Believe In Happiness

14 Capítulo 14- A densa floresta


Notas iniciais
Obrigado pelas 23 reviews que me têm deixado ao longo da história , estou muito grata . É mesmo importante para mim saber o que pensam desta fic (=

Pov. Joana

Harry puxou o braço de Emily para longe de mim de modo a poder falar com ela a sós. Entretanto lembrei-me de Louis… Coitado! Está a fazer o trabalho todo sozinho… ou não… É muito provável que esteja debaixo de uma árvore na sombra ou então à nossa procura.

Espero que Harry não demore a conversar com a sua namorada visto que temos de montar todas as armadilhas ainda hoje para depois no dia seguinte vermos o resultado.

Observei Emily. Pelas suas expressões poderia adivinhar indignação mas continuava zangada, às vezes sem Harry se aperceber lançava-me um olhar incriminatório. Passado alguns minutos notei uma diferença súbita, a rapariga começa a chorar descontroladamente, agarrando na camisola de Harry, enquanto este tentava soltar-se, por sinal. Não me queria intrometer mas achei aquilo bastante esquisito. E se o motivo por que ela chora é minha? Oh, claro que é minha!

Agora Harry aproximava-se a passos largos em direcção a mim. Não com uma expressão sorridente, mas zangado ou triste também não estava. Era realmente difícil avaliar as suas expressões algumas vezes, e esta era uma delas.

-Vou à minha tenda buscar umas coisas para depois irmos ter com o Louis.

-Está bem…-anuo com a cabeça.

Ele entra na tenda e passado alguns minutos regressa para junto de mim. Pergunto-me o que é que ele estará a pensar…

-Vamos?!- não respondo, apenas limito-me a caminhar com ele de regresso ao local onde estávamos com Louis.

Durante o caminho nenhum de nós falava, o silêncio dominava. Mas a minha curiosidade não conseguia aguentar mais, então perguntei-lhe:

-O que é que disseste à Emily para ela ficar assim tão abalada?

-Acabei com ela.- responde com indiferença.

-Não te incomoda o facto de ela ter ficado assim tão…mal?!

-Não sei porque é que algumas raparigas ficam assim, muito emotivas.

-És tão cínico! Tu brincas com os sentimentos das pessoas! Provavelmente ela ficou assim porque gostava de ti…-exclamo num tom indignado. Será que ele tem a noção que os seus atos podem magoar as pessoas? Apesar de achar que Emily não gostava dele, apenas é demasiado possessiva e, claro, ainda há a questão da popularidade que obteve.

-Pensava que não gostavas dela.- retruca Harry.

-E não gosto, mas foi só um mal entendido que depois levou a uma discussão, isso não é motivo para acabares com ela.

-Se eu não gostar dela já é um motivo suficiente, além de que ela já estava a ir longe demais, quase que nem tinha espaço para respirar! Nem imaginas as coisas negativas que ela te chamava…

-E desde quando é que tu gostas realmente das raparigas com quem já namoraste…?!- reviro os olhos.

-Ela falava mal de ti! Não te importas?

-Claro que me importo, especialmente quando sei que eu não fiz nada de mal, mas …

-Então pronto, assunto encerrado. Onde é que o Louis se meteu…-interrompe-me, começando logo de seguida a olhar para os lados.

Fico parada a olhar para o chão coberto de folhas e erva. Cada vez me convenço mais que a razão por eles terem acabado sou eu. Não me culpo por isso, mas é estranho, nunca semelhante coisa me aconteceu.

-Mas onde é que aquele palhaço se meteu?- interroga-se Harry, já a ficar impaciente. O menino fica impaciente muito depressa, enfim…

-Vamos mais para o interior da floresta, ele pode estar lá encostado a uma árvore.

Fomos para os lados onde tinha mais árvores. Talvez não tenha sido uma boa ideia, como sou desastrada facilmente caio, então quando estávamos a caminhar no denso arvoredo, quase que caía por causa de um galho, Harry segurou o meu braço a tempo.

-Vê por onde andas, Joana.- avisa-me num tom sério.

-Ah, deixa-me em paz. Eu sei tomar conta de mim!

-Às vezes não parece, se não fosse eu já tinhas caído. Além disso eu só te estava a avisar, escusas de responder torto.

