Notas iniciais
AAAAAAAAAAH! AAAAAAAAAH! AAAAAAAAH! /tá legal Ágatha, não surta. xB Leiam-Leiam-Leiam, tá mara! *u*'

13. Orazón


Catherine


Não fazia muito sentido o que eu estava vendo.

Há poucos minutos que eu havia recuperado a consciência, e, desde então, estivera observando aquela cena, incrédula.

Eu me encontrava amarrada junto com Aiden e Brian, cada um de nós estava sentado numa cadeira diferente, mas compartilhávamos da mesma corda. As cadeiras eram de madeira simples e pareciam ter sido construídas manualmente. E à minha frente, lá estava ele, o sombrio que havia nos dado uma rasteira braba capaz de nos neutralizar por... bom, algum tempo.

Ele estava sentado numa espécie de sofá feito com pele de animal; e enfaixava uma das pernas de Lizzie em seu colo. Minha amiga estava deitada, coitada, a única de nós ainda inconsciente. Tinha sido uma queda feia, especialmente para ela, que já estava antes toda machucada.

Eu observava os cortes de Lizzie ainda visíveis, sentindo-me a pior pessoa do mundo por dentro. A perna dela estava toda ralada. Onde não havia cortes profundos, havia pelo menos um arranhão. E o tornozelo dela ainda estava ruim! Tudo por culpa minha. Só minha. Se ao menos eu não tivesse esbarrado nela ao cair no redemoinho!...

As lágrimas beiraram meus olhos, mas não tiveram tempo de sair. Minha tristeza foi substituída por certo pânico quando vi que ela, lentamente, começava a abrir os olhos.

Lizzie se assustou ao ver onde se encontrava e seu primeiro impulso foi puxar a perna, mas aquele cara parecia bem forte e o máximo que Liz conseguiu foi movimentá-la. Bem, isso e, de brinde, um gemido decorrente da dor por movimentar o membro dolorido.

– Se eu fosse você, não me mexeria – aconselhou o ser pálido loiro e de olhos escuros, largando a perna delicadamente sobre seu colo.

Após algum tempo, ele pegou a outra e pôs-se a enfaixá-la tal como havia feito com a primeira. Notei que a perna continha um certo brilho molhado – um remédio que ele tivesse passado, talvez? Lizzie o encarou com uma das sobrancelhas levantadas por um momento, e então não resistiu:

– O que está fazendo?

O garoto parou por um momento e a encarou com seus olhos negros. Pela primeira vez reparei em como ele era bonito. Não parecia ter mais que a nossa idade, e seu abdômen era muito bem definido. Sei disso porque ele estava sem camisa, apenas com uma “bermuda” verde florida talvez feita de mato que o fazia me lembrar um duende, elfo ou coisa parecida.

– Cuidando das suas feridas, o que parece? – ele respondeu depois do que pareceu ser um século e suspirou, continuando o trabalho. – Foi um jeito que encontrei para me redimir por ter piorado a situação desses machucados e, provavelmente, lhe causado dor quando a derrubei no chão. Desculpe.

Eu arregalei os olhos e senti minha boca se escancarar. Pela visão parcial que eu tinha da lateral de Brian, vi que ele fazia o mesmo. Grr, que ódio! Como eu queria, pelo menos, estar virada de frente para alguém, para podermos trocar olhares dramáticos.

Depois disso, Liz o observou com curiosidade enquanto ele terminava de enfaixar sua perna.

– Obrigada – ela murmurou quando ele concluiu.

– Pensei que sua raça não gostava de humanos – Brian sussurrou em seguida, e logo corou, como se não tivesse pensado no que acabara de dizer.

Outra vez, o garoto demorou bastante para responder, como se pesasse cuidadosamente as palavras. Quando eu já estava pensando que ele não ia dizer nada, surpreendeu-me:

– E não gostamos. Mas eu não podia... – disse ele, desviando os olhos de Brian e baixando-os para o sofá. – Quer dizer... Que tipo de...? Ela estava tão...!

