Notas iniciais
OOHHH O/ olha eu aqui. Gente, antes de tudo, gostaria de dizer que demorei para postar, porque queria inovar um pouco nesse capitulo, eu o escrevi em 1° pessoa ÉÉÉ o/ Bom não tem nem um motivo em particular, eu só queria dar uma inovada mesmo, queria vê se assim no ponto de vista do proprio personagem, conseguia deixa-lo mais intenso e tudo mais. Eu demorei bastante para escrevê-lo, porque estou acostumada com a 3° pessoa e.e (levou duas semanas) por isso não deu nem tempo de respondê-los, eu vou responder a todos agora, Okay? me desculpem mas foi pelo bem do capitulo. No fim eu acho que ficou bem legal, esperava um pouco mais, um pouco maior talvez, mas vocês já ficaram muito tempo sem capitulo e não queria mais adiar. AHHHH GENTE JÁ IA ESQUECENDO! CHEGAMOS A FUKIIINNNGS 617 COMENTARIOS! Eu gostaria muito de agradecer a vocês! serio, muito obrigada, vocês são os melhores! Bom, não vou mais atrasar, então nos vemos lá embaixo, tá?!

Era véspera de Natal, finalmente a véspera de Natal, daqui a algumas horas teria de ir para o aeroporto encontrar minha irmã e sair de Ny, teria de começar uma nova vida, em um novo lugar, tudo novo.

Mas antes, como prometido teria também que resolver todos os meus assuntos pendentes. Com meu pai tudo já estava bem, agora, faltava Rachel. Sei que devia ter dito a verdade antes, mas não tive coragem, não consegui falar para ela e agora confesso estar um pouco arrependido. Vê-la chorando daquela forma me faz querer ficar.

— Você... não, Nico. você não pode ir. — Rachel me abraçou, suas mãozinhas apertavam com força meu agasalho que já devia estar com o tecido todo encharcado por suas lagrimas. — Como pôde esconder isso de mim? Eu poderia, poderia ter feito algo e...

— Você não poderia ter feito nada, Ferrugem. Foi a minha escolha, okay? Eu escolhi aproveitar o tempo com você ao invés de deixa-la triste por antecedência.

Rachel fungou, seu rosto ainda estava apoiado contra meu peito. Passei a mão por seus cabelos e suspirei.

— Eu fiz algo de errado? — Ela perguntou. — Fiz algo que te irritou? Por isso vai embora?

Senti meu peito apertar.

— Claro que não... não diga isso, por favor. Você jamais fez algo que me irritou, pelo contrario, foi você quem mais me ajudou nesse tempo todo. Não tem nada a ver com você, ruiva. Mas eu preciso ir.

— Por que precisa ir? — Ela subiu a cabeça e olhou nos meus olhos, aquele aperto esmagador tomou minhas costelas novamente. Ver aqueles olhos verdes tão tristes por minha causa... era horrível. — Por que não fica? Estávamos indo bem, não? Como uma família.

Como uma família.

Meus olhos começaram a arder, estava tentando me segurar, não queria chorar, chorar só dificultaria tudo, mas não deu para guardar aquilo. A abracei. A abracei com toda minha força e encostei meu rosto contra sua cabeça.

— Sim, como uma família, ferrugem. Ainda somos, obrigado por ser minha família.

Rachel chorou mais alto e retribuiu ao abraço, conseguia ouvi-la soluçar e fungar, eu conseguia ouvir tudo e aquilo machucava de uma forma horrível. Não queria mais magoar ninguém, não queria mais ver alguém chorando por minha causa, era justamente por isso que iria embora.

— Agora eu preciso ir. — Falei pousando a mão no topo de sua cabeça, afagando seus cabelos, ela fungou uma ultima vez e olhou para mim, parece que só agora notara que já estava pronto para ir.

— Mas, você disse que só iria amanhã. Por que agora? — Seus olhos se apertaram e mais lagrimas desceram por eles.

