Begin Again
2 Definitivamente ganhou meu respeito
Notas iniciais
Obrigada as minhas primeiras leitoras lindas Maria Carolina Chase e Leeh Spears, por vocês eu decidi continuar.
P.O. V Percy
Quando recebi a notícia que nós iriamos se mudar da Califórnia para Nova York, eu quase dei um infarto. Meu pai abriu a rede de turismo que sempre sonhou lá, e segundo ele íamos ter uma vida melhor, mas eu ia deixar meus amigos, minha escola, minha história para trás e isso não é justo. Agora estou dentro do carro emburrado chegando à minha nova casa, a noite. Me apresentando sou Perceu Jackson, mais conhecido como Percy, tenho 16 anos, cabelos negros, olhos verdes, toco diversos instrumentos, mas o meu preferido é o violão. Se sou um cara romântico? Sim, mas somente quando estou amando, e isso aconteceu apenas uma vez, que felizmente acabou.
Chegamos a nossa casa e subi direto para meu quarto sem falar com ninguém, ainda estava com raiva deles, por terem destruído a minha vida. Mas tenho que admitir que o quarto era bem maior e legal que o antigo. Terminei de arrumar meus pertences e olhei pela janela, onde dava para ver uma varanda com uma rede e uma mesinha com um livro em cima na casa da frente. Olhei para baixo e vi que o meu xodozinho havia chegado, meu camaro. Desci correndo, decidido que ia dá um banho nele. Sim, eu trato meu carro, melhor que trato muita gente por ai. Eu sei que já estava de noite, mas amanhã seria meu primeiro dia de aula, e eu queria causar uma boa impressão, já que na outra escola eu não era popular também não quero ser nessa, acho que eu não nasci para ganhar muita atenção. A rua onde ficava minha casa era muito tranquila e quase não tinha movimento, o que era bom, eu gostava de lugares assim. A única pessoa que passou por ali enquanto eu dava um banho no Marlim (nome que dei ao meu carro, por gostar de Nemo), foi um garoto
loiro, que praticamente secou meu bebê, depois entrou na casa da frente. Assim que meu camaro estava refletindo meu rosto na lataria, eu entrei tomei um banho e dormir sem jantar mesmo.
No dia seguinte acordei mais cedo do que estou acostumado, tomei um banho e vesti uma camisa gola V branca, jeans folgado e meu adidas, nem penteei o cabelo, gostava dele bagunçado. Desci para tomar café e encontrei meu pai lendo o jornal e minha mãe tomando suco. Juntei-me a eles.
– Bom dia filhão – disse meu pai de bom humor.
Não falei nada, apenas continuei a comer.
– Percy, eu sei que você não queria se mudar, mas pense em seu pai o tanto que ele trabalhou para construir seu sonho e dá uma vida melhor para nós. – pronunciou minha mãe Sally.
Pensei (sim, eu sei pensar) e ela tinha razão, eu estava agindo como uma criança mimada.
– Desculpe – pedi ambos sorriram. Terminamos de comer, conversando e rindo. Eu amava aqueles dois. Subi as escadas escovei meus dentes, despedi dos meus pais e sai ao encontro do meu neném. Não foi difícil encontrar a escola, assim que cheguei todos pararam e olharam para mim, e eu não gostava disso, não gostava de ser o centro das atenções. Eu estacionei e tranquei minha máquina. Fui andando, as pessoas não paravam de me olhar e isso já estava me incomodando, até que vejo uma garota, vestida toda de preto, com o cabelo cortado de uma maneira rebelde seus olhos azuis elétricos. Cheguei perto dela.
– Jackson? – me perguntou com certa dúvida.
– Grace? – a analise bem, a morena bufou.
– Não, sua avó – sim era ela minha prima Talia Grace.
– Seu mau humor nunca muda – Talia fez uma careta.
– E vejo que sua lerdeza também não – retrucou, mal cheguei e já estamos discutindo, mas ignorei.
– Será que pode me ajudar? – perguntei.
– Não, estou indo encontrar minha melhor amiga, agente se vê.
E saiu me deixando sozinho e perdido naquela enorme escola. Então decidi entrar e por sorte os corredores estavam vazios. Depois de três anos consegui encontrar a secretaria, onde se encontrava uma mulher que aparentava ter uns 60 anos.
– Bom dia – falei, ela olhou-me um pouco confusa, mas logo sorriu.
– Bom dia meu rapaz – a senhora tinha uma voz suave – Desculpe minha reação, é só que a única pessoa que me cumprimenta é a doce Annabeth, mais ninguém.
– E por que não? A senhora nos ajuda, então o mínimo que podemos fazer é cumprimenta-la – disse educadamente, a mulher me lançou outro sorriso.