Ninguém disse nada por longos segundos.

– Você vai nos entregar para os guardas, não vai? – indaguei num fio de voz.

Ele confirmou com a cabeça.

– Já mandei Kree’Belle ao palácio para comunicar sobre os invasores.

– Kree... Quem?! – Aiden falou pela primeira vez desde que havíamos sido capturados.

Eu quase ri com a espontaneidade da dúvida em sua voz. Quase.

– Kree’Belle. – o sombrio repetiu calmamente. – Minha coelha.

Nós o encaramos com uma interrogação gigante nos olhos.

– Quer dizer que os animais aqui falam, são super inteligentes ou coisa parecida? – perguntou Brian.

O sujeito não pareceu entender.

– Como assim? Os animais falam desde sempre, não é?

Balançamos a cabeça negativamente com expressões de dúvida.

– Não falam em seu mundo? – ele pareceu surpreso.

– Não – confirmou Liz, fazendo-o franzir a testa. Depois de algum tempo, ele nos falou novamente:

– Vocês não parecem ameaçadores.

– E por que deveríamos ser? – a voz de Aiden agora era sarcástica e impaciente.

O sombrio hesitou.

– É que... Quando criança, sempre ouvi histórias de que os humanos eram criaturas... invencíveis. Que viviam para a guerra, possuíam centenas de armas e estavam constantemente inventando novas para tentar destruir uns aos outros. Não são muitos os humanos que descobrem os portais que levam a nosso mundo, mas sempre há bastante inquietação e medo quando soam o alarme da presença deles...

Mal ele terminou a frase, ouvimos sinos altos e distantes. Sem dúvida eram vindos do palácio. O som era forte e oco; parecia anunciar alguma tragédia como em algum filme de terror mesmo.

Nós estremecemos.

– Eles já sabem – o loiro confirmou nossos temores.

– Estamos mortos – Aiden transformou em palavras os pensamentos de nós todos.

Ficamos com a cabeça baixa enquanto ouvíamos sons de gritos, portas fechando e se trancando; todos bastante próximos de nós. Deviam vir das outras casas. Suspirei.

– Quanto tempo ainda temos?

– Eu diria que uma hora – confesso que arqueei a sobrancelha, parecia bastante tempo. – Os guardas deviam estar dormindo, e até que o comandante bole um plano e organize a formação, vão demorar bastante.

Pensei por um momento.

– Você seria o tipo de cara que realiza os últimos desejos das pessoas? – ele franziu a testa para mim. – Por favor, o que é que custa? Eu vou morrer mesmo. Meu último desejo é que converse conosco.

– Sobre o quê?!

– Não importa, silêncio me deixa nervosa – acrescentei rapidamente, já sentindo o nervosismo subir por minha garganta.

O garoto suspirou.

– Muito bem. Dêem uma idéia.

– Obrigada mesmo por ter cuidado de mim – Liz agradeceu novamente, passando a mão em uma das pernas. – Agora, só meu tornozelo dói. Você é médico ou coisa assim?

Ele sorriu brevemente para ela.

– Imagine. Não fiz nada demais por você, se uma filha de Naluah estivesse aqui, teria sido muito mais rápido e indolor...

– Filha de quê? – questionou Brian, me fazendo ficar feliz por ter surgido um assunto.

– Filha de Naluah. Vocês realmente não conhecem nossos costumes, não é? É assim que chamamos as mulheres de nosso povo. Nós, os homens, somos filhos de Zanthon – ele fez um breve movimento com o pulso sobre o peito tal como Norwick havia feito no palácio. – Zanthon e Naluah são nossos deuses. Conta a lenda que, há muito tempo, eles decidiram ter um filho, que viveria na terra e cuidaria dela para eles, pois o céu já estava sendo muito bem governado. Só que Zanthon queria um filho homem e Naluah uma filha mulher, então por fim decidiram ter os dois. Estes procriaram e cuidaram muito bem da terra; povoando-a aos poucos. Os deuses chamavam seus filhos de Sombrio e Sombria, portanto é daí que vem o nome de nosso povo. Sombrio era forte e deu a todos os seus filhos o dom da força; enquanto Sombria curava com apenas um toque e deu a todas as suas filhas o dom da cura.

