Believe In Happiness

3 Capítulo 3- O rapaz fugitivo


Notas iniciais
E aqui vai o terceiro capítulo :b
Ah , obrigada pelas reviews *.*

Pov Joana

Mal acabei de arrumar as minhas coisas, o que demorou algum tempo, liguei à minha mãe para dizer que a viagem tinha sido tranquila e que estava tudo bem. Ainda havia uma pequena luz do dia lá fora, fim da tarde. No entanto, talvez pudesse sair de casa para explorar a zona.

-O cão!- Murmurei. Parece-me uma boa desculpa. Além de que provavelmente os vizinhos a qualquer momento irão dar-nos as boas vindas e não me apetece estar cá para traduzir tudo o que eles dizem. Não domino o inglês, sei o suficiente, mas tenho a certeza que vou ter tempo suficiente para dominá-lo, e o resto da família também.

Desci as escadas e disse ao meu pai que ia passear o cão. Ele ficou admirado por querer fazê-lo mas não se opôs. Meti a trela com sucesso no Brutus e saí de casa.

Havia algumas pessoas na rua. Umas a correr nos passeios, outras a passear os cães ou então simplesmente passeavam enquanto tinham uma longa conversa com o seu acompanhante. Um ambiente tranquilo, era Domingo. Avistei um parque para crianças onde tinha imensos bancos e muitas árvores. Fiquei contente por haver este tipo de sítios perto de casa, então dirigi-me para lá com o Brutus. Sentei-me num banco para observar as crianças a brincar em baloiços e escorregas, enquanto os seus pais se limitavam a observar ou a ajudar os seus filhos pequenos a deslizar do escorrega.

Até que um rapaz razoavelmente alto, olhos azuis e de cabelo castanho dirige-se a mim e por ventura a correr.

-Se uma rapariga com voz de ganso, cabelo de vassoura e olhos grandes perguntar por mim diz que nunca me viste- avisa-me ofegante, escondendo-se rapidamente atrás do banco onde eu estava. Com calças vermelhas e camisola branca e vai-se esconder atrás de um banco de um parque? Sim, muito inteligente.

-Voz de ganso? Deves estar a brincar comigo…- falo rispidamente. Só pode ser uma brincadeira de mau gosto.

Preparo-me para me levantar quando uma rapariga se dirige a mim. Sento-me novamente, pegando no Brutus para o colocar também no banco, ajudando a encobrir o rapaz. Talvez ele não esteja a gozar comigo…

-Viste um rapaz de calças vermelhas, alto?- pergunta a rapariga muito aflita. Naquele momento não sabia se haveria de dizer a verdade visto que ela estava muito aflita e o rapaz disse coisas muito desagradáveis em relação a ela. Bem, o problema iria ser mais tarde do rapaz.

-Acho que sim… Foi naquela direcção- apontando para uma zona qualquer.

-Muito obrigada- agradeceu a rapariga, começando a andar em passos rápidos.

-Ela já se foi?-pergunta o rapaz atrás do banco.

-Sim- respondo, indiferente.

O rapaz sai cuidadosamente detrás do banco, sentando-se à minha beira. Ele deveria de ter os seus 17/18 anos, mas o seu comportamento deixa muito a desejar. Escondo o sorriso que aparece nos meus lábios ao pensar tal coisa.

-Obrigada por me teres ajudado. Mas acho que mais tarde ou mais cedo ela vai descobrir que tu mentiste quando disseste que me tinhas visto…- disse o rapaz com um sorriso.

-Não vai descobrir. Posso ter visto outro rapaz com calças vermelhas, ela não foi muito explícita ao descrever-te. Tu é que não foste muito inteligente ao esconderes-te atrás de um banco!- afirmo indignada.

-Hey, calma! Apesar de teres quase afirmado que eu sou burro, estou a começar a gostar de ti. Tens um sotaque diferente…- sorri… novamente. Faz-me lembrar uma pessoa e eu sei quem… Marta.

-Sim, sou portuguesa. Mudei-me hoje para cá- informei o … ainda não sei o nome dele.

-Ah, então és tu a nova vizinha, disseram-me que se iam mudar para cá umas pessoas portuguesas. Bem, vais-me ver muitas vezes a partir de agora.

