Because I Love You 2 .
7 Uma previa!
Notas iniciais
“— Tão... Desprotegida. — Murmurou tocando-a no rosto.”
Era surreal o jeito que Thalia parecia delicada enquanto dormia, lembrava até mesmo uma bonequinha. Aquela pele absurdamente pálida e macia, tão macia que lhe dava a breve sensação de tocar algodão; Aqueles seus lábios rosados e entreabertos... Nico ficou tentado a se aproximar. Muito, muito tentado mesmo... Depois de muito debater em seu conflito interno resolveu fazer. Afinal de contas, com Thalia daquela forma quais eram as chances de isso acontecer de novo? Não teria uma chance como àquela de beijá-la mais uma vez. Mas sabia que não era certo, ela estava... Dormindo.
Okay, só será um selinho... Um selinho rápido. Não terá problema.
Aproximou seu rosto do dela, juntando seus lábios rapidamente, afastando-os mais brevemente ainda. Fora menos de cinco segundos, mas seu coração já sapateava no peito, sua respiração já tornara-se pesada. Com apenas aquele pouco... Seu corpo já reagia daquela forma.
Nico observou o rosto dela esperando por alguma reação, mas essa não veio, ele continuava sereno e calmo... Thalia não acordara.
Okay só mais um... Esse será o ultimo.
Aproximou-se novamente dela, suas mãos tocando-a com delicadeza no rosto. Encostou seus lábios agora mais demoradamente. O calor que vinha da boca dela chocando-se com a sua, seus lábios macios pressionados aos dele, aquilo fez com que seu coração ficasse ainda mais acelerado no peito, tudo a sua volta pareceu desaparecer.
Mas então pode sentir a respiração de Thalia torna-se mais rápida, imediatamente afastou-se esperando aqueles olhos azuis se abrirem e tornarem-se assustadores. Mas novamente... Não aconteceu, Thalia voltou a ressonar.
Nico suspirou aliviado seu coração agora acelerado pelo medo, aquilo era arriscado de mais, não voltaria a fazer. Levantou-se e caminhou decidido, quando já estava a uma distancia aceitável voltou os olhos a ela novamente. Não pode resistir, caminhou até lá mais uma vez, agachando-se perto dela.
Tá, esse será mesmo o ultimo!
Novamente se aproximou dela, mas antes que seus lábios encostassem, um par de orbitas azul abriram-se arregaladas encarando-o. Nico se afastou em um pulo para trás.
— O-o-o-O que diabos pensa que está fazendo?! — Thalia levantou-se, seu rosto completamente vermelho.
— E-eu bem-... — Nico sentia seu corpo todo arrepiado pelo susto, não fazia idéia do que responder. “Ah estava te beijando enquanto dormia” Não parecia uma boa resposta.
— O que diabos estava fazendo?! — Thalia repetiu sua voz agora menos assustada e mais carregada de raiva, mas o tom vermelho em seu rosto permanecia.

— Nada! — Nico engoliu o seco tentando pensar em algo. — Eu só te vi aqui desacordada e... Queria saber se estava bem. — Levantou-se com os braços levantados em rendição.
Thalia não parecia convencida daquilo, não respondeu absolutamente nada, só ficou o encarando com a respiração acelerada. Por fim caminhou em passos pesados em sua direção. Nico pensou que levaria um soco, até mesmo fechou os olhos. Mas Thalia simplesmente passou por ele, seguindo até a escola.
Suspirou aliviado, seu coração completamente acelerado em um misto de emoções: medo, pavor com toda a certeza... Mas também felicidade, uma felicidade que chegava a devastar todos os outros sentimentos, só em lembrar o calor de seus lábios juntos aos dela...
( . . . )
Thalia caminhava em passos apressados, sentia seu rosto queimando. “Queria saber se estava bem”. Aquilo não parecia nem um pouco convincente! Seus rostos, eles estavam... Tão próximos.
— Ei! Você não pode entrar assim! — Sr.D gritava do fim do corredor, mas Thalia simplesmente ignorou, apressou ainda mais os passos despistando-o rapidamente.
Mas não fazia idéia de qual seria sua aula, como ficara quatro meses, afastada da escola esquecera completamente o horário. Caminhou até seu armário — Que por ironia do destino era ao lado do de Nico. Assim que o observou lembrou-se do coração que encontrara lá no vestiário. Suspirou ignorando aquilo, abriu seu armário conferindo o horário que estava grudado á porta, pegando o devido material e seguindo até a sala, de literatura.
— Yup! — Murmurou desgostosa, logo á matéria que ela tanto amava...
( . . . )
Depois de um tempo parado encarando o nada enquanto tentava processar o que acabara de acontecer, Nico finalmente voltara à realidade. Lembrou-se de onde estava e do porque de está ali. Tentou esquecer por um segundo o que acabara de acontecer e seguir até a escola.