Eu estava boquiaberta. Era simplesmente muita informação ao mesmo tempo!... Mesmo assim, que... que... história fascinante!

– Quer dizer que se uma filha de Naluah estivesse aqui, ela me curaria com apenas um toque? – Liz parecia incrédula.

– Mas é claro. Muitos dos meus amigos têm a sorte de se recuperar rapidamente de seus cortes com a ajuda das namoradas ou da própria mãe – a expressão no rosto do cara era de tristeza. – Eu, bem... não tenho essa sorte.

– O que houve com seus pais? – eu perguntei cautelosamente.

– Eles... morreram. Há poucos anos. Vivo sozinho com Kree’Belle desde então...

Ele se interrompeu, como se estivesse arrependido. E então deixou o rosto incrivelmente bonito se deformar numa careta de desgosto e encarou a janela, claramente não querendo mais falar.

Não, eu não queria isso! Queria paz!

– Sabe, você não se aplica ao conceito de sombrios que eu tenho em minha cabeça.

– Então estamos quites. Vocês também não se aplicam ao conceito de humanos que eu tenho em minha cabeça – ele rebateu friamente, sem deixar de encarar a janela.

Bufei.

– Eu quis dizer num bom sentido! – tentei novamente. – Você é melhor que eles. A maioria é perversa, arrogante... bruta, só pensam neles próprios.

Minhas palavras pareceram ser um tapa na cara dele, que se levantou do sofá abruptamente.

– Como você sabe? Você nem me conhece ou já viu do que sou capaz! Eu não sou bom! Não sou estranho a esse ponto. Eu sou perverso, arrogante, bruto e só penso em mim mesmo!

Tive que me segurar para não rir.

– Por que você quer ser como eles? Cara, você não é! Por que não admite que gostou da gente porque somos parecidos com você, e que no fundo está morrendo de vontade de não nos entregar àqueles guardas nem qualquer coisa parecida!...

Tudo bem, sei que eu falei coisas demais e ainda por cima nada a ver, mas foi a primeira tentativa desesperada de me salvar que veio à minha cabeça! Mas eis que, para minha surpresa...

– O que... Você... Você por acaso não sabe ler mentes, sabe?

Um sorriso de prazer brotou em minha face quando eu ouvi aquela voz falhada e repleta de medo.

– Oh, sim, é claro que eu posso ler mentes! – disse, ouvindo Brian e Aiden trincarem os dentes perto de mim para não rirem. – E estou lendo tudo isso na sua agora!

Vi Liz tapar o rosto, também para esconder o sorriso.

– É verdade – Aiden entrou no teatrinho, aparentando sinceridade na voz. – Catherine sempre sabe dizer quando alguém está mentindo.

– E se ela está dizendo que você quer nos ajudar, você sem dúvida quer nos ajudar! – surtou Brian atuando impressionantemente bem, embora não tanto quanto Aiden.

– Não se pode esconder nada da poderosa Catherine – foi a vez de Liz, fazendo cara de gatinho do Shrek. – Por favor, moço, eu lhe suplico! Se é seu desejo nos libertar, então o faça.

– Eu... não posso. – o garoto fechou as mãos em punhos. – Isso é misericórdia para com os humanos. Nenhum sombrio qualquer jamais faria isso.

– Mas você não é um sombrio qualquer – eu disse, forçando minha voz a sair sábia e acolhedora. – Você é especial... Você tem um grande destino reservado à sua espera.

Ele me encarou sem acreditar.

– Eu já falei que além de telepata ela é vidente? – Aiden perguntou.

– Vocês estão brincando comigo!

Suspiramos.