— Não chore, Rachel. Por favor.

— Como posso não chorar? Você está indo embora e não vai mais voltar!

— Eu prometo ligar todas as noites.

— Isso não é o suficiente, Nico! — Rachel desvinculou-se de meus braços e se afastou. — Você não pode entrar na minha vida e de repente ir embora sem mais nem menos! Isso não é justo...

Eu sabia que não era justo com ela, sabia disso. Mas não ia correr atrás agora, já havia decidido, já tinha prometido a Thalia.

— Rachel, por favor, olhe pra mim. — Ela permaneceu de costas, seus braços cruzados. — Rachel, por favor... eu não quero ir com esse clima.

— Você ira me visitar. — Disse tornando a olhar em minha direção. — Virá me visitar daqui a um mês e não aceito um não como resposta.

Tive de sorrir com aquilo.

— Certo, prometo tentar vim.

— Não. Não me prometa tentar, me prometa que virá.

Suspirei passando as mãos pelo rosto, não sabia que seria tão difícil assim. Fitei ao chão tentando não olhar diretamente nos olhos dela, porque se o fizesse, tenho certeza que acabaria cedendo. Pensei por longos minutos, um luxo que não podia me dar já que estava com o tempo muito corrido, até que finalmente cheguei a uma conclusão...

Prometi a mim mesmo nunca mais voltar a NY, mas... acho que devia isso a Rachel.

— Tudo bem, eu prometo vim lhe visitar.

Ela sorriu, um sorriso imenso e feliz tomou seu rosto e novamente correu em minha direção, me abraçando com força.

Só não prometo quando...

Certo, aquela parte somente pensei, mas não estava mentindo para ela. Mais cedo ou mais tarde teria de tornar a cidade, não poderia ficar longe para sempre, isso era obvio. Só não sabia a data que o faria, poderia levar meses ou... anos.

— Mas por que está indo agora? — Rachel falou tirando-me de meus pensamentos. — Quer dizer... ainda temos algumas horas antes de o Natal, fique aqui, poderemos comer uma pizza e...

— Você devia ir visitar sua família.

Seu olhar desceu ao chão.

— Você sabe que não é tão simples assim, não falo com eles ha anos.

— E está na hora de mudar isso, ferrugem. — Novamente afaguei seus cabelos ela me olhou com um bico. — Natal é feito para passarmos com nossa família.

— Mas pensei que fossemos uma...

— E somos... — Sorri. — Você agora é minha irmãzinha... — Ela ia falar, mas continuei. — E não me venha com essa de: “Ah eu sou a mais velha” Você é a minha mais nova irmãzinha e terá de prometer para mim... que visitará sua família neste natal.

Rachel ficou alguns segundos calada, sua mão subiu pela bochecha secando o excesso das lagrimas e um suspiro fugiu de seus lábios dando espaço a um lindo sorriso em seguida.

— Certo, então venha comigo. — aquele sorriso despedaçou meu coração. — Podemos passar a ceia juntos, todos juntos.

— Eu gostaria muito, mas não posso. — Lembrei-me do tanto de coisas que teria de fazer antes de partir, a noite seria longa, muito longa, não poderia me deixar levar e ir com ela, prometi que resolveria meu assuntos todos antes da viajem e já estava adiando de mais. — Me desculpe, mas tenho muitas coisas para fazer antes de ir.

Ela assentiu, tristemente. Suas mãos subiram segurando ambas as minhas bochechas e ela ficou na ponta dos pés aproximando nossos rostos. Rachel colou sua testa na minha e fechou os olhos, novamente sorrindo. Tive de acompanha-la.

— Sentirei sua falta. — Sussurrou, — a casa ficara vazia sem você...

Novamente aquela vontade de chorar me atingiu, era a primeira vez em tanto tempo que alguém dizia “vou sentir sua falta” a primeira vez que me sentia realmente valorizado e amado e isso... bem, isso machucava porque estava a deixando para trás. Eu sou um idiota egoísta.