– O mundo está precisando de pessoas como vocês dois – sorri.
– Obrigada, aliás sou Percy Jackson.
– Sou Bernadete, mas me chame de Bete, ou como Annie diz Tia Bete – agora eu fiquei curioso em conhecer essa tal Annabeth. – Então Percy, em que posso ajuda-lo.
– Sou novo por aqui, e não sei onde fica minha sala, será que poderia me informar, por favor?
– Claro meu jovem – ela remexeu em alguns papeis – Sala 12, siga em frente e vire a direita. Informarei a Quíron – sorri.
– Obrigada e foi um prazer conhece-la. Tia Bete. – A mesma se levantou e me deu um abraço, ela cheirava a biscoitos.
– O prazer foi todo meu querido.
E sai, seguindo suas instruções, fiquei tanto tempo procurando a secretaria que nem vi o sinal bater. Cheguei junto com o professor que entrou e se apresentou como Quíron, depois me chamou, confesso que fiquei um pouco envergonhado, parado na frente de 48 alunos que eu nem conhecia me olhando. Até que Quíron mandou eu me sentar com uma garota ruiva, que me lançou um olhar, um tanto, malicioso.
– Oi gato, me chamo Rachel, sou capitã das lideres de torcida e a menina mais popular da Goode – e irritante pensei mas não disse nada, meus pais me ensinaram a ter educação.
– Eu sou Percy – foi tudo que falei.
– Bom meus pais são os Dares, eles são empresários muito famosos e ricos. Você escolheu bem em andar comigo – WHAT? – Se você não quiser ter uma má reputação, evite andar com o outro fundo, principalmente com a loira.
Então eu olhei para o outro lado e para a menina que ela tinha fala, e vi que a mesma também olhava para mim, mas rapidamente virou o rosto, mas eu continuei a encarando. Ela tinha traços perfeitos, sua pele sem nenhuma imperfeição, seu cabelo solto caindo desenhado sobre seu rosto, olhos de um cinza intenso que jamais vi em outra garota, e tenho que admitir que ela tinha um corpão, mas o que mais me encantou foi seu sorriso sincero e lindo por sinal. Ela estava sentada com o meu primo Nico Di Angelo, a gente não se fala desde de um episódio que aconteceu a pouco tempo. Percebi que tinha dedos estalando na minha frente.
– Oooi, gatinho, está me ouvindo? – Cruzes essa garota não cansa de falar não?
– Sim, estou ouvindo e, por favor, me chame de Percy.
– Então como eu estava dizendo, meu pai é dono de várias empresas e empresários de vários famosos, que eu estou proibida de divulgar os nomes, então digamos que eu sou a filha do cara mais rico da cidade ... – Será que ela sabe que dinheiro não compra tudo. E que sua vida pouco me importa. E foi assim os quatros primeiros horários, aguentando a Rachel falar o tanto que era desejada e rica. Mas de vez em quando eu me pegava olhando para a loira do fundo, ela também estava entediada, dava para ver pela sua expressão. Alguma coisa me chamou atenção nela, talvez o seu jeito tímido. O sinal tocou para o almoço, soltei um ALELUIA e sai.
Eu não estava com muita fome, então decidi conhecer a escola, que por sinal era muito bonita, andei pela biblioteca, pela quadra, pelo pátio, até que chego ao refeitório e vejo que está acontecendo uma briga. E era entre Rachel e a loira. Posicionei-me ao lado de Talia.
– O que houve? – perguntei a ela.
Talia se virou para mim com um sorriso de orelha a orelha.
– Minha melhor amiga Annabeth Chase, está dando uma surra na maior vadias de todas.
Fiquei calado, então essa era a famosa Annabeth, e parece que ela falava umas verdades para a ruiva. Estou começando a gostar dessa menina. Ela soltou Rachel que caiu no chão chorando. Todos olharam para a loira com admiração e respeito e onde ela passava as pessoas abriam caminho.
Annabeth parou em frente a mesa, todos estavam de boca aberta inclusive eu, ela me olhou, e depois para o pessoal.
– Perdi a fome – e saiu, assim que passou pela porta, o refeitório inteiro começou a gritar seu nome e a aplaudi-la. Essa garota ganhou meu respeito. Depois disso Rachel saiu correndo, chorando e gritando igual uma maníaca. O pessoal que estava na mesa saiu, e novamente eu tinha sobrado, então decidi ir para a sala, que aos poucos foram enchendo de gente, e todos falavam do ocorrido no refeitório. Então deduzi que Rachel não assistiria nenhuma outra aula hoje, vejo que devo uma para Annabeth.
Notas finais
Desculpe qualquer erro.
Beijos
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