– Ok, bem, esqueça – eu disse. – Quando você disse que poucos humanos vêem os “portais” para este mundo... Como eles vêem? Como é um portal para este mundo?

Ele não piou.

– Por favor. Você disse que ia conversar conosco.

– AH, tudo bem. Os portais para nosso mundo costumam se apresentar na forma de redemoinhos vermelhos. Eles entram em ação ao anoitecer e desaparecem aos primeiros raios de sol da manhã. Quando o Sol está prestes a nascer, pessoas que possuem alguma ligação com nosso mundo tendem a ser atraídas pelos portais; pois é a última chance delas de voltarem a Orazón, ao menos naquele dia.

– Então, o que faz um humano e não-sombrio ser atraído por um portal?

– Isso ninguém sabe. Mas a maioria de nós acredita que os humanos que são atraídos pelos portais ou não são devidamente humanos...

– Espere aí – interrompeu Aiden. – Como assim não são “devidamente” humanos?

– Bom. Os sombrios que escapam para seu mundo...

– OH-MEU-DEUS, eles procriam! – surtei. O garoto confirmou com a cabeça.

– Isso mesmo. Sombrios podem cruzar com humanos e seus descendentes também sentem atração pelos portais. Agora, quando um humano cem por cento puro é atraído... é porque seu destino está entrelaçado com esse lugar. Está entrelaçado com Orazón. Por algum motivo.

Ficamos um minuto em silêncio, refletindo sobre aquilo. Por que nosso destino estaria entrelaçado com esse lugar... Orazón? (Me lembra corazón, ignorem).

– Que horas são, Brian?

Ele olhou no relógio.

– Não sei. Meu relógio quebrou, está parado às 05:59:00 – bufou. – Foi quando aquele brilho vermelho apareceu na Lua. Mas de qualquer jeito, esse lugar não parece ser sincronizado com Steklyn nas horas...

– O relógio não está quebrado. – interrompeu o “duende”. – Enquanto permanecerem em nossas terras, mas quiserem desesperadamente voltar lá para cima, o tempo não passará em seu mundo.

– Sério? – surpreendi-me. – E que horas são... aqui?

Ele farejou – sem onda, farejou! – o ar.

– Faltam 5 minutos para o nascer do sol.

– Não brinca! – exclamou Liz. – Quer dizer que o tempo está parado em Steklyn?

– Sim. E só voltará a rodar no momento em que vocês voltarem ou se forem mortos aqui.

– Oh, isso é bem reconfortante – ironizou Aiden.

– Meu Deus, eu vou morrer – balancei a cabeça para os lados, sem querer acreditar. – Nunca mais vou ver meu pai ou minha mãe... – meus olhos se encheram de lágrimas.

– Kevin. Mandy... – murmurou Liz, chorosa.

– Annabeth – suspirou Aiden.

– Vanessa Hudgens... – todos olhamos (tentamos olhar) feio para Brian. – O quê? Eu vou sentir falta dela! Ela atua e canta tão bem...

Os olhos do sombrio se demoraram por alguns segundos nos rostos de cada um de nós.

– Todos vocês têm família, não é?

Confirmamos com as cabeças baixas e ele suspirou.

E então se levantou do sofá, deixando Lizzie sozinha e se dirigindo a outro cômodo. Ouvimos leves tilintares.

Logo ele estava de volta, com uma faca em mãos. Cortou as cordas que prendiam a mim e aos meninos nas cadeiras.

– O que está fazendo? – indaguei.

– Vocês vão embora daqui.



Nós corríamos em direção à árvore próxima à casinha de palha. Aiden carregava Lizzie lateralmente, e eu me perguntava como ele conseguia designar tal tarefa e tão facilmente! Meu Deus, além de gostoso ele era extremamente forte.

O loiro nos acompanhava, pronto para nos mostrar o caminho de volta. Ficamos de frente para a grande árvore velha e ele a tocou no centro do troco com o indicador.

Logo o redemoinho vermelho se revelou; incrível e assustador como da última vez.

