Because I Love You 2 .

33 Tudo depende somente deles!


Notas iniciais
Hey amores! EI EI ! Primeiramente, eu soube que estavam me procurando lá no grupo do face! Moça que me procurou lá, por favor fale comigo aqui pelas mensagens, gostaria de saber o que quer com a minha pessoa ( ͡° ͜ʖ ͡°) Olha, sei que devia ter postado semana passada, mas não deu! estava muito enrrolada com a escola e acho que nem daria para postar essa também se não fosse pelo ferido. Gostaria de me desculpar, mas não foi minha culpa, então... me amem vai. O capitulo está ai, não está bem como eu gostaria, mas foi o que deu para fazer com o tempo tão corrido e.e espero que gostem e nos vemos lá embaixo !

“Reyna sorriu. Sua mão subiu da nuca dele ao seu cabelo, agarrando e puxando enquanto o beijava da forma mais intensa que já fora beijado.”

Leo estava em um estado de puro êxtase, ficaria daquela forma eternamente se fosse possível, porém, seus pulmões já estavam comprimindo pela ausência do oxigênio. Reyna se afastou, lentamente seus lábios descolaram dos dele, as mãos desceram de sua nuca aos ombros e tornou a posição inicial, abaixando os pés de encontro ao chão novamente.

Ao contrario dela, Leo não reagiu. Não moveu um único musculo se quer. Seus olhos permaneceram fechados e a boca ligeiramente aberta enquanto respirava com dificuldade. Seus lábios formigavam, quase como se ainda estivessem colados aos dela naquele exato momento.

Reyna sorriu, sua risada fofinha o tirou de seu conflito. Leo abriu aos olhos lentamente encarando aquele rosto maravilho bem de frente ao seu.

— Você é engraçado. — Ela disse.

— Sou não é? — Respirou fundo piscando algumas vezes para ter certeza de que estava mesmo acordado. — realmente muito engraçado.

Novamente ela sorriu, mas desta vez abaixando o rosto e encostando sua testa contra o peito dele, fitando intensamente seu par de botas.

— Eu não devia ter feito isso... devia?

Leo olhou para baixo, do seu ponto de vista só conseguia ver o topo da cabeça dela, aproximou-se dali e sentiu o maravilhoso cheiro que emanava de seus cabelos negros.

— Devia, devia sim, e se me permite dizer... deve até fazer novamente.

Reyna gargalhou de forma tão contagiante que teve de acompanha-la.

— Obrigada por me ajudar. — Disse tornando a olhar para cima, sua boca ficou absurdamente próxima da dele. — De verdade, Leo.

— Por nada, sempre que precisar pode contar comigo. Principalmente se for esse tipo de ajuda.

Ela novamente sorriu lançando a cabeça para trás. Não pôde deixar de notar como ela era linda até naquela posição. Reyna voltou á cabeça para frente, seus cabelos estavam jogados para trás deixando assim o rosto completamente exposto, seu sorriso malicioso e a sobrancelha levemente arqueada agora ainda mais atraentes.

— Se é assim... — As mãos dela subiram, migrando dos ombros de Leo as laterais de seu rosto, onde segurou com ternura enquanto ficava na ponta dos pés mais uma vez. Leo suspirou tentando se preparar emocionalmente para o que estava por vim. Circulou a cintura dela com ambas as mãos e umedeceu seus lábios. — Me ajude novamente... — Reyna sussurrou.

Quando ambas as bocas se tocaram, bem, não adiantou se preparar... Seu coração sapateou no peito. Foi como se um choque corresse do estomago ao coração, deixando tudo frio no percurso e esquentando na altura do rosto deixando as bochechas vermelhas com certeza.

Os lábios dela eram tão macios, tão modelados e pareciam ainda melhores colados aos seus. Leo apertou-a na cintura enquanto virava seu rosto aprofundando ao beijo, as mãos de Reyna tornaram a sua nuca e novamente ela as infiltrou nos cabelos dele os puxando entre seus dedos, fazendo Leo recuar com a cabeça um pouco para trás, devolvendo a ela o domínio do beijo. Reyna deu passinhos para frente, fazendo-o a dar os seus para trás, suas pernas bateram contra o banco e Leo foi forçado a se sentar, Reyna subiu sobre seu corpo, sentando-se em seu colo enquanto descia as mãos ao pescoço dele, pausando ao beijo com uma mordida no lábio inferior.

