Because I Love You 2 .
6 Tão... Desprotegida.
Notas iniciais
“— Olá Dr. Harvard sentiu minha falta? — Ela sorriu de lado.”
— Thalia? — Perguntou novamente, parecia atordoado.
— Sim, Thalia. E se você me perguntar isso mais uma vez, eu juro que vou embora.
— Não, me desculpe eu só... — Desceu os dois pequenos degraus que tinha ali. — Só estou surpreso, á quanto tempo não vem aqui? Você...
— Simplesmente desapareceu. — Thalia o interrompeu. — Onde esteve todo esse tempo? — Suspirou. — Se soubesse o tanto de vezes que ouvi isso apenas hoje.
— Me desculpe eu... Deuses! Eu estava realmente preocupado, por que não veio aqui como pedi?
— Bom... Aconteceram muitas coisas aquela semana.
— Muitas coisas? — Ele repetiu com uma das sobrancelhas erguida.
— Muitas. — Thalia concordou. — Mas é uma longa historia.
— Estou com tempo.
— Não eu só... Vim aqui para matar a saudade. — Ela sorriu, mas esse sorriso era diferente dos outros, não era malicioso e sim... Fofo. — Estava passando por perto, e decidi vim aqui te ver.
Apolo não pode deixar de sorrir também. Aproximou-se dela abraçando-a com força — Tem certeza que não quer entrar?
Thalia arqueou as sobrancelhas com um sorriso de lado. — Está me convidando para entrar... Quando o consultório está fechado, mas que safadeza Dr.Harvard.
Apolo se afastou no mesmo momento, pigarreando. Seu rosto levemente corado. — Não, não é isso que está pensando!
— Ué, mas não estou pensando nada. — Thalia novamente sorriu.
Apolo passou a mão pelos olhos suspirando. — Okay, já entendi o que está fazendo...
— Entendeu?
— Sim, você está tentando mudar de assunto para não entrar.
— O que? Mas eu adoraria entrar. — Thalia deu um passo para frente, seu rosto próximo ao de Apolo. — Adoraria conhecer melhor o consultório do Dr.Harvard. — Sussurrou lentamente, seus lábios quase encostados aos dele.
Apolo por um minuto ficou encarnando-a fixamente, mas logo voltou a si, afastando-se novamente.
— Pare com isso Thalia... Estou te chamando para conversarmos. Não eu como doutor e você uma paciente, mas sim como amigos.
— Amigos. — Thalia o observou dos pés a cabeça, com um bico. — É realmente uma pena. — Suspirou. — Acho que entendi o porquê do nome “Apolo”. Sabe... Deu até calor.
Apolo seguiu os olhos da menina, e só agora notara em como estava vestido. Sem camisa e com somente uma calça moletom. Seu rosto ficou completamente vermelho. — Okay, espere só um segundo. Vou me trocar. — Virou-se para entrar, mas Thalia o puxou pala mão antes que fizesse.
— Vocês homens... Deuses! Devem achar que sou uma molestadora de primeira. Não precisa se preocupar, estou só brincando não vou atacar você.
— Não é isso. Mas sou um psicólogo... Não devia está vestido desta forma.
— A não se preocupe, suas roupas não me desagradam. Na verdade estão aprovadíssimas. — Thalia sorriu. — E de todas as formas, hoje você não está aqui como um doutor lembra? Está como um amigo. — Aquele sorrisinho fofo novamente, Apolo não pode negar, assentiu convidando-a para dentro.
( . . . )
Mesmo depois de se despedir de Annabeth, Nico continuou no parque. Deitou-se na grama e encarou o céu estrelado. Não conseguia parar de pensar no que Annabeth dissera: “Ela vai machucar você. Com cada ação, com cada palavra, com cada olhar... Porque é isso que á Thalia faz quando está desta forma. Ela feri, para não ser ferida.” Aquelas palavras martelavam e martelavam em sua cabeça, sentia seu coração pesado deis de a conversa. Só em pensar que Thalia estava daquela forma por sua causa... Lhe dava vontade de chorar. Era como se fosse tão ruim quanto Luke, tão baixo quanto sua madrasta, sentia-se mais que terrível em ser o causador de tudo isso.