– Vão! – ele nos ordenou. – Eu me amarrarei à cadeira e direi que vocês fugiram. Ninguém vai duvidar.

Emocionada, eu me virei para aquele estranho sem características interiores de um sombrio.

Tentei ignorar o fato de que sua pele pálida era simplesmente linda à luz de Lua; como se ele fosse constituído pelo mesmo material dela. Afinal, aquela pele branca possuía um brilho prateado próprio. Aquilo me lembrava alguém... quem?

Eu o abracei fortemente.

– Muito, muito obrigada! – eu disse, tentando agora ignorar que apesar dele parecer ser feito de pedra ao longe, era incrivelmente macio ao toque. A temperatura de seu corpo era baixa, quase gelada.

– De... nada – ele respondeu, mal correspondendo ao meu abraço. Soltei-o e sorri para ele.

– Qual é o seu nome?

Ele respirou fundo.

– Mackembethor. – automaticamente fiz uma careta.

– O quê? Isso é um nome? – sorri. – Acho que vou te chamar de Mack.

– Catherine, eu não vou sem você! – Lizzie me chamou, ainda nos braços de Aiden, que tentava arrastá-la para o portal.

– É melhor você partir – Mack me fez uma rápida reverência e virou as costas, correndo para voltar para sua casa. Ele me gritou antes de chegar lá: – Ande... – notei como ele hesitou ao usar o meu nome. – Catherine! Vocês precisam ir embora antes do amanhecer!

Rapidamente me recompus, empurrei Lizzie para dentro do vermelho-escarlate e pulei logo atrás dela e de Aiden.



Abri os olhos e tudo era como antes. A praia, as ondas batendo nas rochas; o vento soprando em meu rosto. Sorri. Rapidamente girei, procurando meus amigos. Eles não demoraram a aparecer em meu campo de visão. Lizzie, Brian, Aiden, estavam todos ali.

Bem, apesar de que um não ficou por muito tempo.

– Eu preciso ir – Aiden murmurou e disparou a correr, em direção à rua.

Nenhum de nós tentou pará-lo. Brian verificou o pulso.

– É. Meu relógio voltou a funcionar. Seis horas.

Nós nos viramos e os primeiros raios de sol atravessaram a escuridão do céu; dava início a um dos espetáculos mais bonitos da natureza. Eu olhei para o lado e nem sinal do grande buraco. Acabara tudo.

De repente Lizzie deu um tapa na própria testa e nos encarou de olhos arregalados.

– Gente! Gente! Oh-meu-Deus! Nós... Nós estamos...

– O que, Lizzie? – assustei-me. – NÓS ESTAMOS O QUÊ?

Ela engoliu em seco.

– Catherine... seu cabelo.

Eu o toquei, e apavorei-me. Sentia todo o contorno do meu antigo penteado e o enfeite de strass que eu jurava ter perdido quando caí na água. Olhei abruptamente para baixo. Meu vestido estava impecável! Nem sombra de toda a água que ele havia levado. E meus pés... Meus pés continham um par de saltos!

Eu encarei Brian e Lizzie. Eles estavam igualmente arrumados. Brian se encontrava com o casaco do smoking, a gravata, as meias e os sapatos. Lizzie também estava com as sandálias dela; a escovinha perfeita e o vestido incrível de tão seco. Olhei para as pernas dela e... surpresa! Não havia faixas. Tampouco machucados. E ela estava de pé, o que significava que o tornozelo estava bom de novo.

Estávamos exatamente como estávamos antes de cair do precipício. Não havia um sinal, nada, nenhum indicador de que realmente estivemos em Orazón.

– Isso... é... muito... estranho. – Brian disse por fim.

Liz ergueu o pulso dele e olhou o relógio que agora funcionava normalmente.

– Sim, mas agora que estamos no mundo real novamente, eu ainda estou encrencada. E, Deus, preciso voltar para casa!

Notas finais
QUEM GOSTOU APLAUDE O/ -n
Obrigada por lerem mais um capítulo. :}