Begin Again
3 Quebrar, queimar e acabar
Notas iniciais
Não vou poder ficar postando todos os dias, mas garanto a vocês que pelo menos uma vez na semana vou postar um capítulo fresquinho, beleza.
Boa leitura
P.V.O. Annabeth
Cheguei no meu armário, e me sentei aos pés dele, coloquei minhas mãos na cabeça e a apoiei em meus joelhos, pensando onde eu havia tirado tanta coragem para enfrentar a rainha da escola. Eu sei que minha família não é a mais perfeita, tenho um pai que nem sabe que eu existo direito, mas mesmo assim eu a amo, e não admito que falem mal dela. Então sinto duas mãos pousarem sobre meu ombro, olho para cima e vejo meus amigos, com um sorriso no rosto. Melina me ajudou a levantar e me abraçou.
– Estou tão orgulhosa de você Annie – nos soltamos.
– Eu não sei o que deu em mim – não estava acreditando que eu Annabeth Chase, havia enfrentado a Rachel.
– Mas eu sei – Talia me deu um tapa, para em seguida me sufocar em um abraço de urso – Você acreditou em seu potencial – sorri.
Foi a vez de Luke me envolver nos braços.
– Pensei que você fosse destripar a Rachel.
Rimos.
– Parece que minha princesinha está crescendo – disse Bob bagunçando meu cabelo, que fez Silena soltar um gritinho.
– Bob, nunca mexa no cabelo de uma garota.
– É, mais se essa garota for Annabeth, ela não vai se importar – Nico tinha razão, eu não me importava, mas é claro que eu não ia dizer isso na frente da Silena.
– Annie, você foi demais – sorri timidamente, não estava acostumada a receber tantos elogios.
– Obrigada Charles.
– Eu quero saber uma coisa – todos olharam para Luke – Onde você aprendeu a ser tão cruel loira?
– Acho que ela está passando tempo demais com a Talia – minha amiga punk fuzilou Silena e nós apenas rimos. Eu adorava aqueles bestas, mesmo nesses momentos que para mim era de terror puro, eles davam contam de tirar um sorriso do meu rosto. Alguém pigarreia atrás de mim, me viro e dou de cara com o diretor Senhor D.
– Anabelli Chase? – levantei minha mão.
– Sou eu e, é Annabeth.
Ele revirou os olhos. Puxa que educação.
– Tanto faz, quero você na minha sala agora – ordenou e se mandou. Olhei para meus amigos desesperada, eu nunca havia ido a diretoria, para mim aquele lugar era zona proibida.
– Isso tudo deve ser coisa da vaca ruiva – cuspiu Talia furiosa.
– Você ainda tem dúvida? – ironizou Luke.
– Oh meus deuses, o que eu faço? — suspirou – meu pai... ele... ele... – não terminei a frase e olhei para Talia e Bob, apenas os dois sabia o que ia acontecer se meu pai ficasse sabendo da briga. Ambos me abraçaram, eu estava contendo as lágrimas, assim que me soltaram. Bob segurou meu rosto.
– Eu não vou deixar te acontecer nada – percebi pela sua voz, que ele também estava se
segurando para não chorar.
Os outros nos olharam confusos. Talia com sua “delicadeza” deu um murro no armário. O pessoal a olhou assustados, a morena fazia de tudo para me proteger, até tomar minhas dores e eu fazia o mesmo por ela, por isso éramos melhores amigas. A abracei forte.
– Vai ocorrer tudo bem punk – confortei-a.
– Sei que vai – nos afastamos e ela sorriu.
– O que está acontecendo aqui? – perguntou Charles, e vi que os outros estavam mais confusos que nunca.
– É Annie, você está escondendo algo de nós? – Melissa repreendeu. Eu não queria que mais ninguém soubesse. Neguei com a cabeça.
– Não.
– Vamos gente, não queremos perder a aula.
Lancei um olhar agradecido para Bob que sorriu confiante. Então fui a parte negra da escola: A diretoria. Bati na porta.
