Notas iniciais
ÚLTIMO CAPÍTULO ANTES DO DA FESTA! Eu sei que estou fazendo vocês esperarem demais, haha, mas como eu já disse, EU SOU MÁ MESMO! *bubu* -q. Aproveitem o divertido Brian! (:

7. Beco sem Saída


Brian


É, Brian, então o Freddie dessa vez não poder estar com você na festa da Stella. E daí? Ninguém vai tentar te massacrar se você resolver aparecer lá sozinho, e também não tem nenhum problema se você resolver ficar em casa e mandar o resto da sua já pequena reputação para o ralo. Que mal há nisso?

AAAAAAAAAAH, QUEM EU ESTOU ENGANANDO?! Eu estou assustado. E muito, totalmente ferrado.

Sentado no banco da sorveteria, eu beliscava meu sorvete de menta enquanto esperava Catherine e Lizzie chegarem. Faltava exatamente um dia para o aniversário de Stella D’Amore, que seria na noite de amanhã.

Eu queria matar o Fred. Torturá-lo, esquartejá-lo, fazer picadinho e sair espalhando pelo continente em mil e duzentos pedaços. Como assim ele vem me avisar à essa altura do campeonato que não pode ir à festa da Stella? Como assim ele ia me abandonar num momento desses?

Como diabos eu ia sobreviver a isso sozinho?

Bufei. Catherine já tinha tentado me acalmar de todas as formas possíveis, dizendo que ela e Lizzie não iriam me largar numa hora dessas e que iam passar a festa inteirinha comigo. Ok, bem, mas isso não me deixava exatamente feliz. Eu bem sabia que as duas ficariam a noite inteira na pista de dança e dançar, definitivamente, não era a minha especialidade ou a minha praia...

Engoli em seco, nervoso. Ao fazê-lo, notei que as duas surgiam ao longe, pareciam contentes, riam juntas. Acenei, e elas apressaram o passo para virem ao meu encontro.

– Oh-meu-Deus! Brian, você está ótimo! – Catherine exclamou para mim ao chegar mais perto, embora ainda estivesse a uma boa distância.

Corei um pouco, mas minha cara de pouco-caso prevaleceu. Era pelo menos a 1 932 834 236 074ª vez que ela me dizia isso hoje.

– Obrigado, Catherine, mas eu realmente gostaria que você parasse com isso!

– Ah, Brian, tente ver pelo lado dela – interveio Lizzie, puxando uma cadeira para sentar-se à mesa em que eu estava. – Você está realmente... – ela não conseguiu manter um tom de voz civilizado. Tal como Catherine, parecia que tinha de surtar: – AI, CARAMBA, BRIAN! Você tá óóóóótimo, ótimo, ótimo, ai, desculpa, mas eu não aguentei!

– É isso aí, tá vendo? Não sou só eu, e você não pode nos culpar! – Catherine riu enquanto se ajeitava no assento ao lado do de Liz.

Senti meu rosto esquentar e soube que estava ficando mais vermelho. Droga. Mas, por dentro, eu estava imensamente feliz. Eu tinha tirado os óculos naquele dia e, desde então, não tinha parado um segundo sequer de receber elogios. Será que isso não era perigoso? A qualquer momento, meu ego podia começar a crescer desenfreadamente e, logo, transformar meu cérebro num cocô parecido com aquele que tinha dentro do crânio dos garotos populares... Medo.

– Ah, e desculpe o atraso, ahm, tivemos um pequeno imprevisto. – Disse Catherine.

– Na verdade, uma pequena distração em forma de gente – suspirou Lizzie.

Eu revirei os olhos.

– Deixa eu adivinhar. Justin Bieber?

Elas riram.

– Quase. – Lizzie disse com certa malícia.

– Jake Hanson – esclareceu-me Catherine, sorrindo para a amiga.

– Imaginei.

– Mas como assim?! – indignou-se Cathy. – Ora essa! Podia ser o Patrick Smith, o Dean Sommers, o Aiden Hills...

Liz deu língua para Catherine ao som do último nome. Cathy riu, embora eu tivesse ficado preocupado. Eu sabia de trás para frente a lista – enorme – de razões que Lizzie tinha para odiar Aiden. Mas mesmo assim me perguntava se elas eram verdadeiras, ou pior, se Lizzie acreditava nelas pura e simplesmente por causa de sua queda obsessiva por Jake Hanson (quer dizer, se Jake estava brigado com Aiden, e Liz amava o Jake, não deveria ela odiar o Aiden também? Tá, sei que não tem nada a ver, mas isso do ponto de vista lógico! Estou tentando ver do ponto de vista de uma garota apaixonada aqui, dá um tempo!).

– Se querem saber a minha opinião, o Aiden dá de dez a zero no Jake – eu disse, enquanto colocava outra colher de sorvete na boca.

Mal eu terminei a frase, arrependi-me. Sabe, esse era o meu maior problema: não ver nada demais em admitir que outros homens eram bonitos ou descrevê-los (com detalhes) fisicamente. Era uma das razões pela qual as pessoas da minha escola e a metade do mundo achavam que eu era gay.

Para dizer a verdade, eu não sabia bem se era ou não, e isso me angustiava. Eu acho que tinha medo de descobrir. Quer dizer, se eu fosse, então tudo faria sentido, mas meus pais nunca iriam aceitar. Se eu não fosse, ficaria imensamente feliz, mas queria dizer, no mínimo, que eu tinha problemas. Que eu era um heterossexual muito estranho. Do ponto de vista da sociedade, claro.

