Notas iniciais
Pra quem acompanha a outra fic romanogers Infinity War, saiba que não esqueci, vou respondê-los amanhã. ♥

Clint: Tem uma equipe de resgate da SHIELD atrás daquele prédio, eles não podem vir até aqui por questões de segurança.

Steve fez positivo com a cabeça.

S: Eu a carrego até lá.

C: Eu vou junto para dar cobertura.

Steve pegou Natasha nos braços e deixou o escudo na frente do corpo dela para protege-la, caso eles fossem atacados no caminho. Steve correu com Natasha nos braços e Clint vinha logo atrás, checando o tempo todo para se certificar que ninguém os estava seguindo.

Assim que chegaram até a equipe de resgate da SHIELD, Steve entregou Natasha nos braços dos paramédicos que a colocaram numa maca e em seguida dentro do helicóptero da SHIELD.

Steve olhou para Clint, já sabendo que ambos iam querer ir junto com Natasha, mas não dava para deixar Bobbi, Wanda, Visão e Sam na batalha sozinhos, pois Wanda e Visão ainda estão em fase de treinamento e poderiam acabar por destruir tudo em volta.

Steve sabe que ele é o melhor em questão de liderança para controlar o restante do pessoal, ele olhou para Natasha e para os paramédicos fazendo os procedimentos para tentar reanimar ela.

Steve e Clint ouviram um música começar a tocar nos pontos de comunicação deles e já sabiam de quem se tratava.

Tony: Olá, desculpe o atraso, mas eu estava bolando uma nova arma que vai terminar com essa batalha em minutos. Eu sei, eu sou demais. “Oh Tony, você nos salvou”. Ah que nada, nada que eu não faça no meu dia-a-dia. Deixem os agradecimentos para depois.

Clint e Steve olharam para o céu e viram Tony voando em sua armadura do Homem de Ferro em direção à batalha.

Tony programou sua armadura para identificar todos os inimigos em campo e disparou. Centenas de mini foguetes saíram da armadura do Homem de Ferro e voaram na direção da batalha e atingiram todos os oponentes dos Vingadores de uma só vez.

T: De nada, gente, não precisam agradecer.

Steve fez negativo com a cabeça, enquanto Clint aproveitava para entrar dentro do helicóptero da SHIELD de uma vez e mandar decolarem.

Steve olhou para o helicóptero decolando e fez a loucura de pular e se agarrar na haste da base do helicóptero.

T: Ham... Estamos atacando o helicóptero da SHIELD também? Deixa comigo.

S: Não, Tony, você já fez demais hoje.

Disse Steve, enquanto Clint e outro agente puxavam Steve para dentro do helicóptero.

T: Eu estou sentindo um pouco de hostilidade na sua voz, é isso mesmo? Eu acabo de salvar o dia.

S: Você matou todos eles.

T: Sim. De nada?!

S: Não deu chance para algum se render.

T: Ah pelo amor de Deus, Cap.

S: Conversamos sobre isso depois. Natasha está ferida.

T: É grave?

S: Não sabemos, ela desmaiou.

T: Vou avisar a Cho para preparar a chegada dela.

S: Vamos para um hospital.

T: Bobagem, nosso centro médico é melhor que essas emergências e Cho é a melhor médica do país, pode confiar.

A ligação começou a picotar e depois perdeu a conexão de vez, pois o helicóptero já estava muito distante da posição de Tony.

C: O que ele disse?

S: Que é para irmos para a base.

C: Ah sim, o centro médico de lá está novinho em folha. Nat vai estrear. Bem clássico da parte dela.

Steve olhou para Clint, ainda com a expressão séria, não achando graça da piada.

C: Ela vai ficar bem, ela sempre fica.

Steve sabia no fundo que Natasha ia se recuperar bem dessa, porque ela tem o soro e se recupera rápido quando se machuca em batalha, ele só não está acostumado a ver ela desmaiada. E mesmo que fosse um cortezinho no dedo, Steve se preocuparia da mesma forma.

S: Eu não acredito que Tony abateu aquelas pessoas daquele jeito.

C: Isso é novidade.

S: Não é só pela questão de rendição mas de chance de defesa. Eles não tiveram nenhuma chance.

C: Eu sei, mas eles são da HIDRA. Não podemos ficar esperando rendição, se alguém se render, será apenas para espionar a gente e logo contra atacar.

S: Pode ser, mas matar assim... Podia ter acertado algum civil ou até um dos nossos.