Leo teve de abrir os olhos para observar aquela cena, os dentes dela fechados contra seu lábio e o olhar incrivelmente sexy. Suspirou revirando os olhos, Reyna sorriu o soltando e dando uma lambidinha ali em seguida voltando a beija-lo novamente.

Leo não conseguia formular um pensamento se quer. Era tudo intenso de mais. Urgente de mais. Rápido de mais. Estava imerso somente nas maravilhosas sensações que aquilo tudo lhe proporcionava.

— Ah... — Reyna ofegou se afastando. — Eu tenho que ir pra casa. — Falou aquilo tão casualmente que nem parecia que estava sentada sobre seu colo com os lábios inchados e vermelhos de tanto beijá-lo.

Ela passou a mão sobre o cabelo jogando-os para trás e correu dois de seus dedos pelos lábios limpando o excesso de batom das laterais. Leo se perdeu simplesmente assistindo aquela cena, assim que acabou, Reyna sorriu o encarando.

— O quê? — Perguntou ela.

Leo negou com a cabeça ainda estava perplexo de mais. Aquilo estava mesmo acontecendo?

— Nada eu só... estava aqui pensando que isso deve ser uma espécie de sonho, ou sei lá. Acha que se eu pular de um prédio agora irei voar?

Reyna franziu a testa endireitando-se sobre seu colo.

— Como?

— É que essa é a única explicação para alguém como você estar beijando alguém como eu...

Ela novamente mexeu nos cabelos, jogando-os para um só lado do ombro e inclinou-se um pouco para frente aproximando seu rosto do dele. Leo lembrou-se da primeira vez que a viu, pouco antes de o passeio escolar.

— Pois não é um sonho... — Sussurrou segurando as mãos dele e colocando em sua cintura. — E pare de se diminuir tanto Valdez. Você é bonito, muito legal, engraçado, gentil. Me ajudou quando eu precisei. E beija muito bem... resumindo: você é incrível.

Leo corou, Reyna sorriu e lhe deu um selinho.

— Agora é serio, eu preciso ir. Sabe aonde posso pegar um taxi?

— Sei aonde tem um agora mesmo. — Falou convicto.

Reyna franziu a testa desconfiada.

— Ae?

— Uhum.

— E onde seria?

Leo sinalizou com a mão para que ela se levantasse de seu colo, Reyna o fez ainda desconfiada, ele caminho até sua bicicleta e subiu nela, levantando o tripé e mantendo-a agora usando as pernas como apoio.

— Tháran! — Sorriu apontando para o quadro de sua bicicleta.

Reyna semicerrou os olhos e cruzou os braços.

— Está falando sério?

— Por que não estaria? Só vejo vantagens, pense comigo: 1° Vai sentadinha aqui e em uma ótima companhia. — Leo se insinuou balançando suas sobrancelhas. — 2° Pode aproveitar toda a vista da linda noite de NY mais de perto; e por ultimo, mas não menos especial: Tudo completamente de graça.

Reyna ainda parecia incerta.

— Eu nunca andei de bicicleta.

— O que? Quem no mundo nunca andou em uma bicicleta?

— Eu.

— Certo, certo. Mas não leve isso como um problema, minha linda. Isso não é nada mais, nada menos, que outro ponto positivo. Seu primeiro passeio será com um cara super experiente, que tal? — Ele piscou.

Reyna pensou por mais alguns segundos até finalmente descruzar os braços e suspirar dando um mínimo sorriso de lado.

— Certo, você me convenceu! — Ela caminhou até a bicicleta e Leo tirou um dos braços do caminho abrindo passagem, Reyna pegou impulso e pulou, sentando-se ali de lado. Leo novamente tornou a segurar o guidão, mantendo-a entre seus braços.

— Está pronta para o melhor tour de sua vida?

Reyna assentiu ainda meio incerta. Ele lhe deu um beijo no topo da cabeça e com o pé direito impulsionou para finalmente sair do lugar. O guidão tremeu nas primeiras pedaladas fazendo-a se agarrar a ele desesperadamente e fechar seus olhos, mas logo instabilizou. Leo encostou seu queixo na cabeça dela chamando sua atenção.

