Before Memories - Romanogers Fanfic
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Pepper: Capitão...
S: Madame...
Pepper: Por favor, me chame de Pepper. É uma honra lhe conhecer, mas eu tenho que resolver uns assuntos, Tony é muito irresponsável. Você me dê licença.
S: À vontade.
Steve olhou para o corredor e não viu mais Natasha e nem Tony, ele suspirou e olhou para a bebida, em seguida para a pista lotada de pessoas que ele não conhece e parecem ser de uma outra realidade.
Steve sentiu um peso no ombro e ao olhar pro lado, viu Rhodey.
R: Sou Rhodey. Prazer em conhece-lo, Capitão.
S: Oi.
R: Se divertindo?
S: É... Não sei se chamaria isso de diversão?
R: Como não? Música, pessoas bonitas. Aquela moça ali está totalmente interessada em te fazer companhia.
Steve olhou para a moça e abaixou um pouco a cabeça, ficando sem graça.
R: Ela está esperando você falar com ela.
S: Eu não estou aqui pra isso.
R: Está para o quê?
Steve franziu a testa e sorriu, lembrando que tem que disfarçar os reais motivos dele estar lá.
S: Vim conhecer Tony Stark, eu conheci o pai dele.
R: Iiiihhh. Olha pegue outra bebida e aguarde, Tony quando leva uma mulher lá pra cima, só aparece no dia seguinte...
Steve fitou o corredor novamente e suspirou.
R: Bem, eu vou indo porque aquela dali, está me chamando. Aproveite a festa, Cap.
Rhodey deixou Steve e foi para a pista. Steve não sabia ao acerto nem como segurar o copo. O gelo já tinha descongelado, o copo suado e feito a mão dele se molhar. Steve sacudiu a mão para tirar o excesso de água e procurou um local para apoiar o copo.
— Precisa de ajuda?
Steve olhou para a mulher que falava com ele, era a mesma que Rhodey disse que não tirava os olhos dele. Steve fez negativo com a cabeça.
— Se você não quiser beber isso, eu posso beber por você.
S: Você pode beber se quiser, mas o gelo derreteu.
— Oh, então seria melhor que me pagasse uma bebida.
S: Eu?
— É.
A mulher sorriu.
— Vai me convidar para o camarote?
S: Eu não sei se estou autorizado...
— Então você virá me fazer companhia aqui embaixo?
Steve estava desnorteado e sozinho, ele olhou para o corredor e nada de Natasha, e já tinha se passado quarenta minutos desde que ela subiu com Tony. Ele concordou com a cabeça e foi até a pista. A mulher o conduziu até o bar.
— E a minha bebida?
S: Eu não sei, o que você gostaria de beber?
— Um Martini.
Steve chamou o garçom e pediu o maritini para a moça.
— Me chamo Martha.
S: O QUE?
A moça repetiu o nome, mas o som estava alto.
S: Márcia?
— Martha!
S: Martha? Ah, ok. Eu sou Steve. Steve Rogers.
M: Eu sei.
S: Parece que todos sabem, não é mesmo?
Steve continuou na companhia de Martha, enquanto Natasha chegava na cobertura com Tony Stark. Tony abriu a porta de acesso ao terraço, Natasha entrou no terraço e olhou em volta, o céu extremamente estrelado e as luzes na intensidade correta. Natasha está pensando quantas mulheres se apaixonam pelo papo furado de Tony quando são levadas ali.
Tony observou que Natasha estava impressionada pelo local e pelas estrelas, ele se aproximou por trás dela e encostou o corpo levemente no dela.
T: Gosta da vista?
N: É linda.
T: Não tanto quanto você.
Natasha franziu a testa e revirou os olhos. Alguma mulher ainda cai nesse tipo de cantada? Natasha pensou, mas manteve o disfarce.
N: Tony...
Natasha se virou para fitar Tony e ele colocou o dedo nos lábios dela.
