Because Of All
2 PróIogo 2 - I've Been Planning Out All That I'd
Notas iniciais
Gente, não teve reviews no capítulo anterior até agora. Mas eu decidi postar porque eu acabei o capítulo e porque eu acho que postei a história num horário muito ruim onti... Sabe como é.
Gente, tomem coragem e leiam até o próximo capítulo, que AÍ SIM vai ser a história como ela é mesmo.
Promisse.
Já falei demais, é.
Olhando para trás, realmente, tudo tinha mudado.
Mas eu não sabia dizer se era pra melhor.
Era maio. Eu, o Lucas e a Bia tínhamos virado melhores amigos. Tudo bem que eu e a Bia já éramos melhores amigas, mas realmente o Lucas começou a andar com a gente e...
- Cara, o que você sente por ele, Ana? – perguntou ela pela milésima vez.
Eu já estava cansada daquela pergunta.
- Depois de tudo isso, ele virou só meu amigo. – Eu respirei fundo. Bia fez o mesmo.
- Você pode mentir pra todo mundo desse universo. – falou Bi, séria – inclusive pra ele, porque, cá entre nós, o garoto é lento. – dei um risinho que foi abafado pela minha ansiedade para saber o que ela diria. Embora eu já soubesse. – Até mesmo para si mesma, mano. – continuou. — Mas para mim você não mente.
Lucas chegou naquele momento. Calamos a boca.
- Oi, gente. – disse. Era depois do almoço, e a gente estava meio sem nada para fazer.
- Oi, Lu. – falei. Bia me lançou olhares que eu decidi ignorar.
- Fala, povo. – Dani chegara. Lucas adotou uma expressão incomodada. Ele não era o maior fã do Daniel... É, acontece.
- Ei! Eu precisava mesmo falar com você! – falei — Cara, você tem razão. Eu olhei direito, hoje. O Fábio realmente parece um coala! – ele riu.
- Eu sei, mano! Não dá pra não pensar nisso quando você olha pra a cara dele.
- Quem? – perguntou Lu, completamente perdido.
- O nosso professor de filosofia. Cara, ele é IGUAL um coala. – respondi.
- Ahm... – fechou a cara novamente.
Aquilo já estava me irritando.
- Que foi, hein? O que houve? – perguntei, brava.
- Ahn, Dani, vamos indo. O povo tá atrás da biblioteca. – falou Bia, puxando-o pelo braço. Quando ela saia, olhei para ela, perguntando visualmente porque ela foi embora, e ela só fez cara de “vocês dois precisam conversar”.
- Não aconteceu nada, porra. Para de perguntar isso. – ele falou, apenas, sentando-se na escada com uma expressão irritada.
É, talvez a Bia estivesse certa. A gente precisava conversar. Ele estava estranho ultimamente.
- Me fala, por favor. – pedi, baixo.
Ele parou por um segundo, e respirou fundo, como que tentando decidir o que fazer. Seu rosto adquiriu certa serenidade, de repente.
- Eu estou bem, só um pouco irritado. Relaxa. – sua voz soou calma agora.
Decidi deixar pra lá. Ele não ia falar.
- Ok, então vamos pra lá com o pessoal. Eu queria falar com o Dani um negó... – fui interrompida.
- Mano, nem quando você tá comigo você para de pensar nessa criatura! – exclamou, bravo. Ok, alguém estava bipolar hoje...
- Então é isso, Lu? Você está com ciúmes do Daniel? – perguntei, incerta se essa reclamação era a causa, ou mais a consequência de sua irritação.
- É óbvio que eu fico bravo se minha melhor amiga me abandona por um baixinho escroto só porque ela está a fim dele, é. – falou, sem pausas.
Naquele momento eu só... Não tive forças pra deixar mais nada preso dentro de mim. Simplesmente não tive.
Eu estava cansada de mentir pra mim mesma.
Desde que viramos mais amigos, eu me toquei de que, apesar de ainda rolar um clima, era quase impossível que rolasse algo entre nós algum dia.
Então fingi que não gostava mais dele.
Mas como isso não funcionou, naquele momento a única coisa que eu queria era tirar isso de dentro de mim, e ver se as coisas melhoravam se ele descobrisse o que eu realmente sentia.
- Lucas, você é cego? – perguntei. – como pode que você não veja, cara, até um idiota percebe isso. – falei, mais comigo mesma que com ele. – Eu não gosto do Dani, cara. É tão óbvio! – exclamei, ainda impressionada. Dei um risinho fraco, debochado. – Eu gosto de você, seu idiota. – eu falava cada palavra com uma urgência que há muito eu guardava dentro de mim, com um entusiasmo apaixonado.
E quando eu o disse, o mundo inteiro parou por um segundo. Meu coração nunca havia batido tão rápido.
- De você, Lu. – falei, encarando seus olhos, agora já muito mais calma. — desde que eu olhei nos seus olhos pela primeira vez. Já faz mais de um ano, e você não se toca. Todas as vezes que nossos olhares se cruzaram... O que você achou? Que era coincidência? Eu gosto de cada coisinha em você. — simplesmente abri minha boca e deixei as palavras fluírem. Era tudo que eu precisava, naquele momento.
E tudo que eu via na minha frente era um Lucas completamente perdido, tentando assimilar o que acabara de ouvir. E sem a menor ideia do que fazer...
Ele me olhava intensamente, me perguntando, com seus olhos, se era tudo verdade. Se ele deveria arriscar. Se era o que eu sentia.
Ficou parado encarando por algum tempo. Não sei dizer quanto, minhas noções de realidade estavam alteradas...
Até que ele se debruçou para frente, e, em um só movimento, me puxou para perto de si e me beijou. E todo o sentimento que estava preso todo esse tempo, foi completamente liberado. Sua mão na minha cintura me puxava de modo delicado em sua direção, como se quisesse, naquele momento, compensar todo o tempo que não fui dele. De início, o beijo era tímido, mas aos poucos, nossas línguas passaram a se entrelaçar, e os lábios se tocando de modo romântico, urgente, mas, ao mesmo tempo, calmo.
Calmo, porque naquele momento, foi como se tivéssemos todo o tempo do mundo.
Quando ele separou o beijo, abriu o maior sorriso do mundo (eu também o fiz).
- Eu sou completamente louco por você. Por cada detalhe, cada defeito, cada coisinha. Tudo é perfeito, Ana.
Sem saber mais o que fazer, demos as mãos e fomos encontrar nossos amigos atrás da biblioteca.
Enquanto nos dirigíamos para lá, meu coração palpitava. O que todos diriam?
Quando viu nossas mãos entrelaçadas, anda de longe, Bia arregalou os olhos.
- Er... Oi! O que aconteceu? – perguntou tentando reprimir um sorriso.
Olhei em volta. Arthur, Marcos, Bruno e Felipe, os melhores amigos do Lucas, estavam lá. E também a Bia, Laura, Dani e Yasmin.
- A gente conversou, e... – Lu ficou vermelho. Fofo.
- A gente ficou. – falei. Minhas sobrancelhas subiram, sem saber o que esperar da reação de todos.
- Sério?! – Disseram todos em coro, com os olhos arregalados e boquiabertos.
Assentimos.
- Ah, meu deus! Que fofinhos! – falou Bia.
- Finalmente! – exclamou Arthur.
- Own! – Yasmin.
É.
Aquele momento não tinha só sido esperado por nós dois, mas por todo o resto. Porque a gente se merecia...
E, bom, passada um pouco mais de uma semana, ele me pediu em namoro.
O que mais eu posso dizer? Eu tinha esperado muito por tudo aquilo.
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