C: Mas não acertou.

S: Mas...

C: Eu entendi o que quer dizer, Cap. Mas acho o seguinte, o resultado hoje foi positivo, mas poderia não ter sido e nada garante que futuramente não venha ser um desastre e por garantia, vamos conversar com Tony e tentar fazê-lo desistir de usar esse novo brinquedinho dele.

S: Não penso em tentar, se ele não se livrar dessa arma, farei isso por ele.

Steve e Clint pararam a conversa, quando viram a agitação dos paramédicos, que se levantaram e começaram a checar os sinais de Natasha. Steve se levantou e olhou para ela, que estava movendo a cabeça de um lado para o outro.

S: O que está acontecendo?

— Ela está reagindo, isso é bom.

S: O que posso fazer para ajudar?

— Se sentar e nos deixar fazer nosso trabalho.

Steve ficou sem graça e se sentou, ele olhou para Clint Barton que estava segurando o riso.

S: Eu pensei que era alguma reação ruim.

C: É... Você não conhece a Tasha.

S: Eu conheço ela muito bem.

C: Você acha que conhece ela bem.

S: Eu acho? Nós sempre nos falamos.

C: Ela sempre fala comigo também. A gente se fala há muito mais tempo que você e ela se falam.

Steve semicerrou os olhos, fitando Clint, com certa irritação, mas ficou quieto, porque é verdade que Clint a conhece mais tempo que ele, e ele sempre teve ciúmes disso, mesmo sabendo do caso de Clint e Bobbi.

Assim que chegaram no campo de pouso, uma equipe de médicos e a Dra. Cho, já aguardavam a chegada de Natasha. Assim que o helicóptero pouso, Clint e Steve ao mesmo tempo, fizeram menção de abrir a porta, mas Clint foi mais ágil e abriu na frente, pulando pra fora do helicóptero.

Logo em seguida, Steve segurou na maca de Natasha junto com os paramédicos, que disseram que ele não precisava segurar junto, pois eles tinham tudo sob controle. Os paramédicos abriram as pernas e rodinhas da maca para poder deslizar ela sobre o chão e entregaram um documento para Cho.

— Ela está estável. O corte não foi profundo e não acredito que tenha provocado danos maiores.

S: O que? Ela está desmaiada e bateu a cabeça!

— Não, ela acordou e como a conhecemos, já a dopamos para que ela não se recusasse a fazer os exames assim que chegasse.

S: O que??? Doparam ela?

O paramédico da SHIELD revirou os olhos e entrou de volta no helicóptero com a sua equipe. Clint tirou um pacotinho de amendoim do bolso e estava jogando amendoins dentro da própria boca e rindo.

C: Eu sabia disso.

Steve franziu a testa, olhando para Clint e Clint já notou a competitividade do Steve em querer provar que conhece mais a Natasha e como ele não tem nada melhor pra fazer, decidiu entrar na competição, por pura diversão, é claro.

Os dois seguiram a Dra. Cho para dentro do centro médico e claro que ela obrigou os dois a aguardarem do lado de fora do seu laboratório de análises, enquanto fazia exames para checar o estado de saúde de Natasha.

O resultado dos exames só ficaram prontos a noite, bem tarde da noite. Cho apareceu na porta do laboratório e Steve se levantou de imediato. Cho olhou para Clint dormindo e roncando com a boca aberta em um dos bancos.

S: Barton!

C: Hã?

Clint abriu os olhos no susto e passou a mão no rosto, ele se levantou e foi para perto de Steve e da Dra. Cho.

C: Então, cadê ela?

Cho: Lá dentro, anestesiada ainda.

S: E os exames?

Cho: Então, ela está bem...

S: Por que seu rosto sugere o contrário?

Cho: Porque houve sim um pequeno dano na tomografia que fizemos, mas a Natasha se recupera muito rápido de qualquer lesão que sofre, ela nunca fica doente ou coisa do tipo por causa do soro.

S: Mas o que esse dano quer dizer?

Cho: Não sabemos.

S: O que?

Cho: É complicado, porque eu não consigo dizer se o que identificamos no cérebro dela tem relação direta com a pancada que ela sofreu ou não. A região que foi afetada, tem pouquíssimos estudos a respeito. O crânio dela apresenta uma rachadura superficial, mas não faremos uma cirurgia.

S: O que?

C: Por que não?