Mas ainda assim, todos esses acontecimentos só lhe davam mais força para conquista-la novamente. Mesmo que fosse ferido, queria aproximar-se dela e corrigir seus erros passados. Queria poder ficar ao seu lado novamente. Sabia que seria uma missão praticamente suicida, mas não podia desistir. Era como se... Se desistisse dela, não tivesse mais nada para insistir, não tivesse mais motivos para lutar. E isso era louco, como gostar de alguém a ponto de não conseguir imaginar sua vida sem essa pessoa? Era assustador.
Mesmo ali naquele momento, sofrendo em seu conflito interno, parte dele queria que fosse como naquela outra vez no parque. Queria que de repente ela aparecesse e se deitasse ao seu lado, sussurrasse e fizesse uma de suas piadinhas... Aquelas piadinhas que só ela consegue fazer, sorrindo de lado e com os olhos brilhando divertidos.
Nico suspirou. Era incrível como sua vida mudara completamente por causa de uma garota... Nem em sonhos o antigo Nico estaria deitado no meio de um parque as 20:00 horas. Provavelmente estaria juntando os amigos e combinando de ir para alguma festa. Quanto tempo fazia... Deis de que ele não ficava com outra garota que não fosse Thalia? Deuses! Aquilo era bizarro. Nem mesmo ele se conhecia mais, era como se só conhecesse esse Nico de agora, e o do passado houvesse simplesmente desaparecido sem deixar rastros. Não sentia mais vontade de sair para festas, não sentia mais vontade de ficar com outras garotas... E isso era o pior. Percebera tarde de mais que dependia tanto assim dela.
( . . . )
— Espera deixa eu ver se entendi... — Thalia murmurou sentando-se em uma das poltronas. Sorrindo divertida. — Você mora no seu consultório?
— Não! Quantas vezes terei que dizer? Andar de cima, no andar de cima! — Apolo afirmou emburrado.
Thalia sorriu ainda mais. — Que tipo de pessoa se forma em Harvard e mora no andar de cima do consultório?
— Olha desculpe se não sou o cara mais rico de NY.
— Tudo bem... Perdoo você.
— Não estava sendo literal.
— Ah... Desculpa. Sou péssima para entender sarcasmo. — Ela se levantou da poltrona e começou a observar o lugar.
— Não sei não, mas acho que isso foi sarcasmo.
Thalia sorriu caminhando pelo corredor, observando cada detalhe daquele lugar. Aquilo era incrível, só fora ali uma vez... Mas sentia-se em casa. Aquele lugar lhe dava um sensação de conforto, um alivio em seu peito. Talvez porque fora aqui que começou a lembrar das coisas, ou talvez porque foi ali à primeira vez que se abriu para alguém sem ser Annabeth... Sentia-se mais leve.
— E então... — Apolo falou tirando-a de seus pensamentos.
— Então?...
— Está pronta para me contar o que aconteceu?
Thalia suspirou sentando-se no divã e batendo a seu lado.
— Sente-se Dr.Harvard. Como já falei: Será uma longa historia.
. . .
Thalia contou tudo para ele. Quer dizer... Não tudo. Achou melhor não contar nada sobre á viajem.
— Hum... Então quer dizer que eu estava certo? Nico tinha mesmo algo a ver com a perda de memoria.
— Sim. — Thalia concordou deitando-se no divã.
— E você descobriu tudo por causa de uma carta?
— Um coração. — O corrigiu. — Ah, de certa forma era uma carta... Bem! Mas não foi só isso, minhas memorias começaram a voltar deis á musica.
— A musica que ele cantou... Dear God certo?
Thalia assentiu. — Já havíamos conversado sobre ela antes, então aquilo desencadeou as memorias. E ai foram vindo, mais e mais até eu me lembrar de tudo.
Ele suspirou. — E vocês ficaram juntos aquela mesma noite?
— Na sala de musica. — Thalia respondeu calmamente enquanto observava o esmalte de suas unhas.
— Puxa... Você está reagindo melhor do que eu esperava.
Ela olhou em sua direção com aquela mesma expressão de “nada”.
— Bem. Como falei para ele aquela seria a ultima vez. Não só a ultima vez de sexo, mas uma ultima vez para tudo. Bye bye dor, coração partido, bye bye sofrimento. Bye bye Thalia e Nico.
— E você não se sente... Triste?
— Não. — Thalia observou o teto do lugar. — Na verdade, me sinto melhor que nunca. — Sorriu sentando-se no divã. — E sabe, quando vim fazer uma consulta aqui, vou exigir esses trajes. — Apontou para ele.