Mas obviamente não deu certo. Fora o caminho inteiro sorrindo feito um idiota, não ligou até mesmo para os resmungos de Sr.D pelo caminho. Seguiu cantarolando até a sala, pediu licença á professora e entrou em seguida, aquele mesmo sorriso bobo no rosto, este que aumentou ainda mais ao notar quem estava ali também. Nico acenou para Thalia que resmungou silenciosamente batendo a cabeça contra a mesa. Ele deu de ombros e continuou cantarolando até sentar-se em seu lugar.
( . . . )
Legal!
Pensou enquanto batia á cabeça contra a mesa. Já odiava as aulas de literatura, e para completar ele tinha que está ali? A professora só falava e falava, mais e mais. Thalia estava tão entediada que já considerava a idéia de se atirar pela janela e acabar logo com o sofrimento.
— Será que alguém gostaria de ler aqui na frente? — A professora sorriu radiante. Thalia nunca gostou muito dela, era muito animadinha, sua felicidade chegava a irritar. E aquela voz então? Aquela voz fofa, tão fofa que dava raiva por ser tão fofa. Todos na sala permaneceram calados. — Thalia!
Thalia arregalou os olhos levantando a cabeça da mesa e encarando-a incrédula.
— Fiquei sabendo que você atuara na peça! Romeu e Julieta certo? Já que estamos falando de William Shakespeare está semana, o que acha de vim aqui ler um pouquinho para gente, e mostrar que os Stolls fizeram a escolha certa desta vez?
— Ei! — Traves gritou indignado do fundo da sala, mas Thalia nem dera atenção, seria tudo gravado certo? Somente eles sem publico! Aquilo só podia ser brincadeira.
— O que? Não, não eu passo.
— Acho que não entendeu. — A professora sorriu, mas aquele sorriso parecia maligno aos olhos de Thalia. — O que acha de vim aqui ler? — Repetiu, deixando bem claro: “Não estou pedindo, estou mandando”.
A menina bufou levantando de sua mesa, pegando o livro sobre ela e caminhando até está ao lado da professora.
— Ótimo sabia que ia entender!
Thalia forçou um sorriso de lado, queria socar aquela mulher.
— Agora precisamos de alguém para contracenar, deixe-me ver... — Passou os olhos pela sala.
— Eu. — Nico levantou a mão. Para Thalia a idéia de se jogar pela janela parecia melhor a cada segundo.
— Oh... Nico. Não esperava por isso...
— Bem, Também estarei na peça.
A professora sorriu animadíssima. — Serio? Mas que ótimo! Então teremos uma previa do que acontecera? — Bateu palminhas.
Nico sorriu meio envergonhado, pegou seu livro encima da mesa e caminhou ficando ao lado da professora também. Ele a direita, a professora no meio e Thalia á esquerda dela. Todos ficaram calados por um segundo, Nico encarou aos alunos sentindo certa vertigem, aquela mesma sensação que tivera no show.
— Há vamos lá! Não sejam tímidos! — A professora afastou-se puxando o braço de Nico e deixando-o de frente a Thalia. Mas os olhos dela conseguiam ser ainda mais assustadores que a platéia, Nico sentiu-se completamente ameaçado. — Vamos, vamos comecem! — Mais palminhas animadas.
— Qual part-...
— Essa. — Nico levantou seu dedo pedindo por silêncio enquanto lia silenciosamente á pagina. Depois de um tempo voltou os olhos a Thalia, agora não parecia ameaçado nem nada. Um sorriso de lado no rosto. — Que silêncio... — Murmurou a voz carregada de delicadeza. — Que luz brilha através daquela janela? Surge o sol, e mata de inveja a lua, vendo que tu, tua serva, és mais linda que ela.
Thalia sentiu um nó forma-se em sua garganta, não precisava ler o livro, conhecia perfeitamente Romeu e Julieta, já lera tantas vezes que o gravara completamente. Não sentia-se confortável em contracenar logo aquela parte, mas ainda assim continuou:
— Ai de mim Romeu! — Falou um pouco envergonhada esperando por risadas da sala, mas esta permaneceu em silêncio, todos observavam interessados e um dos gêmeos até mesmo filmava.
— Oh, Fala outra vez anjo de luz, pois é assim que te vejo. — Ele sorriu de lado. — És o mensageiro alado do céu.
— Oh, Romeu, Romeu! Por que tu és, Romeu? Nega teu pai. — Aquela devia ser a pior cena possível para eles atuarem, Nico escolheu aquela propositalmente. Thalia se lembrou de quando se conheceram, não podia ficar com ele por conta de seus pais. — Rejeita... Teu nome. — Cada palavra a deixava mais desconfortável. — Por mim... Ou então, jura teu amor. Que não serei mais uma Capuleto...
Nico sorriu, um sorriso encantador de lado. Então virou-se para os poucos alunos.
— Continuarei a ouvi-la? — Observou a classe. — Ou falo com ela agora?
— Somente teu nome é meu inimigo. Como desejo que tivesses outro nome. Renega teu nome odiado que não faz parte de ti... — Nico voltou os olhos a ela mais uma vez, por um minuto Thalia quis correr da sala. — E me terás inteira...
