Because Of All
1 Prólogo 1 - I Just Kinda Died For You
Notas iniciais
Então. Leia até o fim :3
É lecau, eu prometo.
Só é mais confuso esse início, mesmo, mas acontece...
Enfim, se gostar, deixe um review, pra eu saber se eu devo ou não continuar.
Gente, esse começo... é, não tem lá tanto a ver com como a história vai desenrolar. O rumo muda MUITO daqui a uns dois capítulos. Mas é importante... Não me julguim :c
O nome inteiro do Cap é "Prólogo 1 - I Just Kinda Died For You, You Just Kinda Stared At Me" (Aurora - Foo Fighters)
Bia fez mais cócegas em mim e eu acabei caindo no banco em forma de “u” que ficava no meio do pátio.
Olhei para trás. Ótimo. Bem na hora que ele passou.
Fuzilei Bia com uma força desumana, mas reparei que ela me lançou um olhar completamente sugestivo, e então cochichou algo.
Graças à minha incrível capacidade de discrição e compreensão, óbvio que eu não só não entendi o que ela estava falando, mas também gritei:
– Filha, se você não falar direito não dá pra entender o que você está aí cochichando.
Bia bateu com a mão na testa e me mandou calar a boca.
Olhei pra trás. Certo, ele já estava longe demais para ouvir.
– Ele olhou pra você. – ela disse, quando também se tocou que ele estava bem longe. Meu coração acelerou por um milissegundo.
– Oi?
– Você ouviu bem. Ele. Olhou. Para. Você.
– Ah, claro. – falei. – Não inventa, Bi. Fala sério, esse menino nem sabe que eu existo.
– Mas é sério. Ele olhou pra cá mesmo, sem zoeira.
– Ele pode até ter olhado. Mas deve ter sido por que... – respirei fundo e pensei – bom, não sei. Será que é porque você me fez cair no meio do pátio com a escola deserta ou porque a colega de classe dele estava dando uma de retardada? – ironizei.
– Pense o que quiser, mas eu sei o que vi.
Reprimi um sorrisinho. Uma sensação boa percorreu todo meu corpo. Ai, ai... Se eu soubesse, que aquela era a primeira de muitas vezes que aquilo aconteceria...
É. Bom, minha vida já estava meio fudida. Mas acho que esse foi o dia que, não só tudo piorou, mas meio que como tudo isso começou.
Eu tinha catorze anos, estava no primeiro colegial. Quando foi isso? Ah, é. Março. Não me pergunte o ano, você pode fazer as contas.
Bem, tudo começou mesmo na viagem de formatura do ano anterior, quando eu me lembrei de que aquele garoto lindo maravilhoso existia.
Lucas.
Sei lá, não tinha nada de mais, eu acho. Nada que pessoas considerariam algo interessante. Moreno de olhos escuros, magricela e alto. Mas ele era interessante (e bonito) o suficiente para um bilhão e meio de garotas pararem para olhar pra ele.
Tipo eu.
Se eu tinha uma quedinha por ele?
NÃAAAO! Querida, eu tinha um Grand Canyon por aquele moleque. Acho que não tanto naquela época. Definitivamente piorou, e muito, depois.
Bom, acontece que, em menos de uma semana, a situação se repetiu várias vezes. O que eu quero dizer é que, bem, ele olhou pra mim de novo.
Amigas diferentes me acompanhando, dentre outras coisas, me fizeram tirar minhas próprias conclusões.
Até que, um dia, na hora do almoço, eu estava na fila da lanchonete com minha amiga, Jaque. Eu estava de costas, conversando com ela, quando ela me cutucou e fez um gesto com a cabeça.
É, aquele típico gesto que toda garota conhece que diz “amiga, OLHA”.
Então, bem, eu virei, pra me deparar com um Lucas muito lindo com as mangas do casaco erguidas até a altura do cotovelo.
Tá, aquela visão por si só já dizia tudo. Mas o problema mesmo, foi os nossos olhares se cruzarem.
É.
Tá, se você já amou alguém, então você talvez entenda o que eu estou falando.
A energia que percorreu meu corpo inteiro, vinda daquele olhar penetrante... Priceless.
– É, filha, vai rolar. – disse Bia. Não sei dizer quando ela disse isso, porque foram realmente muitas vezes...
– Vai rolar o que, caralho? Ele olhou pra mim, só.
– Um bilhão e meio de vezes. E você sabe melhor que eu o que isso quer dizer...