— Também sentirei... — Minha voz saiu mais baixa do que gostaria me entregando, Rachel abriu aos olhos e assim que me viu chorando, tornou a chorar. — Meu coração ficara vazio sem você. Mais ainda. — Rodeei sua cintura com meus braços e a abracei com força, levantando-a do chão. — Obrigado, ferrugem. Por segurar a barra quando eu estava prestes a desabar. Obrigado por ser meu porto seguro, muito, muito obrigado.

Ela negou com a cabeça, seus olhos brilhavam banhados pelas lagrimas.

— Não foi nem um esforço...

Respirei fundo reunindo forças para o que estava por vim. Coloquei-a no chão novamente e arrumei minha mochila sobre as costas, fitando intensamente meu par de coturnos. Tentei normalizar minha respiração e me controlar.

Teria de olhar para ela e sorrir, exatamente, á ultima imagem que ela teria de mim seria essa: um cara confiante e que tem força para guiar um novo futuro.

Vamos, sorria...

Suas mãos tocaram meu rosto fazendo olhar para ela novamente. Droga eu não estava sorrindo, não estava sorrindo! Bem pelo contrario, parecia um idiota chorando feito uma criancinha.

— Não se faça de fortão, Di Ângelo. — Ela falou com um sorriso em meio as lagrimas. — Eu me sentiria estupida se fosse a única a chorar aqui.

Assenti em meio a soluços ainda fitando seu rosto, Rachel respirou fundo e eu logo em seguida, ela segurou minha mão e caminhou comigo até a porta da frente. No percurso, tentei olhar bastante para cada pedaço daquela casa, cada pedaço de uma das minhas melhores lembranças.

Meus olhos correram deis de os maiores moveis até o mínimo porta-retratos preso a parede, tudo naquele lugar me deixava tão confortável, como se fosse a minha casa... como se realmente fossemos parentes e aquela fosse a minha casa. Nunca pensei que teria aquela sensação novamente em minha vida depois que briguei com meu pai.

— Chegamos... — Ela falou, sua voz embargada. Olhei para frente, a porta bem ali, era somente esticar minha mão e girar a maçaneta.

Virei-me para Rachel e novamente a abracei com força, ela suspirou e retribuiu da mesma forma.

— Tenha uma boa viagem... — Sussurrou com o rosto apoiado em meu pescoço. — E um ótimo recomeço.

Sorri um pouco e assenti.

— Fica bem, e não se esqueça da promessa que me fez.

Rachel assentiu emburrada, novamente sorri e lhe dei um beijo demorado no topo da testa. Assim que me afastei, olhei uma ultima vez para seus olhos verdes e virei-me para a porta, peguei o restante de minhas coisas que se encontravam ao lado dela e segurei a maçaneta finalmente abrindo-a.

A primeira coisa que me atingiu foi o vento. O vento frio do inverno soprou contra meu rosto fazendo-me automaticamente fechar os olhos e os pelos de minha nuca se arrepiar, podia ouvi-lo assoviando contra meus ouvidos, mas aquilo não me amedrontou. Dei um primeiro passo firme e confiante sobre a grama verdinha e um pouco úmida pelo sereno da noite, as pequenas gotículas brilhavam sobre o verde refletindo a luz da lua.

Puxei ambas as alças de minha mochila e fixei o olhar no chão, a cada passo mais distante da casa tinha de controlar cada vez mais o impulso de olhar para trás, se olhasse para ela... tenho certeza de que não sairia dali tão cedo. Portanto, continuei andando, a grama se moldando ao redor de meus passos, assim que cheguei á calçada, parei, contei: um, dois, três, muitos segundos e respirei fundo até que finalmente olhei para trás. Rachel estava encostada no batente da porta, os olhos tristes e os braços cruzados, mas ainda assim... ela sorriu. Aquilo me deu forças para continuar. Sorri de volta e acenei para ela que logo tratou de acenar também.