— Abra aos olhos. — Pediu ele.

Meio relutante Reyna o fez, abrindo-os lentamente e os fixando primeiramente no chão. O asfalto acinzentado passava rapidamente embaixo de seus pés, Reyna sorriu um pouco e tomou coragem o suficiente para subir a cabeça, olhando para frente agora.

O vento bateu contra o rosto dela fazendo seus longos cabelos negros serem lançados para trás, balançando ao ritmo. Leo virou a rua saindo daquela parte escura e deserta e tornando a área movimentada e badalada da cidade, ele pedalava rapidamente em meio ao transito caótico e barulhento.

Reyna sorria olhando para ambos os lados, os faróis ofuscando sua visão fazendo-a semicerra os olhos brevemente. Carros e mais carros iam ficando para trás, parando em meio ao congestionamento enquanto eles passavam facilmente entre os espaços livres e seguiam sem nem ao menos reduzir.

— Eu esqueci de perguntar. — Escutou a voz de Leo, um pouco ofuscada pelo vento, mas ainda assim audível. — Onde você mora mesmo?

Reyna sorriu olhando para trás, Leo a encarou por um breve momento, mas logo tornou a olhar para frente.

— Você é inacreditável, sabia?

Leo sorriu e seu rosto corou ligeiramente, Reyna ficou o observando por um segundo. O sorriso dele era tão bonitinho, seus cabelos cacheados também, balançando ao ritmo do vento enquanto a bicicleta descia por uma das ruas. Às vezes Leo lhe lembrava uma criança, era adorável e puro como uma, porém, completamente diferente dos caras por quem costumava se interessar. Era estranho ter feito o que fez, mas não se arrependia, não diria estar apaixonada por ele, mas... sentia-se atraída, talvez?

Nunca ficara assim confusa.

( . . . )

Hazel suspirou sentando-se a mesa novamente.

— É... ela não estava no banheiro.

Frank colocou mais uma colherada de sorvete na boca e a encarou.

— Esquisito, para onde será que ela foi?

— Acho que embora, eu sempre achei que a Reyna tinha uma queda pelo Percy, agora tenho certeza.

Frank engoliu o que tinha na boca e sorriu.

— Mas eles não namoraram ou algo assim?

— Não, eles só ficaram algumas vezes.

— Namorar, ficar... Pra mim dá tudo no mesmo. Acho que para fazer a ambos tem de gostar da pessoa.

Hazel sentiu seu rosto esquentar absurdamente, lembrou-se do passado, quando ainda estavam na sétima série e pouco antes de viajar Frank pedira para ficar com ela. Não soube o que responder, simplesmente travou e ele pareceu entender, disse que a deixaria pensar, lhe daria o tempo que fosse necessário. Os dias passaram de dias a semanas e de semanas a meses, Frank não a pressionou em nem um momento, nem se quer tocou no assunto, Hazel até mesmo pensou que ele havia esquecido, o fim do ano letivo chegou, e então... Frank foi embora.

Isso quer dizer que ele gostava de mim?

Somente a ideia fez seu coração saltar no peito.

— Mas e você? — Perguntou ele lhe arrancando de seus pensamentos. — Está namorando, não é? Gosta dele?

Hazel o encarou surpresa, não esperava por essa... Por algum motivo sentiu-se incrivelmente constrangida, não queria falar sobre Ethan, não com Frank. Algo em seu intimo fazia aquilo parecer absurdamente inapropriado.

— Bem, na verdade...

— Desculpe incomodar. — Hayley chegou novamente e Hazel não podia estar mais feliz com sua presença. — Mas é que o estabelecimento já vai fechar...

Não pôde deixar de olhar em volta, o lugar estava completamente vazio. Virou-se no banco e abriu sua bolsa, pegando de dentro dela o celular e espantando-se ao ver o horário. Era pouco mais de meia noite.

— Ah, claro! Sem problemas. — Frank parecia um pouco envergonhado. — Nos desculpe, já estamos de saída.

Hayley sorriu assentindo, ela escreveu algo no papel e entregou a Frank. Primeiramente Hazel pensou que aquela seria a conta, mas não fazia sentido nem um o rosto de Frank ficar da cor de um tomate por receber a conta.

