Notas iniciais
AI, QUE EMOÇÃO, MINHA PRIMEIRA FIC! :') Ok, aceito críticas! Outra coisa: mesmo se você não gostou muito do título, dá uma chance pra minha história. É que eu não sou muito boa de títulos, rs.

1. Vida Problemática


Lizzie


Eu não queria sair.

Lá fora, eu podia escutar os passos de Harold e Jenna Johnson, meus pais, andando em círculos. Eles ainda não tinham acabado a bronca e queriam falar comigo.

Diabos, claro que eles queriam falar comigo! Eles estavam preocupados, e me destruíam com sua preocupação. Eu estava me esforçando, mas sabia que não o bastante, e era por isso que eles estavam lá fora, para cobrar isso de mim...

– ELIZABETH JANE JOHNSON!

Naturalmente, eu tinha de sair do Mundo da Lua com Catherine gritando no meu ouvido. Típico.

– Nossa, dá pra abaixar o tom aí?!

– Sonhando acordada de novo? – adivinhou ela.

– Eu estava mais tendo um pesadelo acordada – corrigi.

– Sério? Tava pensando no quê?

Suspirei, triste.

– Na discussão que tive com meus pais ontem.

– Ah...

Cathy me dirigiu um olhar de compreensão e sorriu para mim, tentando me confortar.

– Não pense tanto nisso, Lizzie. Agora já passou...

– Não mesmo, amiga. – Discordei. – Isso é só começo. Se ao menos eu fosse tão boa aluna quanto antes...

– Ai-meu-Deus, Liz, por favor, pare com isso! – pediu ela, numa voz quase desesperada. – Você se culpa demais, se tortura demais! Eu não agüento ver você assim, amiga...

– Mas, Cathy, nem eu sei o que aconteceu comigo – eu disse com os olhos cheios de lágrimas. – Eu parei de estudar como antes, e sei disso. Só que não posso admitir isso para eles, não posso! Eles vão ficar malucos! Ainda mais porque eu não tenho nenhuma desculpa. Parece que, desde o ano passado, eu simplesmente decidi parar de estudar!

Era verdade. Meus pais andavam preocupados com o meu futuro porque eu, a tonta Elizabeth Johnson, não tirava mais as notas boas de antes. Estava cheia de seis no boletim. Tudo bem, eu sei que não era nada demais ainda, e eu nem esperava a baita bronca que eles me deram, mas a questão é que eles me deram uma baita bronca!

A primeira vez que eu fiquei em recuperação fora dois anos atrás – porque eu tinha ido para o colégio mais difícil do estado e relaxei um pouco na hora de estudar. Mas eu só comecei a relaxar de vez mesmo no ano passado. E se meus pais já tinham pirado no 1º ano em que eu fiquei, ficaram ainda mais surpresos quando, no ano seguinte, tome recuperação de novo!, apesar de sua antes-nerd filha ter voltado para o colégio fácil em que tinha estudado a vida inteira.

Catherine não achava minhas notas ruins. Ela tirava as mesmas que eu, mas era diferente... Os pais dela não eram tão exigentes e ela não cobrava muito de si mesma. Quase a vida inteira, minhas notas foram maiores que as dela – isso porque eu estudava, e ela não muito – e agora nós estávamos com boletins praticamente idênticos, já que eu deixara de estudar como antes e passara a contar mais com a minha inteligência, assim como ela.

No começo eu tinha um pouco de raiva de tudo isso, mas agora estava tudo se tornando tão normal que me preocupava...

Será que eu nunca iria recuperar minha consciência de volta? Que nunca mais eu ia conseguir passar 8 horas diretas sentada, estudando, com um livro? E se eu viesse a ficar assim, preguiçosa forever, será que meus pais algum dia iam se acostumar e parar de pegar no meu pé?

Ah, mas eu duvido muito!, pensei. Não existem pais mais exigentes e preocupados com faculdade do que Harold e Jenna Johnson, aceite isso, Elizabeth...

Eu estava perdida novamente em meus pensamentos quando Cathy parou de andar de repente (ora essa, estávamos andando?). E um sorriso ocupou-lhe praticamente metade do rosto.

Eu procurei olhar na mesma direção que ela, e, despreparada para o que ia ver, quase soltei um grito histérico.

Oh-meu-Deus, era ele. O maravilhoso, lindo, gostoso e um milhão de vezes gato Jake Hanson.