— Então me chamas somente de amor... — Aproximou-se um pouco dela. — E serei de novo batizado.
O sinal tocou e Thalia não podia está mais feliz, largou o livro sobre a mesa da professora. — Otimo já deu, espero que tenham gostado da previa. — Deu um sorriso forçado curvando-se a “platéia”, caminhando a seu lugar pegando seu material e seguindo para fora da sala.
Todos voltaram os olhos a Nico, que parecia atônito, sem reação. Ficou assim por um tempo encarando a porta.
— Eee... Corta! — O menino afirmou tirando-o de seus pensamentos. — Isso foi perfeito! Imagina o resto? Com certeza não terão coragem de desfazer o grupo de teatro depois dessa! — Os stolls deram tapinhas nas costas de Nico e seguiram para fora da sala.
— Maravilhoso! — A professora afirmou animada. — Não... Mais que maravilhoso! Fantástico!
Nico sorriu fraco encarando-a, voltando os olhos à mesa em seguida, o livro de Thalia permanecera sobre ela...
( . . . )
Aquele dia com toda certeza não podia ficar pior! Thalia caminhava entre a multidão de alunos que seguia para o refeitório. Seu rosto novamente quente, seu coração... Não diria está acelerado... Mas sim, inquieto. Aquelas malditas sensações estavam voltando.
— Ei Thalia! — Annabeth segurou-a pelo braço. — Thalia olhou em sua direção um pouco desnorteada.
— O quê?
— “O quê?” Você estava vagando ai como um zumbi. Te chamei umas doze vezes.
— Ah sim... Desculpa eu só, estava um pouco distraída só isso.
— Hm... O que aconteceu?
— Nada de mais... — Thalia parecia confusa, mas sua expressão logo mudou. — O que acha de ir em uma festa comigo?
— O que? Festa? Assim do nada?
— Sim, festa! — Ela sorriu. — Que tal? Como nos velhos tempos.
Annabeth a encarou com a testa franzida.
— Não aconteceu nada mesmo?
Thalia bufou virando-se e entrando no refeitório, a menina logo atrás.
— Você sempre faz isso.
— Isso? — Continuou a caminhar até a fila.
— Isso, finge que não sabe do que estou falando, ignora minhas perguntas, muda de assunto. — Annabeth pegou uma das bandejas.
— Não estou fazendo nada disso. — Thalia fez o mesmo.
— Sim você está fazendo isso agora.
A menina revirou os olhos colocando a bandeja no lugar.
— Perdi a fome. — Virou-se saindo da fila. Annabeth novamente observou sua amiga indo para longe.
( . . . )
— Thalia hey! — Piper a cumprimento, mas a mesma nem deu atenção. Ignorou-a completamente e continuou a andar. — Eu em...
— Nem leva a serio. — Annabeth murmurou atrás dela. Piper olhou em sua direção, ela segurava uma bandeija com alguns petiscos. — Ela está assim com todo mundo.
— Credo. — Jason murmurou.
— Sim eu sei! Isso me irrita em Thalia. — Annabeth concordou.
— Não, estou falando disso ai. — Apontou para algo no prato de Annabeth, parecia... Isso mesmo parecia com purê de batatas, mas só parecia...
— Realmente. — A loira olhou para “aquilo” com cara de nojo. — Não sei nem porque estou comendo, eu nunca como na escola. — Jogou tudo inclusive a bandeja no lixo.
— Sabe Annabeth, acho que... Não se deve jogar a bandeja também. — Piper murmurou.
Annabeth deu de ombros, caminhando até a mesa onde sempre sentavam.
— Mas então... — Jason murmurou assim que se sentou. — O que aconteceu com Thalia?
— Ah, era isso que queria saber. Mas tente perguntar a ela.
Jason se levantou, mas Piper segurou sua mão. — Calma ai super homem, ela não estava sendo literal.
— Ah... — Sentou-se novamente.
Annabeth deu um pequeno sorriso. — Se você quiser ir tentar a sorte...
— Acho melhor não...
— Hey! — Percy cumprimento sentando-se a mesa ao lado de Annabeth, beijando-a na bochecha.
— Hey... — A loira sorriu lhe dando um selinho.
— Já estão sabendo dos boatos?
— Boatos?
— Sim, sobre Thalia e Nico.
Annabeth arregalou os olhos encarando o menino. — Que boatos?
Percy parecia um pouco assustado. — E bem... Estão dizendo por ai que eles fizeram uma pequena atuação na sala de literatura.
— Pequena atuação?
— Romeu e Julieta. — Percy murmurou mordendo sua maçã.
— Eles atuaram Romeu e Julieta? — Jason parecia surpreso. — Uau, não esperava por isso...
— Que lindo... — Piper murmurou seu olhar distante.
— Droga Annabeth! — A menina bateu a mão contra a testa. — Idiota, idiota... Era por isso que ela estava estranha!
— Annie?
— Não é nada Percy eu só... Acho que acabei de ser insensível com uma amiga. — Encostou a cabeça na mesa.
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