-Sim… Acho eu… Mas ainda não sei o teu nome…

-Eu sou o Louis. Desculpa não me ter apresentado.- desculpa-se Louis.

-Não faz mal. Eu chamo-me Joana.- olho para o relógio. Acho melhor ir para casa porque já passou algum tempo- Parece que tenho de ir embora…

-Eu vou contigo, tenho de ir na mesma direcção que tu.- Louis levanta-se ao mesmo tempo que eu.

-Como sabes em que direcção vou?-pergunto com uma sobrancelha arqueada.

-Vais descobrir muito rapidamente- afirma com um sorriso nos lábios. Começamos a andar.- Mas o que posso fazer por ti por me teres ajudado?

-Nada… Ah, espera. Sempre me podes levar o cão- começo a rir-me pela idiotice que pedi.

-Levar o cão?! Ao menos pedes uma coisa simples. Como é que ele se chama?- acariciando o cão

-Brutus e acredita que já fazes muito.

-Boa, tem um nome inglês.

Conversamos durante o caminho todo. Descobri que o Louis tinha um óptimo humor, o que me agradou. Parece que tinha encontrado uma Marta em versão masculina, apesar de isto soar muito estranho. Até que me lembro de perguntar uma coisa:

-Porque é que estavas a fugir daquela rapariga?

-Ela é louca, nem sei como fui capaz de andar com ela. Espera… Claro que fui capaz, sou o Louis- então aí senti que talvez ele poderia ser um… mulherengo. Normalmente não gosto desse tipo de rapazes, mas agora não poderia afastar-me dele e iria ser ridículo.

-Sim Louis já percebi que és…-de momento penso como se diz a palavra “mulherengo” ou qualquer coisa parecida em inglês, mas não me recordo de nada- não sei como hei-de dizer em inglês, não sei a palavra… Mas o que queria dizer é que és um daqueles rapazes que troca uma rapariga como quem troca de boxers.

-Boxers?!- perguntou de uma forma retórica.

-Estava a tentar ser diferente- explico. Reparo que Louis começa a rir e eu não consegui evitar de fazer o mesmo.

-Deves ter razão. Mas acho que ainda não encontrei a rapariga certa, além de que sou novo, tenho de gozar a vida

-Uau, que boa maneira de gozar a vida, utilizar os outros para conseguires o que queres- ironizo.

-Visto desse lado parece mau… Mas quem disse que elas também não se divertem?!- ao dizer isto, dá um sorriso pervertido.

-Ok, ok. Não vou insistir mais neste assunto. Quando te dirigiste a mim, fizeste uma descrição ridícula da rapariga, coitada!- queixo-me, não querendo imaginar o que vai agora mesmo na sua cabeça.

-Dei-te a descrição correta dela. Vais dizer que ela não tem voz de ganso e cabelo de vassoura?!- retruca Louis.

-Ok… Poderei talvez concordar com o cabelo, mas voz de ganso não. Tu sabes que isso é um completo… espera, eu sei a palavra…- não me lembrava da palavra em inglês, então desisti- Oh, mais uma vez não sei traduzir a palavra. Bem… Só sei que essa descrição não tem sentido

-Oh, eu sei, mas não me tiras isso da cabeça. E não te preocupes, existe estrangeiros bem piores. Tu até te safas muito bem a falar inglês.

Entretanto reparei que estava no passeio em frente a minha casa

.

-Bem… Parece que cheguei.- digo para Louis.

-Sim. Provavelmente os meus pais vão fazer uma visita à tua família. Fazem sempre isso quando um vizinho novo se introduz cá- informa-me. Isso para mim já era de esperar que algumas pessoas fizessem isso.

-Então, até logo- sorrio.

-Até logo- despede-se de mim com dois beijos na cara e entrega-me o cão.

Dirijo-me para a minha casa, no entanto reparo que o Louis se dirige para a casa ao lado, então aí percebo o porquê de ele ir na mesma direcção que eu. Louis sorri para mim antes de entrar em sua casa.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo em que Louis aparece pela primeira vez (=
Não se esqueçam de comentar sobre a vossa opinião em relação à fic ;D