Behind The Red Coat

6 What really happened that night. (Part 1)


Notas iniciais
Um capitulo especial do dia do trabalho.
Ele é dividido em duas partes. Mais tarde posto a segunda parte.

Espero que gostem e comentem.

Alison estava voltando da casa de sua avó na Georgia. O carro amarelo parou na frente da casa dos DiLaurentis e as quatro meninas já esperavam pela melhor amiga. A loira e linda garota saiu do taxi com um grande sorriso no rosto.

- Ai meu Deus! – Ela abriu os braços para as meninas. – Senti tantas saudades de vocês.

Aria foi a primeira a abraçar Alison, mas também foi a primeira a notar o seu bronzeamento.

- Por que está tão bronzeada?

- Como ficou tão bronzeada no apartamento da sua avó? – Spencer como sempre a mais curiosa disse em tom brincalhão. – Achei que ela estivesse em uma caverna.

- Não quer dizer que eu estava. – Alison disse com sua voz persuasiva e logo foi mudando de assunto. – Hoje a noite está de pé?

- Claro – Aria foi rápida em confirmar. – A mãe da Spencer nos deixou usar o celeiro.

- Pode haver uma tempestade forte hoje então...

Hanna estava com uma sai longa, uma blusa folgada e um moletom por cima. Ela achava que aquilo escondia o seu corpo cheio de dobras. Não era assim que parecia.

- Ultima festa antes das aulas. – A loira de um corpo perfeito ajustou seu sinto na cintura e olhou para Hanna com um olhar de fúria. – Não me decepcione. – E então voltou a ser a Alison que saiu do taxi a alguns minutos. Com sua voz doce e um sorriso perfeito. – Alguma de vocês pode pegar as malas? Meus braços estão doloridos.

- Sim. – Spencer se aproximou de uma das malas. – Por quê?

- Teve que carregar sua avó e dar banho nela?

- Sim. – Ela afirmou com cara de nojo. – Foi mesmo nojento.

- Você foi ao Hilton Head?

Spencer mais uma vez com suas perguntas chatas. Ela estava segurando um papel que estava na alça da mala da loira. Alison odiava tanta indiscrição e curiosidade.

- Vovó teve um dia de passeio. E ela adora golfe. – Não estava afim de continuar aquela conversa. – Não me pergunte. – Ela deu um sorriso e parou de olhar para Spencer. – Então... Quem se encarregou das bebidas?

- Hanna roubou uma garrafa de tequila. – Emily segurava um monte de malas para agradar Alison. Ela sempre fazia esse tipo de coisa. – Então já temos.

- Genial. Bom trabalho, Han. – Ela ficou toda feliz em ter seu esforço reconhecido pela melhor amiga, mas logo ficou envergonhada. – Escondeu no moletom folgado?

- Hilton Head não fica na Carolina do Sul? – Spencer não esqueceria aquilo? Pelo menos ainda não. – Achei que sua avó morasse na Georgia.

- Ainda fica no sul, Spence. Pra que tantas perguntas? – Ela estava cansada do interrogatório Hastings. – Temos uma longa noite pela frente. Não posso cuspir cada detalhe no minuto em que cheguei. – Ela logo começou a andar e deu as mãos para Aria e Hanna falando de uma forma animada. – Esperem por isso. Esperem por isso...

Logo as cinco garotas estavam desfazendo as malas de Alison e dando risada de historias que ela contava, mas Spencer continuava a tentar descobrir o que ela fazia no Hilton Head. Tentando escapar de tantas perguntas Ali disse que precisava descansar e que elas iriam se ver durante a noite. As meninas então foram embora.

As meninas não faziam idéia, mas Alison não estava mesmo na Georgia. Ela ligou para um amigo, pegou carona com ele do Hilton Head até a Filadélfia. Seis horas ou talvez sete horas antes de entrar no taxi e ir para sua casa encontrá-las. Ela já tinha feito muitas coisas antes que suas amigas encontrassem com ela e a enchessem de perguntas.

Seu amigo era Duncan, um cara legal. Ele a fazia se sentir segura, coisa que ninguém tinha feito antes. Alison confiava plenamente nele. E ele sentia algo mais por ela. Sempre sorria quando ela assumia o comando. Via que nada podia atingi-la, mas naquele dia ele viu uma Alison diferente. Uma Alison que tinha descoberto algo muito perigoso.

Depois de descansar um pouco ela foi tomar banho e se arrumou para ir à casa dos Fields ver Emily. Ela tinha um presente para ela. Um globo de neve. Ela falou que era para Emily, mas que ela teria que dizer para as outras que não tinha ganhado nada. Não queria despertar ciúmes em nenhuma delas. Aquele presente na verdade era uma chave. O Globo tinha um fundo falso e quando Emily a descobrisse saberia sobre os vídeos do N.A.T clube.

Ela não se demorou na casa de Emily. Afirmou ter outro compromisso. Ela encerrou a conversa com Em com a frase “Não se divirta sem mim.” e pediu para que a amiga se certificasse de manter o presente em um lugar seguro, pois ele era mais valioso do que parecia. Alison estava pressentindo que teria que partir de uma forma, ou de outra.

Já estava chegando à noite. E junto uma grande tempestade. Alison viu Jenna e Garrett juntos.

- Pensei ter ouvido animais. – Alison ainda era a mesma garota superior e cheia de vida, mas se conhecessem de verdade Alison DiLaurentis você poderia notar o medo em sua voz. – Você tem uma péssima memória. Eu disse o que aconteceria se voltasse.