T: Shhh... Não precisa falar nada. Eu sei o que você quer, sei que quer isso desde a primeira vez que nos vimos e você fingiu ser do financeiro para me enganar. Eu queria que você soubesse que eu senti o mesmo.
Natasha ficou em silêncio, com a mesma expressão facial, ouvindo Tony der seus devaneios sobre o que ela quer com ele.
N: Tony...
T: Sh... Vamos dançar.
Tony bateu palmas e uma música lenta iniciou. Tecnologia Stark. Tony segurou a cintura de Natasha e a mão dela. Natasha apoiou a mão no ombro de Tony e os dois começaram a dançar.
N: Posso falar agora?
T: Não há mais nada para ser dito... Deixe que nossos corações falem por si só.
Tony disse, fechando os olhos e aproximando a boca de Natasha, fazendo um bico. Natasha olhou para Tony com a testa franzida e afastou a cabeça pra trás, fazendo cara de nojo.
N: Fury me enviou aqui.
Tony bufou e revirou os olhos, soltando Natasha.
T: Você tinha que estragar o clima.
N: Precisamos saber sobre uma de suas instalações na Alemanha.
T: Mesmo? Fury não podia ter me ligado?
N: Teria você atendido?
T: Provavelmente não, mas ainda sim, podia ter usado outros meios
N: O que quer dizer?
Tony caminhou de volta para o apartamento da cobertura, Natasha o seguiu. Ele preparou um copo com uísque e outro para Natasha. Tony tomou um gole e olhou para Natasha.
T: Você não me engana com esse teatrinho, eu sei que você me quer e fica usando missões como desculpa para ficar perto de mim.
Natasha colocou a mão na frente da boca, para conter o riso, ela logo conseguiu se recompor.
N: Eu só preciso de algumas informações.
Tony sentou no sofá, pegou o controle remoto e ligou a TV.
T: Desculpe, não vai dar não.
N: Por que?
T: Primeiro porque eu não quero, segundo porque não confio no seu chefe e terceiro porque não sou obrigado.
N: O que o faria mudar de ideia?
T: Meu bem, acho que você sabe o que poderia fazer...
N: Pare de ser desprezível, Tony.
T: Só depois que você parar de ser. Por que trouxe o Capitão aqui?
N: Eu estou apenas mostrando a cidade pra ele, aqui é um ícone da arquitetura na cidade, achei essencial.
T: É. Sei... Fury já está querendo manipular o pobre Capitão.
Natasha respirou fundo e lentamente.
N: Estou ficando sem paciência.
T: Fique à vontade.
N: Eu estou tentando ser boazinha com você, mas possuo outros métodos.
T: Vai me torturar? Pode vestir uma roupa de couro e usar o chicote?
Tony mordeu o lábio, fazendo graça.
N: Por mais que seja tentador, eu não tenho tempo. Apenas irei hackear o seu sistema e infesta-lo de vírus.
T: JARVIS?
JARVIS: Sim, senhor.
T: Estamos protegidos contra hackers?
JARVIS: Sim, senhor.
T: Contra todos eles?
JARVIS: Esse é um dado difícil de apurar, senhor. Mas temos a melhor proteção que um sistema pode ter. Senhor?
T: Sim, JARVIS.
JARVIS: Creio que estamos tendo quebra de protoc.... que-da... protoc.....
Tony franziu a testa e olhou para Natasha, mexendo no celular. Natasha olhou para Tony brevemente e sorriu. Tony se levantou.
N: Eu estou tentando ser legal, eu estou. Nos ajude, Tony.
T: Por que eu faria isso?
N: Viemos de uma missão na Alemanha, estávamos atrás de Loki.
T: Loki? Quem é esse?
N: Irmão de Thor, é um Asgardiano.
T: Ah sim, eu ouvi falar sobre Thor. Estamos sofrendo uma invasão alienígena?