— Te espero lá fora, Frank! — Levantou-se de vez saindo do estabelecimento. Só quando passou pela porta, que chegou ao lado de fora, notou o que tinha acabado de fazer.

Por que saí dessa forma?

Seu coração parecia pesado, com certeza aquela garota havia entregado seu numero para ele. Estava com ciúmes de Frank?

Suspirou frustrada, caminhando até a pracinha que havia do outro lado da rua e sentou-se em um dos bancos. Novamente pegou seu celular em mãos e ficou fitando intensamente a tela, sem nem um proposito real em mente, simplesmente encarou, assustando-se absurdamente e quase o deixando cair assim que o aparelho vibrou em suas mãos.

Se recompôs e encarou o novo ícone que piscava agora:

“Onde você está, Hazel? Preciso de você.” Era uma mensagem de Ethan, observou por um tempo sem saber ao certo o que responder.

— Hazel? — Parou de encarar a tela assim que Frank a chamou, olhou para ele ainda sentada sobre o banco. — O que aconteceu? Por que saiu daquela forma?

Hazel encarou o celular e depois a Frank novamente, fez isso repetidas vezes até que finalmente decidiu guardar o aparelho em sua bolsa mais uma vez.

— Nada, só precisava de um pouco de ar fresco.

— Há, certo... — Frank sentou-se ao seu lado.

— E desculpa sobre a conta eu te pago agora e-...

— Não, sem problemas. Não precisa me pagar nada.

Hazel assentiu.

— Certo.

Ficaram em silêncio por um tempo, simplesmente sentados lado a lado. Mas para Hazel, aquele silêncio não era incomodo. Bem pelo contrario, era agradável. Queria muito ficar perto de Frank, mas ao mesmo tempo se sentia culpada por ansiar tanto por aquilo, estava namorando, desejar ficar perto de outro não parecia certo. Ter ciúme de outro também. Mas ficarem apenas ali, calados, não era assim tão errado. Sua consciência ficava mais leve.

Já Frank parecia o total oposto, estava inquieto ao seu lado, ficava entrelaçando os dedos uns nos outros, com as mãos apoiadas nas pernas.

— Você está brava comigo? — Perguntou ele, finalmente quebrando ao silêncio.

Hazel olhou para o lado, surpresa.

— Brava?

— É, quer dizer... você não falou comigo por todo o ano letivo e também esse seu jeito estranho começou depois de que eu, bem... que eu pedi para ficarmos.

Hazel corou até a pontinha dos pés. Cortou contato visual e fitou intensamente o chão.

Então ele não tinha esquecido!

— Olha, Hazel. Não precisa ficar assim, se eu soubesse que aconteceria tudo isso não teria me declarado.

Declarado?!

Olhou para o lado novamente.

— Como assim se de-clarado?

— Bem... — Foi à vez de Frank corar, suas bochechas ficaram rosinhas. Ele pigarreou e prosseguiu: — Quando eu pedi para ficar com você, foi uma espécie de declaração, sabe... eu, eu nunca ficaria com alguém que não gosto.

Ai deuses!

Seu coração acelerou. Então Frank realmente gostava dela? O que faria agora? Não sabia, estava atônita novamente. Simplesmente ficou o encarando, vidrada: O rosto dele estava tão vermelhinho, suas mãos grandes pareciam tremulas sobre o jeans. Frank poderia até estar fisicamente diferente, mas por dentro era o mesmo Frank de sempre, o mesmo fofo e atencioso Frank de sempre. Por um momento Hazel sentiu uma vontade louca de beija-lo, mas logo em seguida repreendeu-se por aquilo, não podia, não era certo, ainda tinha Ethan na historia.

Levantou-se de vez do banco e Frank a acompanhou com os olhar um pouco assustado.

— Eu preciso ir. — Falou decidida, serrando os punhos para tentar se conter.

— Hazel... — Frank levantou-se também.

— Olha eu tenho um namorado. Você o viu hoje cedo. — Afastou-se um pouco sem olha-lo nos olhos.

— Eu sei, não precisamos ficar agora. Só que preciso saber.

Hazel encarava as diversas pedrinhas espalhadas sobre a grama verde. Engoliu em seco e suspirou, torcendo para ele não perguntar o que achava que perguntaria.

Qual seria sua reposta?