Cho: É muito arriscado, pode danificar mais do que o estado atual. Vou esperar ela acordar e ver como ela reage. Se ela estiver bem, será ótimo, vamos apenas observar. Se não...

S: Se não?

C: Bem, o que interessa é que ela tá bem agora, né?

Cho: Aparentemente sim.

C: Cho, você nos desculpe, mas como assim aparentemente bem? Não tem como ela estar bem, com a cuca rachada e os miolos afetados.

Cho: Eu disse que temos que esperar ela acordar. Agora não há nada que a impeça de falar, pensar ou agir normalmente de acordo com os exames. Se ela acordar se sentindo bem e consciente de onde está e do que aconteceu com ela, será ótimo.

Steve fazia negativo com a cabeça sem parar, ele não queria aceitar que a única opção era esperar pra ver se ela acorda bem e normal. Tem que ter alguma outra opção. Tem que ter!

C: Podemos leva-la para o quarto dela?

Cho franziu a testa, estranhando a pergunta, mas autorizou, já que ela não está sendo medicada, apenas está sob efeito da anestesia.

Steve e Clint entraram no laboratório e se aproximaram de Natasha.

C: Eu não quero nem imaginar uma Natasha desmiolada.

Steve apenas fitava Natasha, ignorando a piada fora de hora de Clint.

Vejam, não é insensibilidade do Barton, pelo contrário. Ele está tão preocupado com Natasha quanto Steve, mas na hora do nervosismo a reação dele é tentar escapar da realidade com algum tipo de piada, coisa que ele aprendeu a usar como escape, na época que trabalhava num circo, tal circo que o moldou como um terrível vigarista apenas interessado em dinheiro, até ele ser convertido por Nick Fury e passou a trabalhar para a SHIELD e logo em seguida trouxe Natasha com ele.

S: Ela se sentirá melhor no quarto dela mesmo.

C: Sim. Vamos ver como essa maca funciona...

Clint empurrou a maca para ver se deslizava, mas estava presa.

C: Cadê aquele pessoal todo que estava aqui?

S: Não precisa.

Steve não moveu o olhar de Natasha em nenhum momento, ele se aproximou da lateral da maca, curvou um pouco o corpo e a pegou nos braços.

C: Tem certeza? Terá que caminhar até o outro prédio com ela no colo.

S: Vamos.

Clint se adiantou para abrir a porta do laboratório e em seguidas as outras portas, até saírem do Centro médico e chegarem no prédio principal. Os dois embarcaram no elevador e ao desembarcarem no pavimento dos dormitórios, cruzaram com Bucky e Sam.

Bucky olhou para Natasha desacordada e depois para Steve.

B: Eu soube o que aconteceu. Como ela está?

S: Espero que bem.

C: A Cho disse que tem que esperar ela acordar.

B: Ela é muito forte, ela ficará bem.

Bucky disse com total confiança. Steve parecia estar em outro mundo, ele continuou caminhando com Natasha nos braços e Clint o conduziu até o quarto de Natasha.

No corredor, Bucky parou e se virou para acompanhar Steve carregando Natasha pelo corredor até desaparecer com ela. Em seguida Bucky abaixou a cabeça e Sam o estava olhando com a testa franzida.

Sam: Ham...

Bucky ergueu a cabeça e fitou Sam.

Sam: Você está preocupada com ela também, mesmo sabendo que ela te odeia?

Bucky franziu a testa com o impacto dessa frase.

Sam: Deve odiar né, ela não confia em você ainda. Ou está preocupado porque Steve parece preocupado com ela?

B: Ela ficará bem. Não estou preocupado.

Sam: Como você sabe?

B: Eu só sei.

Bucky caminhou para o elevador e Sam o seguiu, parecendo confuso.

Sam: Vocês são todos muito estranhos.

...

C: Ela ficará bem.

Clint abriu a porta e Steve entrou carregando Natasha.

Clint removeu o edredom e Steve colocou Natasha deitada sobre a cama.

C: A gente devia descansar agora, ela só vai acordar amanhã.

Steve permaneceu de pé ao lado da cama dela e fez negativo com a cabeça.

S: Você pode ir.

C: Ficar aqui não vai garantir que ela acorde bem, Cap.

S: Estou sem sono.

C: Bem, você quem sabe. Eu preciso comer alguma coisa e estou exausto.

S: Ok.

C: Se quiser, peço pra trazerem algo pra vocês comer...

S: Não, obrigado.