N: Ainda não. Mas o irmão de Thor estava dentro da sua filial na Alemanha.
T: Impossível, eu não recebi nenhum alerta.
N: Os meios dele são muito mais avançados que o nosso, ele consegue controlar mentes.
T: Droga!
N: Então, podemos contar com sua ajuda?
T: Fazer o quê.
Natasha se dirigiu para a porta.
T: Hey!
Natasha olhou para Tony, por cima do ombro.
T: Tem certeza que não quer ficar e...?
N: Não, obrigada.
Natasha saiu e fechou a porta, ela desceu as escadas e depois pegou um elevador para chegar até o térreo novamente. Assim que Natasha chegou na festa, olhou para o camarote e não viu Steve, ela adentrou o meio da pista, e se misturou com a multidão, o procurando.
Alguns homens tentava parar ela para conhecer e flertar, mas ela apenas os ignorava. Natasha encontrou Steve onde ela menos esperava. No bar. E ainda por cima acompanhado por uma mulher. Natasha olhou a mulher de cima à baixo. Até que é bonitinha. Natasha pensou. Mas a verdade é que a mulher era realmente linda.
Natasha ia se aproximar, mas viu que Steve parecia estar tendo uma boa conversa com ela, os dois riam e sorriam e Natasha sabe que é importante que Steve estabeleça novos laços e amizades, já que todos que ele conhecia, já estão mortos. Ele é apenas mais um lobo solitário nesse mundo que nem ela. Mas ela é assim porque faz questão e não confia em ninguém, ele é assim porque não teve escolha.
Mesmo sendo sozinha por opção, Natasha sabe que é difícil não ter ninguém para confiar ou relaxar depois de um dia estressante de trabalho, já que ela mantém essa pose até fora do trabalho, ela não quer o mesmo para Steve, quer que ele consiga viver com uma vida normal.
A missão estava concluída por hoje, Natasha não quis atrapalhar Steve, então o deixou para trás, caso ele quisesse se divertir essa noite.
Steve estava sim, tendo uma ótima conversa com Martha, ela era bonita e engraçada, e foi a salvação dele na festa, já que se não fosse por ela, ele estaria se sentindo super deslocado naquela multidão. Steve olhou em volta e notou Natasha saindo da Expo, ele franziu a testa.
S: Martha, me desculpe, mas preciso ir.
M: Mesmo? Estou sendo chata?
S: Não... Imagina, longe disso.
M: Então....
S: Eu apenas tenho um assunto urgente para resolver.
M: Que pena.
S: Sinto muito.
M: Mesmo?
S: Hã?
M: Você sequer pediu meu telefone...
S: Eu não sabia se seria apropriado...
Martha segurou a mão de Steve, pegou uma caneta e anotou o telefone dela na mão dele. Ela beijou a mão de Steve, sem remover os olhos dos dele. Steve ficou sem graça e correu para fora da expo, ele conseguiu alcançar Natasha, que estava fazendo sinal para um táxi.
S: Natasha.
N: Hei.
S: Você não me chamou... Você está indo embora?
N: Estou.
S: Por que?
N: Já fiz o que tinha que fazer.
S: E eu?
N: Você? Você fez sua parte muito bem.
S: E agora?
N: Agora você volta e continua sua noite com a morena do bar.
S: Eu me despedi dela, achei que íamos voltar pra SHIELD.
N: Já passa de meia noite, Rogers. Só vou me reportar amanhã.
S: Você não precisa de um taxi, eu te darei uma carona.
N: Steve, aquela mulher... Você não vai...?
S: O que?
N: Ela te deu o número dela.
Natasha olhou para a mão de Steve.
N: Ligue pra ela.
S: Eu não sei o que dizer, eu vou pra casa então.
Natasha já estava entrando no táxi, ela respirou fundo e saiu do táxi. Ela fechou a porta e mandou o taxista ir embora.
N: Então... Você joga sinuca?