Apolo sorriu sem jeito. — Pare de fazer isso...
— Tá, prometo que guardarei meus pensamentos... — Ela sorriu, mas Apolo permaneceu serio.
— Thalia, você... Já viu ele deis de esse dia?
— Sim. Vamos até mesmo fazer uma peça juntos, vai ser um tedio...
— Peça?
— Romeu e Julieta. — Ela fez uma careta. — Da para acreditar nisso?
Ele deu um mínimo sorriso. — Romeu e Julieta? Você... Julieta?
Ela pós a mão sobre o peito incrédula. — Fique você sabendo, que eu posso ser muito meiga quando quero.
— Ah pode é? — Reprimiu um sorriso.
— Co-Como pode sorrir disso? — Os olhos da menina ficaram marejados. — Eu estou aqui, abrindo meu coração e contando sobre minha vida e você... Simplesmente age desta forma?
— De-Desculpe eu-...
— Te peguei. — Thalia sorriu de lado passando as mãos pelos olhos.
— Uau...
— Meiga não?
— Eu te adotaria.
A menina gargalhou. — Ah! Falando em adotar. Adivinha quem descobriu onde seu amor está?
— Hã? — Apolo franziu a testa.
— Artêmis. Eu a encontrei.
( . . . )
Nico finalmente resolveu ir para casa, levantou-se da grama e caminhou pelo pequeno caminho de pedras até está fora do parque. Depois de um tempo desistiu de esperar que um milagre acontecesse... Ah vamos combinar era praticamente impossível eles se encontrarem assim do nad-...
— Sai da frente! — Uma voz feminina gritou do fim da rua. Nico sentiu seu corpo inteiro paralisar, o farol da moto ofuscando sua visão enquanto se aproximava rapidamente. Não conseguiu fazer o que a menina pediu, seu corpo inteiro travou. Fechou os olhos esperando pelo choque.
— SantaBaunilha!
Pneus cantaram bem a sua frente, Nico esperava pelo impacto, mas não aconteceu. Tocou seu corpo para ver se estava inteiro, e ao notar que cada pedacinho ainda estava ali resolveu abrir os olhos novamente. A menina — Agora sem o capacete gargalhava com o rosto apoiado no guidão.
— Vo-Você... — Nico falou em um fio de voz, seu coração a uns duzentos por hora tomado pelo pânico.
— SantaBaunilha? — Thalia gargalhava. Nico ainda sentia seu coração acelerado, seus pulmões trabalhavam mais rápido do que de costume quase fazendo-o hiperventilar. E quando ela subiu os olhos em sua direção pareceu só piorar. — Parece que nosso Romeu é mais covarde do que pensávamos. — Ele não sabia o que falar, não conseguia falar, estava assustado de mais para isso. — Qual é não fica com essa cara, só estava brincando.
— I-isso não tem graça Thalia, você poderia ter me matado.

— Ah, para de drama vai, eu tinha tudo sobre controle. Ou não... — Ela deu de ombros sorrindo. E antes que Nico pudesse falar algo, deu partida em sua moto, acelerando. O pneu saiu queimando o asfalto, ó ronco do motor tão alto que provavelmente acordaria todo o quarteirão. Em um segundo Thalia estava ali e no próximo havia sumido completamente.
Nico suspirou tentando estabilizar seu coração. — Ou não? Deuses...
( . . . )
O dia amanheceu mais rápido do que Thalia gostaria, seu despertador já devia está apitando á uns vinte minutos, o que queria dizer que ela estava no mínimo atrasada. Mas quem disse que Thalia queria levantar?
Não teria problema faltar um diazinho só né?
Tateou o chão em busca de qualquer coisa que servisse para tal missão, e finalmente encontrou. Atirou sua pantufa acertando o despertador e como sempre logo ele parou de apitar. Thalia suspirou aconchegando-se novamente na cama. Mas sua paz não durou muito, logo seu celular começou a tocar. E advinha só? Isso mesmo... A maldita musiquinha do Skype.
Annabeth!
Thalia sabia perfeitamente quem era sem ao menos olhar, enfiou a cabeça embaixo do travesseiro torcendo para aquele som dos infernos parar logo. Mas não aconteceu.
— ARH! O que foi em?! — Perguntou assim que atendeu.
— Oh Thalia bom dia para você também. — A loira sorriu radiante.
— Não, não é um bom dia... Seria um bom dia se eu estivesse dormindo até agora.