Enquanto descia as escadas, ele passou a mão por seu cabelo incrivelmente loiro, que ficava simplesmente perfeito bagunçadinho ao natural, daquele jeito que só ele sabia arrumar. Então ele sorriu para as garotas mais oferecidas no andar de baixo, que arriscavam olhadas sugestivas e sorrisos indiscretos para ele, e conversou mais um pouco com os amigos enquanto seus pés celestiais ainda não pisavam o mesmo chão que os meus.

Eu babava total, felizmente com a minha melhor amiga, Cathy Reynolds, ao lado. Amiga é para isso mesmo, paga mico junta!

– Oh. Meu. Pai. Alguém me mata! – Catherine expressou-se depois de algum tempo. – AAAAAAAAAAI, AMIGAAAAAAA, esse Patrick Smith é MUITO GOSTOSO!

– Hã? – Patrick Smith era um dos caras da Tribo dos Populares e Gostosos, da qual Jake fazia parte. Eles quase sempre estavam juntos, mas eu ficava tão distraída quando o Jake passava que mal reparava no Patrick e nos outros meninos... De fato, eu pisquei e Patrick estava lá, lado a lado com o meu semideus grego. Nossa, era impressionante a minha capacidade de deixar de prestar atenção em todo o resto quando Jake estava por perto!

Cathy suspirou sonhadoramente. Ela sempre preferiu o Patrick ao Jake. Isso por que, eu tinha de admitir, apesar de os dois serem parecidos, Patrick tinha um ar mais sexy – ou seja, DEFINITIVAMENTE ele combinava com a minha amiga super sedutora –, enquanto Jake era mais fofo.

Por isso eu preferia o Jake. Sou fofa, se é que posso me enquadrar em tal categoria. “Fofura” sugere beleza, embora em não me ache realmente bonita...

Todos os meus amigos discordam de mim, claro. Eles me fazem a pessoa mais feliz do mundo dizendo a toda hora que sou bonita e super fofa. Tá, own, eu me acho fofa! Não que isso seja bom sempre. Meu cabelo castanho ondulado e meus olhos verdes ressaltam isso em mim, não sei por quê. Às vezes eu não gosto. Eu queria ser mais sexy, assim como a Catherine. Ela tinha um corpinho de dar inveja e era toda bonita, com sua pele morena, cabelo escuro, os olhos castanhos mais seguros e brilhantes que já vi... Argh, que inveja!

Tudo bem, eu vou parar por aqui para ninguém pensar que eu sou lésbica. Não que eu tenha preconceito com lésbicas, mas, já que eu sou hétero, não quero que as pessoas saiam por aí falando isso de mim...

Em meio ao meu blábláblá mental, repentinamente avistei Victor Gold, um antigo amigo meu. Acenei para ele.

– Hey, Victor!

– Ah, oi, Lizzie – ele retribuiu o cumprimento ao chegar mais perto de mim, e depois foi embora.

Fiquei observando as costas do meu amigo enquanto ele desaparecia da minha vista míope.

Oh, isso era tão triste! Desde que passamos a estudar em salas diferentes, ele não me tratava do mesmo jeito que antes. Costumávamos ser tão unidos, e agora era isso que eu merecia? Um “oi” frio e sem sentimento enquanto caminhava pelo colégio?

– Qual é o problema dele? – resmungou Cathy. – Vocês costumavam ser tão amigos!

– Não sei... talvez tenha arrumado amigas mais interessantes. – Eu disse, tristinha.

Catherine suspirou. Quem nos conhecia sabia o verdadeiro significado da frase “minha dor, sua dor”.

– Vamos, Garota Que Se Deprime Fácil. Vamos ver se encontramos nossas boas amigas, Kayla, Whitney, Sophie e Nicole. E quem sabe aquele tonto do Fred, o sempre nerd Brian e o melhor amigo do Fred, Trevor Jenkins. Esse último mais conhecido como: O Retardado Que Só Sabe Rir.

Eu soltei uma gargalhada enquanto Catherine me conduzia para algum lugar do colégio, puxando meu braço.

Ah, eu amo a Catherine! Só ela mesmo para me fazer rir num momento desses.

Notas finais
E aí? Comentários incentivadores vão me ajudar muito! Não se preocupem, eu sempre vou responder todos os reviews e gostaria que todos os novos leitores sei lá, dessem pelo menos um "alô" nesse capítulo. É pedir demais? *mimi* =(