Prendeu a respiração, suas mãos novamente ficaram frias e úmidas, Hazel as passou na barra de seu vestido rodado para disfarçar, sentia seu coração inquieto, batendo descompassado.

Droga, Por que ele não podia simplesmente ter esquecido?!

— Minha res-posta?

— Sim. Eu fui embora sem saber e gostaria, que por favor, você me falasse. Independente de qual seja ela. — Frank deu um passo para frente, se aproximando.

O oxigênio que Hazel segurava até agora finalmente fora liberado, dando espaço a uma respiração acelerada, Frank parou um pouco a sua frente, mas a uma distancia ainda segura.

— Eu... — Engoliu em seco, não sabia o que dizer, nunca havia chegado a uma conclusão.

— Você... — Mais próximo, seus pés tocaram os dela.

— Eu diria...

— Diria...?— A incentivou aproximando-se mais, seus corpos separados por menos de um dedo, Hazel podia sentir a respiração dele contra seus cabelos cacheados, as mãos de Frank estavam bem de frente as suas quase lhe permitindo sentir o calor de toca-las. Queria tanto poder toca-las, e como se lesse seus pensamentos, Frank o fez.

Levando sua mão um pouco para frente, seus dedos tremendo no percurso até finalmente tocarem os dela.

Hazel sentiu sua pele formigar, o coração bater tão rápido que parecia socar as costelas. Os dedos de Frank escorregaram pela palma de sua mão. Quentes e macios, aconchegantes. Antes mesmo de notar já apertava a mão dele, retribuindo. Não conseguia mais processar nada a sua volta, por um segundo tudo parou, ouviu um sorrisinho fugir dos lábios de Frank e não resistiu á tentação de olhar para cima.

Arrependeu-se no mesmo segundo.

Seus olhos se cruzaram, ele parecia terrivelmente envergonhado mas ainda assim feliz. Um sorriso enorme em seu rostinho rechonchudo.

— Isso pra mim já vale como uma resposta. — Disse somente, a mão que estava solta subiu ao rosto de Hazel, dedilhando com cuidado sua bochecha até a palma cobri-la por completo. Ela fechou os olhos e respirou pesadamente apreciando ao toque.

Frank novamente sorriu, mas desta vez... aproximou-se. Hazel gelou. Engoliu em seco.

— Você disse... que não ficaríamos.

Eu menti. — Sussurrou, seu corpo já inclinado para frente e a cabeça virada sutilmente para o lado, permitindo assim, os lábios se tocarem.

Hazel fechou aos olhos com força, seus dedos entrelaçaram-se aos de Frank enquanto os da outra mão se fecharam em punho. Os lábios dele eram quentes, macios, assim como imaginou que seriam.

Passaram-se alguns minutos simplesmente daquela forma, seus lábios pressionados um contra o outro, até que Frank finalmente se afastou. Descolando suas bocas aos poucos. Hazel recolheu coragem o suficiente para abrir os olhos e encara-lo, ele parecia hipnotizado a sua frente, o olhar fixo e a boca entreaberta. Tocou-a mais um pouco no rosto e sorriu novamente, encostando sua testa a dela.

— Você é tão linda...

Hazel corou violentamente. Frank se abaixou um pouco mais, sua mão soltou a dela e antes mesmo que pudesse sentir saudade daquele contato ele a agarrou na cintura, rodeando seus braços fortes por ela, levantando-a do chão e deixando-a com o rosto a altura do seu.

— Eu sempre esperei por isso, Hazel Levesque. — Hazel não pôde deixar de sorrir.

Frank sempre a chamava assim: Pelo nome completo. Simplesmente era tímido de mais para chama-la pelo primeiro nome somente.

É, parece que mesmo com tantos anos distantes, certas coisas não mudaram.

Naquele momento resolveu ignorar todo o bom senso, ignorou por um segundo sua consciência e gravou um grande “foda-se” em sua mente. Faria o que desejou fazer deis de que o viu novamente.

Entrelaçou seus baços no pescoço de Frank e o beijou. Desta vez um beijo de verdade.

( . . . )

Annabeth já estava a poucos quarteirões do apartamento de Thalia quando ouviu seu nome ser chamado do fim da rua. Parou momentaneamente seus passos e virou o rosto olhando para trás, uma figura corria desesperadamente em sua direção.