— Eu fiquei sabendo que você corre riscos de repetir. E não posso deixar que isso aconteça! Então vamos lá. Animação! — Ela sorria, e a cada momento estava em um canto diferente da casa.
— Eu só vou faltar hoje... Juro. Ai você me passa a matéria certo? — Sorriu esperançosa.
— Não. — Annabeth respondeu da mesma forma.
— Eu te odeio...
— E eu te amo! Te espero na escola beijos. — E desligou.
Thalia caiu de cara no travesseiro novamente. Ainda tinha a opção de não ir. Mas em troca seria atormentada a todo o momento por aquele toque maldito. Achou que o melhor seria chutar a bunda da preguiça e ir para escola mesmo...
Levantou-se rapidamente da cama, tão rápido que escorregou no despertador patinando por todo o quarto encima dele, até finalmente cair de cara no chão.
— Vingança? — Encarou o aparelho esperando por uma resposta, essa que obviamente não veio. Thalia levantou agora andando ala ninja pelo quarto observando cuidadosamente o chão, até finalmente chegar sã e salva ao banheiro.
Tomou um banho rápido, vestindo-se se possível ainda mais rápido, pegou sua bolsa e desceu a escada rotatória. Chegou rapidamente lá embaixo pegando uma maçã encima da bancada e saiu do apartamento, fechou a porta e seguiu rapidamente pelas escadas, chegou ao térreo e seguiu até a garagem, pegando sua moto e seguindo até a escola.
Tá, aquele foi o número recorde, Thalia merecia um premio por tanta velocidade. Chegou á escola antes mesmo de Annabeth. Estacionou na mesma vaga de sempre, descendo da moto em seguida, encostando-se a ela enquanto mexia no celular.
— Olha só. Quem está chegando absurdamente cedo agora. Está mesmo com medo de repetir Grace?
Thalia revirou os olhos tampando-os com os óculos escuros em seguida, ignorando completamente o menino, direcionando sua atenção para o celular.
— Não é educado ignorar as pessoas Thalia. — Luke aproximou as mãos dos óculos dela, mas Thalia recuou afastando-se dele.
— Sabia que não é legal encher o saco das pessoas? — Sorriu o mais sínico possível.
Luke deu uma risadinha. — Que rude.
— Ué, você não gostava?
— Não disse que não gostei. — Aproximou-se dela, apoiando as mãos sobre o acento da moto privando-a de qualquer movimento. Thalia suspirou cansada.
— Será que pode se afastar por favor?
— Por quê? Isso meche com você?
Thalia sorriu levantando os óculos rapidamente dos olhos para olha-lo melhor. — Você só pode está brincando não é?
— Será? — Luke aproximou-se mais, mas isso não fez Thalia recuar ela continuou encarando-o da mesma forma.
Uma buzina tocou incrivelmente alto e Luke praticamente se jogou no chão com medo do juízo final, Thalia simplesmente sorriu.
— Nossa... Muito másculo. — Murmurou pulando por cima do menino e seguindo até o carro que acabara de buzinar. Annabeth colocou o corpo para fora da janela.
— Bom dia! — Anunciou animada. — Ah... E foi mal ai. — Olhou com pena para Luke. — Ou nem tanto...
Thalia sorriu cumprimentando-a. — Bom dia!
— Ué, você animada? O que aconteceu?
— Eu pensei que o dia seria ruim... Mas começou bem divertido. — Thalia sorriu encarando Luke, que só agora levantara do chão.
— E eu... Eu me assustei um pouco.
— Um pouco. — Annabeth segurou um sorriso.
— Bom eu... Já vou indo. — Virou-se andando em passos rápidos.
Thalia novamente sorriu sentando-se no capo do carro.
— E então... O que estava acontecendo aqui? — Annabeth desceu do carro encarando-a.
— Acontecendo?
— Luke... Você...
— Ah. Nada de mais.
— Nada de mais? Vocês estavam quase se beijando.
— O que? — Thalia desviou os olhos do celular olhando em sua direção. — Nada a ver.
— Quem nada ver é cego Thalia. E isso é algo que não sou.
A menina arqueou as sobrancelhas. — Hm... Que filosofia.
— Estou falando serio, veja bem o que você está fazendo.
— Não estava fazendo nada. — Bufou descendo do carro. — Ele estava. E de todas as formas não permitiria. — Virou-se caminhando.
— Thalia.