Levantei um de meus braços até finalmente alcançar o vão entre minhas costas e a mochila onde o skate se encontrava. Peguei-o e o coloquei no chão apoiando um de meus pés sobre ele. O observei por uns segundos pensando no que faria a seguir, a vida é engraçada, eu já sabia que teria de ir embora, já sabia que seria no natal, mas agora... agora que faltava menos de 24 horas para ir... sentia um frio horrível na barriga e um nervoso fora do normal, incerteza e... medo.

Será que estava mesmo fazendo o certo? Será que a resposta para meus problemas era mesmo aquela? fugir? Será que teria mesmo de fugir de tudo e todos só... só por causa dela?

Subi meu olhar, do skate ao céu. Observei as estrelas que tentavam brilhar em meio ás nuvens cinza espalhadas por ele. Não olhei muito, uns cinco segundos no máximo, porém, fora o suficiente para uma risada fugir. Não pude controlar, de repente me veio uma vontade louca de sorrir. Quando dei por mim já estava rindo feito um idiota enquanto encarava fixamente o céu. Como pude me perguntar algo como aquilo? Aquela pergunta era tão boba, mas é claro que faria isso, faria isso por ela.

Respirei fundo me recompondo e usei meu pé esquerdo para impulsionar o skate para frente, finalmente saindo do lugar. As rodinhas rolavam pela calçada enquanto meus pés pareciam formigar com o impacto. Coloquei as mãos nos bolsos da calça e olhei para a direita, bem a tempo de ver a minha-... quer dizer: a casa onde vivia com o meu pai, passar. Não pude deixar de sentir certa tristeza, confesso. Vive muitos momentos ali, muitos ótimos momentos, mas como grande parte das coisas boas em minha vida... eles estavam no passado agora.

E logo tudo isso estaria também.

Olhei para trás quando já estava no fim da rua, Rachel permanecia de frente a sua porta, ela esticou o braço e acenou freneticamente para mim. Sorri e virei á esquina finalmente saindo dali.

Agora tinha outro rumo em mente... sim, minha ultima parada antes da viajem já tinha nome e endereço.

( . . . )

Era véspera de natal

As ruas estavam silenciosas, do meu apartamento conseguia escutar somente aquela música natalina deprimente que vinha dos outros andares. O vento frio do inverno entrava por somente uma brecha da maior janela do cômodo, que encontrava-se com seus vidros embaçados pela baixa temperatura do inverno.

Estava sentada no sofá, as pernas cruzadas e a cabeça apoiada no estofado dele enquanto encarava fixamente o teto branco, procurando ignorar o som de meu celular que vibrava intensamente sobre a madeira da estante a minha frente.

Era Annabeth, já pela decima vez ela tentava me ligar, mas não queria atender. Estava sendo egoísta? Sim, sei que estava. Estava fugindo? Também, e era justamente esse o plano: fugir. Queria fugir daquele sentimento tão ruim que me atormentava de uns dias para cá. Sabia que mesmo atendendo a chamada, mesmo que falasse com minha melhor amiga, aquela sensação não me abandonaria.

Solidão.

Aquele conflito existencial era um dos piores sentimentos que um ser humano poderia ter o azar em experimentar. Era assustadora aquela sensação de inutilidade. Você pode olhar em volta e olhar em volta, não importa onde esteja, pode ser na avenida mais movimentada do mundo ou no alto de um prédio observando toda aquela numerosa civilização, ainda assim, é como se não estivesse ali, como se fosse no mínimo invisível e sua existência torna-se totalmente desnecessária para todo o mundo. Ao menos em sua cabeça.

