Bela descoberta

1 Capítulo 1 - Eu preciso de você


De dentro do QG, Cobra avistou uma folha roxa adentrando ao lugar, com a força do vento. Com a curiosidade estampada em seu rosto, ele pegou a folha. Era uma carta. A folha tinha cheiro de perfume, um perfume já sentido por Cobra. A carta dizia:

Não consigo entender e nem muito menos perdoar, toda essa traição. Entendo que o arrependimento é sentido, mas não aguento mais acordar todos os dias, e perceber que tudo não passou de uma mentira. Despeço-me de todos com imensa tristeza, pois prefiro morrer à viver nesse sofrimento contínuo.

— Karina Duarte.

Ao terminar de ler a carta, Cobra correu, mais do que seu pulmão pudesse aguentar, em direção à casa de Karina. Entrou sem ao menos bater à porta. — Bete, liga pra emergência, AGORA!-Gritou Cobra correndo em direção ao quarto de Bianca e Karina. A primeira tentativa de abrir a porta foi invalida, mas após três chutes na porta, Cobra conseguiu abri-la. A primeira imagem que viu, foi a de Karina deitada no chão, envolta por pílulas de algum sonífero. Por sorte, ela ainda estava acordada. Zonza, mas acordada. Enfiando os dedos na garganta da Karina, Cobra conseguiu faze-la vomitar algumas pílulas. — Me deixa morrer Cobra, por favor.-Implorou Karina, chorando. Bete entrou assustada no quarto e logo caiu aos prantos. Cobra colocou Karina no colo e começou a chorar, coisa que não fazia há anos.

Ao abrir os olhos, Karina se deparou com seu pai ao seu lado, com os olhos vermelhos e inchados. — Filha, seu pai ta aqui. Vai ficar tudo bem.- Disse Gael. No início, Karina ficou confusa. Aos poucos ela foi se lembrando do ocorrido e a única pessoa que lhe veio a cabeça, foi o Cobra. — Eu preciso falar com o Cobra.- Disse Karina. — Mas, filha voc... — Por favor, pai.- Disse ela interrompendo-o. Gael assentiu e saiu do quarto do hospital, cabisbaixo. Alguns minutos haviam passado, até que Cobra tivesse adentrado no quarto. Aos poucos ele foi se aproximando de Karina. — Você quase me matou hoje.- Disse ele segurando sua mão. — Você é um amigo muito chato, não me deixa nem morrer em paz.- Brincou Karina. — Até parece que eu ia deixar isso acontecer.- Respondeu, sério. Algumas lágrimas escorreram dos olhos da Karina, a dor do sofrimento ainda era grande. Cobra olhou em seus olhos, respirou fundo e disse: — K, eu preciso de você.

Notas finais
Eu sei que esse não é o melhor começo do mundo, pois está bem curto. Pelo menos é um começo e ainda tem muito pela frente.