Beijada Por Um Anjo
2 Borboletas no Estômago
Notas iniciais
No dia seguinte nos encontramos novamente, e foi assim durante todos os dias de 5 semanas maravilhosas, algumas vezes ele ia almoçar lá em casa outra tomávamos café da tarde e depois saímos pra caminhar ou andar de bicicleta na orla da praia, do dia 28 de janeiro, fui até a casa dele sem avisar nem nada, sabia que iria estar só, pois a dona Isabella, uma loira alta e bonita, mãe do Vinicius, que aparentava ter no máximo 26 anos iria estar trabalhando e seu pai estaria em alguma reunião para mais um de seus projetos grandiosos de prédios,Gustavo era um verdadeiro pai, desses de novela sabe? Era divertido conversar com ele, por outro lado dona Isabella não gostava lá muito de mim...
Cheguei em sua casa e toquei a campainha, abaixei a cabeça e batia os pés arduamente, uma mecha de cabelo meu caiu no momento em que ele abriu a porta com aquele sorriso maravilhoso, ele estendeu a mão e pôs meu cabelo para trás da orelha, eu sorri quando ele disse “Não abaixe mais a cabeça princesa ou sua coroa irá cair”. Ele deu um beijo em minha testa e sorriu, estendeu o braço por adentro e disse:
- Seja bem vinda...
- Eu pensei em ficarmos aqui fora conversando, sei lá... – Eu sorri um tanto tímida, sei lá, havia entrando em sua casa umas duas ou três vezes e me sentia meio estranha, por mais que visse em seus olhos que não havia malicia alguma entre agente, eu ainda preferia ficar ao ar fresco, ele concordou sorrindo, então sentamos na escadinha que tinha em frente a sua porta.
- O que tem dentro da mochila? – Ele disse querendo pegar a mochila branca e azul Royal que estava em meu colo, eu puxei rindo. – Aé? Segredo então?
-Não, claro que não... Gosta de chocolate? Eu tenho aqui e meu caderninho de anotações está aqui também. – Eu disse rindo, antes de ir pra casa dele, havia passado na casa da minha tia Beatriz, que não sei como, mas o assunto foi parar em um lugar não muito agradável pra uma garota de 15 anos que nunca tinha beijado na boca e nem pensado em sexo, ela explicou tanta coisa que eu simplesmente anotei, tenho ingenuidade por mim e pelo Augusto, creio que tenho até pelo Victor. Abri a caixa de bombons e enquanto saboreávamos os chocolates, ele pediu pra ler o caderno, eu o entreguei em sua mão e dei de ombros, continuei a comer.
- Mas Laurinha... Isso... Isso é... Pecado! – Ele dizia me olhando, voltando a olhar o caderno, fez esse movimento umas 2 vezes.
- Ué, eu nunca fiz isso não, eu nem tava entendendo nada, eu só... Anotei... – Eu disse olhando pra ele
-É... Pecado... Meu pai não se agrada muito com isso, meu Pai... – Eu continue olhando-o, não sabia o que fazer, continuava ali, falava alguma coisa, ou sei lá.
Mudamos de assunto, sem voltar a tocar “naquele assunto”, comemos muito chocolate, rimos nos conhecemos cada vez mais... Todo dia tínhamos assunto, todo dia descobríamos coisas diferentes, todo dia, só eu e ele, ele e eu. Era algo muito bom, algo que nunca havia sentindo antes, eu podia ser eu mesma com ele, e ele poderia dizer o mesmo...
-Vininho? – Eu o chamei desenhando no chão
-Sim? – Ele me olhou com o meu sorriso preferido
-Eu posso fazer uma coisa que vi em um filme? – eu o olhei
-Pode ué, o que preciso fazer? – Ele disse espontâneo
-Está bem, feche os olhos. – O viele fechar e me aproximei. – 1,2,3... – me aproximei e dei um selinho nele, aquilo me fez sentir um friozinho na barriga, algo como as “famosas” borboletas da tia Bia e da minha mãe, não sei porque mais gostei daquela sensação. Eu abri os olhos e ele também, o sorriso havia desaparecido e ele se levantou rapidamente.
-Laurinha... Isso... É pecado, eu pequei, meu Jesus... – Ele não estava brincando, levava a sério, e o sorriso em meu rosto sumiu também.
- Desculpa Vininho, sério... É que... – Ele não deixou eu falar mais nada, esticou mão para me ajudar a levantar e me olhou.
-Tudo bem Laura... Tudo bem, eu disse pra Ele não me deixar descer, sabia que isso ia acontecer, não é a primeira vez que um Anjo se apaixo... – Ele me deixou confusa, não entendi muito bem e perguntei seguindo de uma afirmação.
-Anjo? Meu anjo Vininho! Desculpe... – Eu estava vermelha, o sangue subia a minha cabeça, eu queria sumir.
-É isso, Seu anjo. Não fica assim, ele perdoa o Amor, o carinho, a amizade... – Ele sorrio, e me deu um abraço – Ta tudo bem.
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