Because Of All
15 Spread The Wings Upon Your Back
Notas iniciais
Boa leitura :3
Eu acordei cedo. Aquele dia ia ser grande. Coloquei apenas sua camisa, porque sabia que ele gostava.
Eu estava empolgada, de fato.
Mandei a mensagem para Bia. “Pode trazer XD”.
Em menos de meia hora ouvi uma batida na porta. Ainda bem que ela não tocou a campainha, afinal, isso acordaria ele.
Ambas estávamos empolgadas quando eu abri a porta, mas eu rapidamente fiz um sinal de silêncio. Ela deixou o que tinha que deixar e foi embora, sussurrando antes um “boa sorte”, tudo isso sem um único ruído.
Rick POV:
Acordei com algo molhado em meu pescoço. Antes mesmo de abrir os olhos lembrei-me de que estava no dormitório da Ana. Eu estava com frio, porque toda a parte superior do meu corpo estava descoberta e eu estava pelado. E já esfriava bastante, afinal, o verão da Inglaterra não dura nada.
Esbocei um sorriso e fiz esforço para abrir os olhos.
Mas, para minha surpresa, não era a Ana que estava me beijando. Algo completamente inesperado acontecia.
Um filhote de gato lambia meu pescoço.
O filhote mais lindo do mundo. Ana estava em pé, só com a minha camisa, ao lado da cama, me dando a visão mais bonita do mundo.
- Bom dia. – estava empolgada.
- Bom dia. – respondi, pegando o gatinho com uma mão só. Ele era tão minúsculo e levinho. – quantas coisas lindas em um lugar só. – pisquei para ela, e pude vê-la corar antes de voltar minha atenção mais uma vez para o filhote. – e quem é esse levadinho?
- É o seu presente de aniversário atrasado. – ao dizer isso, notei que eu ganhei um ar infantil. Ela subiu na cama e beijou minha bochecha. – Feliz aniversário de novo.
Sorri.
- É brincadeira, né?
- Não. Eu lembrei que você sempre quis um gatinho, e...
- Mas eu posso cuidar dele no campus? – perguntei.
- Eu falei com a secretária, ela disse que a única restrição é que seu parceiro de quarto tem que assinar um acordo e que você se compromete a pagar por qualquer dano. – disse. – Mas nenhum dos dois é problema.
Eu beijei-a.
- Você é perfeita. – agradeci. – E você é perfeito. – beijei-o também em sua minúscula cabecinha. – Qual é o nome dele?
- Você que escolhe.
- Mickey. – disse, rapidamente, logo após ela acabar de falar. Aquele nome já estava em minha cabeça. Ela fez uma expressão de confusão que a deixou ainda mais fofa. – ele tem todo o corpo alaranjado e só as patinhas brancas, tipo luvinhas. Daí, sei lá...
Ela deu um risinho.
Ana POV:
- Você é um fofo. Que bom que gostou. – sorri com o modo como Rick estava animado com o gato. Parecia uma criança.
- Eu amei. E... – fixou seu olhar em mim. – eu te amo, Ana.
Puta.
Que.
Pariu.
Eu não esperava aquilo. Meu Deus, como ele conseguia sempre me surpreender com esses momentos. Meu coração acelerou totalmente.
Beijei-o. Ele deu um sorriso fraco. Óbvio que ele esperava que eu dissesse que também o amo.
Mas...
Mickey pulou para o chão e começou a explorar o quarto. De começo ficamos observando-o e rindo com aquele pedacinho de fofura. Mas como eu estava em cima de seu corpo nu, logo outra coisa passou por nossas mentes.
Ele beijou meu pescoço e me puxou para mais perto de si pela cintura. Logo, já desabotoava sua camisa de meu corpo e a jogou para longe (Mickey foi brincar com ela). Desceu sua boca para meus seios e sugou um pouco a ponta de um deles, o que me fez arfar. Sua boca descia cada vez mais. Ao chegar a meu íntimo, gemi baixinho.
Sua língua fazia movimentos firmes e suaves que aumentavam a frequência de meus gemidos. Logo eu já pedia que ele me penetrasse, o que ele obedeceu.
Começou com movimentos leves, mesmo que eu já estivesse mais excitada. Aos poucos, nosso ritmo foi coincidindo e aumentando até que chegamos ao orgasmo.
Ríamos fraquinho, com um sorriso no rosto, eu ainda deitada em cima dele e ele ainda dentro de meu corpo. Esperamos acalmar-nos um pouco e então levantamos e pegamos o Mickey para irmos tomar café.
Depois, decidimos pegar o gatinho e ir até Liverpool comprar as coisas que precisaríamos para cuidar dele e agendar suas vacinas.
- Eu estou morrendo de fome. – confessei. – Vamos almoçar por aqui.
- Vamos, eu conheço um restaurante que você vai amar. – ele então me levou para dentro do carro e fomos até um pequeno Bistrô.
Era fofo demais o lugar.
Eu me senti na própria Paris, sem falar na comida, que era deliciosa.
- Gostou daqui? – perguntou ele, após acabarmos o último pedaço da Tarte Tatin que dividimos.
- Adorei, é a minha cara.
- Foi o que eu pensei. – abriu um sorriso convencido.
- Me conhece bem, moço. – brinquei.
Respirei fundo, olhei em volta. Aquele momento era perfeito. Todos os momentos que tínhamos juntos eram... Perfeitos. Não tinha outra palavra.
- Eu também te amo. – disse, baixo. Ele sorriu de modo bem tímido e me beijou por cima da mesa.
Pagamos e pegamos a estrada de volta para o Chadwick. Mickey foi no meu colo, mas o levadinho insistia em tentar brincar com o freio de mão, o que nos provocou altas risadas.
Por pouco não houve nenhum acidente.
- Me deixa na frente do dormitório da Bia. – pedi, e assim ele fez. Despedi-me com um selinho dele e acariciei mais uma vez o filhote. Ele era muito fofinho, mesmo.
Toquei a campainha.
- Oi, bebê. – cumprimentou. – Ainda bem que você passou por aqui. Eu ia te chamar. Chamei o Lucas, e ele já está a caminho. – assenti. — E aí, o que o Rick achou do presente?
- Ele amou. A gente saiu pra comprar as coisas do gato e só voltou agora.
- Legal.
- Também disse que me amava, hoje de manhã. – ela ficou sorridente. – eu só respondi depois do nosso almoço super romântico no bistrô lindo que ele me levou. Falei que amava ele também, e ele me beijou por cima da mesa. – comentei, sonhadora, voltando àquele momento. – foi lindo. Depois eu tenho que conversar...
- Que fofo. – disse, apertando minha bochecha – depois quero conversar também, mas agora não é uma hora boa. Eu tenho que ir ficar decente e apresentável a humanos, já volto. – assenti. Ela foi para seu quarto e poucos segundos depois eu ouvi a campainha.
- Bi, a campainha. – gritei.
- Atende pra mim? – gritou de volta.
Levantei-me e fui destrancar a porta. O Lucas chegou rápido, até.
Quando abri a porta e fui cumprimentar, dei de cara com um rosto familiar. Que eu há muito não via.
Paramos por um segundo como que pra processar a informação.
- Dani? – perguntei, finalmente, boquiaberta e totalmente surpresa.
Notas finais
#fica a dica XD
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