Because Of All

4 And It Feels Like I Am Just Too Close To Love You


Notas iniciais
(Too Close, Alex Clare) - a musiquinha do comercial da internet explorer. Vale lembrar que eu mudei o sentido que a frase realmente tem na música, é.
Na música quer dizer "Parece que eu sou próximo demais para conseguir te amar."
Já aqui é "E parece que eu estou muito perto de te amar."
Enfim, é nesse capítulo que as coisas começam a ficar legais... é.
Boa leitura. XD

Convidei Bia para dormir no meu dormitório naquela noite. Ela aceitou.

– E aí, como é sua colega de quarto? – perguntei, quando acabamos de arrumar tudo. Já havíamos feito as camas e estávamos sentadas, de pijama, conversando.

– Legal até. Meio fútil... Meio nada a ver comigo, mas simpática. – falou.

– Meio falsa? – rimos. Ela assentiu.

– Mas tudo bem, cara. Eu já acostumei. Com certeza eu sobrevivo. Você e o Lucas estão aqui comigo.

– É... E aí, como foi o seu dia? – perguntei. Ela sorriu.

– Foi bom. Os professores são fodas. Rolou uma puta discussão interessante. – disse. Bia fazia psicologia.

– E você conheceu alguém? – perguntei.

– Uma garota, Hayley, simpática.

– E viu algum garoto interessante? – perguntei, abrindo um sorriso malicioso e deixando escapar um risinho.

– No departamento de psicologia... – começou ela – não. Mas definitivamente no campus têm vários. – rimos.

– É, eu sei bem. Provavelmente a maior parte recebeu bolsas esportivas. – ela assentiu.

– É. – concordou. – E a maior parte deve ser de escrotos, mas tudo bem...

– Acontece... – rimos outra vez.

– Mas e você? Fez amigos? Conheceu garotos interessantes? – perguntou, erguendo as sobrancelhas.

– Não me julgue, mas eu nem cheguei a olhar em volta de tão envolvida que eu estava com a aula. – admiti, com um sorriso bobo envergonhado.

Ela sorriu.

– Você gosta muito disso, né? – assenti. Não precisava dizer mais nada... – fico muito feliz por você. – ela abriu um sorriso meigo.

Continuamos conversando mais um pouco, mas já passava das duas e tínhamos que acordar cedo no dia seguinte. De qualquer jeito acabamos pegando no sono.



– Cadê a Bia? – perguntou Lu, sentando-se na mesa, ao meu lado. Eu já começara meu almoço. O que eu posso dizer? Ficar cercada por comida o dia todo... Dá fome.

– Foi dormir. Ela tá morrendo de sono porque a gente passou a madrugada conversando. Ela foi dormir lá no meu dormitório essa noite... – falei, colocando mais salada na boca.

– Entendi. — assentiu — Mas e aí, — continuou, depois de um tempo — fazendo muitos amigos? – perguntou, começando a comer seu macarrão.

– Na verdade eu nem olhei para a cara de ninguém ainda, de tão focada nas aulas que eu tenho estado... – ri. Ele só abriu um sorriso meigo. – Mas e você? Muitas garotas already? – ergui as sobrancelhas sugestivamente.

– Cala a boca. – respondeu, rindo. Tomou um gole de suco e então continuou – Ninguém. Garotas bonitas não fazem direito, isso é chato demais pra elas. – rimos. — Mas meu companheiro de quarto e uns amigos dele são bem legais.

Sorri e continuei comendo. Quando eu acabei, ele já havia terminado, afinal, eu como devagar, mas ele pediu para esperarmos antes de levantar.

Ai, ai... Aquele garoto não mudou nada desde o primeiro dia que pus os olhos nele.



A aula da tarde foi meio entediante. Limpeza e procedimento na cozinha.

É.

Acontece com todos...

Mas, enfim, a chef falava e eu mal ouvia, minhas pálpebras quase fechando. Além de ter dormido só quatro horas, eu não tomei café.

– Psiu. – ouvi ao meu lado. Virei a cabeça.

Dei de cara com um sorriso lindo. E, bem, o dono do sorriso também era lindo. Sua pele era clara, os olhos, azuis, e os cabelos, escuros.

– Acho que ela não vai gostar se você dormir. Só faltam dez minutos. Você aguenta. – cara. O sotaque dele era perfeito. Era suave, e puxado apenas na medida certa, fazendo da voz dele muito gostosa de ouvir.

Eu sorri.

– Acho que também não vai gostar de ver a gente conversando. – respondi. Ele deu um sorriso e ficou quieto o resto da aula.

Saindo da sala, ao final da classe, eu andei rápido, resistindo à tentação de esperar ele vir falar comigo. Eu tinha meus motivos.

Um deles era o fato de que eu tinha que ir à academia.

Passei no meu dormitório, troquei de roupa, peguei meu ipod, e fui correndo para a academia do campus.

É, fazer o que. Se eu quisesse ser chef, ia ter que ralar para não engordar.

Chegando lá, peguei uma esteira que ficava entre duas outras vazias. Perfeito para mim, que não gosto de gente, normalmente.

Mas é claro que tinha que vir um filho da puta estragar a minha felicidade três segundos depois de eu pisar naquele treco.

Olhei para o lado, prestes a fuzilar o idiota.

Mas ele sorriu para mim. Era o garoto. Ele agora usava uma camiseta cinza mais justa no corpo e uma bermuda, deixando seu corpo bem... interessante.

– Você de novo! – falou. Óbvio que era só eu pensar em não falar com ele que ele tinha que vir falar comigo.

– Você lembrou. – falei, com um sorriso. Completamente involuntário, o sorriso.

– É óbvio que eu lembrei, temos todas as aulas juntos. – nós já havíamos começado a caminhar, para aquecer.

– Temos? – falei sem querer. Ótimo, agora ele acha que eu sou distraída. Mas sério, tenho certeza que eu teria reparado nele. Se bem que...

Ele deu um risinho debochado. – temos. – falou apenas. Eu fiquei sem graça.

– Quer dizer que você reparou, né? – droga, eu não queria falar aquilo. Eu não queria provocar. Ele sorriu. Ai meu deus, que sorriso lindo.

– Todo mundo reparou em você, pequena. – Vai se fuder. Vai. Se. Fuder.

Vai me fuder, na verdade. Só porque eu não queria nada, ele me vem com essa. Esse garoto vai me fazer derreter.

Pequena é o caralho.

Mas eu sorri, é óbvio, porque é involuntário.

– Ah, é, é?

– Claro. Você começou com um elogio do Chef Gusteau. Daí já começaram a olhar, e viram como você é apaixonada quando cozinha, e como tudo que você toca vira incrível. E, claro, para completar, tem esse sorriso. – Sorri. Bosta. Eu fico muito envergonhada quando alguém elogia meu sorriso e eu sorrio de volta. Eu fico muito envergonhada com elogios no geral.

– É... – comecei, balbuciando — Eu vou... – apontei para a esteira, sem graça, e continuei a correr. Prometi a mim mesma que não ia parar para olhar pra ele. E assim foi.

Ele desligou a esteira, depois de meia hora.

– Vou indo. – sorriu. – te vejo amanhã na aula.

– Espera! – gritei, quando ele já estava virando para ir embora. Deu meia volta e me olhou, de sobrancelhas erguidas, como se dizendo “Ahm”. Só que mais sexy. – É... Qual o seu nome?

– Richard... Rick. E o seu?

– Ana.


Notas finais
Viram o que eu quis dizer sobre ser importante aquele pedaço chato no outro capítulo?
Comentem na historinha, gente. Alguém (lê-se eu) está ficando desanimada, sabe?