Arregalou aos olhos já preparando-se para fugir quando finalmente o reconheceu. Percy estava inacreditavelmente rápido, cambaleando e tropeçando em seus próprios pés. Por um momento pensou que ele cairia bem a sua frente ou a atropelaria, mas Percy conseguiu parar bem a tempo. Seus tênis derraparam contra o chão e ele respirou fundo apoiando-se em ambos os joelhos enquanto respirava com dificuldade. Sua testa brilhava de suor, os cabelos negros estavam desgrenhados e desarrumados caindo sobre os olhos.

— Deuses, Percy! — Annabeth se aproximou tocando-o no obro. — Você está bem? O que aconteceu?

Ele levantou o dedo indicador pedindo um momento, ficou parado ainda apoiado nos joelhos enquanto parecia saborear o oxigênio, Annabeth estava espantada, nunca pensou que o veria correr tão rapidamente assim, parecia até um maratonista.

Percy finalmente levantou-se, colocando as mãos sobre sua cintura e fechando fortemente os olhos enquanto ainda respirava de maneira acelerada.

— Eu... — Falou cortado. — queria... saber, se.... você.... estava bem...

Annabeth arregalou os olhos.

— Você poderia ter ligado.

Percy gargalhou jogando a cabeça para trás.

— Poderia, né?... Droga. — Sentou-se no chão ainda respirando pesado. — Eu sou muito lerdo...

Annabeth sorriu sentando-se ao lado dele. Poderia pensar muito em como seria estranho para quem passasse ver dois adolescentes sentados na calçada, mas realmente não se importava.

— Sim, bem lerdo... — Concordou.

Percy olhou para o lado passando as mãos por seus cabelos e os tirando da frente dos olhos. Suas bochechas estavam vermelhas pelo esforço, a testa úmida de suor e alguns poucos fios de cabelo grudados ali, um sorriso lindo em sua boca.

Annabeth suspirou, passando a mão pela testa dele e tirando os fios que estavam grudados a ela.

— Mas se tivesse ligado não seria você... — Sorriu bobamente, sua mão agora o tocando na bochecha.

— Hm... — Percy se aproximou um pouco. — Essa é a minha deixa para beija-la?

Annabeth negou com a cabeça ainda rindo.

Idiota. — Se inclinou um pouco e o beijou.

Seus lábios se encaixavam tão bem, pareciam feitos um para o outro, e quanto mais o tempo passava, mais Annabeth tinha certeza de que... sim, realmente tinham sido feitos um para o outro. Percy a mordeu no lábio inferior e virou a cabeça tornando a beija-la. Suas bocas estalavam de uma maneira tão gostosa que não queria se afastar, mas teve de fazer pela falta de oxigênio. Deram alguns selinhos e finalmente se separaram.

Percy fez beicinho.

— O que foi? — Annabeth arqueou as sobrancelhas.

— Eu corri tudo isso e só ganho esse beijinho?

A loira revirou os olhos lhe dando mais um longo selinho.

— Contente?

Ele fez uma careta.

— Acida...

Annabeth gargalhou e ele riu juntamente.

— Ei, falando nisso, como correu até aqui se não falei aonde ia?

— O amor me guiou. — Percy lhe lançou um sorriso sedutor arqueando a sobrancelha direita.

— Aham. Fala serio Percy...

— É serio! Simplesmente corri, sem pensar muito, e ai te encontrei. — Ele se inclinou um pouco para frente, seus olhos verdes brilhando. — Então acredite, sim, o amor me guiou. — Sussurrou sorrindo, Annabeth suspirou derrotada rodeando-o com seus braços e lhe enchendo de beijinhos por todo o rosto, para no fim beija-lo na boca.

— Por que você tem que ser tão perfeito? — Murmurou chorosa assim que se afastaram, mas ainda estava abraçada a ele.

— Eu sei lá, me pergunto isso todas as manhas quando me olho no espelho. Mas eu nunca me respondo.

Annabeth riu e lhe deu um tapa no ombro se levantando e estendendo a mão para que ele também levantasse. Percy assim fez, segurando ali e subindo, batendo em suas roupas em seguida para que toda a sujeira saísse.

— Certo, agora me responda você: Por que me abandonou na sorveteria de repente?

— Vim falar com Thalia.

— Com Thalia? — Percy semicerrou os olhos. — Essa hora? Falar o que?