S: Sim.
N: Vamos pegar o carro e sair daqui.
Steve e Natasha entraram no carro e foram até um bar. Enquanto caminhavam na calçada, Steve olhava em volta.
N: O que?
S: Deve ser perigoso essa hora aqui. Não tem bar aberto essa hora, tem?
N: Veja por si mesmo.
Natasha abriu a porta de um bar e estava até bem cheio.
S: Essas pessoas não trabalham na manhã seguinte?
N: Sim. Eu também e você, mas estamos aqui, não estamos?
Natasha e Steve entraram no bar, as pessoas olhavam para Steve e a roupa que eles estava usando e cochichavam entre si. Natasha percebeu, olhou brevemente para Steve, que não parecia incomodado com isso.
N: Vamos pegar uma bebida.
Assim que começaram a caminhar, três homens enormes cercaram Steve.
— Olhem para a roupa dele.
— Meu avô se veste assim.
S: Senhores...
Steve tentou continuar o caminho até o bar. Um dos homens encostou a mão no peito de Steve e o fez parar.
— Nós estamos falando com você.
— Não acha que somos dignos o suficiente para lidar com o Capitão América?
S: Eu jamais acharia isso. Se puderem me dar licença...
— Olha pra ele, todo educadinho.
— Esse bar não é para riquinhos como você.
S: Eu não sou rico e não estou atrás de confusão. Acho melhor eu me retirar.
Steve olhou para Natasha que estava no bar de costas pra ele, bebendo já Vodka.
S: Natasha?
Natasha o olhou por cima do ombro.
S: Nós temos que ir.
N: Por que?
— Ela quer ficar. Ela pode ficar.
S: Natasha? É muito perigoso pra você ficar aqui sozinha. Vamos.
— Por que está tentando ainda, ela não quer nada com você.
O homem empurrou o peitoral de Steve com força. Steve respirou fundo e se virou para ir embora, já que Natasha não estava se importando nem um pouco com tudo isso.
— É, vai, vai embora.
Outro homem entrou na frente do Steve, bem na porta de saída. Steve olhou pra trás e estava cercado. Um dos homens tentou segurar o braço de Steve para imobilizá-lo, mas Steve por reflexo, segurou o braço dele e o torceu, daí então os outros vieram para atacar ele.
Natasha sentou de frente para a briga e continuava a tomar vodka. Steve segurou a cabeça de dois deles e as juntou com toda força, os fazendo ficar zonzos e ir para o chão. Depois Steve socou a cara de um outro, que iniciou uma hemorragia no nariz dele.
O dono do bar olhou para Natasha.
— Essas cadeiras são todas novas, Romanoff.
N: Ai... Okay, Bill.
Natasha suspirou e caminhou até a briga.
N: Está tudo bem, pessoal. Ele está comigo.
Todos pararam de atacar Steve. Steve olhou para Natasha, revoltado. Bastava dizer isso para deixarem ele em paz? Por que ela não fez isso antes?

N: Venha, vamos jogar sinuca.
S: Não!
N: Não comece com o drama.
S: Eu não confio em você.
N: Awnnn que amor, obrigada.
S: Tudo você coloca sarcasmo, o que estava tentando fazer? Me matar?
N: Se eu tentasse, não falharia. Anda, Steve, não seja tão sensível, eu só queria saber do que é capaz...
Natasha pegou um taco de sinuca e jogou para Steve.
N: E eu não fiquei impressionada.
S: Eu não estou interessado em te deixar impressionada.
N: Ótimo, odeio homens assim.
Steve e Natasha iniciaram o jogo de sinuca. Steve podia ter ido embora depois de saber que Natasha já tinha programado essa briga pra acontecer. Steve acha que ela quer matar ele e realmente não confia nela, mas Steve não sabe porque ainda com tudo isso, ele se sente intrigado por Natasha. Steve quer entender porque ela é assim.
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