Eu tomei as próximas colheradas do sorvete com raiva. Felizmente, Catherine e Lizzie não perceberam meu novo estado de espírito – elas estavam acostumadas a me ouvir soltar frases como esta, inocentemente, vez ou outra. Pior, acostumadas a discutir comigo sobre homens também!

Eu demorei a perceber que Lizzie estava com uma carranca no lugar do rosto e que tinha passado pelo menos os últimos cinco minutos defendendo Jake Hanson.

–... E é por isso que eu acho um absurdo você dizer que o Aiden é mais bonito! Aonde, pelo amor de Deus?! Ninguém barra Jake Hanson, seus cabelos loiros lisos angelicais, seus olhos castanhos profundos cor de chocolate, seu rosto perfeito sem nenhuma espinha e suas feições tão divinamente bem feitas, do primeiro fio de cabelo até a ponta do dedão do pé – delirou ela, os olhinhos brilhando.

Fiz uma cara de “você-não-é-normal” para Lizzie que fez Catherine soltar uma grande gargalhada.

– Tudo bem, para começar, você é uma obcecada pelo Jake e isso está interferindo no seu julgamento – Lizzie abriu a boca para protestar, mas eu levantei o indicador para silenciá-la. – Depois, Aiden é mais forte. Tem os traços do rosto mais harmônicos, um sorriso mais arrebatador e um ar muito mais sexy. Sem falar dos olhos azuis, quem é que não gosta de olhos azuis?! Contesta essa, agora!

Lizzie ficou muda. Eu estava vagamente consciente de que eu devia estar muito, mas MUITO envergonhado, embora eu não conseguisse ficar. Minha alegria por ter provado para aquela maluca que o Jake Fama-de-Perfeito Hanson não era tão insuperável assim foi maior.

– Bravo! – aplaudiu Catherine. – ALELUIA alguém conseguiu contestar a Lizzie Fanática sem que ela rebatesse de volta! Oh! E olha que você ainda se esqueceu de uma coisa, Brian: eu acho que a bunda do Aiden é maior...

Foi impossível não rir dessa. Comecei a gargalhar descontroladamente enquanto Lizzie revirava os olhos.

– Tudo bem, talvez o Aiden seja mais bonito. E daí? Ele é tão chato que para mim estraga tudo – ela disse simplesmente. – Eu acho que nunca vou conseguir ter uma queda por ele ou coisa parecida...

– Ótimo, sobra mais um para mim! – brincou Catherine, batendo palminhas empolgadas. Foi a minha vez de revirar os olhos. Já não bastavam o Patrick e o Erik, agora o Aiden?

Elizabeth Johnson abriu um sorriso irônico e deu de ombros.

– Bom, deixa para lá. Estamos aqui para falar do Brian, e não do Jake ou... – ela interrompeu sua fala ao ouvir Catherine estalar os dedos no ar para chamar a garçonete.

– Por favor, moça, você poderia trazer duas Cocas? – Lizzie pigarreou e Cathy rapidamente acrescentou: – Sem gelo!

Eu arqueei uma sobrancelha para as duas. Essa coisa de serem amigas há muito tempo, a ponto de conhecer bem até demais o gosto uma da outra, me assustava às vezes.

Ok, não é hora para pensar nisso, repreendeu-me minha mente. Você tem uma missão. Eu suspirei e disse:

– Fico feliz por vocês terem vindo, e por quererem me acompanhar na festa, mas... – hesitei. Muita calma nessa hora. – Gente, o que eu vou fazer lá sem o Freddie?! Vamos ser realistas: eu sou um excluído da sociedade, nenhum dos outros caras lá vai querer conversar comigo, e vocês vão passar a noite inteira na pista de dança com as meninas!

– Você vai dançar com a gente, ué! – determinou Catherine, como se fosse a melhor notícia do mundo.

– Não é tão ruim quanto parece – Lizzie tentou me animar. – A gente pode até lhe ensinar a dançar, se você quiser. Eu também não sabia, aprendi com a Cathy. Ela é uma ótima professora!

– Não estou nem tão maluco de querer ter a Catherine como professora. – Acabei fazendo Catherine desfazer o sorriso de orgulho que lhe tinha preenchido o rosto. HAHA, eu sou mau! Ok, mas a parte de eu não querer ir para a festa era sério. – Não, não e não. – Sibilei.

Pergunta pra mim se adiantou? Que nada! Esse é o problema de se ter amigas mulheres, elas podem ser bastante persuasivas quando querem. No fim das contas, a possibilidade de perder totalmente a minha reputação falou mais alto do que qualquer medo que eu pudesse ter daqueles caras populares jogadores de futebol incrivelmente mais altos e fortes do que eu.

Oh, meu Deus do Céu, em que encrenca eu fui me meter...? Por favor, que dê tudo certo. Vai dar tudo certo.

Notas finais
PF, COMENTEM! Quero muitos reviews pra eu ficar feliz e postar uma festa bombástica! E se não for pedir demais: façam propaganda da minha historinha, oooow, tão boazinha ela, tá precisando de atenção :'/ K. Beijos, AMO MUITO VOCÊS QUE LEEM ISSO AQUI E ME INSPIRAM! ♥