– Entra — gritou uma voz do outro lado, que identifiquei como a do Senhor D., obedeci e sentei em uma cadeira de frente para ele.
– O senhor queria falar comigo?
– Sim, Rachel me procurou te acusando de ter batido nela, é verdade? – aquele cabelo de fogo me pagava.
– Não foi bem assim, ela que começou humilhando eu e meus amigos – expliquei.
– Sei conheço aquela lá – me surpreendi, mas não deixei transparecer – Mas mesmo assim terei que castiga-la, e ligar para seu responsável.- gelei dos pés a cabeça.
– Por favor, não ligue para meu pai, eu aprendi a lição – me desesperei. Mas o diretor negou e eu não gostava de bater boca com ele.
– Então qual será meu castigo? – perguntei com um pouco de medo.
– Eu estava aqui olhando as notas dos alunos novos do ano anterior, e percebi que tem um que veio de fora e que bem, não é muito inteligente, vamos dizer assim. E como a senhorita tem as melhores notas da Goode. Decidi que você vai ajudar esse aluno a melhorar seu desempenho escolar. Tudo bem?
Bom, não ia ser difícil dá aula para alguém. Eu já fiz isso milhões de vezes.
– Tudo, e quem é o aluno?
– Pierre Jonathan – tá, eu sabia que ele tinha falado o nome errado, então pedi a folha de nomes e li em voz alta.
– Perceu Jackson – esse não era o primo da Talia?
– Então é só isso. Dispensada.
Sem pensar duas vezes, sai daquela sala onde me causava calafrios e fui em direção a minha classe.
– Licença – pedi a professora, que me deixou entrar. Sentei no meu lugar.
– O que o diretor queria? – perguntou Nico. Talia e Luke viraram para trás.
– Ele quer que eu ajude o primo da Punk a melhorar suas notas.
Talia começou a rir.
– Aquele cabeça de vento? — Disse ainda rindo – Boa sorte então.
Ergui a sobrancelha.
– Ele é tão burro assim? – comei a ficar preocupada, como eu ia ensinar um garoto que não sabia praticamente nada.
– Descubra você mesmo loira, na sua aulinha particular com ele – ela falou de uma maneira maliciosa. Dei um leve tapa no seu braço.
– Ei – protestou.
– Você vai me fazer um favor – eu falei.
– Eu? Ata.
– Por favor Punk – fiz minha carinha de cachorrinho que caiu da mudança. Talia nunca resistiu a isso. Luke começou a contar.
– Ela vai ceder em 5, 4, 3, 2, 1 e... – ele terminou.
– Ta – a morena praticamente gritou, sorri vitoriosa – Me fala qual o favor, antes que eu mude de ideia.
– É uma coisa bem simples.
– Me diz logo.
– Só preciso que você fale com seu primo, explique para ele a situação que o diretor falou, e avisa para me encontrar quarta-feira, naquele café perto da sua casa, só isso.
– E quanto que vou ganhar por isso? – a olhei incrédula – Estou brincando loira – rimos – Falo com ele hoje.
– Obrigada.
– O que seria de você sem mim – convencida né.
– Convencimento chegou e parou – disse começando a escrever.
– Ai Talia, larga de prosa ruim e vira para frente – vi a hora dela estrangular Nico, mas somente olhou para Luke.
– Você vai o deixar falar assim comigo?
Luke fez uma careta.
– Vou – tá, esses dois estavam caçando a morte.
– Que namorado eu fui arrumar hein – resmungou a morena. Antes que Talia perdesse a paciência resolvi me intrometer.
– Nico a punk é uma pessoa legal e não prosa ruim. E Luke quando alguém fala assim com sua namorada seu intuito é de defendê-la. – Ambos se calaram.
Talia deu um longo sorriso, e me abraçou desajeitadamente.
– Viu, isso que é melhor amiga.
– Senhorita Grace e Senhor Castellan, virem para frente ou vão para diretoria – Eles resmungaram, mas se sentaram direito.
