Because Of All
12 Making All My Dreams Come True Tonight
Notas iniciais
GENTE, LEIAM!
Eu preciso que vocês abram esse link aqui http://www.youtube.com/watch?v=hCwaD3QMWG0 e deixem carregando. Quando eu der o sinal, apertem play e deixem rolar até o fim.
Vai ser lindo.
Good leitura.
– Ai, ai... – comecei. Bia me chamou para dormir em seu dormitório, para podermos conversar melhor. – Pra começar, a gente ficou cinco horas no carro conversando e ouvindo música, com a estrada vazia. Ele também acordou mais cedo para fazer café da manhã no sábado. E depois a gente se beijou no topo da London Eye. – eu pude notar que minha voz estava sonhadora, mas não tentei impedir ou esconder isso. – Mas isso não vem ao caso. – comentei, fazendo-a corar. – Porque você tem coisinhas pra me contar.
POV Bia:
A Ana sumiu no fim de semana, o que me deixou um pouco entediada. Eu até conhecera algumas pessoas muito legais, mas ainda não estava íntima o suficiente de ninguém para simplesmente ligar e combinar algo.
É... Na faculdade as coisas eram definitivamente diferentes.
Então, sábado de manhã, eu decidi sair para correr pelo campus, afinal, estava um friozinho que não me faria suar demais, mas que também não me impossibilitava de correr com um agasalho leve.
Enquanto correndo, alguém, que também corria, passou por mim, se posicionou em minha frente e então virou de frente para mim, correndo de costas.
– Oi. – o ruivo disse.
– Oi. – abri um sorriso. – você corre, é? – aquilo não fazia muito a cara dele.
– Bom... – paramos. Ele colocou a mão na nuca, ficando um pouco sem graça – na verdade não. Eu só precisava de uma desculpa para encontrar com você de novo.
Morri.
Ai, que coisa mais linda. Tentei me recompor e pensar no que dizer.
– E você simplesmente sai pra correr por causa disso?
– Aham. Assim eu podia te convidar pra sair de um jeito mais descente do que simplesmente ligando. – senti meu rosto ficar quente.
– Isso é um convite? – perguntei, envergonhada, porém tentando não demonstrá-lo. Eu estava radiante com aquele ruivo me chamando pra sair, isso sim.
– Sim. Hoje à noite. Eu passo no seu dormitório e aí te levo para um lugar surpresa. O que acha? – ele erguera as sobrancelhas, de modo sexy.
– Me parece uma boa ideia.
A noite estava fresca, mas quente o suficiente para ser agradável. Logo que mandei uma mensagem para Jeremy com o número do meu dormitório, acabei de me arrumar.
– Porque você está toda arrumada e alegrinha desse jeito, hein? – perguntou Rebekah.
– Tenho um encontro. – falei, com falsa animação.
– Com quem? – intrometeu-se. É, a garota era chata, mas, infelizmente, tinha que conviver com ela. E mais, no ano seguinte eu trocaria de companheira de quarto. Então valia a pena.
– Um garoto que conheci outro dia, faz publicidade. – comentei, e, felizmente, após me lançar um olhar sugestivo, calou a boca.
E não demorou muito para eu ouvir a campainha.
– Oi. – disse o ruivo, com um sorriso fofo.
– Oi. Para onde vamos? – perguntei.
– É surpresa.
Ele então me vendou, sem perguntar nada, e me carregou pela mão por algum tempo, enquanto eu caminhava cautelosamente seguindo a direção à qual me puxava. Fiquei apenas em silêncio.
Pensei em como ele não disse nada sobre eu estar bonita, não me beijou, abraçou, trouxe rosas... Por algum motivo estranho, isso não me incomodou de modo algum.
Eu ouvia diferentes sons conforme me locomovia e o tempo passava. Pessoas conversando, música alta vindo de alguma festa, até que tudo começou a ficar mais silencioso.
Ele parou e retirou minha venda. [Agora]
Estávamos em frente a um pequeno lago, e dali, podia ver todo o campus, com suas luzes e belezas. As estrelas brilhavam no céu, devido à distância de qualquer cidade.
Eu sorri. Ele então saiu detrás de mim e colocou-se em minha frente, segurando um violão.
Começou a tocar uma melodia que eu não pude reconhecer. Então começou a cantar.