Jenna tentou bater no rosto dela, mas ela desviou. Afinal... Apanhar de uma deficiente visual seria uma vergonha para a fabulosa DiLaurentis. Garrett estava disposto a defender Jenna:

- Pare com isso.

- Volte para o seu clube de câmeras.

Jenna então arranhou o braço de Alison com suas unhas.

- Vai pagar por isso.

Ela foi pra cima de Jenna, mas Garret continuava tentando afastar elas.

- Alison! Alison! Saia daqui.

- Esse é meu quintal.

- Cala a boca.

Jenna falou com uma voz ameaçadora.

- Cale-se você.

Ela empurrou Jenna com muita força. E a morena caiu contra uma espreguiçadeira. E nesse momento segurou um taco de hóquei e com a ajuda de Garrett levantou-se. Ele pegou o taco das mãos dela.

- Qual o seu problema? – Alison disse. – Não achou o que procurava no meu quarto?

- Faça alguma coisa.

Jenna estava visivelmente afetada. Ela estava assustada e queria dar o fora. Garrett levantou o taco na direção de Alison. Ele foi se aproximando dela e ela estava quase encostando-se a uma arvore. Ela se agachou a tempo de não levar o taco na cabeça. Mas Garrett bateu duas vezes na arvore e ela gritou. Jenna ficou mais assustada e perguntou hesitante:

- Ela está morta? — Alison pediu para ele não falar nada de forma silenciosa. Ela levou seu dedo indicador aos lábios.- Garrett? – Jenna estava tremendo. – Garrett, você a matou?

- Eu cuidei disso. – Ele a puxou e os dois saíram correndo pelo quintal. – Vamos!

Alison estava realmente assustada. Com medo que Garrett tivesse coragem de matá-la. Ela pegou o taco e se encostou de novo na arvore.

Depois que os dois saíram Ali se levantou. Ela pegou seu telefone e ligou para CeCe.

- Onde você está? – Ela estava com raiva e precisava que tudo desse certo. – Eu te dei todas as coordenadas. Você só tem que seguir.

- Eu preciso desligar.

- CeCe isso depende de você. – Ela chutou uma pedra e sentiu um frio no estomago. – Minha vida está em suas mãos. – Ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e continuou. – Não me decepcione.

Quando desligou o telefone viu o pai de uma das suas melhores amigas chegando.

- Mr. Montgomery. – Ela falava de forma irônica. – É bom te ver.

- Desista. – Ele apertou o braço dela. – Eu não tenho aquele dinheiro.

- Se não pagar pelos seus erros como será uma pessoa melhor?

- Você diz todas essas coisas de gente grande, mas ainda é uma criança.

- Não se iluda. Você sabe do que eu sou capaz.

- Eu sei, mas não posso ceder a todas suas chantagens. Eu não trouxe dinheiro nenhum.

- Então nós dois sabemos como isso termina.

- Sabe que vai machucar Aria se ligar para Ella. Não acho que você seja uma pessoa horrível assim.

- Claramente você não me conhece tão bem. – Os raios e trovões deixavam tudo mais assustador. – Última chance para se salvar. — Ela já estava começando a falar mais alto. – Você cavou sua própria cova, senhor Montgomery.

Ele olhou para Ali, sorriu e a deixou sozinha no quintal de sua casa.

Alison foi para a festa no celeiro com suas amigas. Ela obviamente era a melhor atriz do mundo. Parecia que Alison não estava em uma emboscada tão grande quando ela dava largos sorrisos e gargalhadas. Suas amigas estavam aproveitando os últimos momentos com ela sem nem saber.

Pela madrugada Alison saiu do celeiro a caminho da casa de Spencer que foi atrás dela.

- Mantenha sua voz baixa.

- Por que? Não tem ninguém em casa, Spencer.

- É, mas Melissa pode chega.

- Ótimo. – Alison cruzou os braços. – Eu quero que chegue.

- Por que quer que eu faça isso? – Spencer não queria contar sobre o beijo com Ian. – Por que se importa?

- Eu não estou fazendo nada, Spencer. Só estou falando. – Ela estava muito intimidadora. – Até amanha, Melissa saberá de tudo.

- Tudo bem. Você venceu. – Spencer disse com uma voz firme. – Mas só porque estou farta dos seus joguinhos. Todas estamos. – Ela já ia sair quando Alison segurou seu braço.

- Está tentando me tirar do grupo? Não vai funcionar.

- Acho que você não poderia fazer nada.

- Eu fiz você, Spencer. – Alison estava começando a se sentir ameaçada novamente. – Fiz todas vocês. Antes de mim vocês eram umas santinhas sem graça. Obedecendo mamãe e papai.

- Você está se achando. – Spencer se assustou com aquelas palavras. – Só porque nos uniu, acha que somos suas marionetes?

- E são. Você não vê isso? Vocês não existem sem mim.

- Serio Ali? – Spencer queria virar o jogo. – O que é um líder sem seguidores? – Ela não ia mais ser humilhada. – A questão não é se existimos sem você, e sim se você existe sem a gente. E pra mim você está morta.

Alison saiu da casa dos Hastings com ódio nos olhos. Spencer se arrependeu de suas palavras e gritou Alison, mas ela já tinha sumido.

Notas finais
Na segunda parte tem Ian e Alison. E também tem Toby e Alison.
Novas descobertas em breve.

CeCe vai aparecer com Ali? E onde está Jason?
Shhhhhh... Guardem nossos segredos.