-Sim, meu herói. Vamos procurar o Louis o mais rápido possível para não teres de me salvar outra vez dos galhos- reviro os olhos e começo a andar, ouço uma gargalhada de Harry mas ignoro.

Percorremos uma longa distância mas Louis não aparecia. Começo a interrogar-me se ele alguma vez esteve aqui tão afastado do acampamento…

-Harry…

-Sim?!- ele olha para mim.

-Acho que é melhor voltarmos para trás, é muito improvável que ele esteja aqui.

-Não me digas que estás a ficar com medo…!- o rapaz de cabelos encaracolados começa a rir-se- Vocês as raparigas são tão medrosas.

-Eu não estou com medo! Só acho uma má ideia caminharmos mais. Tratas as raparigas como se elas fossem todas iguais, pensas que nós somos frágeis em todos os apectos. Estás muito enganado, e não consegues perceber isso pelo teu grande machismo, além do teu IMENSO ego!- já estava irritada o suficiente, então quando ele disse aquilo eu não pude conter-me. Sempre a criticar e a deitar defeitos ao sexo feminino, no entanto está sempre atrás delas. Não compreendo.

Harry aproxima-se de mim, deixando-nos a escassos centímetros um do outro. Ele olha-me nos olhos mas eu recuso-me a mexer. Aquele truque não funciona comigo tão facilmente como nas outras raparigas que ele costuma engatar.

-É por essas razões que tu não gostas de mim?- pergunta-me num tom sereno. Tenho de admitir que me apanhou desprevenida, não sei o que responder a esta pergunta… Eu não desgosto dele, não o odeio…

-Hum…Eu…-não consegui evitar de gaguejar, realmente não sabia o que responder. Então recuei, encostei-me a uma árvore e olhei para o chão, evitando que ele visse a minha expressão facial.

-Então estou correto…- Harry aproxima-se mais uma vez de mim, mas eu continuo a olhar para o interessante solo.

-Porque é que me estás a perguntar isso?- pergunto quase num sussurro.

-O teu comportamento é diferente para comigo em relação aos outros rapazes. Mas continuo a não perceber… O Louis é bastante parecido comigo em relação aos defeitos que me impões e, no entanto, é o rapaz que tu te dás melhor, brilhantemente, devo acrescentar. Claro que há momentos em que alinhas nas minhas brincadeiras, mas isso é raro.- Harry coloca as duas mãos na árvore, ficando eu no meu dos seus braços, dessa forma eu não poderia escapar… Tinha de responder às suas perspicazes observações. Nunca julguei que fosse tão atento.

Ganho coragem para olhar na sua cara, então observo os seus olhos. Nunca estivemos tão próximos como agora o que não me permitiu reparar neles. Olhos com um verde intenso mas brilhantes, eram…lindos.

-Louis pode ter defeitos parecidos aos teus, mas eu consigo encontrar virtudes nele. Quando quer, consegue ser uma pessoa bastante prestável e querida.- repondo, convicta nas minhas palavras.

-Mas eu não…- sussurra mas de forma que a minha audição consiga captar.

-Não, não é isso. Eu só não te consigo compreender com tanta facilidade como os outros. Parece que não me deixas conhecer quem és mesmo, posso estar enganada… Mas reflecte. Tantos dias se passaram desde que nos conhecemos e quase nada sei de ti. Então obrigas-me a pensar que és realmente aquela pessoa convencida, só pensa nela mesma e que não aceita novos ideais a não ser aqueles que construiu.- as palavras foram fluindo tão facilmente que neste preciso momento me espantou.

O meu discurso pareceu ter afectado um pouco Harry, pois ele retirou as suas mãos da árvore onde estava encostada e afastou-se lentamente.

-É melhor voltarmos ao acampamento. Passamos muito tempo aqui e o sol está quase a pôr-se.- mudou rapidamente de assunto e eu não insisti, seria errado se o fizesse.

-Sim, acho que já caminhamos demasiado nesta densa floresta.- fim do dia… espero que Louis tenha tido o bom-senso de montar as armadilhas.

Notas finais
Espero que tenham gostado deste capítulo . Comentem , por favor *o*