta em pessoa — Corrigi com orgulho e meu adversário riu.

— Concordo, plenamente.

Ele puxou a professora pelo braço e avançou, ele soltou o ar e tentou acertar minha cara novamente, me abaixei, e com os punhos fechados perto do rosto, executei um punho de cada vez para frente conseguindo acertar em cheio seu nariz. Ele rugiu e chacoalhou um pouco a cabeça, os gritos do publico eram intensos e me deixava em alerta, era a coisa mais empolgante de todas.

O moreno a minha frente lutava bem, mas eu sentia que não estava jogando sério. Seus passos eram ensaiados e deixavam aberturas, ele parecia querer me testar. Essa era uma brincadeira que era eu que jogava. Que tal trocar os papeis?

Sorri grandemente com o pensamento, e comecei a estudar com mais cuidado os seus passos, ele testou uma rasteira, e eu não fui rápida o suficiente para pular e acabei caindo de costas no chão. Enquanto estava sem ar, ouvi Liam me gritar, mas ignorei não querendo perder essa luta.

Me levantei e encarei meu adversário, ele sorria, o sangue descia por seu lábio e manchava os dentes brancos e perfeitos.

— Pronta para perder gatinha? — perguntou em curtição, eu sorri debochada.

— Vem me pegar, vem — chamei e ele veio. Chutei seu estômago com força, ele gemeu e se abaixou. Aproveitei a deixa dele e pulei em suas costas, envolvi seu pescoço em uma chave de braço e usei minha outra mão para enlaçar seu outro braço em um aperto forte, não deu certo, pois o cara se solto, agarrou meu pulso e o puxou para frente logo depois. Fui jogada no chão, bati as costas de novo no chão e dessa vez me tirou praticamente o fôlego todo, meus olhos se arregalaram e pude ver ele sorrindo por cima de mim. Queria me mover para tirar aquela expressão de seu rosto, mas meu corpo não obedecia, engoli em seco varias vezes e me levantei, ficando de joelhos a sua frente.

— IAN, NÃO! — A professora berrou logo de trás, e distingui que esse fosse o nome do menino tarado. Ian estava pronto para me dar um soco fenomenal, no reflexo, fechei os olhos esperando a dor, esperando mais uma ferida para colecionar, o punho veio em minha direção e…

Foi parado. Os olhos de Ian se arregalaram; o olhar desceu para primeiro a mão que era agarrada, em seguida subiu e viu, na mesma hora que eu, quem a havia parado. Liam, com o rosto contorcido e furioso, seu peito estufado subindo e descendo em lufadas fortes estava entre mim e ele.

Meu coração pareceu saltar ao vê-lo ali. Defendendo-me e se colocando no meio de uma briga minha. Os olhos brilhavam como espelhos, e sob a luz das lâmpadas, pareciam negros, negros como os de Edgar quando tinha raiva.

— Afaste-se — mandou, apertando o punho dele e o empurrando para trás.

— Saía do meu caminho fedelho intrometido. Meu assunto com ela não terminou — Os olhos de Ian estavam em mim, como se estivesse se alimentando aos poucos só de me observar fraca.

— Não vai encostar nela seu — Liam parecia mortal, nunca o tinha visto assim, estranho, como alguém que não conhecia — Saía daqui.

— Quem vai me obrigar? Você? — As expressão de Liam mudou. Estava com os olhos grudados no menino de preto, e não havia neles nenhum resquício de compaixão, piedade ou amizade. Não havia nem ódio. Apenas… desprezo, pensei comigo mesma. Desprezo frio.

— É um covarde! — disse seco — Quer bater em uma garota?

— Não ligo se sou ou não sou covarde. Ela procurou, e encontrou. Agora saía da minha frente se não quiser que sobre para você.

— Ian, pare nesse instante ou vai ser expulso no seu primeiro dia — A professora alertou e o menino deu de ombros.

— Não ligo para essa porcaria de vaga. Prefiro voltar ao meu colégio antigo, melhor do que ter o desprazer de encontra gente desse tipo — Ele olhou para mim indiferente —Gente como ela.

Rosnei para ele e me coloquei de pé.

— E que tipo de gente eu sou? Diga-me! — Minha voz aumentou 10%. Liam me empurrou um pouco para trás e me mandou um olhar bravo.

— Não está ajudando — disse e eu virei os olhos.

— Foda-se — Por um momento, pensei ter visto um sorriso querendo se formar, mas depois ele se voltou para Ian.

— Já disse, não vai encostar nela. Terá que passar por cima de mim — Fiz careta e coloquei a mão em seu ombro, esquecendo que ele estava sem camisa.

— O que está fazendo? Ficou louco? — sussurrei. Ele ignorou.

— Ótimo. Se quer assim — Ele esticou a mão para Liam, como se quisesse alcançar seu rosto e tocáa-lo, até… Então a mão virou, com a palma para cima, os dedos se fecharam e o punho foi de encontro com o rosto do novato, esse cambaleou para trás e eu tive que segura-lo para não cair.

— Liam! — Cobri a mão que ele tinha no rosto, estranhamente preocupada, ouvi ele xingar, e depois rugir.

— Filho da puta — fiquei impressionada pelo palavrão, mas não pude falar nada, pois ele já tinha se endireitado e ia para cima de Ian. Os dois se encaravam como se fosse matar um ao outro, e eu podia sentir a tensão na quadra.