Clint olhou para Steve e fez negativo com a cabeça, levemente. Totalmente apaixonado, tadinho. Clint encostou a mão no ombro de Steve em sinal de solidariedade, em seguida saiu do quarto e fechou a porta.

Que dano esse ferimento pode ter causado em você? Steve pensava, ao continuar observando Natasha dormir. Será que eu podia ter evitado isso? Provavelmente sim. Não devia ter te deixado sozinha. Eu tentei te alcançar, mas não foi o suficiente. Steve pensou e logo em seguida fez negativo com a cabeça e fechou o punho com força. Não! Você é a mulher mais forte que eu conheço, você não precisa de mim. Nunca precisou, nunca precisará, você sabe se virar sozinha, é tão independente que às vezes me magoa o quanto você não precisa de mim. Eu não posso ficar pensando em como poderia ter te salvado. Você não precisa ser salva, você consegue dar conta do recado. Steve relaxou com as próprias palavras de sua consciência.

Steve ousou tocar em uma mecha de cabelo de Natasha.

Você é uma mulher muito brava, Romanoff. Você tem tudo que precisa em si mesma. Acho que isso é o que mais me atrai em você. Steve concluiu, enquanto finalmente desgrudava o olhar de Natasha para o restante do quarto.

Tinha uma mochila aberta, uma mala aberta e vazia, e uma mala aberta e cheia no chão. Steve deu a volta na cama e se aproximou das três bolsas. A mochila estava lotada de roupa, assim como a outra mala, e a mala vazia, quer dizer, aparentemente vazia... Na verdade, estava com apenas um livro dentro. Steve queria muito saber que livro era, mas seria muita invasão de privacidade mexer na bolsa dela.

Steve também notou uma estante na parede, não tinha nada decorativo, apenas livros. Steve se aproximou da estante e observou que todos os livros eram de uma mesma autora, Agatha Christie.

Steve desconhece a autora e todos aqueles livros, mas ele sorriu satisfeito por encontrar algo de que a Natasha gosta, além de milk-shake. E o sabor favorito dela é o milk-shake dele, não importa o que ela peça, o que ele pedir, mesmo que seja o mesmo sabor, ela sempre quer ficar com o dele, alegando estar mais gostoso.

Steve sorriu mais ainda e tornou a olhar para Natasha. Steve pegou um dos livros e se sentou na única cadeira do quarto. Ele passaria a noite ali, naquela cadeira de ferro, fria e desconfortável.

Steve começou a ler o livro, mas logo perdeu o interesse e se recostou para tentar cochilar.

Steve fechou os olhos e conseguiu tirar um cochilo leve. Uma hora depois ele acordou, olhou para Natasha e decidiu que ficar sentado corretamente era o melhor para a coluna dele.

Alguns minutos depois, Steve ouviu o barulho da maçaneta girando e imediatamente se levantou. Apesar de estar na Base dos Vingadores, a ameaça seria 0, mas quem invadiria o quarto de Natasha no meio da madrugada, e ela estando inconsciente?

A porta se abriu e Steve estava intrigado e aliviado. A pessoa que entrou, também estava surpresa e intrigada.

Maria Hill: Rogers!

S: Hill?

H: O que está fazendo aqui?

S: O que você está fazendo aqui?

H: Eu vim visitar a minha amiga acidentada.

S: A essa hora?

H: É claro, de manhã ela me veria e acharia que me importo com ela.

S: Você se importa. Por que vocês não sabem demonstrar as coisas?

H: Perai, eu não entendi ainda o que é que você está fazendo aqui?

S: Eu resgatei ela e a trouxe pra cá.

Hill olhou para o livro na mão de Steve.

H: Isso é seu?

S: Ham...

Steve ficou completamente vermelho e ficou gesticulando com o livro no ar.

S: Estava no... na... estante... Pra cair e eu peguei e me distraí...

H: Aham.

Hill o observava com um ar julgador, mas só porque gostava de ver Steve desesperado e sem graça. Como eu queria que Natasha estivesse acordada para me ajudar. Ah seria tão cômico. Hill pensava, enquanto seu rosto permaneceu com a mesma expressão.

Hill olhou para Natasha.

H: É. Ainda está respirando. Eu já estou indo, não diga a ela que estive aqui e eu não direi sobre o livro.

Steve concordou com a cabeça e observou Hill se retirar.

Na manhã seguinte, Natasha acordou e se sentou na cama, ela logo notou a presença de um brutamonte loiro deitado no chão ao lado da cama dela.