— Infelizmente é segredo...

— Como assim segredo? Annabeth eu não corri isso tudo para ficarmos de segredos...

— Não te obriguei a vim. — Falou ríspida cruzando os braços.

Percy arregalou os olhos. Ela era tão assustadora quando queria.

— Ei, calma ai, não leve tão a serio.

Annabeth suspirou e descruzou os braços novamente.

— Desculpa. É que isso já está me dando nos nervos, essa situação toda entre o Nico e a Thalia... é um saco!

— Ah, então é sobre o Nico e a Thalia... — Percy capitou, — não seria sobre á viajem, seria, Annabeth? Porque se for isso, relaxa, a Thalia já sabe que ele vai ir, ela mandou Nico ir.

— Você não entende, é mais complicado que isso. A Thalia é mais complicada que isso...

Percy suspirou.

— Sei que vocês são melhores amigas e que quer a felicidade dela, o Nico também é meu amigo e acredite não há nada no momento que eu queira mais, do que sua felicidade. Porém, não devemos nos intrometer, Annie. Eles decidiram isso.

Annabeth passou a mão sobre o rosto suspirando. Percy não entendia, simplesmente não entendia! Era tão fácil dar pitaco quando não sabia do outro lado da historia. Quando não sabia como Thalia estava sofrendo com tudo aquilo, não sabia o quanto doía vê-la chorar e vê-la a ponto de desabar novamente.

— Eu preciso abrir os olhos dela... — Falou. — quem sabe assim que a Thalia notar que ele estará indo embora logo, quer dizer, ano novo, Percy. Faltam semanas. Quem sabe isso não... Á faça mudar de ideia.

— Você está vendada, Annie. Está sendo egoísta. — Ele falou em tom serio. — Só consegue enxergar a Thalia, Thalia, Thalia, não consegue ver o mal que ela faz ao Nico, não consegue ver o mal que eles fazem um para o outro. Vai ser melhor assim, ele decidiu ir, decidiu recomeçar e superar tudo isso. Finalmente. Á ultima coisa que o Nico precisa é de uma Thalia agindo por impulso e depois voltando atrás. — Annabeth ia falar, mas parou. — Ela é imprevisível, Annabeth. Você sabe disso, Thalia pode pedir para ele ficar e continuar o tratando como lixo em seguida, eu não quero isso, já cansei de ver o Nico assim. Já cansei de vê-los assim. Deixe tudo seguir sem sua interferência.

Annabeth abaixou a cabeça e segurou um dos braços fitando intensamente o chão. Ele estava certo, novamente Percy estava certo. Não devia interferir, não devia mexer no fluxo das coisas, mas ainda assim... Queria tanto que Thalia voltasse a ser como era antigamente, estava mesmo sendo egoísta, mas só queria sua amiga de volta...

— Ei... — Percy tocou-a no rosto. — Não fica assim, minha menina. — Teve de sorrir com o apelido carinhoso. — Não fica brava comigo, eu amo você, só acho que não devia interferir. Mas não vou te obrigar a nada.

Annabeth assentiu segurando a mão de Percy que estava em seu rosto.

— Eu não estou brava e entendo... eu entendi o que quis dizer. Não vou interferir.

Percy sorriu aproximando-se um pouco mais e lhe dando um beijinho no canto da boca.

— Essa é a minha sabidinha.

— Eu só queria...

— Ajudar, eu sei. — Lhe deu mais um beijo. — Eu sei, Annie. Mas nem sempre podemos ajudar. Neste caso, estamos de mãos atadas. Só eles podem se ajudar, tudo depende somente deles.

Notas finais
( ͡° ͜ʖ ͡°) Então... Gente, eu estava aqui pensando e acho que o proximo capitulo já sera no natal. Bem, eu ainda não sei. Estou escrevendo umas coisas, organizando outras e visando outras, para ter certeza de que tudo vai estar certinho e fazendo sentido. BOM VAMOS VER! Espero que tenham gostado do capitulo e do tão aguardado momento Frazel! eu particularmente achei bem fofo. Ah, e eu não revisei então me desculpem ai por qualquer erro, amanha eu reviso, certo? tô morrendo de sono. Não esqueçam de comentar, meu amores! e nos vemos no proximo, ta?!