— Confie mais em mim okay Annabeth? — Falou acenando, até finalmente sumir entre os carros.
A loira suspirou.
( . . . )
Thalia não vagou muito pelo estacionamento, logo encontrara uma pessoa bem interessante para conversar, caminho até ela.
— Oh Calypso bom dia. — Sorriu cumprimentando-a.
Calypso fez uma careta como se tivesse acabado de chupar um limão.
— O que quer em? Já não fez o suficiente?
— O suficiente... Fiz... — Thalia bateu o dedo indicador contra o queixo pensativa. — Ah! Você deve está falando do beijo.
Calypso remexeu-se desconfortável, sua expressão agora completamente mudada, como se fosse chorar a qualquer momento.
— Olha, eu já me desculpei com você Thalia. — Ela serrou os punhos. — Realmente não sabia que estava com Nico, e quando descobrir. Fiz de tudo para concertar.
— “Fiz de tudo para concertar” — Thalia sorriu cética. — Tudo menos me falar a verdade. — Calypso encolheu-se. — Bom, mas que seja. Não foi isso que vim aqui falar com você. Vim dizer que Leo não tem nada a ver com o beijo. Então converse com ele escute seu lado, perdoe-o e sejam felizes para sempre! — Ela sorriu. Mas esse logo sumiu de seu rosto. — Ou não. Tanto faz. — Fez um sinal de desinteresse virando as costas e seguindo pelo estacionamento novamente.
Calypso sentou-se em um dos degraus. Somente com um beijo ficara tão abalada... Imagina Thalia que os viu naquele estado. Devia está péssima, mas ainda assim... Ela fez o certo, contou a verdade e tentou corrigir seu erro. Aquilo só fez com que a loira se sentisse pior.
. . .
Thalia sentia-se mal, por mais que o tempo passasse sempre que olhava para Calypso sentia repulsa. Mas ainda assim não podia deixar Leo arcar com as consequências, ele não tinha nada a ver com aquilo... Por mais que tenha correspondido ao beijo, ah, mas isso Calypso não precisava saber...
Com esses pensamentos Thalia continuou a caminhar. Não tinha rumo algum em mente, só andava aleatoriamente pelo lugar, mas por mais que fosse cedo o sol já brilhava intensamente lá encima, fazendo um calor dos infernos.
Thalia caminhou até uma parte da escola onde tinha algum verde. Algumas poucas árvores e grama para todos os lados, ninguém costumava ir ali, e Thalia não se interessava muito por aquela área também, mas não pode deixar de pensar em como aquela sombra devia está fresca. Por mais que tenha acordado e vindo á escola ainda estava morrendo de sono. Caminhou até está de baixo da árvore sentando-se ali e estava certa mais uma vez, a sombra estava fresquinha, Thalia até mesmo suspirou. Chagara cedo na escola, não faria mal ficar alguns minutinhos ali faria? Fechou os olhos encostando-se sobre a árvore, e logo cairá no sono.
( . . . )
Nico odiava com todas as suas forças o fato de não ter mais um carro! Tentava ir o mais rápido que conseguia com o skate, mas deis de a noite passada temia que uma moto lhe atropelasse de repente. Por que será né?
Estava completamente atrasado, como na noite passada fora dormir tarde, acordou mais tarde ainda hoje... Levantou-se e nem se quer tomou café. Tomou somente um banho rápido, vestindo-se e seguindo até a escola.
Quando chegou lá o sinal tinha acabado de bater, os portões já estavam fechados. Ah... Mas ele correra muito para chegar até ali, não iria desisti agora! Sabia mais o menos onde os muros da escola eram mais baixos, caminhou pela calçada até achar. Subiu-o com facilidade pulando-o, já ia correr para escola, mas algo o deteve.
Nico pensou ter visto uma pessoa sobre as árvores... Isso mesmo! Uma pessoa aproximou-se com cuidado. Vai que era um espirito? Mas assim que viu mais de perto seu coração falhou nas batidas.
Por que ela tinha que tornar as coisas tão simples? Ali... Tão delicada e exposta... Thalia ressonava sobre uma das árvores, seus olhos ligeiramente fechados e sua boca entreaberta, as bochechas levemente rosadas pelo calor.
Nico ousou se aproximar e observa-a mais de perto, o cheirinho de morango que só ela tinha espalhava-se a cada brisa que passava.
— Tão... Desprotegida. — Murmurou tocando-a no rosto.
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