O resto das aulas, bom, todas entediantes. Rachel não assistiu mais nenhum horário. E de vez em quando eu me pegava olhando para o “meu aluno”.
Tocou o sinal para irmos embora, esperamos a sala desvasiar e saímos. Então do lado de fora, nos despedimos do pessoal.
– Punk não se esquece de falar com seu primo – a morena revirou os olhos.
– Pode deixar loira, não vou esquecer, e até daqui a pouco – e saiu em direção ao estacionamento com seu namorado. Chamei Bob que estava se despedindo de sua namorada Melina e fomos embora. Andamos até metade do caminho em silêncio, o fato de meu pai saber que briguei na escola me incomodava e eu tinha medo do que ele poderia fazer comigo. Acho que Bob percebeu o jeito que eu estava e me abraçou.
– Não vou deixar acontecer nada contigo – sorri.
– Obrigada – Se me perguntasse qual era a pessoa que eu mais amava na vida, sem hesitar eu iria responder meu irmão Bob Eduardw Chase.
Chegamos, destrancamos a porta, e vimos que meu pai ainda não tinha chegado, respirei aliviada. Jogamos nossas mochilas no sofá e fomos para a cozinha.
– Então o que quer comer? – perguntou para mim. Olhei no relógio.
– Algo que fique pronto em menos de uma hora – olhamos um para om outro e falamos em uníssono.
– Macarrão com queijo.
Adorávamos macarrão com queijo. Peguei a panela e Bob o macarrão e o queijo na geladeira. Em menos de uma hora, nossa refeição já estava pronta. Comemos e lavamos os pratos. Enquanto subimos a escada falei.
– Estamos mestres em fazer comida rápida – ele riu.
– É estamos.
E cada um foi para seu quarto. Tomei um banho rápido, coloquei jeans, uma rasteirinha e meu uniforme que era uma baby look vermelha com os dizeres em branco “Omegam Lanches”, prendi meu cabelo em um rabo decavalo deixando somente a franja solta. Peguei meu celular e sair. Encontrei meu irmão no sofá me esperando, seu uniforme era igual o meu só que bem maior.
– Vamos?
– Vamos maninha.
Chegamos a lanchonete e Talia já estava ali, atrás do balcão.
– Só chega cedo quando é dia de pagamento né – Bob falou e eu comecei a rir. Porém Talia nem ligou parecia que estava em outro mundo com um sorriso no rosto.
– Ei – a chamei – Punk, você está ai? – perguntei rindo e passando a mão na frente do rosto dela.
– OH TALIIA – Meu irmão deu um berro no ouvido dela, a morena levou um baita de um susto.
– Vai ver se eu estou na esquina Bob – enfureceu Talia.
– O caminhão de lixo já passou, se você não sabe – a punk o fuzilou, e para não haver nenhum homicídio ali, novamente me coloquei no meio.
– Parem vocês dois. E você garota estava mesmo no mundo da lua.
– É isso que o amor faz Annie – disse Bob.
– Dessa vez, tenho que concordar com o besta do seu irmão.
– Amor? Tudo que isso faz é quebrar, queimar e acabar, mais nada – sim, era isso que eu achava do amor, ele só machucava, nada mais.
– Oh amiga, você ainda vai achar alguém que te faça feliz.
Rolei meus olhos.
– Eu não quero principalmente depois do episódio com... Vocês sabem.
– Eu também não quero que aconteça aquilo novamente com você – apoiou-me Bob – Mas se o amor te encontrar Annie, tudo que você pode fazer é correspondê-lo.
– Vamos ver então – e isso pôs fim a nossa conversa.
Estava indo tudo bem no trabalho, eu e Talia atendendo os clientes, Bob fazendo suas entregas, um dia normal, até que...
– Iiii, olha quem acabou de entrar – Talia me avisou, parei de bater o suco no liquidificador para olhar. Ótimo, sabia que minha tarde estava perfeita demais. Entrando estava Rachel, Drew e Calipso, que ao me verem caminharam na minha direção, parando no balcão de frente para mim. Talia ainda permanecia do meu lado.