Não era a primeira vez que tinha aqueles pensamentos e tenho total noção de que não seria a ultima, já que minha vida mais cedo ou mais tarde seguia esse rumo. Sabia que não eram pensamentos saldáveis, quer dizer, não devia ser natural uma garota de dezesseis anos pensar esse tipo de coisa. Mas como não?

Sempre ficava sozinha, de uma forma ou de outra, sempre me deixavam para trás. Por que faziam isso? Será que eu realmente não tinha valor nem um? Será que minha existência era mesmo... desnecessária?

Meu celular parou de vibrar finalmente, abaixei os olhos e suspirei descruzando ambas as pernas e me esticando pelo sofá até finalmente alcançar o aparelho sobre a estante, o peguei em minhas mãos e ao desbloquear a tela tive certeza do que anteriormente desconfiava: Era Annabeth. Aproximadamente dez chamadas perdidas, todas dela.

Por um segundo me senti mal, prometi para ela que iria a maldita festa e realmente tinha me arrumado e tudo mais, estava pronta para ir quando algo me impediu, mas o que-...

Foi quando finalmente me toquei. Respirei fundo e levantei minha mão até sentir o tecido fino tocar a ponta de meus dedos. Segurei a touca e a tirei da minha cabeça segurando-a de frente aos meus olhos.

É claro... por causa disso.

Observei-a sobre as minhas mãos, ali, esquentando minha pele onde quer que tocasse, aquela era a causa dessa miséria toda, só em olha-la meu coração pareceu comprimir no peito, como odiava aquela droga de sentimento!

Não acredito que estava me permitindo sentir aquilo novamente, ainda mais depois de prometer a mim mesma que aquela seria a ultima vez, prometer a mim mesma de que o esqueceria completamente. Era para ter enterrado toda a droga de meus sentimentos por ele durante aquela viagem, deu certo com Luke, mas por que... desta vez não funcionou?

Soltei a touca sobre minhas pernas e novamente joguei a cabeça para trás, passando as mãos por meus cabelos enquanto respirava fundo. Minha cabeça parecia pesar uma tonelada, odiava me sentir daquela forma, não queria assumir isso para mim mesma, mas no fundo, sim, no fundo só precisava de alguém que fosse diferente, alguém que ficasse, que lutasse por mim e não desistisse tão facilmente indo embora.

Balancei minha cabeça tentando espantar aqueles malditos pensamentos, precisava de um cigarro, isso, um cigarro!

Levantei-me do sofá em um pulo fazendo a touca cair do meu colo e ir de encontro ao chão. Caminhei rapidamente pelo apartamento, que estava como de costume, com suas luzes todas apagadas, deixando-o meio escuro. Entretanto, desta vez estava diferente, as diversas luzes natalinas postas no alto dos prédios vizinhos passavam pelas amplas janelas, deixando todo o lugar com uma aparência de rave.

Subi a escada rotatória ás pressas, sentindo o corrimão gelado correr pela palma das minhas mãos. Logo que cheguei ao segundo andar, saltei da escada ao corredor. Meus coturnos batendo fortemente contra o azulejo negro preso ao chão, nem notei, mas já corria pelos corredores.

Passei pela porta do meu quarto com um empurrão, a madeira chocou-se contra a parede causando um estrondo, mas aquilo realmente não me incomodava. Adentrei ao cômodo com rapidez, visando somente uma área dele, segui até a parede da direita, onde o guarda-roupa se encontrava. O abri de vez, fazendo até mesmo um de meus pôsteres descolar da porta; passei de roupa em roupa, empurrando os cabides para o lado, tentando abrir espaço. Olhei em cada bolso, em cada peça de roupa, mas não conseguia encontrar em lugar nem um.

De repente meu coração começou a acelerar no peito, as mãos tremiam segurando uma das peças, o ar começou a faltar de forma que tive de respirar mais rapidamente para manter os pulmões com oxigênio.