Turn around,
Turn around and fix your eye in my direction – sua voz era suave e calma. Eu realmente não reconhecia a música, mas havia gostado. Eu flagrava meu coração acelerando sem razão. Ok, tinha uma razão. Tinha muitas razões.
So there is a connection.
Now I can't speak,
I can't make a sound to somehow capture your attention
I'm staring at perfection.
Take a look at me so you can see
How beautiful you are.
You call me a stranger, you say I'm a danger,
But all these thoughts are leaving you tonight.
I'm broken, abandoned; you are an angel
Making all my dreams come true tonight.
Eu sorria como nunca havia sorrido antes. Aquilo dizia tudo. Tudo que ele não havia dito no meu dormitório, com Rebekah nos encarando. Tudo que não dissemos no silêncio do caminho.
– Por alguma razão idiota, eu adoro o brilho dos seus olhos. – comentou, aproximando-se. Segurava minhas mãos, encarando-me profundamente no vão de meus olhos apaixonados. Eu ainda sorria de modo bobo. Aquilo era perfeito demais.
– Você é diferente. – admiti, sonhadora. Ele esboçou confusão em seu rosto, o que o deixou muito fofo.
– Diferente como?
Aquele momento era de tirar o fôlego. Eu só não conseguia agradecer o suficiente por causa daquilo. As luzes no fundo iluminavam o lugar apenas o suficiente para podermos enxergar um o sorriso do outro.
O lago refletia aquela perfeição iluminada, misturando as estrelas e o campus. O silêncio reinava em volta, mas meu coração batia descompassado, causando a quantidade de distúrbio que aquele lugar precisava.
O verde em volta, e toda a natureza, pareciam muito mais românticos naquela leve escuridão, relembrando qualquer cena clichê que eu já vi em algum lugar. E o sorriso dele, o sorriso dele era o que iluminava realmente aquele momento. As lembranças da música, das palavras suaves e que eu sabia que eram verdadeiras, continuavam em minha mente.
De algum modo eu só sabia que aquilo era pra ser. Respirei fundo e tentei formular uma frase que, mesmo que totalmente indiretamente, expressasse todo aquele sentimento radiante que eu sentia, que explodisse em fogos de artifício silenciosos, assim como o que acontecia dentro da minha cabeça.
– Diferente das pessoas que eu conheço. – falei. – Dos garotos que eu conheço. – corrigi-me. – Isso é bom.
Ele sorriu.
– Você também é diferente. – eu soube que era verdade, porque isso foi o que eu sempre pensei. – eu gosto de coisas diferentes.
A melodia de sua voz era impressionante. Eu só queria que ele voltasse a cantar. Sentamo-nos na grama.
– Quer dizer que você veio do Brasil? – assenti. – E porque veio pra cá? – dei um risinho bobo.
– Esse é o meu sonho, sabe. Sempre foi. Vir estudar na Inglaterra. – confessei.
– É bom sonhar. E é bom correr atrás de seus sonhos.
Era bom ouvir a verdade saindo tão naturalmente de sua boca, quando muitas vezes todos pareciam ter dificuldade em dizê-la ou ouvi-la.
Conversamos durante a noite toda. Ele era até mais fofo do que parecia. E depois, me levou a meu dormitório e me deu boa noite com um beijo na bochecha, como um perfeito cavalheiro.
Não que eu realmente quisesse um perfeito cavalheiro, mas eu sentia que ele se esforçava para demonstrar respeito, e isso já era fantástico o suficiente.
Eu só não consegui dormir aquela noite, pensando em tudo que acontecera, e como aquele era o homem dos meus sonhos.
E, depois de virar a noite, passei a manhã dormindo. Acordei à tarde e já liguei para Ana, mas deu sem sinal. Decidi esperar vendo um pouco de TV.
– E foi isso que aconteceu. – acabei de contar para Ana, com um sorriso no rosto. Sua expressão era não só difícil, mas impossível de desvendar.
Ficamos em silêncio por algum tempo. Então ela falou, finalmente.
– “Provavelmente ele nem tá interessado em mim.” – me imitou, com uma voz fina, debochando.
– Vai se fuder! – falei, batendo em seu ombro com um sorriso idiota na cara.
Notas finais
O q vcs acharam?
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