Encarei Ian abertamente, absorvendo o quão de raiva ele tinha, sua estrutura alta e larga era dura e perigosa, como se fosse uma cobra deslizando sobre a terra prestes a atacar sua presa mais apetitosa. Os olhos azuis era como facas afiadas, laminas cortantes e cintilantes. Guiei os olhos para Liam, seu corpo musculoso era como uma rocha, seu tamanho ideal e sua força poderia dar-lhe vantagem na luta, e assim como os olhos de Ian, os dele emanavam perigo e dureza, mas aquele azul era mais interessante. Era como o fundo de uma garrafa, tinha traços acinzentados e esses brilhavam e pediam atenção, como ondas do mar revoltadas e fortes.

Liam fez o primeiro movimento, aproximando-se subitamente e descendo uma rasteira rápida e veloz no tronco de Ian, que por sua vez, recebeu o golpe e caiu no chão, mas se levantou mais rápido do que já vi qualquer um o fazer.

Fiz careta. Ele era bom, admito. Muito bom. Mas…

Ian acertou o estômago de Liam e tentou uma chave de braço, mas o novato interrompeu sua estratégia, torcendo a mão dele para frente e rodando seu braço para trás, Ian gritou de dor e eu sorri cruzando os braços em cima dos seios e resolvendo ficar observando. A professora e os alunos pareciam perdidos e amedrontados, tudo muito sem graça.

Liam tencionou o pescoço para os lados e sorriu debochado.

— Só isso mesmo? — Ian grunhiu como um cão raivoso e avançou.

Ele transferiu um soco na lateral da cabeça com o movimento se encerrando com o braço flexionado em Liam, aquele golpe me deixou nervosa. Só quem podia bater no novato era eu! Quem ele pensa que é?

— Hey! Ian seu idiota! Por que não vai vestir uma saía para conseguir mais respeito? — Gritei, tentando chamar a sua atenção. E funcionou, ele olhou-me mais nervoso que nunca.

— O que você… — Como eu esperava, Liam acertou o queixo dele de baixo para cima do abdômen e Ian só não caiu no chão, por conseguir usar a grade da arquibancada para se firmar.

—OU! Isso não vale, tem que cair no chão! — berrei pulando no mesmo lugar. Liam me olhou com a sobrancelha erguida — Acerta ele Liam, seu idiota! — Mandei. Ele piscou para mim, mas depois balançou a cabeça rindo.

Ah, agora ele vai amarelar?

Já com uma carranca enorme, marchei até aquele incompetente e parei a sua frente, o mirando ameaçadoramente.

— E ai? Não vai terminar? — Ele sorriu para mim e passou o braço na testa.

— Acho que ele já aprendeu a lição por hoje — falou e eu virei os olhos.

— Afs. Assim perdeu a graça — reclamei, e o novato gargalhou.

— Srta. Jodie, já chega de confusão. Vocês todos já pra secretaria — A professora mandou com as mãos na cintura.

— Ah claro. Ele começa e nós temos que pagar— murmurei emburrada, e virei o rosto para Liam, ele sorria, mas eu ignorei esse fato ao ver Ian se aproximando, eu sabia o que ele ia fazer, e com certeza não ia deixar.

Agarrei o ombro de Liam e empurrei para o lado bem na hora que o idiota tentou agarrar seu pescoço, o novato caiu no chão, e quando tive o caminho livre, eu joguei o pé para frente e atingi o queixo de Ian, conseguindo quebrar sua mandíbula e derruba-lo no chão desacordado. Franzi a testa para ele e depois me assustei quando aquele bando de gente começou a gritar do nada, todos dizendo coisa diferente ou aplaudindo, e pela primeira vez, achei que aquilo era para mim.

Senti uma mão em minhas costas e virei. Era Liam, e ele tinha os olhos repletos de surpresa.

— Obrigada. Se não fosse você, ele teria me pegado — disse, e vi a sinceridade em sua voz. A mão em minhas costas se moveu para cima e para baixo, tremi diante o toque quente.

— Er… De nada, eu acho — Ele deu um sorriso de lado e olhou para Ian, que era cercado por uma multidão, para-médicos, a professora, e acho que até a diretora estava ali no meio. Agora saber de onde ela saiu é que é treta. O novato mordeu o lábio por dentro discretamente.

— Que tal nós nos mandarmos daqui? — perguntou para minha surpresa.

Sorri maliciosamente.

— Finalmente falou algo que preste novato — Ele sorriu de volta e correu até a arquibancada para pegar minha bolsa. Ninguém estava nos vendo, então seria fácil escapar da bronca.

— Vamos? — perguntou estendendo a mão para que eu segurasse.

Hesitei apenas um minuto, pensando se isso seria mesmo a coisa certa a se fazer, mas então tive o pensamento mais óbvio de todos. Eu nunca faço o que é certo, então, não seria agora que faria. Não é?

Suspirei, e decidida, me aproximei dele, pegando sua mão em um agarro forte e firme.

— Vamos.

~*~

Notas finais
Hellouuuu! Desculpa, mas tenho que falar. SOU MAIOR DE IDADE!!!! 18TÃOOOOO UHUH. Kkkkk Agora voltando a fic, obrigada por lerem, e claro, deixem os comentários okay, e como presente para mim, please, favorite minha historia, aquele cantinho para os leitores e acompanhantes na pagina inicial está me dando tristeza de tão fazia. Façam essa por mim pleaseeeeeeee :( :)