– Oi garçonete – zombou a ruiva. Depois de hoje de manhã, eu não tinha mais medo da Rachel, mas eu no podia brigar ali e perder meu emprego. Então apenas tentei ficar calma.
– O que você quer Rachel – perguntei, me impedindo de pular no pescoço dela.
– Quero um suco, mas diet estou de dieta – é por isso que está só o osso, pensei – Quero de manga.
Fui fazer o suco dela, minha vontade era de colocar veneno ali, mas como sou uma boa pessoa, fiz do jeito que ela pediu. Assim que terminado a entreguei, olhei para Talia que estava na outra ponta atendendo outro cliente, mas de vez em quando ela desviava sua atenção para mim. Bob ainda estava em uma entrega. Rachel tomou o suco e fez cara de nojo.
– Que porcaria é essa? – falou alto o suficiente para que todos estivessem ali ouvissem.
– O suco que você pediu – disse como se aquilo fosse óbvio, e era. Talia se colocou ao meu lado.
– O que está acontecendo aqui? – perguntou ela, mas sabendo que o problema era uma certa vadia ruiva.
– Só a sua amiga que não presta nem para fazer um suco – Rachel praticamente gritou. A raiva estava começando a subir pelo meu corpo, mas eu não queria ser despedida, e tinha muitos clientes ali, então agi por educação.
– Desculpe moça, vou preparar outro para você – Talia me olhou incrédula.
– Vamos ver se desta vez você acerta garçonete – a punk avançou para bater nela, mas eu a impedi.
– Sim – e comecei a fazer a bebida tudo de novo. Terminei e a entreguei novamente, que assim que bebeu, ela fez uma coisa que minha paciência foi a zero. Rachel cuspiu o líquido todo na minha cara. Calipso e Drew começaram a rir. E se não bastasse, a ruiva despejou seu suco todo em minha cabeça.
– Isso é por você ser tão inútil, vamos meninas – e saíram. Eu olhei para aquelas pessoas que me observavam, com vergonha sair correndo para os fundos, seguida de Talia, não aguentei, era pressão demais para um dia, então gritei o mais alto que pude. Vi uma lata de lixo vazia e descontei nela minha raiva, dando socos, chutes, apunhaladas e até uma voadora. Nas férias eu fiz aulas de algumas lutas, Talia praticamente me obrigou.
– Calma loira – virei-me para ela.
– Calma punk? Você viu o que aquela cobra fez – sobressaltei.
– Isso tudo não passa de inveja – me sentei no chão.
– Inveja da loira aqui? – a morena assentiu, sentando-se ao meu lado – Olha para mim punk, porque uma menina como a Rachel, teria inveja de uma garçonete.
– Porque essa garçonete tem amigos verdadeiros que se importa com ela, e um irmão que faz tudo pra vê-la feliz. E o mais importante, todos nós te amamos loira.
Sorri e a abracei.
– Você é a melhor amiga que alguém pode ter – Talia tinha passado os limites da amizade e se tornado minha irmã de alma.
– Você também é a melhor amiga que uma pessoa pode ter, mas vem – disse ela se levantando e me ajudando a ficar de pé – Vamos dá um jeito em você.
Fomos até o banheiro, dei conta de tirar um pouco da pregança que estava e voltei a trabalhar. Bob chegou das entregas, mas resolvi não contar para ele do ocorrido. Tirando o que aconteceu, tive uma tarde de trabalho comum, a única coisa boa foi quando peguei meu pagamento e meu expediente acabou. Fomos os três pelo mesmo caminho como sempre, chegamos na esquina da rua de Talia e nos despedimos dela. Bob e eu estava agora indo para casa, tudo que eu queria era tomar um banho e descansar, mas eu nem sabia que minha noite ia ser pior que minha manhã.
Notas finais
Próximo capítulo é o lindo do Percy narrando, já estou na metade dele.
Beijos
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