Natasha passou a mão na cabeça na região do corte, e ainda estava sentindo dolorido, ela levantou e estava tentando entender o que Steve estava fazendo no quarto dela. Eu dei pra ele? Minha cabeça dói demais. Natasha suspirou e começou a lembrar dos últimos acontecimentos. Da queda que sofreu e que depois apagou por completo. Não dei. Graças a Deus. Natasha concluiu, enquanto caminhava em passos leves até o banheiro.

Alguns minutos depois, Steve acordou e olhou para a cama vazia, ele tomou um susto e levantou correndo.

S: Natasha?

N: Banheiro.

Steve caminhou até a porta do banheiro.

S: Como está se sentindo? Você está bem?

N: Aham.

S: Tem certeza?

Natasha não respondeu e Steve ficou preocupado.

S: Natasha???

N: O que?

S: Você não respondeu.

N: Porque você perguntou duas vezes a mesma coisa e você sabe que odeio isso.

Ok. Ela ainda é a Natasha. Steve pensou.

S: Eu estava muito preocupado.

N: Por que?

S: Cho disse que você podia acordar com sequelas.

N: A única coisa com a qual eu acordei, foi com um homem pré histórico no chão do meu quarto, eu quase liguei para meu amigo arqueólogo.

Steve não evitou de sorrir, até as piadas estão normais, agora sim ele está aliviado.

S: Você vai sair daí?

N: Sim. Assim que você sair do meu quarto.

S: Por que?

N: Porque estou nua.

S: Ah! Me desculpe, eu... Eu vou sair. Até mais.

Steve se afastou da porta.

Natasha abriu uma brecha da porta e deixou só a cabeça pra fora, o corpo estava enrolado numa toalha.

N: Rogers.

Steve parou e olhou para Natasha.

N: Obrigada por ter ficado aqui comigo.

S: No que depender de mim. Você nunca estará sozinha.

Natasha sorriu e olhou para Steve com ternura, Steve fez positivo com a cabeça e deixou o quarto de Natasha. Ele ainda precisava dormir decentemente.

Natasha se trocou e checou a mensagem no celular. Ela pegou suas armas, escondeu pelo corpo e saiu da base.

Natasha caminhou até o carro estacionado na rodovia e entrou.

H: E aí, Bela Adormecida.

N: Bom dia pra você também.

H: Fury precisa de um favor seu.

N: Eu estou bem, obrigada por perguntar.

H: Não seja dramática.

N: Ao menos Steve se preocupa comigo ao ponto de me visitar e inclusive dormir no meu quarto.

H: O que? Como assim?

N: Eu acordei sem saber se tinha bebido e tido uma noite de sexo selvagem que me fez desmaiar ou se tinha sofrido um acidente. Graças a Deus, foi só o acidente.

H: Eu preferiria ter feito sexo até desmaiar. E Steve tem aquele corpo, que...

N: Eu sei, por isso prefiro o acidente. Eu odiaria transar com alguém como ele e não lembrar nada no dia seguinte, eu não quero estar bêbada quando isso acontecer.

H: Ué, perai, então vai acontecer?

N: N-não, eu quis dizer hipoteticamente falando.

H: Meu Deus, Natasha!

N: Hill, cala a boca e dirige.

...

Na parte da tarde, como estava tudo tranquilo na Base dos Vingadores, Steve decidiu dar um pulo na cidade. Ele precisava ir numa livraria.

Ele entrou na livraria e perguntou ao vendedor, onde achava livros da Agatha Christie. O vendedor indicou o corredor e Steve começou a procurar algum livro que pudesse dar de presente para Natasha, mas ele não sabia quais livros ela já tinha, para não correr o risco de dar algum repetido pra ela.

— Você está com cara de quem precisa de ajuda.

Steve não olhou para ver quem era.

S: Só estou tentando achar um livro para uma amiga.

— Uma amiga? Ela gosta de Agatha, ela tem um bom gosto.

Steve apenas fez positivo com a cabeça.

S: Eu só não sei qual comprar. Ela tem uma coleção e não quero dar um repetido.

A moça passou os dedos pelos livros da prateleira e puxou um deles.

— Esse. A Maldição do Espelho. É bem raro e mais provável dela não ter.

Steve finalmente olhou para a moça com o livro na mão.

— Não reconheceu minha voz, mas agora que finalmente olhou pra mim...

S: Ham... Maria... Márcia...

Martha...

Notas finais
Quem se lembra da Martha?