Apertei a peça de roupa que estava em minha mão e a atirei para trás, fazendo isso com as outras em seguida. Joguei-as ao chão, uma a uma, até o lado direito estar todo vazio. Segui ao outro lado do móvel, abrindo as portas e fazendo o mesmo.

Meu coração acelerado e a boca parecia seca, as mãos tremiam, mas nem parei para pensar no que estava acontecendo, só queria a droga de um cigarro!

Toquei mais uma das peças de roupa, uma jaqueta de couro desta vez, ia atira-la ao chão também, mas senti o cheiro... aquele cheiro. O cheiro dele.

Olhei a peça, relutante. Meus olhos começaram a arder como se estivessem expostos ao spray de pimenta mais forte do mundo. As mãos tremeram ainda mais e fraquejei, soltei a peça no chão. Cambaleei alguns passos para trás, minhas pernas pareciam tremer.

O que aquela jaqueta estava fazendo ali?!

“Podemos resolver isso de uma vez por todas, aqui e agora” Escutei a voz de Nico em minha cabeça, tão real que parecia estar no mesmo cômodo que eu, olhei para os lados, assustada, mas estava vazio “Eu não tenho nada que me prenda aqui”

Arregalei aos olhos e levei ambas as mãos a minhas orelhas, tampando-as. Aquilo já tinha acontecido uma vez, na escola, aquelas vozes aquela confusão toda. Mas não fazia sentido, não agora que já me lembrava de tudo. Dei as costas e segui pelo corredor.

“Só você...” Fechei meus olhos com força e tentei me concentrar no caminho, mas aquelas luzinhas natalinas tornavam tudo mais difícil. “então diga que... que ainda me ama, ou que ao menos um pouco, um pouquinho se quer do que sentia por mim ainda existe, que eu fico...” A essa altura já estava de frente a escada, segurei no corrimão para que não caísse e desci com o maior cuidado que consegui, um degrau por vez. “que eu fico por você...”

Cheguei ao sofá novamente, sentei-me nele e ainda tremula observei a touca abaixo dos meus pés, eu nem se quer notei que chorava, somente quando uma lagrima pingou fui perceber. Uma lagrima solitária desceu, escorregando por minha bochecha até o queixo, pingando ao chão.

Foi quando escutei, uma musica diferente de todas as outras que tocavam pelo prédio, a introdução perfeita no violão e a voz... inconfundível.

I'm not a perfect person

(Eu não sou uma pessoa perfeita)

There's many things I wish I didn't do

(Há muitas coisas que eu gostaria de não ter feito)

But I continue learning

(Mas eu continuo aprendendo…)

I never meant to do those things to you

(Eu nunca quis fazer aquelas coisas com você,)

And so, I have to say before I go

(Então, tenho que lhe dizer antes de ir…)

Virei-me de súbito, subindo no sofá. Em meu peito agora o coração parecia socar as costelas. De joelhos sobre o estofado, apoiei minhas mãos no batente da janela que havia ali, colocando um pouco da cabeça para fora assim podendo observar melhor e comprovar minhas suspeitas anteriores, sim, ele estava ali.

Notas finais
SIM EU COLOQUEI A TRADUÇÃO AI PORQUE SEI QUE VOCÊS NUNCA PESQUISAM ELA! heuheue.( ͡° ͜ʖ ͡°) ENNNTÃÃÃO, GENTE.... O que acharam do capitulo em 1° pessoa? eu gostei bastante, mas acho que vou continuar a fic em 3° mesmo, até porque, ela está em 3° deis de o começo e mudar agora vai ficar estranho. ( ͡° ͜ʖ ͡°) Mas eu gostei bastante, e torna aquela pergunta, a proxima fic vocês querem em 1 ou 3 ? Não esqueçam de opinar! Quanto ao capitulo... Eu não sei bem o que dizer, estou meio sei la... desmaiada. Então é isso! Nos vemos no proximo, meus amores, não esqueçam de comentar! e agora vou responder a todos, ta! fui!