– É. – falei, dando uma de moralista. – sei sim. Quer dizer que ele tem um par de olhos e sabe como usar. Se gostasse de mim mesmo, ele ia vir falar comigo.
– Querida, você só diz isso porque não conhece ele. Se conhecesse, saberia que isso não tem NADA a ver com ele. Ele é mais tímido que sei lá o que, e se você quiser algo com ele, vai ter que ir falar com o garoto. – ela me empurrou na direção dele, que na situação em questão, tava do lado oposto do corredor, conversando com os amigos.
Parei. Respirei, pensei, olhei. E, finalmente, virei.
– Precisa não. – brinquei. – Tô bem aqui.
Long story short, isso se repetiu, tipo, pelo resto do ano. É, eu sei.
Até que (sempre tem um até que, né?) ele foi para o intercâmbio, nas férias de verão.
E, bom, eu tentei esquecer aquele idiota durante o verão e tentar NÃO PENSAR nas garotas loiras alemãs que estavam dando em cima dele.
Precisa dizer nada não, né? Você captou a mensagem... POIS É. Não funcionou.
Mas, cara, valeu a pena.
Toda a angústia que eu passei... Simplesmente... Valeu a pena. (~musiquinha — ê-ê! Valeu a pena...)
Porque quando o ano letivo recomeçou, a gente finalmente virou amigo.
É. Eu finalmente pude agradecer a Bia por ser uma doida.
Acho que foi numa quarta-feira, na terceira semana de aulas, a gente estava depois do almoço no colégio, esperando para ter aula de inglês. E, cara, o colégio fica semideserto de tarde.
Então, sem qualquer tipo de plano ou sem qualquer referência a Bia deu uma de louca.
A gente tava na frente da sala dela, porque ela precisava pegar uns livros no armário. E, bom, o Lucas apareceu. Provavelmente, pela primeira vez na história, ele estava sozinho.
– Lucas! Ainda bem, cara! Você sabe quando é a prova de inglês? – perguntou ela, assim que o garoto abriu o armário.
– É... Eu acho que é terça da semana que vem, mas é melhor você conferir com alguém, só pra ter certeza. Sabe, minha memória não é lá muito confiável. – disse, envergonhado, bagunçando o cabelo.
Eu já estava com o coração pulando pra fora do peito antes de ele começar a falar. Daí fudeu. Eu surtei legal, principalmente depois que ele bagunçou o cabelo.
– Acontece. – eles riram. – A Ana também tem péssima memória. – falou desajeitada e me puxou pelo braço praticamente me tacando em cima do garoto indefeso. By the way, é mentira. Minha memória sempre foi boa.
– É tenso, né? – ele disse e eu assenti, rindo, sem graça. Então eu virei pra trás e... Bom. A Bia tinha sumido.
– Me lembra de matar a Bia, tá? – falei. Ele riu. Que. Risada. Fofa.
– Relaxa, a gente procura ela.
Bom, a gente realmente a procurou. Mas não achou.
É.
O que foi simplesmente maravilhoso. Por quê? Eu conversei com ele por sei lá quanto tempo. E a gente combinou de almoçar juntos no dia seguinte.
Deu a hora da aula de inglês e a Bi finalmente apareceu.
– Vai se fuder. – olhei furiosa para ela, mas com um sorriso de orelha a orelha no rosto.
– Ah, meu deus! O que houve? Vocês conversaram, pelo menos um pouco? – perguntou, animada, ignorando meu olhar maligno + meu sorriso apaixonado.
– Um pouco? Não. Só desde que você sumiu até agora. – ironizei, alegre.
– Sério? – ela sorriu e apertou minha bochecha — Cara, pode falar, eu sou o melhor cupido de todos os tempos!
– Eu vou almoçar com ele amanhã. – falei.
– Tá brincando! – Ela ficou chocada, sendo interrompida por mais um pedido de silêncio da professora, que a essa altura já estava quase trucidando nós duas. – Caralho! Eu consegui arranjar até um encontro pra você!
– Tá, em primeiro lugar, não foi você, fui eu. – falei, ainda sorrindo e ignorando a professora velha que me fuzilava. – E em segundo lugar, não é um encontro nem fudendo.
– Encontrooo!
A essa altura a gente foi expulsa da sala. Mas tudo bem, só dava mais tempo pra a gente conversar.
Notas finais
Deixe uma autora feliz XD
Bom, já tenho a fic inteira na cabeça... isso é só o começo, cara.
Não me decepcionem, polvo, deixem reviews pra eu continuar minha historinha.
Fica mais legal daqui a uns caps...
Enfem, beijos.
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